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Nada dura para sempre [em Português]

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Nada dura para sempre [em Português]
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- Não. Não terá hipóteses.

Era um desafio.

- Aposto que está errado.

Um dos outros residentes disse:

- Quer dizer que deseja fazer uma aposta? Mallory sorriu:

- Claro. Porque não?

- Está bem. - O grupo começou a juntar-se à volta de Mallory. - Aposto quinhentos dólares em como não consegue deitar-se com ela.

- Apostado.

- Eu aposto trezentos.

Um outro disse:

- Também entro nessa. Aposto seiscentos.

No final, a aposta era de cinco mil dólares.

- Qual é o tempo-limite? - perguntou Mallory.

Grundy pensou um momento:

- Digamos trinta dias. Chega?

- É mais do que suficiente. Não será preciso tanto tempo.

Grundy observou:

- Mas terá de prová-lo. Ela terá de admitir que foi para a cama consigo.

- Não há problema. - Mallory olhou para o grupo e sorriu:

- Malandros!

Quinze minutos mais tarde, Grundy estava na cafetaria onde Kat, Paige e Honey tomavam o pequeno-almoço.

Dirigiu-se à mesa delas:

- Posso juntar-me a vós, senhoras… doutoras… por um momento?

Paige levantou a cabeça:

- Claro que sim.

Grundy sentou-se. Olhou para Kat e disse em tom de desculpa:

- Odeio ter de vos dizer isto, mas estou furioso e penso que é justo que saibam…

Kat olhou para ele, confusa:

- Saibamos o quê?

Grundy suspirou:

- Aquele novo residente chefe que entrou… Ken Mallory?

- Sim. O que há com ele?

Grundy respondeu:

- Bem, eu… meu Deus, isto é embaraçoso. Apostei cinco mil dólares com alguns dos médicos em como irá conseguir convencê-la a ir para a cama com ele dentro dos próximos trinta dias.

Kat ficou roxa de raiva:

- Apostou, não foi?

Grundy respondeu submissamente:

- Não a condeno por ficar furiosa. Senti-me enojado quando soube. Bem, só quis avisá-la. Ele vai convidá-la para sair e achei ser meu dever contarlhe qual o motivo.

- Obrigada - respondeu Kat. - Agradeço que me tenha dito.

- Era o mínimo que podia fazer.

As três ficaram a ver Grundy ir-se embora.

No corredor, fora da cafetaria, os outros residentes esperavam por ele.

- Como é que correu? - perguntaram.

Grundy deu uma gargalhada:

- Perfeito. Ficou furiosa como tudo. O filho da puta está feito!

Na mesa, Honey dizia:

- Acho isso terrível.

Kat concordou:

- Alguém devia fazer-lhe uma “pilatomia”. Irão ter de esquiar no gelo do inferno para que eu saia com aquele filho da mãe.

Paige ficou pensativa. Pouco depois disse:

- Sabes uma coisa, Kat? Seria interessante que saísses mesmo com ele?

Kat olhou para ela, surpreendida:

- O quê?

Os olhos de Paige brilhavam:

- Porque não? Já que ele quer jogar, vamos ajudá-lo… só que irá fazer o nosso jogo.

Kat inclinou-se para a frente:

- Continua.

- Ele tem trinta dias, certo? Quando ele te convidar, serás calorosa, amorosa e carinhosa. Quero dizer, mostrar-te-ás totalmente louca por ele.

Vais deixá-lo doido de alegria: A única coisa que não irás fazer, que Deus te abençoe, é ir para a cama com ele. Iremos dar-lhe uma lição de cinco mil dólares.

Kat lembrou-se do padrasto. Era uma forma de se vingar.

- Gosto disso - replicou.

- Quer dizer que aceitas? - perguntou Honey.

- Sim.

E Kat não fazia ideia de que, com essa palavra, assinara a sua sentença de morte.

Jason Curtis não tinha conseguido tirar Paige da cabeça.

Telefonou à secretária de bem Wallace:

- Olá. Sou Jason Curtis. Preciso do telefone de casa da doutora Paige Taylor.

- Com certeza, senhor Curtis. Só um momento. - Deu-lhe o número.

Honey atendeu o telefone:

- Doutora Taft.

- Sou Jason Curtis. A doutora Taylor está?

