Nada dura para sempre [em Português]
- Автор: Шелдон Сидни
- Год: 1996
- Язык: португальский
- Жанр: Современная русская и зарубежная проза
Электронная книга - «Nada dura para sempre [em Português]». Краткое содержание книги:
Na manhã seguinte, Honey foi ver a Sra. Owens.
- Como se sente hoje? - perguntou Honey.
- Melhor, obrigada. Quando posso ir para casa? O meu marido não gosta que eu…
- O seu marido não a vai arreliar mais - disse Honey, com firmeza. - Ficará aqui até lhe arranjarmos um lugar para si e para os seus filhos e, quando estiver suficientemente bem, irá trabalhar aqui no hospital.
A paciente olhou para ela, incrédula:
- Isso é… mesmo verdade?
- Totalmente. Irá ter o seu próprio apartamento para morar com seus filhos.
Não tem de suportar o horror em que tem vivido e terá um emprego decente e respeitável.
A Sra. Owens apertou a mão a Honey:
- Nem sei como agradecer - murmurou. - Nem calcula o que tenho passado.
- Faço uma ideia - disse Honey. - A senhora vai ficar boa.
A mulher anuiu com a cabeça, pois estava demasiado chocada para falar.
No dia seguinte, quando Honey foi ver de novo a Sra. Owens, o quarto estava vazio.
- Onde está ela? - perguntou Honey.
- Oh - disse a enfermeira -, saiu esta manhã com o marido.
Ouviu o seu nome no sistema de altofalantes.
- Doutora Taft… Quarto duzentos e quinze… Doutora Taft… Quarto duzentos e quinze.
No corredor, Honey encontrou-se com Kat.
- Como corre o teu dia? - perguntou Kat.
- Não acreditarias! - respondeu Honey.
O Dr. Ritter estava à sua espera no quarto 215. Na cama encontrava-se um indiano de vinte e muitos anos.
Ritter perguntou-lhe:
- Este doente é seu?
- Sim.
- Diz aqui que ele não fala inglês. Certo?
- Sim.
Mostrou-lhe o gráfico:
- E esta caligrafia é sua? Vómitos, cãibras, sede, desidratação…
- Exato - disse Honey. - ausência de pulsação periférica…
- Sim.
- E qual foi o seu diagnóstico?
- Constipação do estômago.
- Fez uma análise às fezes?
- Não. Para quê?
- Porque o seu doente tem cólera, é só por isso! - disse aos gritos. - Vamos ter de fechar a merda do hospital!
- Cólera? Estás a dizer-me que este hospital tem um doente com cólera? - perguntou Benjamin Wallace, aos gritos.
- Temo que sim.
- Estás absolutamente certo disso?
- Sem dúvida alguma - asseverou o Dr. Ritter. - As fezes dele estão infestadas de vibriões. Tem o pH arterial muito baixo, como hipotensão, taquicardia e cianose.
Por lei, todos os casos de cólera e outras doenças infecciosas têm de ser imediatamente comunicadas ao Serviço Nacional de Saúde e ao Centro de Controlo de Doenças, em Atlanta.
- Vamos ter de o comunicar, bem.
- Eles vão fechar o hospital. - Wallace levantou-se e começou a andar de um lado para o outro. - Não podemos permitir que isso aconteça. Que Deus me castigue se puser todos os doentes deste hospital sob quarentena. - Por momentos parou de andar. - O doente sabe o que tem?
- Não. Não fala inglês. É da índia.
- Quem tem estado em contato com ele?
- Duas enfermeiras e a doutora Taft.
- E a doutora Taft diagnosticou uma constipação de estômago?
- Exato. Suponho que a vai mandar embora.
- Bem, não - disse Wallace. - Qualquer um pode errar. Não nos vamos precipitar. O gráfico do doente diz que tem constipação de estômago?
- Sim.
Wallace tomou uma decisão:
- Vamos deixar tudo como está. Ouve bem o que quero que faças. Começa a hidratar por via intravenosa… utiliza a solução láctea de Ringer. Dá-lhe também tetraciclina. Se conseguirmos normalizar imediatamente o volume sanguíneo e os líquidos, ficará perto dos níveis normais dentro de poucas horas.
- Não vamos comunicar isto? - perguntou o outro.
Wallace olhou bem para ele:
- Comunicar um caso de constipação de estômago?
