Nada dura para sempre [em Português]
- Автор: Шелдон Сидни
- Год: 1996
- Язык: португальский
- Жанр: Современная русская и зарубежная проза
Электронная книга - «Nada dura para sempre [em Português]». Краткое содержание книги:
Lá fora, Honey tentou soltar-se:
- Roger, não penso que seja uma boa ideia. Eu…
- O que é que tens… medo?
- Não, eu…
- Então está bem. Vamos.
Levou-a até ao carro e abriu a porta. Honey manteve-se de pé por um momento.
- Entra.
- Só posso ficar um momento - disse Honey.
Entrou no carro porque não queria aborrecer Roger.
Ele sentou-se ao seu lado.
- Vamos mostrar àquela cabra estúpida, não vamos? - puxou de uma garrafa de uísque. - Toma.
Honey já uma vez tinha provado uma bebida alcoólica e detestara-a. Mas não quis magoar os sentimentos de Roger.
Olhou para ele e, com relutância, tomou um pequeno gole.
- Okay! - disse. - És nova no liceu, hem? Honey fazia parte de três das aulas dele:
- Não - respondeu. - Eu…
Roger inclinou-se e começou a brincar com os seios dela.
Espantada, Honey afastou-se.
- Eh! Vem cá. Não me queres agradar? - perguntou.
E essa foi a frase mágica. Honey queria agradar a todos, e se esta era a maneira de o fazer…
No desconfortável banco de trás do carro de Merton, Honey teve relações pela primeira vez e isso abriu um mundo incrivelmente novo para ela. Não sentiu muito prazer com o ato sexual, mas isso não foi importante.
O importante foi que Merton gostou. Na realidade, Honey ficou admirada com a forma como ele tinha gostado.
Parecia que o tinha deixado extasiado. Nunca vira ninguém gostar tanto de algo. “Então é assim que se satisfaz um homem…,”, pensou Honey.
Era uma manifestação divina.
Honey não conseguia esquecer o milagre que lhe tinha acontecido. Deitouse na cama, recordando a dureza do membro de Merton introduzido nela, movimentando-se cada vez mais depressa, e depois os gemidos: “Oh, sim, sim… Jesus, és fantástica, Sally…”
E Honey nem sequer se tinha importado com isso. Tinha agradado ao capitão da equipa de futebol! O rapaz mais popular do liceu! “E eu na realidade nem sequer sabia o que estava a fazer”, pensou ela. “Se eu soubesse bem como agradar a um homem…”
Foi então que Honey teve a sua segunda manifestação divina.
Na manhã seguinte, Honey dirigiu-se à Pleasure Chest, uma livraria pornográfica da Poplar Street, e comprou meia dúzia de livros eróticos.
Escondeu-os em casa e leu-os na privacidade do seu quarto.
Ficou espantada com o que lia.
Devorou as páginas de Jardim Perfumado e Kama Sutra, de Artes de Amar Tibetanas, de Alquimia do Êxtase e depois foi comprar mais. Leu as palavras de Gedun Chopel e os contos ocultos de Kanchinatha.
Estudou as fotografias excitantes das trinta e sete posições para fazer amor e aprendeu o significado da meia lua e do círculo, da pétala de lótus e dos pedaços de nuvem e a forma de se mexer.
Honey tornou-se perita nos oito tipos de sexo oral, nos caminhos dos dezeseis prazeres e no êxtase dos vários tipos de sexo. Sabia como ensinar um homem a fazer karuna para aumentar o prazer. Pelo menos teoricamente.
Honey achou que estava apa a pôr em prática os conhecimentos.
O Kama Sutra tinha vários capítulos sobre afrodisíacos para excitar um homem, mas uma vez que Honey não sabia onde obter Hedysarum gangeticum, a planta kshirika ou Xanthochymus pictorius, inventou os seus próprios substitutos.
Na semana seguinte, quando Honey encontrou Roger Merton na sala de aula, dirigiu-se a ele e disse:
- Gostei muito da outra noite. Podemos repetir? Só passado um momento, percebeu quem Honey era.
- Oh. Com certeza. Porque não? Os meus pais vão sair logo à noite. Porque não apareces lá por volta das oito horas? Nessa noite, quando Honey chegou a casa de Merton levava consigo um pequeno frasco de xarope de bordo.
- Para que é isso? - perguntou ele.
- Já te mostro - respondeu Honey.
E mostrou-lhe.
No dia seguinte, Merton contou aos colegas do liceu tudo sobre Honey.
- Ela é incrível - disse. - