Nada dura para sempre [em Português]
- Автор: Шелдон Сидни
- Год: 1996
- Язык: португальский
- Жанр: Современная русская и зарубежная проза
Электронная книга - «Nada dura para sempre [em Português]». Краткое содержание книги:
Ele teve razão.
O pai de Honey organizou tudo de forma a que ela ficasse em Knoxville na casa de um primo seu, o reverendo Douglas Lipton.
Douglas Lipton era padre na Igreja de São João Bapista.
Tinha cerca de sessenta anos e era casado com uma mulher dez anos mais velha.
O padre ficou feliz por ter Honey em sua casa.
- Ela é como uma lufada de ar fresco - disse à esposa.
Nunca tinha visto ninguém tão ansioso por satisfazer.
Honey saiu-se razoavelmente bem na faculdade de medicina, mas faltavalhe a dedicação. Estava ali apenas para agradar ao pai.
Os professores simpatizavam com ela. Havia nela uma tal bondade genuína que os professores desejavam que tivesse êxito.
Por ironia, Honey era particularmente fraca em anatomia.
Duránte a oitava semana, o professor da disciplina mandou-a chamar.
- Receio ter de a chumbar - disse com ar infeliz.
“Não posso chumbar”, pensou Honey. “Não posso deixar o meu pai ficar mal. O que teria aconselhado Boccaccio?”, Honey aproximou-se do professor:
- Vim para esta escola por sua causa. Ouvi tanta coisa a seu respeito. - Aproximou-se ainda mais. - Quero ser como o senhor. - E ainda mais perto.
- Ser médica significa tudo para mim. - E mais perto ainda. - Por favor, ajude-me.
Uma hora mais tarde, quando Honey saiu do gabinete, tinha as respostas para o exame seguinte.
Antes de Honey terminar a faculdade de medicina, seduziu Vários dos seus professores. Havia em si um ar de desamparo tal que ninguém conseguia resistir. Todos tinham a impressão de que eram eles que a seduziam e sentiam-se culpados por abusarem da sua inocência.
O Dr. Jim Pearson foi o último a sucumbir a Honey.
Ficou intrigado com as informações que ouviu acerca dela; rumores sobre as suas extraordinárias habilidades sexuais. Um dia, mandou chamar Honey para conversarem sobre as notas. Esta levou consigo uma pequena caixa de açúcar em pó e, antes da tarde terminar, o Dr. Pearson estava tão engatado quanto os outros. Honey fê-lo sentir-se jovem e insaciável. Fê-lo pensar que era um rei que a tinha subjugado e tornado sua escrava.
Ele procurou não pensar na mulher e nos filhos.
Honey gostava genuinamente do reverendo Douglas Lipton e sentia-se aborrecida por a esposa ser uma mulher fria e frígida que estava sempre a criticá-lo. Honey sentiu pena do padre. “Ele não merece isso”, pensou.
“Precisa de conforto.
A meio da noite, quando a Sra. Lipton se encontrava de visita à irmã, Honey entrou no quarto do padre. Estava nua.
- Douglas…
Os olhos abriram-se:
- Honey? Sentes-te bem?
- Não - respondeu. - Posso conversar consigo?
- Claro. - Estendeu o braço para acender o candeeiro.
- Não acenda a luz. - Meteu-se na cama ao seu lado.
- O que se passa? Não te sentes bem?
- Estou preocupada.
- Com quê?
- Consigo. O senhor merece ser amado. Quero fazer amor consigo.
Ele ficou totalmente desperto:
- Meu Deus! - disse. - Ainda és uma criança. Não podes estar a falar a sério.
- Estou. A sua mulher não lhe dá amor…
- Honey, isto é impossível! É melhor regressares já para o teu quarto e…
Sentia o corpo dela contra o seu.
- Honey, não podemos fazer isto. Eu…
Os lábios dela estavam sobre os seus e o corpo em cima do seu, deixando-o completamente extasiado. Honey passou a noite na cama dele.
Às seis da manhã, a porta para o quarto abriu-se e a Sra.
Lipton entrou. Permaneceu ali, a olhar para os dois e seguidamente saiu sem dizer uma palavra.
Duas horas mais tarde, o reverendo Douglas Lipton suicidou-se na garagem.
Quando Honey soube da notícia, ficou devastada e incapaz de acreditar no que sucedera.
O xerife foi lá a casa e teve uma conversa com a viúva.
Quando terminou, foi procurar Honey:
- Por respeito à família, vamos declarar a morte do reverendo Douglas Lipton como “suicídio por razões desconhecidas”, mas sugiro que deixe imediatamente a cidade e nunca mais cá volte.
Honey foi para o Embarcadero County Hospital, em São Francisco.
Com as brilhantes recomendações do Dr. Jim Pearson.
Para Paige, o tempo tinha perdido todo o significado.
Não havia princípio nem fim e os dias e as noites sucediam-se no mesmo ritmo. O hospital tinha-se transformado em toda a sua vida. O mundo exterior não era mais do que um planeta estranho e distante.
O Natal chegou e passou, dando início ao Ano Novo.
No mundo exterior, as tropas americanas tinham libertado o Kuwait dos Iraquianos.
Nunca mais ouvira nada de Alfred. “Ele há-de descobrir que cometeu um erro”, pensou Paige. Há-de regressar para mim.” As irritantes chamadas telefônicas matinais tinham parado tão repentinamente como haviam começado. Paige sentia-se aliviada por nunca mais se ter visto envolvida em incidentes misteriosos ou ameaçadores. Era quase como se tivessem sido apenas um pesadelo… excepo, é claro, o fato de não ter sido assim.
A rotina continuou a ser frenética. Não havia tempo para conhecer melhor os doentes. Eram simplesmente vesículas ou fígados rebentados, fêmures fraturados e costelas partidas.
O hospital era uma selva cheia de demónios mecânicos - respiradores, monitores do ritmo cardíaco, equipamento de ecografia, raios X… E cada uma possuía o seu próprio som.
Havia apitos, campainhas e a conversa constante dos sistemas de altofalantes, todos eles misturando-se numa dissonância ruidosa e louca.
O segundo ano de residência foi um ritual de passagem. Os residentes começaram a ter tarefas mais exigentes e a vigiar o novo grupo, sentindo um misto de desprezo e arrogância para com estes.
- Pobres diabos - disse Kat a Paige. - Nem sonham o que lhe s espera.
- Em breve irão descobrir.
Paige e Honey começaram a ficar preocupadas com Kat. Estava a perder peso e parecia deprimida. A meio de uma conversa, deparoú-se-lhe s Kat a olhar para o vazio, semblante vazio. De tempos a tempos recebia uma chamada misteriosa e, após cada uma delas, a sua depressão parecia piorar.
Paige e Honey sentaram-se a fim de terem uma conversa com ela.
- Está tudo bem? - perguntou Paige. - Sabes que gostamos de ti e se tiveres algum problema gostaríamos de ajudar.
- Obrigada. Agradeço a vossa preocupação mas não há nada que possam fazer. É um problema de dinheiro.
Honey olhou para ela, surpreendida:
- Para que precisas de dinheiro? Nunca saímos. Não temos tempo para comprar nada. Nós…
- Não é para mim. É para o meu irmão. - Kat nunca lhe s dissera que tinha um irmão.
- Não sabia que tinhas um irmão - disse Paige.
- Vive em São Francisco? - perguntou Honey.
Kat hesitou:
- Não. Vive no leste. Em Detroit. Terão de conhecê-lo, um dia.
- Gostaríamos muito. O que é que ele faz?
- É uma espécie de empresário - respondeu Kat, vagamente.
- Neste momento anda com pouca sorte, mas Mike irá recompor-se. Ele consegue sempre. “Deus queira que esteja certa”, pensou ela.
Harry Bowman tinha sido transferido de um programa residencial de Iowa.
Era uma pessoa bem-humorada e sempre bem-disposta, que saíra da rota para ser agradável aos outros.
Um dia, disse a Paige:
- Amanhã à noite dou uma pequena festa. Se a senhora, e as doutoras Hunter e Taft estiverem livres, porque não aparecem por lá? Penso que irão divertir-se.
- Tudo bem - respondeu Paige. - O que devemos levar? Bowman deu uma gargalhada:
- Não tragam nada.
- Tem a certeza? - perguntou Paige. - Uma garrafa de vinho ou…
- Esqueçam! Vai ser no meu pequeno apartamento.
O pequeno apartamento de Bowman acabou por ser um apartamento de cobertura com 10 quartos e todo mobilado à antiga.
As três mulheres entraram e olharam surpreendidas.
- Meu Deus! - espantou-se Kat. - Donde veio isto tudo?