Nada dura para sempre [em Português]
- Автор: Шелдон Сидни
- Год: 1996
- Язык: португальский
- Жанр: Современная русская и зарубежная проза
Электронная книга - «Nada dura para sempre [em Português]». Краткое содержание книги:
- Eu… nem sei o que dizer, Alfred.
- É claro que não - riu. - Quinhentos mil dólares por ano é suficiente para deixar qualquer um sem palavras.
- Não estava a pensar no dinheiro - afirmou Paige, lentamente.
- Não?
Estudou-o como se o tivesse visto pela primeira vez.
- Alfred, quando trabalhavas para a OMS não sentias que estavas a ajudar os outros?
Ele encolhe u os ombros:
- Nada pode ajudar aquela gente. E quem se importa realmente com isso?
Acreditas que Karen queria que eu ficasse em Bangladesh? Disse-lhe que não havia hipótese, por isso ela regressou. - E, pegando na mão de Paige, disse: - Assim, aqui estou eu… Ficaste um tanto calada. Penso que estás um tanto acabrunhada com tudo isto, hem?
Paige lembrou-se do pai: “Teria tido muito êxito na Park Avenue, mas não estava interessado em dinheiro. Tudo o que queria era ajudar os outros.” - Já me divorciei de Karen e por isso podemos casar imediatamente. - Tocou-lhe na mão. - Que achas da ideia de vivermos em Nova Iorque?
Paige respirou fundo:
- Alfred…
Havia no rosto dele um sorriso de expectativa:
- Sim?
- Vai-te embora.
O sorriso desapareceu lentamente:
- O quê?
Paige levantou-se:
- Quero que saias imediatamente.
Ficou confuso:
- Para onde queres que eu vá?
- Não te vou dizer - replicou Paige. - Magoaria os teus sentimentos.
Depois de Alfred ter saído, Paige sentou-se a pensar. Kat tinha razão.
Tinha estado presa a um fantasma. “A ajudar aqueles selvagens ignorantes, quando podia ter estado a fazer um monte de dinheiro aqui… Quinhentos mil dólares por ano! “ “Foi a isso que estive presa”, pensou Paige. Podia ter-se sentido deprimida mas, em vez disso, estava muito animada.
Subitamente, sentiu-se livre. Sabia agora o que eLe queria.
Dirigiu-se ao telefone e discou o número de Jason - Estou.
- Jason, daqui Paige. Lembras-te de me teres falado sobre a sua casa em Noe Valley?
- Sim…
- Gostaria muito de a conhecer. Estás livre esta noite, Jason - perguntou, lentamente:
- Queres dizer-me o que está a acontecer, Paige? Estou confuso.
- Eu é que estou confusa. Pensei que estava apaixonada por um homem que conheci há muito tempo, mas ele já não é a mesma pessoa.
Agora sei o que quero.
- Sim?
- Quero ver a sua casa.
Noe Valley pertencia a outro século. Era um oásis colorido, no coração de uma das mais cosmopolitas cidades do mundo.
A casa de Jason era um reflexo dele - confortável, arrumada e encantadora.
Conduziu Paige pela casa:
- Aqui é a sala de estar, a cozinha, a casa de banho das visitas, a biblioteca… - Olhou para ela e disse: - O quarto fica lá em cima. Queres vêlo?
Paige respondeu baixinho:
- Quero muito.
Subiram até ao quarto. O coração de Paige batia desordenadamente. Mas o que estava a acontecer parecia inevitável. “Devia ter sabido desde o início”, pensou.
Paige nunca soube quem tinha dado o primeiro passo, mas subitamente encontravam-se nos braços um do outro e os lábios de Jason estavam sobre os seus, parecendo ser a coisa mais natural do mundo. Começaram a despir-se e ambos pareciam estar cheios de pressa. Pouco depois, estavam na cama e ele fazia amor com ela.
- Meu Deus - sussurrou ele. - Amo-te tanto.
- Eu sei - brincou Paige. - Desde que te mandei vestir uma bata branca.
Depois de terem feito amor, Paige disse:
- Gostava de passar a noite aqui.
Jason sorriu:
- E não me vais odiar de manhã?
- Prometo.
Paige passou a noite com Jason, a conversar… a fazer amor… a conversar.
De manhã, fez-lhe o pequeno-almoço.
Jason ficou a vê-la e disse:
- Não sei como tive tanta sorte, mas obrigada.
