Бесплатная библиотека
Читайте книгу на сайте или телефоне
Nada dura para sempre [em Português] - Читать Любимую Русскую Полную Книгу 👉 Read-E-Book.com

Nada dura para sempre [em Português]

Электронная книга - «Nada dura para sempre [em Português]». Краткое содержание книги:

Nada dura para sempre [em Português]
1 ... 38 39 40 41 42 43 44 45 46 ... 62
Перейти на страницу:

- Está acordado - disse a enfermeira.

Mallory aproximou-se da cama:

- Sou o doutor Mallory. Como se sente?

- Quando penso na alternativa, sinto-me bem - respondeu o doente, ainda fraco. - Dizem eles que o senhor me salvou a vida. Foi a pior coisa que me aconteceu. Estava no carro a caminho de um jantar e senti subitamente esta dor. Julgo que desmaiei.

Felizmente, estávamos apenas a poucos metros do hospital e trouxeram-me para as urgências.

- Teve muita sorte. Perdeu muito sangue.

- Disseram que mais dez minutos e teria morrido.

Quero agradecer-lhe, doutor.

Mallory encolhe u os ombros:

- Apenas fiz o meu trabalho.

O doente estudou-o cuidadosamente:

- Sou Alex Harrison.

O nome nada significava para Mallory:

- Prazer em conhecê-lo, senhor Harrison. - Estava a verificar-lhe a pulsação. - Ainda sente dores? -Um pouco, mas julgo que eles me têm mantido bastante entorpecido.

- A anestesia irá passar - garantiu-lhe Mallory. - Tal como as dores. O senhor vai ficar bem.

- Quanto tempo terei de ficar no hospital?

- Vê-lo-emos sair daqui dentro de alguns dias.

Entrou um funcionário da secretaria com alguns formulários para preencher:

- Senhor Harrison, para o nosso registo, o hospital precisa de saber se o senhor tem seguro médico.

- Isto é, querem saber se posso pagar a minha conta?

- Bem, não poria desse modo, senhor.

- Pode verificar no São Francisco Fidelity Bank - disse, secamente. - Sou o dono.

À tarde, quando Mallory foi ver Alex Harrison, estava com ele uma mulher atraente. Tinha cerca de trinta anos, era loira e magra, de aspeto elegante.

Trazia um vestido Adolf, que Mallory calculou ter custado mais do que o seu salário mensal.

- Ah! Aqui está o nosso herói - disse Alex Harrison. - É o doutor Mallory, não é?

- Sim. Ken Mallory.

- Doutor Mallory. Apresento-lhe a minha filha, Lauren.

Estendeu uma mão magra e bem tratada:

- O pai disse-me que lhe salvou a vida.

- É para isso que servem os médicos - sorriu ele.

Lauren olhou para ele com ar de aprovação:

- Nem todos os médicos.

Aos olhos de Mallory, era óbvio que estes dois não pertenciam a um hospital estatal. Disse a Alex Harrison:

- O senhor está a recuperar bem, mas talvez se sentisse mais confortável se chamasse o seu próprio médico.

Alex Harrison abanou a cabeça:

- Não será necessário. Ele não me salvou a vida. Foi o senhor. Gosta de cá estar?

Era uma pergunta estranha:

- É interessante, sim. Porquê?

Harrison sentou-se na cama:

- Bem, estava só a pensar. Um homem bem-parecido e tão capaz como o senhor podia ter um futuro verdadeiramente brilhante.

Penso que o seu futuro não será grande coisa, num lugar como este.

- Bem, eu…

- Talvez tenha sido o destino que me trouxe aqui.

Lauren interferiu:

- Penso que o que o meu pai quer dizer, é que gostaria de lhe manifestar o seu agradecimento.

- Lauren está certa. Nós os dois teremos uma conversa séria quando sair daqui. Quero que venha jantar lá a casa.

Mallory olhou para Lauren e disse lentamente - Com todo o prazer.

E isso mudou-lhe a vida.

Ken Mallory estava a ter uma dificuldade surpreendente para se reunir a Kat.

- Que tal domingo à noite, Kat?

- Maravilhoso.

- Ainda bem. Vou buscar-te às…

- Espera! Acabei de me lembrar. Nessa noite chega uma prima de Nova Iorque.

- Bem, e na terça-feira?

- Na terça estou de serviço.

- Que tal quarta?

- Prometi a Paige e a Honey que sairíamos juntas na quarta-feira.

Mallory estava a ficar desesperado. O tempo estava a passar demasiado depressa.

- Quinta?

- Quinta, está bem. - ótimo. Posso ir buscar-te?

