Nada dura para sempre [em Português]
- Автор: Шелдон Сидни
- Год: 1996
- Язык: португальский
- Жанр: Современная русская и зарубежная проза
Электронная книга - «Nada dura para sempre [em Português]». Краткое содержание книги:
A sala de operações funcionou como uma máquina bem oleada, conduzida por profissionais que sabiam o que estavam a fazer.
Nove e cinco da manhã. O Dr. Radnor atingiu o canal cístico.
Até esse momento, a operação correra como mandavam os livros.
Quando começou a extirpar a vesícula biliar, a mão escorregou-lhe e o bisturi cortou uma artéria. O sangue começou a correr.
- Meu Deus! - disse, tentando parar a hemorragia.
O anestesista avisou em voz alta:
- A pressão arterial acaba de cair para noventa e cinco. Vai entrar em estado de choque!
Radnor voltou-se para a enfermeira auxiliar:
- Mande vir mais sangue para cima, stat!
- Imediatamente, doutor.
Nove e seis da manhã. O telefone tocou no banco de sangue.
- Não te vás embora - disse Foster a Andrea. Passou pela máquina de fax, que tinha parado de fazer barulho, e atendeu o telefone: - Banco de sangue.
- Precisamos de quatro unidades do tipo O para a sala de operações dois, stat.
- Certo.
Foster desligou o telefone e dirigiu-se ao canto onde fora depositado o novo sangue. Pegou em quatro sacos e colocou-os na prateleira superior do carro de transporte metálico, utilizado em caso de emergência. Tornou a verificar os sacos.
“Tipo O”, disse em voz alta. Mandou chamar um funcionário.
- O que se passa? - perguntou Andrea.
Foster olhou para o horário à sua frente.
- Parece que um dos doentes está a dar trabalho ao doutor Radnor.
Nove e dez da manhã. O funcionário entrou no banco de sangue.
- Que temos aqui?
- Leve isto à sala de operações dois. Estão à espera.
Ficou a ver o funcionário afastar-se com o carro e depois voltou-se para Andrea:
- Fala-me da sua irmã.
- Também é casada.
- Oh…
Andrea sorriu:
- Mas sai de vez em quando.
- Sai mesmo?
- Estou só a brincar. Tenho de voltar para o trabalho, Eric.
Obrigada pelo café.
- De nada. - Ficou a vê-la sair e pensou: “Que cu tão bom!”
Nove e doze da manhã. O funcionário esperava pelo elevador que o levaria ao segundo andar.
Nove e treze da manhã. O Dr. Radnor tentava tudo por tudo para minimizar a catástrofe.
- Onde está o maldito sangue?
Nove e quinze da manhã. O funcionário bateu à porta da SO dois e a enfermeira auxiliar abriu-a.
- Obrigada - disse. Levou os sacos para a sala. - Aqui está, doutor.
- Comecem a fazer a transfusão. Rápido!
No banco de sangue, Eric Foster terminou o café enquanto pensava em Andrea. “Todas as mulheres bonitas são casadas.
Quando se dirigiu à secretária, passou pela máquina de fax.
Puxou a mensagem e leu:
Chamada de Alerta 687, Junho 25: Glóbulos Vermelhos, Plasma Fresco Congelado. Unidades CB83711, CB800007. Community Blood Bank of California, Arizona, Washington, Oregon. Foram distribuídos produtos sanguíneos repetidamente examinados e provado serem reativos ao Anticorpo HIV tipo 1.
Olhou um momento para o fax, depois aproximou-se da secretária e pegou na fatura que assinara quando os sacos de sangue foram entregues. Olhou para o número desta. O número do alerta era idêntico.
- Oh, meu Deus! - disse. Pegou no telefone. - Ligue-me para a sala de operações dois, rápido!
Atendeu uma enfermeira.
- Daqui fala o banco de sangue. Acabei de mandar para cima quatro unidades do tipo O. Não utilizem! Vou já mandar outro sangue.
A enfermeira respondeu:
- Lamento mas já é demasiado tarde.
O Dr. Radnor deu a notícia a Sean Reilly.
- Foi um erro - disse Radnor. - Um erro terrível.
Dava tudo para que não tivesse acontecido.
Sean olhou para ele, chocado:
- Meu Deus! Vou morrer.
- Só saberemos se é HIV positivo dentro de seis a oito semanas. E mesmo que seja, isso não significa necessariamente que irá ter sida. Iremos fazer tudo o que pudermos.
- Que mais poderão fazer por mim que já não tenham feito? - perguntou Sean em tom amargo. - Sou um homem morto.
Quando Honey soube da notícia, ficou arrasada.
Lembrou-se das palavras de Frances Gordon. “Pobre homem.”
Sean Reilly estava a dormir quando Honey entrou no quarto.
Sentou-se ao lado da cama durante muito tempo, a olhar para ele.
Quando abriu os olhos, viu Honey:
- Sonhei que estava a sonhar e que não ia morrer.
- Sean…
- Veio ver o cadáver?
- Por favor, não fale assim.
- Como é que isto pôde acontecer? - gritou.
- Alguém cometeu um erro, Sean.
- Meu Deus, não quero morrer de sida!
- Algumas pessoas com HIV nunca sofrem de sida.
Os Irlandeses são tipos com sorte!
- Quem me dera poder acreditar em si.
Honey pegou na mão dele e disse:
- Tem de acreditar.
- Não sou homem para rezar - disse Sean -, mas pode ter a certeza de que passarei a fazê-lo a partir deste momento.
- Rezarei consigo - afirmou Honey.
Ele sorriu de esguelha:
- Julgo que podemos esquecer aquele jantar, eh?
- Oh, não. Não se livra dele com essa facilidade. Estou ansiosa por isso.
Estudou-a por momentos:
- Está a dizer a verdade, não está?
- Pode crer que sim! Aconteça o que acontecer. Lembre-se, prometeu levarme à Irlanda.
- Sentes-te bem, Ken? - perguntou Lauren. - Pareces tenso, querido.
Estavam sós na ampla biblioteca de Alex Harrison.
Uma criada e o mordomo tinham servido um jantar de seis pratos e, durante a refeição, ele e Alex Harrison (Trate-me por Alex”) tinham conversado sobre o seu brilhante futuro.
- Porque estás tão tenso? “Porque a puta de uma negra grávida espera que me case com ela. Porque a qualquer momento irá espalhar-se a notícia do nosso noivado e ela ficará a saber e deitará tudo por terra.
Porque todo o meu futuro poderá ser destruído.” Pegou na mão de Lauren:
- Acho que estou a trabalhar de mais. Para mim, os meus doentes não são apenas doentes, Lauren. São seres que sofrem e eu não consigo deixar de me preocupar com eles.
Ela afagou-lhe o rosto:
- Essa é uma das coisas que adoro em ti, Ken. Preocupas-te tanto.
- Acho que foi por isso que nasci.
- Oh, esqueci-me de te dizer. O editor social da Chronicle e um fotógrafo vêm cá na segunda-feira para fazerem uma entrevista.
Foi como um soco no estômago.
- Há alguma possibilidade de poderes estar aqui comigo, querido? Querem tirar-te uma fotografia.
- Gostaria… de poder, mas tenho muito trabalho marcado no hospital. - O raciocínio corria veloz. - Lauren, achas boa a ideia de dar uma entrevista agora? Quero dizer, não devíamos esperar até…?
Lauren deu uma gargalhada:
- Não conheces a imprensa, querido. São como sanguessugas.
Não, é melhor acabar com isso de uma vez.
“Segunda-feira!
Na manhã seguinte, Mallory encontrou Kat num quarto Utilitário. Parecia cansada e abatida. Não trazia maquilhagem e o cabelo não estava enrolado. “Lauren nunca sairia assim”, pensou Mallory.
- Olá, querida!
Kat não respondeu.
Mallory abraçou-a:
- Tenho pensado muito em nós, Kat. Ontem à noite nem consegui dormir.
Para mim, não existe mais ninguém.
Tu tinhas razão e eu estava errado. Acho que a notícia foi uma espécie de choque para mim. Quero que tenhas o nosso filho.
Reparou no brilho súbito que surgiu no rosto de Kat.
- Sentes mesmo o que dizes, Ken?
- Podes crer que sim.
Atirou-se ao pescoço dele:
- Graças a Deus! Oh, querido. Estava tão preocupada. Não sei o que faria sem ti.
- Não tens de te preocupar com isso. Daqui em diante, tudo vai ser maravilhoso. - “Nem calculas como.” - Estou de folga no domingo à noite.
Estás livre?
Apertou-lhe a mão:
- Farei tudo para estar livre. - ótimo! Jantaremos num lugar sossegado e depois iremos para sua casa, para uma última bebida. Achas que consegues livrar-te de Paige e Honey?