- Eu é que sou a sortuda - respondeu-lhe Paige.
- Sabes uma coisa? Ainda não recebi a resposta ao meu pedido.
- Terás uma resposta esta tarde.
Nessa tarde, chegou ao escritório de Jason um mensageiro com um sobrescrito. Dentro, encontrava-se o cartão que Jason tinha enviado com a casa-modelo.
Minha ()
Nossa (x)
Coloca uma cruz.
Lou Dinetto ia ter alta do hospital. Kat foi ao quarto dele para se despedir.
Rhino e o Sombra estavam lá.
Quando entrou, Dinetto voltou-se para eles e ordenou:
- Desapareçam!
Kat ficou a vê-los deixarem o quarto. Dinetto olhou para ela e disse:
- Fico em dívida para consigo.
- Não me deve nada.
- É esse o valor que dá à minha vida? Soube que se vai casar.
- Exato.
- Com um médico.
- Sim.
- Bem, diga-lhe para cuidar bem de si, ou terá de se haver comigo.
- Dir-lhe -ei.
Houve uma pequena pausa:
- Lamento o que sucedeu a Mike.
- Ele vai ficar bom - disse Kat. - Tive uma longa conversa com ele. Ficará bem.
- Ainda bem. - Dinetto estendeu-lhe um sobrescrito volumoso:
- Um pequeno presente de casamento para si.
Kat abanou a cabeça:
- Não, obrigada.
- Mas…
- Cuide bem de si.
- Você, também. Sabe uma coisa? A senhora é uma mulher às direitas.
Vou dizer-lhe algo que quero que se lembre sempre.
Se alguma vez precisar de um favor, seja ele qual for, venha ter comigo.
Entendido?
- Entendido.
Sabia que ele dizia a verdade. E também sabia que nunca iria ter com ele.
Durante as semanas que se seguiram, Paige e Jason falavam por telefone três ou quatro vezes ao dia e viam-se sempre que ela não estava de serviço.
O hospital estava mais movimentado do que nunca.
Paige tinha estado de serviço trinta e seis horas cheias de urgências. Tinha acabado de adormecer no quarto dos médicos de serviço quando foi acordada pela campainha do telefone.
Encostou o auscultador ao ouvido: - ‘Tou?
- Doutora Taylor, pode vir ao quarto quatrocentos e vinte e dois, stat?
Paige procurou despertar. “Quarto 422. Um dos doentes do Dr. Barker.
Lance Kelly. Tinha acabado de fazer uma substituição da válvula mitral.
Qualquer coisa deve ter corrido mal.” Paige levantou-se e saiu para o corredor deserto. Decidiu não esperar pelo elevador e subiu as escadas a correr. “Talvez seja apenas uma enfermeira nervosa. Se for grave, telefonarei ao Dr. Barker”, pensou.
Entrou no quarto 422 e ficou à entrada, a olhar.
O doente tentava respirar e gemia. A enfermeira voltou-se para Paige, obviamente aliviada:
- Não sabia o que fazer, doutora. Eu…
Paige correu para junto da cama.
- O senhor vai ficar bom - disse, tentando tranquilizá-lo.
Tomou-lhe o pulso. A pulsação estava bastante irregular e rápida. A válvula mitral estava a funcionar mal.
- Vamos dar-lhe um sedativo - ordenou Paige. A enfermeira estendeu uma seringa e Paige injetou-a numa veia.
Paige voltou-se para a enfermeira: - Peça à enfermeira-chefe para reunir uma equipa operatória, stat. E mande chamar o doutor Barker!
Quinze minutos mais tarde, Kelly estava na mesa de operações. A equipa era constituída por duas enfermeiras-assistentes, uma auxiliar e dois residentes. Havia um monitor colocado ao alto do canto da sala, para mostrar o ritmo cardíaco, o ECG e a pressão arterial.
O anestesista entrou e Paige teve vontade de o insultar.
A maioria dos anestesistas do hospital eram médicos peritos, mas Herman Koch era uma excepção. Paige já tinha trabalhado com ele antes e tentava evitá-lo o mais possível.
Não confiava em Koch. Agora, não tinha outra opção.
Viu-o prender um tubo à garganta do doente, enquanto ela desdobrava um pedaço de papel com uma janela recortada e o colocava sobre o peito do doente.
- Metam um fio na veia jugular - pediu Paige.
Koch anuiu: