Nada dura para sempre [em Português]
- Автор: Шелдон Сидни
- Год: 1996
- Язык: португальский
- Жанр: Современная русская и зарубежная проза
Электронная книга - «Nada dura para sempre [em Português]». Краткое содержание книги:
Paige deu meia volta e saiu do gabinete. “É melhor que me afastem dele.
Se o vir de novo, mato-o!”
Paige foi para casa e dormiu doze horas seguidas.
Acordou com a sensação de que tinha acontecido algo maravilhoso e depois lembrou-se. “Nunca mais tornarei a ver a Besta!” Conduziu até ao hospital, a assobiar.
Quando Paige percorria o corredor, um empregado aproximou-se dela:
- Doutora Taylor…
- Sim?
- O doutor Wallace quer vê-la no gabinete.
- Obrigada - agradeceu Paige. Tentou imaginar quem seria o novo cirurgião-chefe. “Qualquer um seria um melhoramento”, pensou. Entrou no gabinete de Benjamin Wallace.
- Bem, tem um aspecto muito melhor, Paige.
- Obrigada. Sinto-me muito melhor. - E era verdade.
Sentia-se ótima, com uma enorme sensação de alívio.
- Falei com o doutor Barker.
Paige sorriu:
- Obrigada. Agradeço sinceramente.
- Ele não a liberta.
O sorriso desapareceu:
- O quê?
- Diz que foi designada para a equipa dele e, por isso, terá de permanecer lá.
Não conseguia acreditar no que ouvia:
- Mas porquê? - Ela sabia a resposta. O sádico filho da mãe precisava de um bode expiatório, de alguém a quem humilhar.
- Não vou ficar impávida e serena.
O Dr. Wallace afirmou com tristeza:
- Lamento, mas não tem outra escolha possível. A não ser que queira deixar o hospital. Quer pensar nisso? Paige não precisava de pensar:
- Não. - Não ia deixar que o Dr. Barker a obrigasse a desistir. Esse era o plano dele. - Não - repetiu lentamente.
- Eu fico.
- Muito bem. Então é assunto arrumado.
“Não por muito tempo”, pensou ela. “Hei-de descobrir uma maneira de o fazer pagar por isto.”
No vestiário dos médicos, Ken Mallory preparava-se a iniciar a ronda.
Entrou o Dr. Grundy e três outros.
- Eis o nosso homem! - disse Grundy. - Como vai, Ken?
- Bem - respondeu Mallory.
Grundy voltou-se para os outros:
- Não tem ar de ter estado em cima de alguém, tem? - E, voltando-se de novo para Mallory: - Espero que tenha o nosso dinheiro de lado. Estou a pensar comprar um carro pequeno.
Um outro médico acrescentou:
- Eu vou comprar roupas novas.
Mallory abanou piedosamente a cabeça:
- Eu não contaria com isso, seus palermas. Preparem-se para me pagar!
Grundy estudou-o e perguntou:
- O que quer isso dizer?
- Se ela é lésbica, eu sou eunuco. Ela é a maior puta que eu conheci. Na outra noite, quase tive de a afastar de mim! Os homens olharam uns para os outros, preocupados.
- Mas já a meteste na cama?
- A única razão por que não o fiz, meus amigos, foi porque fomos interrompidos a caminho do quarto. Vou sair com ela no sábado à noite e é assunto arrumado. - Mallory acabou de se vestir. - Agora, cavalhe iros, se me permitem…
Uma hora mais tarde, Grundy encontrou-se com Kat no corredor.
- Tenho andado à sua procura - disse. Parecia zangado.
- Alguma coisa errada?
- É aquele filho da mãe do Mallory. Está tão seguro de si que diz a todos que vai conseguir levá-la para a cama no sábado à noite.
- Não se preocupe - disse Kat, implacavelmente.
- Ele vai perder.
Nesse sábado à noite, quando Ken Mallory foi buscar Kat, ela usava um vestido curto que acentuava o seu corpo volupuoso.
- Estás linda - disse com admiração.
Colocou os braços à volta dele:
- Quero estar bonita para ti - disse, colando-se a ele.
“Meu Deus, ela quer mesmo!” Quando Mallory falou, a voz soou rouca:
- Olha, Kat. Tive uma ideia. Antes de irmos jantar, porque não vamos para o quarto e…
Ela tocava-lhe no rosto:
- Oh, querido, quem me dera podermos. Paige está em casa.
