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Nada dura para sempre [em Português]

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Nada dura para sempre [em Português]
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Paige deu meia volta e saiu do gabinete. “É melhor que me afastem dele.

Se o vir de novo, mato-o!”

Paige foi para casa e dormiu doze horas seguidas.

Acordou com a sensação de que tinha acontecido algo maravilhoso e depois lembrou-se. “Nunca mais tornarei a ver a Besta!” Conduziu até ao hospital, a assobiar.

Quando Paige percorria o corredor, um empregado aproximou-se dela:

- Doutora Taylor…

- Sim?

- O doutor Wallace quer vê-la no gabinete.

- Obrigada - agradeceu Paige. Tentou imaginar quem seria o novo cirurgião-chefe. “Qualquer um seria um melhoramento”, pensou. Entrou no gabinete de Benjamin Wallace.

- Bem, tem um aspecto muito melhor, Paige.

- Obrigada. Sinto-me muito melhor. - E era verdade.

Sentia-se ótima, com uma enorme sensação de alívio.

- Falei com o doutor Barker.

Paige sorriu:

- Obrigada. Agradeço sinceramente.

- Ele não a liberta.

O sorriso desapareceu:

- O quê?

- Diz que foi designada para a equipa dele e, por isso, terá de permanecer lá.

Não conseguia acreditar no que ouvia:

- Mas porquê? - Ela sabia a resposta. O sádico filho da mãe precisava de um bode expiatório, de alguém a quem humilhar.

- Não vou ficar impávida e serena.

O Dr. Wallace afirmou com tristeza:

- Lamento, mas não tem outra escolha possível. A não ser que queira deixar o hospital. Quer pensar nisso? Paige não precisava de pensar:

- Não. - Não ia deixar que o Dr. Barker a obrigasse a desistir. Esse era o plano dele. - Não - repetiu lentamente.

- Eu fico.

- Muito bem. Então é assunto arrumado.

“Não por muito tempo”, pensou ela. “Hei-de descobrir uma maneira de o fazer pagar por isto.”

No vestiário dos médicos, Ken Mallory preparava-se a iniciar a ronda.

Entrou o Dr. Grundy e três outros.

- Eis o nosso homem! - disse Grundy. - Como vai, Ken?

- Bem - respondeu Mallory.

Grundy voltou-se para os outros:

- Não tem ar de ter estado em cima de alguém, tem? - E, voltando-se de novo para Mallory: - Espero que tenha o nosso dinheiro de lado. Estou a pensar comprar um carro pequeno.

Um outro médico acrescentou:

- Eu vou comprar roupas novas.

Mallory abanou piedosamente a cabeça:

- Eu não contaria com isso, seus palermas. Preparem-se para me pagar!

Grundy estudou-o e perguntou:

- O que quer isso dizer?

- Se ela é lésbica, eu sou eunuco. Ela é a maior puta que eu conheci. Na outra noite, quase tive de a afastar de mim! Os homens olharam uns para os outros, preocupados.

- Mas já a meteste na cama?

- A única razão por que não o fiz, meus amigos, foi porque fomos interrompidos a caminho do quarto. Vou sair com ela no sábado à noite e é assunto arrumado. - Mallory acabou de se vestir. - Agora, cavalhe iros, se me permitem…

Uma hora mais tarde, Grundy encontrou-se com Kat no corredor.

- Tenho andado à sua procura - disse. Parecia zangado.

- Alguma coisa errada?

- É aquele filho da mãe do Mallory. Está tão seguro de si que diz a todos que vai conseguir levá-la para a cama no sábado à noite.

- Não se preocupe - disse Kat, implacavelmente.

- Ele vai perder.

Nesse sábado à noite, quando Ken Mallory foi buscar Kat, ela usava um vestido curto que acentuava o seu corpo volupuoso.

- Estás linda - disse com admiração.

Colocou os braços à volta dele:

- Quero estar bonita para ti - disse, colando-se a ele.

“Meu Deus, ela quer mesmo!” Quando Mallory falou, a voz soou rouca:

- Olha, Kat. Tive uma ideia. Antes de irmos jantar, porque não vamos para o quarto e…

Ela tocava-lhe no rosto:

- Oh, querido, quem me dera podermos. Paige está em casa.

Na verdade, a amiga estava no hospital, a trabalhar.

- Oh.

