Nada dura para sempre [em Português]
- Автор: Шелдон Сидни
- Год: 1996
- Язык: португальский
- Жанр: Современная русская и зарубежная проза
Электронная книга - «Nada dura para sempre [em Português]». Краткое содержание книги:
- Não. Não terá hipóteses.
Era um desafio.
- Aposto que está errado.
Um dos outros residentes disse:
- Quer dizer que deseja fazer uma aposta? Mallory sorriu:
- Claro. Porque não?
- Está bem. - O grupo começou a juntar-se à volta de Mallory. - Aposto quinhentos dólares em como não consegue deitar-se com ela.
- Apostado.
- Eu aposto trezentos.
Um outro disse:
- Também entro nessa. Aposto seiscentos.
No final, a aposta era de cinco mil dólares.
- Qual é o tempo-limite? - perguntou Mallory.
Grundy pensou um momento:
- Digamos trinta dias. Chega?
- É mais do que suficiente. Não será preciso tanto tempo.
Grundy observou:
- Mas terá de prová-lo. Ela terá de admitir que foi para a cama consigo.
- Não há problema. - Mallory olhou para o grupo e sorriu:
- Malandros!
Quinze minutos mais tarde, Grundy estava na cafetaria onde Kat, Paige e Honey tomavam o pequeno-almoço.
Dirigiu-se à mesa delas:
- Posso juntar-me a vós, senhoras… doutoras… por um momento?
Paige levantou a cabeça:
- Claro que sim.
Grundy sentou-se. Olhou para Kat e disse em tom de desculpa:
- Odeio ter de vos dizer isto, mas estou furioso e penso que é justo que saibam…
Kat olhou para ele, confusa:
- Saibamos o quê?
Grundy suspirou:
- Aquele novo residente chefe que entrou… Ken Mallory?
- Sim. O que há com ele?
Grundy respondeu:
- Bem, eu… meu Deus, isto é embaraçoso. Apostei cinco mil dólares com alguns dos médicos em como irá conseguir convencê-la a ir para a cama com ele dentro dos próximos trinta dias.
Kat ficou roxa de raiva:
- Apostou, não foi?
Grundy respondeu submissamente:
- Não a condeno por ficar furiosa. Senti-me enojado quando soube. Bem, só quis avisá-la. Ele vai convidá-la para sair e achei ser meu dever contarlhe qual o motivo.
- Obrigada - respondeu Kat. - Agradeço que me tenha dito.
- Era o mínimo que podia fazer.
As três ficaram a ver Grundy ir-se embora.
No corredor, fora da cafetaria, os outros residentes esperavam por ele.
- Como é que correu? - perguntaram.
Grundy deu uma gargalhada:
- Perfeito. Ficou furiosa como tudo. O filho da puta está feito!
Na mesa, Honey dizia:
- Acho isso terrível.
Kat concordou:
- Alguém devia fazer-lhe uma “pilatomia”. Irão ter de esquiar no gelo do inferno para que eu saia com aquele filho da mãe.
Paige ficou pensativa. Pouco depois disse:
- Sabes uma coisa, Kat? Seria interessante que saísses mesmo com ele?
Kat olhou para ela, surpreendida:
- O quê?
Os olhos de Paige brilhavam:
- Porque não? Já que ele quer jogar, vamos ajudá-lo… só que irá fazer o nosso jogo.
Kat inclinou-se para a frente:
- Continua.
- Ele tem trinta dias, certo? Quando ele te convidar, serás calorosa, amorosa e carinhosa. Quero dizer, mostrar-te-ás totalmente louca por ele.
Vais deixá-lo doido de alegria: A única coisa que não irás fazer, que Deus te abençoe, é ir para a cama com ele. Iremos dar-lhe uma lição de cinco mil dólares.
Kat lembrou-se do padrasto. Era uma forma de se vingar.
- Gosto disso - replicou.
- Quer dizer que aceitas? - perguntou Honey.
- Sim.
E Kat não fazia ideia de que, com essa palavra, assinara a sua sentença de morte.
Jason Curtis não tinha conseguido tirar Paige da cabeça.
Telefonou à secretária de bem Wallace:
- Olá. Sou Jason Curtis. Preciso do telefone de casa da doutora Paige Taylor.
- Com certeza, senhor Curtis. Só um momento. - Deu-lhe o número.
Honey atendeu o telefone:
- Doutora Taft.
