Nada dura para sempre [em Português]
- Автор: Шелдон Сидни
- Год: 1996
- Язык: португальский
- Жанр: Современная русская и зарубежная проза
Электронная книга - «Nada dura para sempre [em Português]». Краткое содержание книги:
- Kat, tenho de falar contigo. Há por aí algum quarto vazio? Pensou por momentos:
- Saiu um doente do quarto trezentos e quinze. Vamos para lá.
Começaram a atravessar o corredor. Uma enfermeira aproximou-se deles.
- Doutor Mallory! O doutor Peterson tem andado à sua procura. Ele…
- Diga-lhe que estou ocupado. - Pegou no braço de Kat e conduziu-a até ao elevador.
Quando chegaram ao terceiro andar, percorreram silenciosamente o corredor e entraram no quarto 315. Mallory fechou a porta atrás deles.
Estava a arfar. Todo o seu futuro dourado dependia dos próximos minutos.
Pegou na mão de Kat. Chegara o momento de ser sincero.
- Kat, sabes que sou louco por ti. Nunca senti por ninguém o que sinto por ti. Mas, querida, a ideia de termos agora um filho… bem… não vês que é o momento errado? ‘Quero dizer… ambos trabalhamos dia e noite, não ganhamos o suficiente para…
- Mas cá nos arranjaremos - afirmou Kat. - Amo-te, Ken, e eu…
- Espera. Só estou a pedir para adiar tudo por uns tempos.
Deixa-me terminar o estágio no hospital e começar a praticar clínica privada em qualquer lugar. Talvez regressemos para o leste. Dentro de alguns anos já estaremos em condições para casar e ter um filho.
- Dentro de alguns anos? Mas já te disse que estou grávida.
- Eu sei, querida, mas só passaram quantos… dois meses? Ainda tens muito tempo para fazer um aborto.
Kat olhou para ele, chocada:
- Não! Não farei nenhum aborto. Quero que nos casemos imediatamente.
Já.
“Temos um iate no Sul de França. Gostariam de passar a lua-de-mel na Riviera Francesa? Podem ir de avião até ao nosso Guljstream.” -Já disse a Paige e a Honey que nos vamos casar.
Elas serão as minhas damas de honor. E já lhe s contei tudo sobre o bebê.
Mallory sentiu um calafrio a percorrer-lhe o corpo. As coisas estavam a fugir do seu controlo. Se os Harrisons soubessem disto, acabariam consigo.
- Não o devias ter feito.
- Porque não?
Mallory forçou um sorriso:
- Quero manter privada a nossa vida particular. - “Vou montar a sua própria clínica… Deve conseguir fazer duzentos a trezentos mil dólares no primeiro ou segundo ano.” - Kat, vou pedir-te pela última vez. Fazes um aborto? - Esperava que ela dissesse sim e fez a pergunta tentando esconder o desespero que sentia.
- Não.
- Kat…
- Não posso, Ken. Contei-te o que senti no aborto que fiz quando era garota. Jurei que nunca mais passaria pelo mesmo.
Não me peças isso.
E foi nesse momento que Ken Mallory percebeu que não podia correr riscos. Não havia alternativa. Teria de a matar.
Todos os dias Honey sentia-se ansiosa por ver o doente do quarto 316.
Chamava-se Sean Kelly e era um irlandês bem-parecido, de cabelos e olhos negros muito brilhantes.
Honey calculava que ele tivesse cerca de quarenta anos.
Quando o conheceu numa das rondas, olhou para o gráfico dele e disse:
- Vejo que está aqui devido a uma colecistectomia.
- Pensei que me fosse tirar a vesícula biliar.
Honey sorriu:
- É a mesma coisa.
Sean fixou nela os seus olhos negros:
- Podem tirar tudo o que quiserem, menos o meu coração. Esse pertencelhe .
Honey desatou a rir:
- Os elogios hão-de levá-lo a todos os lados.
- Assim o espero, querida.
Sempre que Honey tinha tempo, ia ao quarto para conversar com Sean. Era encantador e divertido.
- Vale a pena ser operado só para a ter por perto, queridinha.
- Não está nervoso por causa da operação? - perguntou.
- Não, se for você a operar, amor.
- Não sou cirurgiã. Sou interna.
- Os internos têm permissão para jantar com os seus doentes?
- Não. Há uma regra contra isso.
