Бесплатная библиотека
Читайте книгу на сайте или телефоне
Nada dura para sempre [em Português] - Читать Любимую Русскую Полную Книгу 👉 Read-E-Book.com

Nada dura para sempre [em Português]

Электронная книга - «Nada dura para sempre [em Português]». Краткое содержание книги:

Nada dura para sempre [em Português]
1 ... 37 38 39 40 41 42 43 44 45 ... 62
Перейти на страницу:

Na manhã seguinte, Honey foi ver a Sra. Owens.

- Como se sente hoje? - perguntou Honey.

- Melhor, obrigada. Quando posso ir para casa? O meu marido não gosta que eu…

- O seu marido não a vai arreliar mais - disse Honey, com firmeza. - Ficará aqui até lhe arranjarmos um lugar para si e para os seus filhos e, quando estiver suficientemente bem, irá trabalhar aqui no hospital.

A paciente olhou para ela, incrédula:

- Isso é… mesmo verdade?

- Totalmente. Irá ter o seu próprio apartamento para morar com seus filhos.

Não tem de suportar o horror em que tem vivido e terá um emprego decente e respeitável.

A Sra. Owens apertou a mão a Honey:

- Nem sei como agradecer - murmurou. - Nem calcula o que tenho passado.

- Faço uma ideia - disse Honey. - A senhora vai ficar boa.

A mulher anuiu com a cabeça, pois estava demasiado chocada para falar.

No dia seguinte, quando Honey foi ver de novo a Sra. Owens, o quarto estava vazio.

- Onde está ela? - perguntou Honey.

- Oh - disse a enfermeira -, saiu esta manhã com o marido.

Ouviu o seu nome no sistema de altofalantes.

- Doutora Taft… Quarto duzentos e quinze… Doutora Taft… Quarto duzentos e quinze.

No corredor, Honey encontrou-se com Kat.

- Como corre o teu dia? - perguntou Kat.

- Não acreditarias! - respondeu Honey.

O Dr. Ritter estava à sua espera no quarto 215. Na cama encontrava-se um indiano de vinte e muitos anos.

Ritter perguntou-lhe:

- Este doente é seu?

- Sim.

- Diz aqui que ele não fala inglês. Certo?

- Sim.

Mostrou-lhe o gráfico:

- E esta caligrafia é sua? Vómitos, cãibras, sede, desidratação…

- Exato - disse Honey. - ausência de pulsação periférica…

- Sim.

- E qual foi o seu diagnóstico?

- Constipação do estômago.

- Fez uma análise às fezes?

- Não. Para quê?

- Porque o seu doente tem cólera, é só por isso! - disse aos gritos. - Vamos ter de fechar a merda do hospital!

- Cólera? Estás a dizer-me que este hospital tem um doente com cólera? - perguntou Benjamin Wallace, aos gritos.

- Temo que sim.

- Estás absolutamente certo disso?

- Sem dúvida alguma - asseverou o Dr. Ritter. - As fezes dele estão infestadas de vibriões. Tem o pH arterial muito baixo, como hipotensão, taquicardia e cianose.

Por lei, todos os casos de cólera e outras doenças infecciosas têm de ser imediatamente comunicadas ao Serviço Nacional de Saúde e ao Centro de Controlo de Doenças, em Atlanta.

- Vamos ter de o comunicar, bem.

- Eles vão fechar o hospital. - Wallace levantou-se e começou a andar de um lado para o outro. - Não podemos permitir que isso aconteça. Que Deus me castigue se puser todos os doentes deste hospital sob quarentena. - Por momentos parou de andar. - O doente sabe o que tem?

- Não. Não fala inglês. É da índia.

- Quem tem estado em contato com ele?

- Duas enfermeiras e a doutora Taft.

- E a doutora Taft diagnosticou uma constipação de estômago?

- Exato. Suponho que a vai mandar embora.

- Bem, não - disse Wallace. - Qualquer um pode errar. Não nos vamos precipitar. O gráfico do doente diz que tem constipação de estômago?

- Sim.

Wallace tomou uma decisão:

- Vamos deixar tudo como está. Ouve bem o que quero que faças. Começa a hidratar por via intravenosa… utiliza a solução láctea de Ringer. Dá-lhe também tetraciclina. Se conseguirmos normalizar imediatamente o volume sanguíneo e os líquidos, ficará perto dos níveis normais dentro de poucas horas.

- Não vamos comunicar isto? - perguntou o outro.

Wallace olhou bem para ele:

- Comunicar um caso de constipação de estômago?

- E relativamente às enfermeiras e à doutora Taft?

- Dá-lhe s também tetraciclina. Como se chama o doente?

- Pandit Jawah.

- Põe-no de quarentena durante quarenta e oito horas. Nessa altura estará curado ou morto.

Honey estava em pânico. Foi procurar Paige.

- Preciso da sua ajuda.

- Qual é o problema?

Honey contou-lhe:

- Gostaria que falasses com ele. Não fala inglês e tu falas indiano.

- Hindi.

- Seja o que for. Falas com ele?

- Claro que sim.

Dez minutos mais tarde, Paige conversava com Pandit Jawah.

- Aap ki tabyat kaisi hai?

- Karab bai.

- Aap jald acha ko kum kardenge.

- Bhagzean aap ki soney ga.

- Aap ka ilaj jalb shuroo kardenge - Shukria.

- Dost kiss liay hain?

Paige levou Honey para o corredor.

- O que é que ele disse?

- Disse que se sente muito mal. Eu disse-lhe que iria ficar bom. Ele pediu para dizer isso a Deus. Eu respondi-lhe que vamos começar imediatamente o tratamento. Ele agradeceu.

- E eu também te agradeço.

- Para que servem os amigos?

A cólera é uma doença que pode causar morte no espaço de vinte e quatro horas devido à desidratação, ou ser curada no espaço de algumas horas.

Cinco horas depois de o tratamento ter começado, o estado de Pandit Jawah estava quase normal.

Paige foi ver Jimmy Ford.

A cara iluminou-se quando a viu:

- Olá. - A voz era fraca, mas tinha melhorado miraculosamente.

- Como se sente? - perguntou Paige. - ótimo. Sabe daquela sobre o médico que disse ao doente: “O melhor que tem a fazer é deixar de fumar, deixar de beber e reduzir a vida sexual”? O doente respondeu: “Sei que não mereço o melhor. Qual é o segundo melhor?” E Paige soube que Jimmy Ford iria ficar bom.

Ken Mallory estava a sair de serviço e ia encontrar-se com Kat quando ouviu o seu nome ser chamado. Hesitou entre desaparecer dali ou não.

Ouviu de novo o seu nome.

Relutante, atendeu o telefone:

- Doutor Mallory.

- Doutor, pode vir à sala de urgências dois, por favor? Temos aqui um doente que…

- Peço desculpa - disse Mallory -, mas acabei de sair. Peça a mais alguém.

- Não está cá mais ninguém que possa cuidar deste caso. É uma úlcera rebentada e o estado do doente é crítico. Julgo que o vamos perder se…

“Merda!” - Está bem. Vou já para aí. - “Vou ter de telefonar a Kat e dizer-lhe que chegarei atrasado.”

O doente da sala de urgências era um homem de sessenta anos.

Estava semiconsciente, branco como a cal, a transpirar, a respirar mal e obviamente cheio de dores.

Mallory examinou-o e disse:

- Levem-no para uma sala de operações, stat! Quinze minutos mais tarde, Mallory tinha o doente sobre a mesa de operações. O anestesista controlava a pressão arterial.

- Está a cair muito depressa.

- Dêem-lhe mais sangue.

Ken Mallory começou a operar, trabalhando contra o tempo.

Cortou rapidamente a pele e, depois desta, a camada de gordura, a fáscia, o músculo e finalmente o macio e translúcido peritoneu, o revestimento do abdome.

O sangue corria para o estômago.

- Bovie! - pediu Mallory. - Peçam quatro unidades de sangue ao banco de sangue. - Começou a cauterizar os vasos sanguíneos.

A operação demorou quatro horas e, quando chegou ao fim, Mallory estava exausto. Olhou para o doente e disse:

- Ele vai viver.

Uma das enfermeiras sorriu calorosamente para Mallory,

- Ainda bem que estava aqui, doutor Mallory.

Olhou para ela. Era jovem e bonita e obviamente aberta a um convite.

“Apanho-te mais tarde, querida.

E, virahdo-se para um residente novo, disse:

- Cosa-o e levem-no para um quarto de recuperação.

De manhã irei vê-lo.

Mallory ficou indeciso entre telefonar a Kat ou não, mas já era meia-noite.

Enviou-lhe duas dúzias de rosas.

Quando Mallory entrou de serviço às seis da manhã, foi ao quarto de recuperação para ver o seu novo doente.

1 ... 37 38 39 40 41 42 43 44 45 ... 62
Перейти на страницу:
0
Сюжет
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Атмосфера
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Главный герой
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Общее впечатление
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
Итоговая оценка: 0.0 из 10 (голосов: 0 / История оценок)