- Sou Jason Curtis. A doutora Taylor está?
- Não, não está. Está de serviço no hospital.
- Oh, que pena.
Honey percebeu o desapontamento na voz dele:
- Se for alguma urgência, eu…
- Não, não.
- Posso dar-lhe o recado e ela liga para si.
- Muito obrigado. - Jason deu-lhe o número de telefone.
- Dar-lhe -ei o recado.
- Obrigado.
- Jason Curtis telefonou - disse Honey quando Paige regressou ao apartamento. - Pareceu-me simpático.
Está aqui o telefone dele.
- Queima-o.
- Não lhe vais telefonar?
- Não. Nunca.
- Ainda estás presa a Alfred, não estás?
- Claro que não.
E foi tudo o que Honey conseguiu obter dela.
Passados dois dias, Jason tornou a ligar.
Desta vez foi Paige quem atendeu o telefone:
- Doutora Taylor.
- Olá! - disse Jason. - Sou o doutor Jason Curtis.
- Doutor…?
- Talvez não se lembre de mim - disse Jason, lentamente - mas fiz a ronda consigo no outro dia e convidei-a para jantar. Você respondeu…
- Que estava ocupada. Ainda estou. Adeus, senhor Curtis. - E desligou o telefone.
- O que foi tudo isto? - perguntou Honey.
- Nada.
Às seis da manhã do dia seguinte, quando os residentes se juntaram a Paige para a ronda da manhã, apareceu Jason Curtis.
Vestia uma bata branca.
- Espero não ter chegado atrasado - disse alegremente.
- Tive de ir buscar uma bata branca. Sei que fica aborrecida quando não visto uma.
Paige respirou fundo, furiosa:
- Chegue aqui - disse. Empurrou Jason para dentro do vestiário dos médicos. - O que está aqui a fazer?
- Para dizer a verdade, tenho estado preocupado com alguns dos doentes que vimos no outro dia - respondeu com sinceridade. - Vim ver se estavam todos bem.
O homem estava a enfurecê-la:
- Porque não está antes a construir qualquer coisa? Jason olhou para ela e disse baixinho:
- Estou a tentar. - Tirou do bolso um monte de bilhe tes.
- Veja, não sei do que gosta, por isso comprei bilhe tes para esta noite para o jogo dos Giants, teatro, ópera e um concerto. Escolha.
Estava a pô-la fora de si:
- Deita sempre fora o seu dinheiro desta forma?
- Só quando estou apaixonado - respondeu Jason.
- Alto a…
Ele estendeu-lhe os bilhe tes:
- Escolha.
Paige arrancou-os todos da mão:
- Obrigada - respondeu, afável. - Vou dá-los aos meus doentes externos. A maioria deles não tem a possibilidade de ir a um teatro ou ópera.
Ele sorriu: - ótimo! Espero que se divirtam. Janta comigo?
- Não.
- De qualquer modo, tem de comer. Não muda de ideia? Paige ficou um tanto envergonhada por causa dos bilhe tes:
- Penso que não seria muito boa companhia. Ontem à noite estive de serviço e…
- Faremos um serão mais cedo. Palavra de escuteiro.
Ela suspirou:
- Está bem, mas…
- Maravilha! Onde posso apanhá-la?
- Saio daqui às sete.
- Então, apanho-a aqui - afirmou a sorrir. - Agora vou para casa e volto para a cama. Que hora tão perversa para estar de pé! O que a obriga a fazêlo?
Paige viu-o afastar-se e não pôde evitar um sorriso.
Às sete horas dessa tarde, quando Jason chegou ao hospital para apanhar Paige, a enfermeira-chefe disse:
- Penso que encontrará a doutora Taylor no quarto dos médicos de serviço.
- Obrigado. - Jason atravessou o corredor para o quarto de serviço. A porta estava fechada. Bateu. Ninguém respondeu.
Tornou a bater e depois abriu a porta e olhou para dentro.
Paige estava deitada, a dormir profundamente. Jason aproximou-se da cama e permaneceu ali muito tempo, a olhar para ela. “Vou casar contigo, lady, pensou. Saiu nas pontas dos pés e, sem fazer barulho, fechou a porta atrás de si.
Na manhã seguinte, Jason estava numa reunião quando a secretária entrou com um pequeno ramo de flores.
No cartão lia-se: “Desculpe. RIP. Jason deu uma gargalhada.