- Os internos cumprem sempre as regras?
- Sempre - respondeu Honey a sorrir.
- Acho-a bonita - disse Sean.
Nunca ninguém lhe tinha dito isso. Ficou corada.
- Obrigada.
- Você faz-me lembrar o orvalho fresco da manhã nos campos de Killarney.
- Já esteve na Irlanda? - perguntou Honey.
Ele riu-se:
- Não, mas prometo-lhe que iremos até lá juntos. Verá.
Era uma ridícula bajulação irlandesa e, no entanto…
Quando nessa tarde foi ver Sean, Honey perguntou:
- Como se sente?
- Melhor, só de a ver. Já pensou no nosso jantar?
- Não - disse Honey. Estava a mentir.
- Pensei que, depois da minha operação, a pudesse convidar.
Não é comprometida, casada ou qualquer coisa estúpida dessas, é?
Honey sorriu:
- Nada dessas coisas estúpidas.
- Ainda bem! Nem eu. Quem havia de me querer? “Muitas mulheres”, pensou Honey.
- Se gosta de comida caseira, acontece que sou boa cozinheira.
- Veremos.
Quando foi ver Sean na manhã seguinte, ele disse: -Tenho um pequeno presente para si. - E entregou-lhe uma folha de papel de desenho. Nele estava um esboço leve e idealizado de Honey.
- Está lindo! - disse Honey. - Você é um artista maravilhoso! - E subitamente lembrou-se das palavras da médium: “Você vai apaixonar-se.
Ele é artista.” Olhou de forma estranha para Sean.
- Passa-se algo de errado?
- Não - respondeu Honey, lentamente. - Não.
Cinco minutos mais tarde, Honey entrava no quarto de Frarlces Gordon. A médium estava sempre a ser readmitida para fazer uma série de exames.
- Aqui vem a virgem!
Honey perguntou:
- Lembra-se de me ter dito que iria apaixonar-me por alguém… por um artista?
- Sim.
- Bem, eu… eu penso que acabei de o conhecer.
Frances Gordon sorriu:
- Vê? As estrelas nunca mentem.
- Pode… pode falar-me um pouco sobre ele? Sobre nós?
- Existem cartas de tarot naquela gaveta além. Pode trazer-mas, por favor?
Quando Honey entregou as cartas, pensou: “Isto é ridículo! Não acredito nisto!”
Frances Gordon estava a espalhar as cartas. Abanava constantemente a cabeça, abanava e sorria e subitamente parou.
O rosto ficou pálido.
- Oh, meu Deus! - Olhou para Honey.
- O que é… que aconteceu? - perguntou Honey.
- Este artista. Diz que já o conhece?
- Penso que sim.
A voz de Frances Gordon soou triste:
- Pobre homem. - Fitou Honey. - Lamento… lamento muito.
Sean Reilly tinha a operação marcada para a manhã do dia seguinte.
Oito e quinze da manhã. O Dr. William Radnor já se encontrava na SO dois a preparar-se para a operação.
Oito e vinte e cinco da manhã. Um camião que transportava o carregamento semanal de sacos de sangue parou na entrada das urgências do Embarcadero County Hospital. O condutor levou os sacos para o banco de sangue, situado na cave. Eric Foster, o médico residente de serviço, estava a tomar café com uma bonita e jovem enfermeira, de nome Andrea.
- Onde quer isto? - perguntou o condutor.
- Deixe-os aí - respondeu Foster, apontando para um canto.
- Certo. - O condutor poisou os sacos e puxou de um formulário. - Preciso do seu autógrafo.
- Certo. - Foster assinou o formulário. - Obrigado.
- Não tem de quê. - E o condutor saiu.
Foster virou-se para Andrea:
- Onde estávamos?
- Estavas a dizer-me como sou adorável.
- Exato. Se não fosses casada, andaria atrás de ti - disse o residente. - Nunca sais por aí?
- Não. O meu marido é pugilista.
- Oh. Tens alguma irmã?
- Na realidade, tenho.
- Ela é tão bonita quanto tu?
- Ainda mais.
- Como é que se chama?
- Marilyn.
- Porque não saímos os quatro numa destas noites? Enquanto conversavam, a máquina de telefax começou a fazer barulho. Foster ignorou-a.
Oito e quarenta e cinco da manhã. O Dr. Radnor começou a operar Sean Reilly. No início, tudo correu bem.