- E relativamente às enfermeiras e à doutora Taft?
- Dá-lhe s também tetraciclina. Como se chama o doente?
- Pandit Jawah.
- Põe-no de quarentena durante quarenta e oito horas. Nessa altura estará curado ou morto.
Honey estava em pânico. Foi procurar Paige.
- Preciso da sua ajuda.
- Qual é o problema?
Honey contou-lhe:
- Gostaria que falasses com ele. Não fala inglês e tu falas indiano.
- Hindi.
- Seja o que for. Falas com ele?
- Claro que sim.
Dez minutos mais tarde, Paige conversava com Pandit Jawah.
- Aap ki tabyat kaisi hai?
- Karab bai.
- Aap jald acha ko kum kardenge.
- Bhagzean aap ki soney ga.
- Aap ka ilaj jalb shuroo kardenge - Shukria.
- Dost kiss liay hain?
Paige levou Honey para o corredor.
- O que é que ele disse?
- Disse que se sente muito mal. Eu disse-lhe que iria ficar bom. Ele pediu para dizer isso a Deus. Eu respondi-lhe que vamos começar imediatamente o tratamento. Ele agradeceu.
- E eu também te agradeço.
- Para que servem os amigos?
A cólera é uma doença que pode causar morte no espaço de vinte e quatro horas devido à desidratação, ou ser curada no espaço de algumas horas.
Cinco horas depois de o tratamento ter começado, o estado de Pandit Jawah estava quase normal.
Paige foi ver Jimmy Ford.
A cara iluminou-se quando a viu:
- Olá. - A voz era fraca, mas tinha melhorado miraculosamente.
- Como se sente? - perguntou Paige. - ótimo. Sabe daquela sobre o médico que disse ao doente: “O melhor que tem a fazer é deixar de fumar, deixar de beber e reduzir a vida sexual”? O doente respondeu: “Sei que não mereço o melhor. Qual é o segundo melhor?” E Paige soube que Jimmy Ford iria ficar bom.
Ken Mallory estava a sair de serviço e ia encontrar-se com Kat quando ouviu o seu nome ser chamado. Hesitou entre desaparecer dali ou não.
Ouviu de novo o seu nome.
Relutante, atendeu o telefone:
- Doutor Mallory.
- Doutor, pode vir à sala de urgências dois, por favor? Temos aqui um doente que…
- Peço desculpa - disse Mallory -, mas acabei de sair. Peça a mais alguém.
- Não está cá mais ninguém que possa cuidar deste caso. É uma úlcera rebentada e o estado do doente é crítico. Julgo que o vamos perder se…
“Merda!” - Está bem. Vou já para aí. - “Vou ter de telefonar a Kat e dizer-lhe que chegarei atrasado.”
O doente da sala de urgências era um homem de sessenta anos.
Estava semiconsciente, branco como a cal, a transpirar, a respirar mal e obviamente cheio de dores.
Mallory examinou-o e disse:
- Levem-no para uma sala de operações, stat! Quinze minutos mais tarde, Mallory tinha o doente sobre a mesa de operações. O anestesista controlava a pressão arterial.
- Está a cair muito depressa.
- Dêem-lhe mais sangue.
Ken Mallory começou a operar, trabalhando contra o tempo.
Cortou rapidamente a pele e, depois desta, a camada de gordura, a fáscia, o músculo e finalmente o macio e translúcido peritoneu, o revestimento do abdome.
O sangue corria para o estômago.
- Bovie! - pediu Mallory. - Peçam quatro unidades de sangue ao banco de sangue. - Começou a cauterizar os vasos sanguíneos.
A operação demorou quatro horas e, quando chegou ao fim, Mallory estava exausto. Olhou para o doente e disse:
- Ele vai viver.
Uma das enfermeiras sorriu calorosamente para Mallory,
- Ainda bem que estava aqui, doutor Mallory.
Olhou para ela. Era jovem e bonita e obviamente aberta a um convite.
“Apanho-te mais tarde, querida.
E, virahdo-se para um residente novo, disse:
- Cosa-o e levem-no para um quarto de recuperação.
De manhã irei vê-lo.
Mallory ficou indeciso entre telefonar a Kat ou não, mas já era meia-noite.
Enviou-lhe duas dúzias de rosas.
Quando Mallory entrou de serviço às seis da manhã, foi ao quarto de recuperação para ver o seu novo doente.