Nada dura para sempre [em Português]
- Автор: Шелдон Сидни
- Год: 1996
- Язык: португальский
- Жанр: Современная русская и зарубежная проза
Электронная книга - «Nada dura para sempre [em Português]». Краткое содержание книги:
- Sentes-te bem? - perguntou Mallory.
- Não sei. Desculpas-me um momento?
- Com certeza. - Viu-a levantar e dirigir-se à casa de banho das senhoras.
Quando regressou, disse:
- É o momento errado, querido. Peço desculpa. É melhor levares-me a casa.
Olhou para ela, tentando esconder a frustração. A maldita sina estava a conspirar contra ele.
- Está bem - respondeu Mallory, bruscamente. Estava prestes a explodir.
Vai perder cinco preciosos dias.
Cincp minutos depois de Kat ter regressado ao apartamento, a campainha da porta começou a tocar. Kat sorriu.
Mallory tinha encontrado uma desculpa para regressar e ela odiava-se a si própria por ficar tão satisfeita.
Dirigiu-se à porta e abriu-a.
- Ken…
Eram Rhino e o Sombra. Kat sentiu uma súbita onda de medo.
Os dois empurraram-na para dentro do apartamento; Rhino perguntou-lhe:
- É você quem vai operar o senhor Dinetto?
- Sim - esclareceu Kat, e engoliu em seco.
- Não queremos que lhe aconteça nada.
- Nem eu - disse Kat. - Agora, se me derem licença, estou cansada e…
- Ele corre o risco de morrer? - perguntou o Sombra.
Kat hesitou:
- Na cirurgia cerebral existe sempre o risco de…
- É melhor que não deixe que isso aconteça.
- Acreditem, eu…
- Não deixe que isso aconteça. - Olhou para Rhino.
- Vamos.
Kat viu-os prepararem-se para sair.
À porta, o Sombra voltou-se e disse:
- Diga “olá” a Mike por nós.
Kat ficou subitamente imóveclass="underline"
- Isto… isto é alguma espécie de ameaça?
- Nós não ameaçamos ninguém, doutora. Nós estamos a dizer-lhe. Se o senhor Dinetto morrer, você e a merda da sua família desaparecerão da face da Terra.
No vestiário, meia dúzia de médicos esperavam que Ken Mallory aparecesse.
Quando este entrou, Grundy saudou:
- Avé ao herói conquistador! Queremos ouvir todos os pormenores lúridos.
- Sorriu. - Mas, tal como foi combinado, irmão, queremos ouvir da boca dela.
- Tive um pouco de má sorte - lamentou-se Mallory a sorrir.
- Mas todos vocês podem começar a pôr dinheiro de lado.
Kat e Paige estavam a preparar-se para operar.
- Já alguma vez operaste um médico? - perguntou Kat.
- Não.
- Tens sorte. São os piores doentes do mundo. Sabem de mais.
- Quem vais operar?
- O doutor Mervyn “Não Me Magoe,” Franklin.
- Boa sorte.
- Bem preciso dela.
O Dr. Mervyn Franklin era sexagenário, magro, calvo e irascível.
Quando Kat entrou no quarto, ele disse bruscamente:
- Já era tempo de ter chegado. Já tem o resultado dos malditos eletrólitos?
- Sim - disse Kat. - São normais.
- Quem é que o diz? Não confio na merda do laboratório.
Cinquenta por cento das vezes não sabem o que fazem. E certifique-se de que não há misturas na transfusão de sangue.
- Certificar-me-ei - respondeu Kat, pacientemente.
- Quem vai fazer a operação?
- O doutor Jurgenson e eu. Doutor Franklin, prometo-lhe que não tem de se preocupar com nada.
- Qual é o cérebro que vai ser operado, o meu ou o seu? Todas as operações são arriscadas. Sabe porquê? Porque metade dos malditos cirurgiões escolheram a profissão errada. Deviam antes ter sido carniceiros.
- O doutor Jurgenson é uma pessoa muito capaz.
- Sei que é, ou não o deixaria tocar-me. Quem é o anestesista?
- Julgo que é o doutor Miller.
- Esse charlatão? Não o quero. Arranje-me outro.
- Doutor Franklin…
- Arranje-me outro. Veja se Haliburton está disponível.
- Está bem.
- E traga-me o nome das enfermeiras da sala de operações.
Quero saber quem são.
Kat olhou-o nos olhos:
- Prefere ser o senhor a fazer a operação?
- O quê? - Olhou um momento para ela e depois sorriu envergonhado. - Acho que não.
Kat disse suavemente:
- Então, porque não nos deixa tratar de tudo?
- Certo. Sabe uma coisa? Gosto de si.
- Também gosto de si. A enfermeira já lhe deu um sedativo?
- Sim.
- Bem. Estaremos prontos dentro de alguns minutos.
Posso fazer alguma coisa por si?
- Sim. Ensine à estúpida da minha enfermeira onde estão localizadas as minhas veias.
Na sala de operações quatro, a cirurgia cerebral do dr.
Mervyn Franklin corria perfeitamente. Tinha-se queixado durante todo o trajeto desde o quarto até à sala.
- Agora, se não se importa - disse -, dê-me o mínimo de anestesia. O cérebro não possui sensibilidade e por isso, assim que lá chegarem, não irão precisar de uma grande quantidade.
- Eu sei disso - disse Kat, impacientemente.
- E procure manter a temperatura abaixo dos quarenta graus.
É o máximo.
- Certo.
- Ponha música mexida durante a operação. Isso manter-vos-á bem despertos.
- Okay!
- E certifique-se de que tem aqui a melhor enfermeira-assistente.
- Tudo bem.
E continuou por aí fora.
Quando foi feita a incisão no cérebro do Dr. Franklin, Kat disse:
- Estou a ver o coágulo. Não parece muito mau. - E continuou a trabalhar.
Três horas mais tarde, quando começavam a coser a incisão, George Englund, chefe de cirurgia, entrou na sala de operações e aproximou-se de Kat.
- Kat, falta muito para terminar aqui?
- Estamos só a tapar o corte.
- Deixe o doutor Jurgenson terminar. Precisamos urgentemente de si.
Temos uma emergência.
Kat anuiu:
- Vou já. - E voltou-se para Jurgenson: - Importa-se de terminar?
- Não há problema.
Kat saiu com George Englund.
- O que se passa?
- Tem marcada outra operação para mais tarde, mas o seu doente começou a ter hemorragias. Estão agora a transportá-lo para a sala três. Tudo indica que não se salva. Vai ter de o operar imediatamente.
- Quem…
- Um tal senhor Dinetto.
Kat olhou para ele, aterrorizada:
- Dinetto? - “Se o senhor Dinetto morrer, você e toda a merda da sua família desaparecerão da face da Terra.
Kat atravessou a correr o corredor que conduzia à sala de operações três.
Na sua direão vinham Rhino e o Sombra.
- Que se passa? - indagou Rhino.
A boca de Kat estava tão seca que tinha dificuldade em falar.
- O senhor Dinetto começou a ter hemorragias. Temos de o operar imediatamente.
O Sombra pegou-lhe no braço.
- Então faça-o! Mas lembre-se do que lhe dissemos.
Mantenha-o vivo.
Kat afastou-se e correu para a sala de operações.
O Dr. Vance fazia a operação com Kat. Era um bom cirurgião.
Kat iniciou o ritual de desinfecção: primeiro, meio minuto em cada braço e depois meio minuto em cada mão. Repetiu e depois desinfetou as unhas.
O Dr. Vance entrou e começou a fazer o mesmo.
- Como se sente hoje?
- Bem - mentiu Kat.
Lou Dinetto foi transportado numa maca, semiconsciente, para a sala de operações e cuidadosamente transferido para a mesa operatória. A sua cabeça rapada foi desinfetada e pincelada com solução de mertiolato, que se tornava laranja brilhante sob as lâmpadas operatórias. Estava branco como a morte.
A equipa já tinha tomado as posições: o Dr. Vance, outro residente, um anestesista, duas enfermeiras-assistentes e uma enfermeira auxiliar. Kat procurou certificar-se de que tinha à mão tudo o que pudesse precisar.
Olhou para os monitores de parede - saturação de oxigénio, dióxido de carbono, temperatura, estimuladores musculares, estetoscópio precordial, ECG, pressão arterial automática e alarmes desligados. Tudo estava em ordem.
O anestesista apertou o punho de medição da pressão arterial no braço de Dinetto e depois colocou uma máscara de borracha sobre o rosto do doente.