Nada dura para sempre [em Português]
- Автор: Шелдон Сидни
- Год: 1996
- Язык: португальский
- Жанр: Современная русская и зарубежная проза
Электронная книга - «Nada dura para sempre [em Português]». Краткое содержание книги:
- Sou a doutora Hunter - disse com a voz a tremer.
- Preciso imediatamente de uma ambulância…
No hospital, Kat pediu a Paige para fazer a operação e remover a bala.
- Ele perdeu muito sangue - disse Paige. Voltou-se para o cirurgião assistente: - Dê-lhe mais uma unidade.
Já era de madrugada quando a operação terminou.
A cirurgia foi bem sucedida.
Quando tudo acabou, Paige chamou Kat de lado:
- Como queres que eu comunique isto? - perguntou. - Posso mencionar que foi um acidente ou…
- Não - disse Kat. A voz soou magoada. - Já devia ter feito isto há muito tempo. Quero que comuniques que foi um ferimento de bala.
Mallory esperava por Kat fora da sala de operações.
- Kat! Soube do teu irmão e… - Kat abanou a cabeça, fatigada. - Lamento.
Ele vai ficar bem?
Kat olhou para Mallory e respondeu:
- Sim. Pela primeira vez na vida, Mike vai ficar bem.
Mallory apertou a mão de Kat.
- Quero que saibas que a noite passada foi maravilhosa.
Foste um milagre. Oh, lembrei-me agora. Os médicos com quem fiz a aposta estão à espera na sala de reuniões, mas suponho que, com tudo o que aconteceu, não vais querer entrar e…
- Porque não?
Pegou-lhe no braço e os dois entraram na sala. Os médicos ficaram a vêlos aproximarem-se.
Grundy disse:
- Olá, Kat. Precisamos de a ouvir dizer algo. - O doutor Mallory afirma que você e ele passaram a noite juntos e que tinha sido ótima.
- Foi mais do que ótima - disse Kat. - Foi fantástica!
- Beijou o rosto de Mallory. - Vejo-te mais tarde amor.
Os homens ficaram sentados, boquiabertos, enquanto Kat se afastava.
No vestiário, Kat disse a Paige e a Honey:
- Com toda esta excitação, não tive a oportunidade de vos dar a notícia.
- Que notícia? - perguntou Paige.
- Ken pediu-me em casamento.
Houve olhares incrédulos nos seus rostos.
- Estás a brincar! - disse Paige.
- Não. Declarou-se na noite passada. Eu aceitei.
- Mas tu não podes casar-te com ele! - exclamou Honey.
- Sabes como ele é. Quero dizer, tentou levar-te para a cama devido a uma aposta!
- E conseguiu - disse Kat a sorrir.
Paige olhou para ela:
- Estou confusa.
- Estávamos erradas quanto a ele. - Afirmou Kat.
- Completamente erradas. Foi o próprio Ken que me contou tudo sobre a aposta. Todo este tempo isso tem estado a perturbar-lhe a consciência.
Percebem o que aconteceu? Saí com ele para o castigar e ele saiu comigo para ganhar dinheiro, e acabámos os dois apaixonados um pelo outro. Oh, nem calculam como me sinto feliz.
Honey e Paige entreolharam-se:
- Quando se casam? - perguntou Honey.
- Ainda não falámos disso, mas tenho a certeza que será em breve. Quero que vocês as duas sejam as minhas damas de honor.
- Podes contar com isso - respondeu Paige. - Lá estaremos.
- Mas havia uma certa dúvida na sua mente.
Bocejou e disse: - Foi uma longa noite. Vou para casa dormir.
- Eu fico aqui com Mike - disse Kat. - Quando acordar, a polícia quer falar com ele. - Pegou nas mãos das amigas.
- Obrigada por serem tão amigas.
A caminho de casa, Paige pensou no que acontecera nessa noite. Sabia o quanto Kat adorava o irmão. Foi preciso muita coragem para o entregar à polícia. “Devia ter feito isto há muito tempo.”
O telefone tocava quando Paige entrou no apartamento. Correu a atender.
Era Jason.
- Olá! Telefonei apenas para te dizer que estou cheio de saudades. O que aconteceu na sua vida?
Paige sentiu-se tentada a contar-lhe, a partilhar com alguém, mas era muito pessoal. Era algo que dizia respeito a Kat.
- Nada - respondeu Paige. - Está tudo bem.
- Ainda bem. Estás livre para jantar?
