Nada dura para sempre [em Português]
- Автор: Шелдон Сидни
- Год: 1996
- Язык: португальский
- Жанр: Современная русская и зарубежная проза
Электронная книга - «Nada dura para sempre [em Português]». Краткое содержание книги:
No dia seguinte, quando Paige estava encarregue da ronda da tarde, Kaplan, um residente-chefe, encontrou-se com ela no corredor:
- Hoje é o seu dia de sorte - sorriu. - Vai ter um novo aluno de medicina por companhia.
- Verdade?
- Sim, o SI.
- SI? - “Sobrinho idiota”. A mulher do doutor Wallace tem um sobrinho que quer ser médico. Foi expulso das duas últimas faculdades. Vai ter de o suportar. Hoje é a sua vez.
Paige replicou:
- Não tenho tempo para isso. Estou cheia até…
- A opção é sua. Seja boazinha e o doutor Wallace tê-la-á em consideração.
- Kaplan retirou-se.
Paige suspirou e dirigiu-se ao lugar onde os novos residentes se encontravam reunidos para dar início à ronda.
“Onde está o SI?” Olhou para o relógio. Ele já estava atrasado três minutos. “Vou dar-lhe mais um minuto”, decidiu Paige - “depois que vá para o inferno.” Foi então que o viu, um homem alto e bem-parecido que corria na sua direão.
A arfar, aproximou-se de Paige e disse: - Desculpe.
O doutor Wallace pediu-me para…
- Está atrasado - respondeu friamente.
- Eu sei. Peço desculpa. Estava na…
- Não interessa. Como se chama?
- Jason. Jason Cunis. - Vestia um casaco desportivo.
- Onde está a sua bata branca?
- A minha bata branca?
- Ninguém lhe disse para vestir uma bata branca durante as rondas?
Ele ficou embaraçado:
- Não. Lamento mas eu…
Paige disse, irritada;
- Volte ao gabinete da enfermeira-chefe e peça-lhe uma bata branca.
Também não tem um bloco de apontamentos?
- Não.
“Sobrinho idiota” define-o bem.
- Venha ter connosco à ala um.
- Tem a certeza? Eu…
- Faça o que lhe disse! - Paige e os outros partiram, deixando Jason Curtis a olhar para eles.
Estavam a examinar o terceiro doente quando Jason Cunis surgiu a correr.
Vestia uma bata branca. Paige dizia:… os tumores do coração podem ser primários, e são raros, ou secundários, que são muito mais comuns. - Voltou-se para Curtis: - Pode dizer os nomes dos três tipos de tumores?
Olhou para ela:
- Lamento, mas não… não posso.
“É claro que não.” - Epicardial. Miocardial, Endocardial.
Olhou para Paige e sorriu:
- É muito interessante.
“Meu Deus!”, pensou Paige. “Com o Dr. Wallace ou sem o Dr.
Wallace, vou livrar-me dele o mais depressa possível.” Avançaram para o doente seguinte e, assim que Paige acabou de o examinar, levou o grupo para o corredor a fim de não serem ouvidos.
- Este é um caso relacionado com a tiróide, com febre e taquicardia extrema. Surgiu após a operação. - Virou-se para Jason Curtis. - Como trataria o doente?
Ficou momentaneamente pensativo. Depois disse:
- Suavemente?
Paige procurou controlar-se:
- Você não é a mãe dele, é o médico! Ele necessita de líquidos IV para combater a desidratação, bem como de iodo IV e de medicamentos antitiróide e sedativos para as convulsões.
Jason anuiu:
- Isso parece correto.
A ronda não melhorou. Quando chegaram ao fim, Paige chamou Jason Curtis:
- Posso ser franca consigo?
- Pode. Claro que pode - respondeu, agradavelmente.
- Agradeço-lhe muito.
- Procure outra profissão.
Ele franziu as sobrancelhas:
- Acha que não sirvo para isto?
- Muito honestamente, não. Você não gosta disto, gosta?
- Nem por isso.
- Então porque escolhe u a medicina?
- Para dizer a verdade, fui obrigado.
- Bem, diga ao doutor Wallace que está a cometer um erro. Acho que deve procurar fazer outra coisa na sua vida.
- Agradeço muito que me tenha dito isso - disse com sinceridade Jason Curtis. - Gostaria de saber se podíamos discutir isto mais profundamente.