- Mas depois do jantar… - Deixou que a sugestão pairasse no ar.

- Sim?

- Podíamos ir para sua casa.

Mallory abraçou-a e beijou-a:

- Que bela ideia!

Levou-a ao Iron Horse, onde jantaram deliciosamente.

Apesar de tudo, Kat estava a divertir-se muito. Ele era encantador, divertido e muito atraente. Parecia genuinamente interessado em saber tudo sobre ela. Sabia que a estava a adular, mas o olhar fazia com que os elogios parecessem reais.

“Se eu não soubesse bem…”, Mallory mal tocou na comida.

Só conseguia pensar: “Dentro de duas horas ganharei dez mil dólares…

Dentro de uma hora ganharei dez mil dólares…

Dentro de trinta minutos…”

Terminaram o café.

- Estás pronta? - perguntou Mallory.

Kat poisou a mão sobre a dele:

- Nem sabes como, querido. Vamos.

Apanharam um táxi até ao apartamento de Mallory.

- Estou louco por ti - murmurou ele. - Nunca conheci ninguém como tu.

E ela lembrou-se de Grundy: “Está tão seguro de si que diz que a vai meter na cama no sábado à noite.” Quando chegaram ao apartamento, Mallory pagou ao taxista e conduziu Kat até ao elevador. Teve a sensação de que este nunca mais chegava ao seu apartamento. Abriu a porta e disse impacientemente:

- Chegámos.

Kat entrou.

Era um vulgar apartamento de solteiro, que necessitava desesperadamente do toque de uma mulher.

- Oh, é bonito - suspirou Kat. Virou-se para Mallory. - É a sua pessoa.

Ele sorriu:

- Vou mostrar-te o nosso quarto. Vou pôr música.

Quando se aproximou da aparelhagem de som, Kat olhou para o relógio. A voz de Barbra Streisand encheu a sala.

Mallory pegou na mão dela e disse:

- Vamos, querida.

- Espera um pouco - disse Kat, suavemente.

Olhou confuso para ela:

- Para quê?

- Quero apenas aproveitar este momento contigo.

Percebes, antes de…

- Porque não aproveitamos no quarto?

- Gostaria de beber qualquer coisa.

- Beber? - Tentou esconder a impaciência. - Tens razão, o que preferes?

- Um vodca com água tónica, por favor.

Ele sorriu:

- Acho que se pode arranjar - disse, dirigindo-se ao pequeno bar e, apressadamente, preparou duas bebidas.

Kat olhou de novo para o relógio.

Mallory regressou com as bebidas e entregou uma a Kat.

- Aqui está, querida. - Ergueu o copo: - Ao nosso encontro.

- Ao nosso encontro - disse Kat, molhando os lábios na bebida. - Oh, meu Deus.

Olhou para ela, abismado:

- Qual é o problema?

- Isto é vodca!

- Foi o que pediste.

- Pedi? Desculpa. Detesto vodca! - E afagou-lhe o rosto.

- Posso beber um uísque com água gaseificada?

- Claro. - Engoliu em seco e foi de novo até ao bar para preparar outra bebida.

Kat olhou outra vez para o relógio.

Ken Mallory regressou:

- Toma.

- Obrigada, querido.

Deu dois goles. Mallory tirou-lhe o copo da mão e poisou-o na mesa.

Colocou os braços em volta dela e abraçou-a com força, permitindo que ela sentisse que estava excitado.

- Bem - disse Ken, suavemente -, vamos fazer história.

- Oh, sim! - disse Kat. - Sim!

Deixou-se conduzir até ao quarto.

“Consegui!”, regozijou-se Mallory. “Consegui! Aqui vão as muralhas de Jericó!” Voltou-se para Kat.

- Despe-te, querida.

- Despe-te tu primeiro, querido. Quero ver-te a despir. Isso excita-me.

- Sim? Bom, está bem.

Enquanto Kat ficou a vê-lo, Mallory tirou lentamente a roupa. Primeiro o casaco, depois a camisa e a gravata, a seguir os sapatos e as meias e por fim as calças. Possuía a figura típica de um atleta.

- Isto excita-te, querida?

- Oh, sim. Agora tira as cuecas.

Lentamente, Mallory deixou cair a cueca para o chão.

Tinha uma ereão túrgida.

- Que beleza - disse Kat.

- Agora é a sua vez.

- Certo.

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