Paige sabia que era mais do que um convite para jantar. “Se o tornar a ver, vou-me envolver”, pensou. Sabia que era uma das decisões mais importantes da sua vida.
Respirou fundo:
- Jason, A campainha da porta começou a tocar.
- Espera um minuto, está bem, Jason?
Paige poisou o telefone, dirigiu-se à porta e abriu-a.
Era Alfred Turner.
Paige ficou gelada.
Alfred sorriu:
- Posso entrar?
Ela ficou atrapalhada: - Cla… claro - respondeu ela tentando esconder o espanto. - Des… culpa. - Ficou a ver Alfred entrar para a sala e sentiu-se cheia de emoções conflituosas. Estava feliz e excitada e ao mesmo tempo furiosa. “Porque é que estou assim?”, pensou.
“Provavelmente, só passou aqui para me cumprimentar.” Alfred voltou-se para ela e declarou:
- Deixei a Karen. - As palavras foram um choque. Alfred aproximou-se mais: - Cometi um grande erro, Paige. Nunca te devia ter deixado. Nunca.
- Alfred… - Paige lembrou-se subitamente. - Desculpa.
- Correu para o telefone e levantou-o: - Jason?
- Sim, Paige. Sobre logo à noite, podemos…
- Não… não posso sair contigo.
- Oh. Se hoje é mau dia, que tal amanhã à noite?
- Não… não tenho a certeza.
Jason sentiu tensão na voz dela e perguntou:
- Aconteceu alguma coisa?
- Não. Está tudo bem. Amanhã telefono-te e explico tudo.
- Está bem. - Parecia confuso.
“ Paige colocou o auscultador no lugar.
‘ - Tenho sentido muitas saudades tuas, Paige - disse Alfred.
- Acontece o mesmo contigo? “Não. Apenas sigo estranhos na rua e chamo-os de Alfred.” - Sim - admitiu Paige.
- Ainda bem. Pertencemos um ao outro, sabes. Desde sempre.
“Será? Foi por isso que casaste com Karen? Julgas que podes entrar e sair da minha vida sempre que te apeteça?” Alfred encontrava-se junto de Paige:
- Não é assim?
Paige olhou para ele e respondeu:
- Não sei. - Tudo aconteceu muito depressa.
Alfred pegou-lhe na mão: , - Claro que sabes.
- O que se passou com Karen?
Alfred encolhe u os ombros:
- Karen foi um erro. Continuei a pensar em ti e em todos os bons momentos que passámos juntos. Fomos sempre bons um para o outro.
Estava a olhar para ele, de sobreaviso:
- Alfred…
- Estou aqui para ficar, Paige. Quando digo “aqui”, não quer dizer exatamente isso. Vamos para Nova Iorque.
- Nova Iorque?
- Sim. Já te conto tudo. Sabia-me bem uma chávena de café.
- Claro. Vou fazer. Leva apenas uns minutos.
Alfred seguiu-a até à cozinha, onde Paige começou a preparar o café. Ela procurava ordenar as ideias. Tinha querido tão desesperadamente que Alfred voltasse e agora que ele ali estava…
Alfred dizia:
- Aprendi muito nos últimos anos, Paige. Cresci.
- Oh?
- Sim. Sabes que tenho trabalhado para a OMS durante todos estes anos.
- Eu sei.
- Esses países não mudaram nada desde que éram crianças.
Na realidade, alguns até pioraram. Existem mais doenças, mais pobreza…
- Mas estavas lá a ajudar - disse Paige.
- Sim, e de um momento para o outro, despertei - Despertaste?
- Percebi que estava a desperdiçar a minha vida. Estava lá a viver na miséria e a trabalhar vinte e quatro horas por dia para ajudar aqueles selvagens ignorantes, quando podia estar aqui a fazer um monte de dinheiro. - Paige escutava, incrédula. - Conheci um médico que tem um consultório na Park Avenue, em Nova Iorque. Sabes quanto ganha ele por ano? Mais de quinhentos mil dólares! Ouviste bem? Quinhentos mil dólares por ano! - Paige olhava para ele.
- Disse para comigo mesmo: “Onde esteve esse dinheiro durante toda a minha vida?” Ofereceu-me um lugar como associado - disse Alfred com orgulho - e eu aceitei. É por isso que tu e eu vamos para Nova Iorque.
Paige não conseguia acreditar no que acabara de ouvir,
- Conseguirei pagar um apartamento de cobertura para nós e poderei comprar-te vestidos bonitos e tudo o que sempre te prometi. - Sorria. - Bem, ficaste surpreendida? A boca de Paige estava seca: