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Nada dura para sempre [em Português]

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Nada dura para sempre [em Português]
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Jason olhava para ela, preocupado:

- Vamos jantar - sugeriu.

Foram para uma ampla sala de jantar. Estava revestida com painéis de madeira e mobilada com antiguidades atrativas e retratos pendurados na parede. Uma criada começou a servir.

O pai de Jason disse:

- Aquela pintura além é o avô de Jason. Todos os edifícios que construiu foram destruídos no terramoto de mil novecentos e seis. É pena. Eram relíquias. Depois do jantar, mostrar-lhe -ei algumas fotografias se…

A cabeça de Paige tombara sobre a mesa. Dormia profundamente.

- Ainda bem que não servi a sopa - disse a mãe de Jason.

Ken Mallory tinha um problema. Assim que se soube no hospital do dinheiro apostado em Kat, as apostas subiram rapidamente para dez mil dólares. Mallory estava tão confiante no êxito que apostara mais do que poderia pagar.

“Se falhar, estou metido num grande sarilho. Mas não.

Chegou o momento de o mestre entrar em aão.” Kat estava a almoçar na cafetaria com Paige e Honey, quando Mallory se aproximou da mesa.

- Posso juntar-me a vocês, doutoras? “Nem senhoras nem meninas. Doutoras. O tipo sensibilizante”, pensou Kat, cinicamente.

- Com certeza. Sente-se - respondeu.

Paige e Honey trocaram olhares.

- Bem, tenho de ir embora - disse Paige.

- Eu também. Até logo.

Mallory viu Paige e Honey retirarem-se.

- Uma manhã muito movimentada? - perguntou.

Disse-o de maneira a parecer que estava preocupado.

- Não são todas? - Kat fez um sorriso acolhe dor e prometedor.

Mallory tinha planejado cuidadosamente a estratégia.

“Vou fazer com que saiba que estou interessado nela como pessoa e não apenas como mulher. Elas detestam que as considerem objeto sexual.

Conversarei com ela sobre medicina. Tenho de levar isto com calma.

Tenho um mês inteiro para a meter no papo.” - Soube da autópsia da senhora Turnball? - começou Mallory.

- A mulher tinha uma garrafa de Coca-Cola no estômago! Imagina como…?

Kat inclinou-se para a frente:

- Tem algum compromisso no sábado à noite, Ken? Mallory foi totalmente apanhado de surpresa:

- O quê?

- Pensei que gostasse de me levar a jantar fora.

Ele quase corou. “Meu Deus!”,, pensou. Venham pedir-me para dar um tiro num peixe dentro de um barril! Ela não é lésbica. A malta diz isso só porque não foi capaz de se meter nela. Bem, eu serei. Na verdade, ela está mesmo a pedir isso! Tentou lembrar-se da pessoa com quem tinha um compromisso no sábado. Sally, a pequena enfermeira da SO. Mas ela pode esperar.” - Nada de importante - disse Mallory. - Gostaria muito de a levar a jantar fora.

Kat poisou uma mão sobre a dele:

- Maravilha! - disse suavemente. - Ficarei ansiosa por isso.

Ele sorriu:

- Eu também. - “Nem sabes quanto, querida. Vales dez mil dólares!”

Nessa tarde, Kat contou tudo a Paige e Honey.

- Ficou de boca aberta! - disse Kat a rir. - Deviam ter visto a cara dele!

Parecia o gato que engoliu o canário.

Paige disse:

- Lembra-te, tu és o gato (kat, em inglês). Ele é o canário.

- Que vais fazer no sábado à noite? - perguntou Honey.

- Alguma sugestão?

- Eu tenho - respondeu Paige.

Eis que No sábado à noite, Kat e Ken Mallory jantaram no Emilio’s,,um restaurante da baía.

Tinha-se arranjado cuidadosamente para ele, usando um vestido de algodão branco a cair pelos ombros.

- Estás sensacional - disse Mallory. Teve o cuidado de dar a entoação certa. “Aprecia mas não pressiones.

Admira mas não sejas sugestivo.”, Mallory estava determinado a ser o mais encantador possível, mas tal não era necessário.

Cedo se tornou óbvio que Kat tencionava impressioná-lo.

Enquanto tomavam uma bebida, Kat disse: -Todos falam da maravilha de médico que tu és, Ken.

- Bem - disse Mallory, modestamente. - Tive um ótimo treino e preocupome muito com os meus doentes. São muito importantes para mim. - A voz soou sincera.

Kat poisou a mão sobre a dele:

- Tenho a certeza disso. Donde és? Quero saber tudo sobre ti. O teu verdadeiro eu.

“Jesus!,”, pensou Mallory. “Essa é a frase que eu emprego.” Não conseguia acreditar o quão fácil iria ser. Era perito em matéria de mulheres. O seu radar conhecia todos os sinais que elas utilizavam. Podiam dizer sim com um olhar, um sorriso, um tom de voz. Os sinais de Kat interferiam no seu radar.

Ela inclinou-se mais para ele e a voz soou rouca:

- Quero saber tudo.

Ele falou de si durante o jantar e, sempre que quis mudar de assunto, Kat dizia:

- Não, não. Quero saber mais. Tiveste uma vida tão fascinante!

Hestá louca por mim”, decidiu Mallory. Nesse momento desejou ter aceite mais apostas. “Se calhar saio vencedor esta noite”, pensou. E teve a certeza disso quando, no momento em que tomavam o café, Kat convidou:

- Queres subir ao meu apartamento para uma última bebida? Bingo!

Mallory pegou-lhe no braço e disse suavemente:

- Gostaria muito.

KA malta estava toda doida”,, decidiu Mallory. “É a maior puta que jamais conheci.,” Tinha a sensação de que estava prestes a ser violado.

Trinta minutos mais tarde entravam no apartamento de Kat.

- Bonito - disse Mallory, olhando em volta. - Muito bonito.

Vives sozinha?

- Não. As doutoras Taylor e Taft vivem comigo.

- Oh! - Pode ouvir o tom desgostoso na voz dele.

Kat fez-lhe um enorme sorriso:

- Mas só chegarão a casa muito mais tarde.

Mallory sorriu:

- Ainda bem.

- Queres beber alguma coisa?

- Gostaria muito. Uísque com água gaseificada, por favor.

- Olhou para Kat enquanto esta se dirigia ao pequeno bar e preparava duas bebidas. “Tem um belo rabo” - pensou Mallory.

“E é muito bonita e eu vou receber dez mil dólares para a meter debaixo de mim.” Riu alto.

Kat voltou-se:

- Qual é a piada?

- Nada. Estava a pensar na sorte que tenho em estar aqui sozinho contigo.

- Eu é que tenho sorte - disse Kat, calorosamente.

Entregou-lhe a bebida.

Mallory ergueu o copo e começou a dizer: - à tu…

Kat interrompeu: - à nossa! - disse.

- Brindo a isso - concordou ele.

Ia dizer “Que tal um pouco de música?”, mas, assim que abriu a boca, Kat perguntou:

- Gostarias de ouvir música?

- Sabes ler o pensamento.

Kat cqlocou um velho disco de Cole Porter. Sorrateiramente, olhou para o relógio e voltou-se para Mallory;

- Gostas de dançar?

Mallory aproximou-se mais dela:

- Depende da pessoa com quem danço. Gostaria de dançar contigo.

Kat meteu-se nos braços dele e ambos começaram a dançar ao som da música lenta e romântica. Ele sentiy o corpo de Kat contra o seu e que estava a excitar-se.

Apertou-a mais e Kat sorriu.

“Chegou o momento da machadada final”, pensou.

- És um amor, sabes? - disse Mallory em voz rouca.

- Quero-te desde o primeiro momento em que te vi.

Kat olhou-o nos olhos:

- Também senti o mesmo em relação a ti, Ken. - Os lábios dele aproximaram-se dos dela, dando-lhe um beijo quente e apaixonado.

- Vamos para o quarto - disse Mallory. Subitamente, estava cheio de pressa.

- Oh, sim!

Pegou no braço de Kat e ela começou a conduzi-lo para o quarto. Nesse momento, a porta de entrada abriu-se e Paige e Honey entraram.

- Olá, pessoal! - disse Paige. Olhou surpreendida para Ken Mallory. - Oh, doutor Mallory! Não esperava vê-lo aqui.

- Bem, eu… eu…

- Fomos jantar fora - disse Kat.

Mallory estava roxo de fúria. Procurou controlar-se.

Voltou-se para Kat e disse:

- Tenho de ir embora. Já é tarde e amanhã tenho muito trabalho.

- Oh. Que pena - disse Kat. Havia um mundo de promessas nos seus olhos.

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