Se não tiver nada para fazer ao jantar…
- Não temos mais nada para discutir - respondeu Paige, secamente. - Pode dizer ao seu tio…
Nesse momento apareceu o Dr. Wallace:
- Jason! - chamou. - Procurei-te por todo o lado. - Voltou-se para Paige. - Vejo que já se conhecem.
- Sim, já nos conhecemos - respondeu Paige, carrancuda.
- Muito bem. Jason é o arquiteto responsável pela nova ala que estamos a construir.
Paige ficou estática:
- Ele é…o quê?
- Sim. Ele não lhe disse?
Sentiu o rosto ficar vermelho. “Ninguém lhe disse para vestir uma bata branca durante a ronda? Porque escolhe u a medicina? Para dizer a verdade, fui obrigado.” Por mim!
Paige queria enfiar-se num buraco. Ele troçara dela.
Voltou-se para Jason:
- Porque não me disse quem era?
Olhou para ela, divertido:
- Bem, na verdade você não me deu essa oportunidade.
- Ela não te deu uma oportunidade para quê? - perguntou o Dr. Wallace.
- Se me permitem… - disse Paige, envergonhada.
- Que tal jantarmos esta noite?
- Eu não como. Estou ocupada. - E Paige desapareceu.
“Jason olhou para ela com admiração - Que grande mulher!
- É, não é? Que tal irmos para o meu gabinete e conversarmos sobre o novo projeto?
- Okay! - Mas o pensamento estava em Paige.
Era Julho, época do ritual que tinha lugar de doze em doze meses em todos os hospitais dos Estados Unidos, altura em que entravam novos residentes para iniciar o caminho para a vida de verdadeiros médicos.
As enfermeiras ansiavam pela chegada do novo grupo de residentes, provocando aqueles que julgavam poder vir a ser bons amantes ou maridos. Neste dia particular, assim que os novos médicos apareceram, quase todos os olhos femininos se fixaram no Dr. Ken Mallory.
Ninguém sabia porque é que Ken Mallory tinha sido transferido de um hospital totalmente privado de Washington.
Era residente há cinco anos e cirurgião geral. Havia boatos de que fora obrigado a deixar Washington à pressa devido a uma ligação com a mulher de um congressista.
Outro rumor afirmava que uma enfermeira se suicidara por sua causa e ele fora convidado a sair. A única certeza que as enfermeiras tinham era a de que Ken Mallory era, sem sombra de dúvida, o homem mais bonito que jamais viram. Era alto e tinha um físico atlético, cabelos loiros ondulados e feições que ficariam bem num ecrã de cinema.
Mallory integrou-se na rotina do hospital como se tivesse lá estado desde sempre. Era uma pessoa encantadora e, quase desde o início, as enfermeiras lutavam por chamar a sua atenção.
Noite após noite, os outros médicos viam Mallory desaparecer dentro- do quarto de serviço com uma enfermeira diferente. A sua reputação de garanhão estava a tornar-se lendária no hospital.
Paige, Kat e Honey conversavam sobre ele.
- Imaginas aquelas enfermeiras a atirarem-se a ele? - disse Kat a rir. - Na verdade lutam para serem o petisco da semana!
- Tens de admitir que ele é atraente - sublinhou Honey.
Kat abanou a cabeça - Não, não admito.
Uma manhã, estavam meia dúzia de residentes no vestiário dos médicos quando Mallory entrou.
- Estávamos mesmo a falar de si - disse um deles.
- Deve estar exausto - Mallory sorriu:
- Não foi uma noite má. - Tinha passado a noite com duas enfermeiras.
Grundy, um dos residentes, disse:
- Você está a fazer com que todos nós pareçamos eunucos, Ken. Existe alguém do hospital que não consiga engatar? Mallory deu uma gargalhada:
- Duvido.
Grundy pensou por momentos:
- Aposto que posso mencionar um nome.
- Verdade? Quem é?
- Uma das residentes chefe. Chama-se Kat Hunter.
Mallory concordou:
- A boneca negra. Já a vi. É muito atraente. O que é que o leva a pensar que não consigo seduzi-la?
- Porque todos nós já tentámos. Acho que ela não gosta de homens.
- Ou talvez ainda não tenha encontrado o certo - sugeriu Mallory.
Grundy abanou a cabeça: