Бесплатная библиотека
Читайте книгу на сайте или телефоне
Nada dura para sempre [em Português] - Читать Любимую Русскую Полную Книгу 👉 Read-E-Book.com

Nada dura para sempre [em Português]

Электронная книга - «Nada dura para sempre [em Português]». Краткое содержание книги:

Nada dura para sempre [em Português]
1 ... 44 45 46 47 48 49 50 51 52 ... 62
Перейти на страницу:

- Certo.

Um dos residentes perguntou:

- Qual é o problema?

- Ontem o doutor Barker substituiu a válvula mitral.

Penso que rebentou. - Paige olhou para o Dr. Koch. - Já está inconsciente?

Koch anuiu:

- A dormir como se estivesse em casa, na sua própria cama.

“Quem me dera que você estivesse” pensou Paige.

- O que é que está a utilizar?

- Propofol.

Ela concordou:

- Está bem.

Viu Kelly ser ligado ao pulmão artificial para que ela pudesse efetuar o desvio cardiopulmonar. Paige estudou os monitores da parede. Pulsação 140… saturação de oxigénio no sangue 92 por cento… pressão arterial

80/60.

- Vamos - disse.

Um dos residentes ligou a música.

Paige aproximou-se da mesa de operações, colocada sob mil e cem watts de luz quente, e pediu à enfermeira-assistente:

- Bisturi, por favor.

A operação começou.

Paige retirou todas as ligações externas que tinham sido feitas no dia anterior. Em seguida, cortou desde a base do pescoço até à extremidade inferior do esterno, enquanto um residente limpava o sangue com compressas de gaze.

Cuidadosamente, atravessou as camadas de gordura e músculo e, à sua frente, surgiu o coração, que batia irregularmente.

- Aqui está o problema - disse Paige. - O átrio está perfurado. O sangue está a acumular-se em volta do coração, comprimindo-o. - Paige olhou para o monitor da parede. A pressão tinha caído perigosamente.

- Aumentem a intensidade - ordenou Paige.

A porta da sala de operações abriu-se para dar passagem a Lawrence Barker. Aproximou-se de um dos lados para ver o que estava a acontecer.

Paige perguntou:

- Doutor Barker. Quer fazer…?

- A operação é sua.

Paige verificou rapidamente o que Koch estava a fazer: -Tenha cuidado.

Vai anestesiá-lo de mais, merda! Tenha calma!

- Mas eu…

- Ele entrou em choque! A pressão está a cair!

- Que quer que faça? - perguntou Koch, impotente.

“Devias saber”, pensou Paige furiosa.

- Dê-lhe lidocaína e epinefrina! Já! - gritou.

- Certo.

Paige viu Koch pegar numa seringa e injetá-la no doente.

Um residente olhou para o monitor e disse em voz alta:

- A pressão arterial está a cair.

Paige tentava freneticamente estancar o sangue. Olhou para Koch e disse:

- Intensidade a mais! Disse-lhe para…

O ruído da batida cardíaca no monitor tornou-se subitamente caótico.

- Meu Deus! Alguma coisa correu mal!

- Passem-me o desfibrilador! - gritou Paige.

A enfermeira auxiliar retirou o desfibrilador do carrinho de mão, abriu duas almofadas esterilizadas e aplicou-as no devido lugar. Rodou os botões para as carregar e, dez segundos mais tarde, entregou-as a Paige.

Esta pegou nas almofadas e colocou-as diretamente sobre o coração de Kelly. O corpo do doente deu um solavanco e depois caiu.

Paige tentou novamente, esperando que ele voltasse a viver, esperando que ele voltasse a respirar. Nada. O coração continuou parado: um órgão morto e inútil.

Paige estava furiosa. O seu papel na operação tinha sido bem sucedido, mas Koch anestesiara de mais o doente.

Enquanto Paige aplicava o desfibrilador no corpo de Lance Kelly pela terceira e inútil vez, o Dr. Barker aproximou-se da mesa de operações e voltou-se para Paige:

- Você matou-o.

Jason estava a meio de uma reunião de design quando a secretária informou:

- A doutora Taylor está ao telefone. Digo que lhe ligará mais tarde?

- Não, eu atendo. - Paige levantou o telefone. - Paige? -Jason… preciso de ti! - soluçava.

- O que foi que aconteceu?

- Podes vir ao meu apartamento?

- Claro. Vou já para aí. - Levantou-se. - A reunião está terminada. Amanhã de manhã continuaremos.

Meia hora mais tarde, Jason chegava ao apartamento.

Paige abriu-lhe a porta e atirou-se ao pescoço dele. Tinha os olhos vermelhos de chorar.

- O que foi que aconteceu? - perguntou Jason.

- É horrível! O doutor Barker disse que eu… eu matei um doente e, sinceramente, não tive a culpa! - A voz começou a fugir. - Não consigo suportar mais nenhuma das suas…

- Paige - disse Jason, suavemente -, tu contaste-me como ele é sempre mau. É o caráter dele.

Paige abanou a cabeça:

- É mais do que isso. Tem tentado obrigar-me a abandonar tudo, desde o dia em que comecei a trabalhar com ele. Jason, se ele fosse um mau médico e pensasse que eu não servia para nada, não me importaria tanto; mas o homem é brilhante. Tenho de respeitar a sua opinião.

Penso somente que não sou suficientemente boa para isto.

- Disparate - disse Jason, zangado. - Claro que és boa. Toda a gente com quem conversei me disse que és uma médica maravilhosa.

- Mas não Lawrence Barker.

- Esquece o Barker.

- Vou esquecer - disse Paige. - Vou deixar o hospital.

Jason abraçou-a.

- Paige, sei que gostas de mais da sua profissão para desistires dela.

- Não vou desistir. Só não quero ver mais aquele hospital.

- Jason tirou o lenço e limpou as lágrimas de Paige.

- Perdoa-me por te incomodar com tudo isto - disse Paige. - é para isso que servem os futuros maridos, não é? Conseguiu sorrir:

- Gosto de ouvir isso. Está bem. - Paige respirou fundo.

- Já me sinto melhor. Obrigada por teres conversado comigo.

Telefonei ao doutor Wallace e disse-lhe que me retirava. Vou agora falar com ele.

- Vemo-nos logo ao jantar.

Paige atravessou os corredores do hospital, sabendo que os via pela última vez. Ali estavam os sons familiares e as pessoas a correrem ao longo dos corredores, de um lado para o outro. Para ela, tinha-se transformado mais num lar do que aquilo que imaginava. Lembrou-se de Jimmy e de Chang, bem como de todos os médicos maravilhosos com quem tinha trabalhado.

O querido Jason a fazer a ronda com ela na sua bata branca.

Passou pela cafetaria, onde ela, Honey e Kat tinham tomado centenas de pequenos-almoços e pela sala de reuniões, onde tentaram fazer uma festa.

Os corredores e os quartos estavam repletos de tantas recordações. “Vou ter saudades disto”, pensou, “mas recuso-me trabalhar debaixo do mesmo teto que aquele monstro.”

Dirigiu-se ao gabinete do Dr. Wallace. Ele esperava-a.

- Bem, devo dizer que a sua chamada telefônica surpreendeu-me, Paige!

Está completamente decidida?

- Sim.

Benjamin Wallace suspirou:

- Muito bem. Antes de ir, o doutor Barker quer vê-la.

- Eu é que o quero ver. - Toda a fúria reprimida subiu à superfície.

- Ele está no laboratório. Bem… boa sorte.

- Obrigada. - Paige começou a caminhar em direão ao laboratório.

O Dr. Barker estava a examinar alguns exemplares sob o microscópio, quando Paige entrou. Ele levantou a cabeça.

- Disseram-me que decidiu deixar o hospital.

- Exato. Finalmente conseguiu o que queria.

- E o que foi que eu quis? - perguntou Barker.

- Quis-me fora daqui desde o primeiro momento em que me viu.

Bem, venceu. Já não consigo lutar mais contra si. Quando disse que matei o doente, eu… - a voz de Paige começou a falhar.

- Penso que é um sádico filho da puta com coração de pedra e eu odeio-o.

- Sente-se - disse o Dr. Barker.

- Não. Não tenho mais nada para dizer.

- Bom, mas eu tenho. Quem diabo julga que…? Parou subitamente e começou a ficar sufocado.

Enquanto Paige olhava horrorizada, ele agarrou-se ao peito e conseguiu sentar-se na cadeira, com o rosto torcido para um lado num grito pavoroso.

Paige aproximou-se de imediato:

- Doutor Barker! - Pegou no telefone e gritou: - Código vermelho! Código vermelho!

O Dr. Peterson disse:

- Sofreu um enfarte massivo. É muito cedo para dizer se irá conseguir superar.

1 ... 44 45 46 47 48 49 50 51 52 ... 62
Перейти на страницу:
0
Сюжет
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Атмосфера
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Главный герой
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Общее впечатление
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
Итоговая оценка: 0.0 из 10 (голосов: 0 / История оценок)