Бесплатная библиотека
Читайте книгу на сайте или телефоне
Nada dura para sempre [em Português] - Читать Любимую Русскую Полную Книгу 👉 Read-E-Book.com

Nada dura para sempre [em Português]

Электронная книга - «Nada dura para sempre [em Português]». Краткое содержание книги:

Nada dura para sempre [em Português]
1 ... 47 48 49 50 51 52 53 54 55 ... 62
Перейти на страницу:

Sorriu para si próprio:

- De modo algum. O que tem em mente?

- Há uma festa de caridade no próximo sábado à noite. Quer acompanharme? “Oh, filha, vou acompanhar-te durante toda a noite.

- Com todo o prazer. - Estava de serviço no sábado à noite, mas iria telefonar a dizer que estava doente e eles teriam de arranjar alguém que o substituísse.

Mallory era um homem que acreditava em planejamento antecipado e o que lhe estava a acontecer agora ultrapassava os seus mais remotos sonhos.

Dentro de poucos dias seria introduzido no círculo social de Lauren e a sua vida daria um enorme passo em frente. Iria dançar com ela metade da noite e esperar que os dias de hospital passassem. Cada vez havia mais queixas do seu trabalho, mas ele não se importava com isso.

“Em breve estarei fora daqui”, disse para consigo.

A ideia de deixar aquele medonho hospital estatal e possuir a sua própria clínica era suficientemente excitante, mas Lauren era o bónus que a dona sorte lhe tinha dado.

Kat estava a tornar-se um estorvo. Mallory tinha de estar sempre a arranjar desculpas para não a ver. Quando ela o pressionava, ele respondia:

- Querida, estou louco por ti… claro que quero casar contigo, mas neste momento eu… - e inventava uma quantidade de desculpas.

Foi Lauren quem sugeriu que os dois passassem o fim-de-semana na casa de campo da família, em Big Sur. Mallory adorou a ideia. “Está tudo a correr num mar de rosas”, pensou. “Vou ser o dono de todo este mundo!”

A casa situava-se no meio de colinas cobertas de pinheiros e era uma construção de madeira, azulejos e pedra, virada para o oceano Pacífico.

Tinha um amplo quarto de casal, oito quartos para convidados, uma espaçosa sala de estar com lareira de pedra, uma piscina interior e um enorme tanque de água quente.

Tudo cheirava a dinheiro antigo.

Quando entraram, Lauren virou-se para Mallory e disse:

- Dei o fim-de-semana de folga aos empregados.

Mallory sorriu:

- Bem pensado.

Abraçou-a e acrescentou, suavemente:

- Estou louco por ti.

- Demonstra-me - afirmou Lauren.

Passaram o dia na cama e Lauren era quase tão insaciável como Kat.

- Estás a acabar comigo! - disse Mallory a rir.

- Ainda bem. Quero que não consigas fazer amor com mais ninguém. - Sentou-se na cama. - Não existe mais ninguém, existe, Ken?

- Claro que não - respondeu Mallory com sinceridade. - Para mim, não existe mais ninguém no mundo senão tu. Estou apaixonado por ti, Lauren. - Tinha chegado o momento de se atirar, de resolver o seu futuro de uma vez por todas. Uma coisa era ser um médico famoso com clínica própria e outra era ser o genro de Alex Harrison.

- Quero casar contigo.

Susteve a respiração, até ouvir a resposta dela.

- Oh, sim, querido - respondeu Lauren. - Sim.

No apartamento, Kat tentava desesperadamente encontrar Mallory. Ligou para o hospital.

- Lamento, doutora Hunter, mas o doutor Mallory não está de serviço e não responde ao telebip.

- Ele não disse onde poderia ser encontrado?

- Não temos aqui nada.

Kat desligou o telefone e voltou-se para Paige:

- Pressinto que lhe aconteceu alguma coisa. Caso contrário, já me teria ligado.

- Kat, pode haver centenas de motivos por ainda não te ter ligado. Talvez tivesse de sair subitamente da cidade, ou…

- Tens razão. Tenho a certeza que haverá uma boa desculpa.

Kat olhou para o telefone e desejou que tocasse.

Quando Mallory regressou a São Francisco, telefonou para o hospital para falar com Kat.

- A doutora Hunter não está de serviço - informou a recepcionista.

- Obrigado. - Mallory ligou para o apartamento.

Kat estava lá.

- Olá, querida!

- Ken! Onde estiveste? Tenho estado preocupada contigo.

Liguei para todo o lado à sua procura…

- Tive uma urgência familiar - disse lentamente.

- Desculpa. Não pude avisar-te. Tive de sair da cidade.

Posso ir aí?

- Sabes que sim. Fico feliz por saber que estás bem.

Eu…

- Daqui a meia hora. - Pousou o auscultador e pensou, feliz: “Chegou o momento”, disse, “de falar de muitas coisas. Kat querida, foi muito bom, mas…, sabes como é.”

Quando Mallory chegou ao apartamento, Kat agarrou-se-lhe ao pescoço:

- Tive tantas saudades tuas! - Não lhe podia dizer como tinha estado tão desesperadamente preocupada. Os homens detestavam esse tipo de coisas.

Afastou-se um pouco:

- Querido, pareces absolutamente exausto.

Mallory suspirou:

- Estou acordado há vinte e quatro horas. “Essa parte é verdade”, pensou.

Kat abraçou-o:

- Pobrezinho. Queres que te arranje alguma coisa?

- Não, estou bem. Tudo o que preciso é de uma boa noite de sono. Vamos sentar-nos, Kat. Temos de ter uma conversa.

- Sentou-se no sofá, ao lado dela.

- Passa-se alguma coisa? - perguntou Kat.

Mallory respirou fundo.

- Kat, ultimamente tenho pensado muito em nós.

Ela sorriu:

- Também eu. Tenho novidades para te dar…

- Não, espera. Deixa-me acabar. Kat, acho que estamos a precipitar os acontecimentos. Acho… acho que te pedi em casamento demasiado cedo.

Ela ficou pálida:

- Que… que estás tu a dizer?

- Estou a dizer que acho que devíamos adiar tudo.

Ela sentiu que o chão lhe fugia. Tinha dificuldade em respirar.

- Ken, não podemos adiar nada. Vou ter um filho teu.

Paige chegou a casa à meia-noite, esgotada. Tivera um dia exaustivo. Nem sequer conseguira almoçar e ao jantar comera apenas sanduíches entre as operações. Caiu na cama e adormeceu instantaneamente. Foi acordada pela campainha do telefone.

Tonta de sono, pegou no aparelho e automaticamente olhou para o relógio da mesinha-de-cabeceira. Eram três da manhã.

- Doutora Taylor? Peço desculpa por incomodá-la, mas um dos seus doentes insiste em que a quer ver imediatamente.

A garganta de Paige estava tão seca que mal podia falar.

- Já saí de serviço - murmurou. - Não consegue arranjar mais alguém…?

- Ele não fala com mais ninguém. Diz que tem de ser a senhora.

- Quem é?

- John Cronin.

Endireitou-se:

- Que foi que aconteceu?

- Não sei. Recusa falar com mais alguém a não ser consigo.

- Está bem - disse, fatigada. - Vou já.

Trinta minutos mais tarde, Paige chegou ao hospital.

Foi diretamente ao quarto de John Cronin. Ele estava deitado, mas acordado. Tinha tubos ligados ao nariz e aos braços.

- Obrigado por ter vindo. - A voz soou fraca e rouca.

Paige sentou-se numa cadeira ao lado da cama. Sorriu:

- Não faz mal, John. De qualquer modo, não tinha mais nada para fazer a não ser dormir. O que é que posso fazer por si, que mais ninguém neste imenso hospital poderia ter feito?

- Quero que converse comigo.

Paige resmungou:

- A esta hora? Pensei que fosse alguma emergência.

- É. Quero partir.

Ela abanou a cabeça:

- Isso é impossível. Não pode ir para casa agora. Não poderia receber o tipo de tratamento…

Ele interrompeu-a:

- Não quero ir para casa. Quero partir.

Olhou para ele e disse lentamente:

- O que é que está a dizer?

- Você sabe o que estou a dizer. Os medicamentos já não atuam. Não consigo suportar esta dor. Quero acabar com tudo.

Paige inclinou-se para a frente e pegou-lhe na mão: -John, não posso fazer isso. Vou dar-lhe um…

- Não. Estou farto, Paige. Quero ir para onde quer que seja e não quero ficar aqui a sofrer assim. Já estou farto.

- John…

- Quanto tempo me resta? Alguns dias mais? Já lhe disse, não suporto bem as dores. Estou aqui deitado como um animal encurralado, cheio destes malditos tubos.

O meu corpo está a ser consumido por dentro. Isto não é viver; é morrer.

1 ... 47 48 49 50 51 52 53 54 55 ... 62
Перейти на страницу:
0
Сюжет
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Атмосфера
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Главный герой
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Общее впечатление
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
Итоговая оценка: 0.0 из 10 (голосов: 0 / История оценок)