Na verdade, a amiga estava no hospital, a trabalhar.
- Oh.
- Mas depois do jantar… - Deixou que a sugestão pairasse no ar.
- Sim?
- Podíamos ir para sua casa.
Mallory abraçou-a e beijou-a:
- Que bela ideia!
Levou-a ao Iron Horse, onde jantaram deliciosamente.
Apesar de tudo, Kat estava a divertir-se muito. Ele era encantador, divertido e muito atraente. Parecia genuinamente interessado em saber tudo sobre ela. Sabia que a estava a adular, mas o olhar fazia com que os elogios parecessem reais.
“Se eu não soubesse bem…”, Mallory mal tocou na comida.
Só conseguia pensar: “Dentro de duas horas ganharei dez mil dólares…
Dentro de uma hora ganharei dez mil dólares…
Dentro de trinta minutos…”
Terminaram o café.
- Estás pronta? - perguntou Mallory.
Kat poisou a mão sobre a dele:
- Nem sabes como, querido. Vamos.
Apanharam um táxi até ao apartamento de Mallory.
- Estou louco por ti - murmurou ele. - Nunca conheci ninguém como tu.
E ela lembrou-se de Grundy: “Está tão seguro de si que diz que a vai meter na cama no sábado à noite.” Quando chegaram ao apartamento, Mallory pagou ao taxista e conduziu Kat até ao elevador. Teve a sensação de que este nunca mais chegava ao seu apartamento. Abriu a porta e disse impacientemente:
- Chegámos.
Kat entrou.
Era um vulgar apartamento de solteiro, que necessitava desesperadamente do toque de uma mulher.
- Oh, é bonito - suspirou Kat. Virou-se para Mallory. - É a sua pessoa.
Ele sorriu:
- Vou mostrar-te o nosso quarto. Vou pôr música.
Quando se aproximou da aparelhagem de som, Kat olhou para o relógio. A voz de Barbra Streisand encheu a sala.
Mallory pegou na mão dela e disse:
- Vamos, querida.
- Espera um pouco - disse Kat, suavemente.
Olhou confuso para ela:
- Para quê?
- Quero apenas aproveitar este momento contigo.
Percebes, antes de…
- Porque não aproveitamos no quarto?
- Gostaria de beber qualquer coisa.
- Beber? - Tentou esconder a impaciência. - Tens razão, o que preferes?
- Um vodca com água tónica, por favor.
Ele sorriu:
- Acho que se pode arranjar - disse, dirigindo-se ao pequeno bar e, apressadamente, preparou duas bebidas.
Kat olhou de novo para o relógio.
Mallory regressou com as bebidas e entregou uma a Kat.
- Aqui está, querida. - Ergueu o copo: - Ao nosso encontro.
- Ao nosso encontro - disse Kat, molhando os lábios na bebida. - Oh, meu Deus.
Olhou para ela, abismado:
- Qual é o problema?
- Isto é vodca!
- Foi o que pediste.
- Pedi? Desculpa. Detesto vodca! - E afagou-lhe o rosto.
- Posso beber um uísque com água gaseificada?
- Claro. - Engoliu em seco e foi de novo até ao bar para preparar outra bebida.
Kat olhou outra vez para o relógio.
Ken Mallory regressou:
- Toma.
- Obrigada, querido.
Deu dois goles. Mallory tirou-lhe o copo da mão e poisou-o na mesa.
Colocou os braços em volta dela e abraçou-a com força, permitindo que ela sentisse que estava excitado.
- Bem - disse Ken, suavemente -, vamos fazer história.
- Oh, sim! - disse Kat. - Sim!
Deixou-se conduzir até ao quarto.
“Consegui!”, regozijou-se Mallory. “Consegui! Aqui vão as muralhas de Jericó!” Voltou-se para Kat.
- Despe-te, querida.
- Despe-te tu primeiro, querido. Quero ver-te a despir. Isso excita-me.
- Sim? Bom, está bem.
Enquanto Kat ficou a vê-lo, Mallory tirou lentamente a roupa. Primeiro o casaco, depois a camisa e a gravata, a seguir os sapatos e as meias e por fim as calças. Possuía a figura típica de um atleta.
- Isto excita-te, querida?
- Oh, sim. Agora tira as cuecas.
Lentamente, Mallory deixou cair a cueca para o chão.
Tinha uma ereão túrgida.
- Que beleza - disse Kat.
- Agora é a sua vez.
- Certo.