- Não, não está. Está de serviço no hospital.

- Oh, que pena.

Honey percebeu o desapontamento na voz dele:

- Se for alguma urgência, eu…

- Não, não.

- Posso dar-lhe o recado e ela liga para si.

- Muito obrigado. - Jason deu-lhe o número de telefone.

- Dar-lhe -ei o recado.

- Obrigado.

- Jason Curtis telefonou - disse Honey quando Paige regressou ao apartamento. - Pareceu-me simpático.

Está aqui o telefone dele.

- Queima-o.

- Não lhe vais telefonar?

- Não. Nunca.

- Ainda estás presa a Alfred, não estás?

- Claro que não.

E foi tudo o que Honey conseguiu obter dela.

Passados dois dias, Jason tornou a ligar.

Desta vez foi Paige quem atendeu o telefone:

- Doutora Taylor.

- Olá! - disse Jason. - Sou o doutor Jason Curtis.

- Doutor…?

- Talvez não se lembre de mim - disse Jason, lentamente - mas fiz a ronda consigo no outro dia e convidei-a para jantar. Você respondeu…

- Que estava ocupada. Ainda estou. Adeus, senhor Curtis. - E desligou o telefone.

- O que foi tudo isto? - perguntou Honey.

- Nada.

Às seis da manhã do dia seguinte, quando os residentes se juntaram a Paige para a ronda da manhã, apareceu Jason Curtis.

Vestia uma bata branca.

- Espero não ter chegado atrasado - disse alegremente.

- Tive de ir buscar uma bata branca. Sei que fica aborrecida quando não visto uma.

Paige respirou fundo, furiosa:

- Chegue aqui - disse. Empurrou Jason para dentro do vestiário dos médicos. - O que está aqui a fazer?

- Para dizer a verdade, tenho estado preocupado com alguns dos doentes que vimos no outro dia - respondeu com sinceridade. - Vim ver se estavam todos bem.

O homem estava a enfurecê-la:

- Porque não está antes a construir qualquer coisa? Jason olhou para ela e disse baixinho:

- Estou a tentar. - Tirou do bolso um monte de bilhe tes.

- Veja, não sei do que gosta, por isso comprei bilhe tes para esta noite para o jogo dos Giants, teatro, ópera e um concerto. Escolha.

Estava a pô-la fora de si:

- Deita sempre fora o seu dinheiro desta forma?

- Só quando estou apaixonado - respondeu Jason.

- Alto a…

Ele estendeu-lhe os bilhe tes:

- Escolha.

Paige arrancou-os todos da mão:

- Obrigada - respondeu, afável. - Vou dá-los aos meus doentes externos. A maioria deles não tem a possibilidade de ir a um teatro ou ópera.

Ele sorriu: - ótimo! Espero que se divirtam. Janta comigo?

- Não.

- De qualquer modo, tem de comer. Não muda de ideia? Paige ficou um tanto envergonhada por causa dos bilhe tes:

- Penso que não seria muito boa companhia. Ontem à noite estive de serviço e…

- Faremos um serão mais cedo. Palavra de escuteiro.

Ela suspirou:

- Está bem, mas…

- Maravilha! Onde posso apanhá-la?

- Saio daqui às sete.

- Então, apanho-a aqui - afirmou a sorrir. - Agora vou para casa e volto para a cama. Que hora tão perversa para estar de pé! O que a obriga a fazêlo?

Paige viu-o afastar-se e não pôde evitar um sorriso.

Às sete horas dessa tarde, quando Jason chegou ao hospital para apanhar Paige, a enfermeira-chefe disse:

- Penso que encontrará a doutora Taylor no quarto dos médicos de serviço.

- Obrigado. - Jason atravessou o corredor para o quarto de serviço. A porta estava fechada. Bateu. Ninguém respondeu.

Tornou a bater e depois abriu a porta e olhou para dentro.

Paige estava deitada, a dormir profundamente. Jason aproximou-se da cama e permaneceu ali muito tempo, a olhar para ela. “Vou casar contigo, lady, pensou. Saiu nas pontas dos pés e, sem fazer barulho, fechou a porta atrás de si.

Na manhã seguinte, Jason estava numa reunião quando a secretária entrou com um pequeno ramo de flores.

No cartão lia-se: “Desculpe. RIP. Jason deu uma gargalhada.

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