- Não. Porque não nos encontramos no Chez Panisse? -Muito bem. Às oito?

- Perfeito.

Mallory esperou no restaurante até às nove e depois telefonou para Kat.

Ninguém respondeu. Esperou mais meia hora.

“Se calhar compreendeu mal”, pensou. “Ela não iria faltar deliberadamente.”

Na manhã seguinte, viu Kat no hospital. Esta correu para ele.

- Oh, Ken. Desculpa! Aconteceu a coisa mais estúpida. Decidi dormir um pouco antes de sairmos. Adormeci e, quando acordei, já era noite cerrada.

Pobre querido.

Esperaste muito tempo por mim?

- Não, não. Não faz mal. - “Que mulher estúpida!” Aproximou-se dela. - Quero acabar o que começámos, querida.

Fico doido quando penso em ti.

- Eu também - disse Kat. - Mal posso esperar.

- Talvez no próximo fim-de-semana pudéssemos…

- Oh, que pena. Estou ocupada no fim-de-semana.

E assim continuou.

O tempo corria.

Kat estava a contar o sucedido a Paige, quando o telebip começou a tocar.

- Desculpa. - Kat levantou o telefone. - Doutora Hunter.

- Ouviu um momento. - Obrigada. Vou já para aí. - Poisou o telefone. - Tenho de ir. É uma urgência.

Paige suspirou:

- Que mais há de novo?

Kat atravessou o corredor e apanhou o elevador até à sala de urgências. No interior havia uma dúzia de camas de lona, todas ocupadas. Kat achava que era a sala do sofrimento, dia e noite, sempre cheia de vítimas de acidentes de viação, ferimentos de tiros ou faca e membros fraturados. Um caleidoscópio de vidas partidas. Para Kat, não passava de um pequeno canto do inferno.

Um empregado aproximou-se dela a correr:

- Doutora Hunter…

- O que é que aconteceu? - perguntou Kat. Dirigiram-se para uma cama no extremo oposto do quarto.

- Está inconsciente. Parece que alguém lhe deu uma tareia.

Tem o rosto e a cabeça amassados, o nariz partido, uma omoplata deslocada, pelo menos duas fraturas diferentes no braço direito e…

- Porque é que me chamaram?

- Os paramédicos julgam que tem um ferimento na cabeça. Pode haver lesão cerebral.

Chegaram à cama onde se encontrava a vítima. O rosto estava coberto de sangue, inchado e cheio de nódoas negras. Calçava sapatos de pele de crocodilo e… O coração de “Kat parou momentaneamente. Inclinou-se para ver melhor. Era Lou Dinetto.

Kat passou as mãos pelos cabelos dele e examinou-lhe os olhos.

Definidamente, havia uma concussão.

Correu para um telefone e discou:

- Sou a doutora Hunter. Preciso de uma radiografia à cabeça.

O nome do doente é Lou Dinetto. Lou Dinetto.

Mandem uma maca, stat.

Kat pousou o telefone e tornou a concentrar-se em Dinetto.

Disse ao empregado:

- Fique com ele. Quando a maca chegar, leve-o para o terceiro andar.

Estarei à espera.

Trinta minutos mais tarde, no terceiro andar, Kat examinava a radiografia que tinha pedido.

- Tem hemorragia cerebral, febres altas e está em estado de choque. Queroo estabilizado durante vinte e quatro horas.

Nessa altura decidirei quando iremos operá-lo.

Kat pensou se o que tinha acontecido a Dinetto poderia afetar Mike.

E como.

Paige foi ver Jimmy. Sentia-se muito melhor.

- Sabe daquela sobre o vendedor da zona de pronto-a-vestir? Aproximouse de uma velhinha e abriu a capa de chuva. Ela estudou-o um momento e disse: “Chama revestimento a isso?

Kat estava a jantar com Mallory num pequeno e íntimo restaurante, próximo da baía. Sentada à frente de Mallory, a estudá-lo, Kat sentiu-se culpada. “Nunca devia ter começado isto”, pensou. “Sei o que ele é, no entanto, divirto-me bastante. Maldito homem! Mas não posso interromper agora o nosso plano.”

Tinham terminado o café.

Kat inclinou-se para a frente:

- Podemos ir para a sua casa, Ken.

- Podes crer! - “Finalmente”, pensou Mallory.

Kat começou a mexer-se desconfortavelmente na cadeira e franziu as sobrancelhas:

- Uh, oh!

1 ... 38 39 40 41 42 43 44 45 46 ... 62
Перейти на страницу:
0
Сюжет
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Атмосфера
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Главный герой
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Общее впечатление
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
Итоговая оценка: 0.0 из 10 (голосов: 0 / История оценок)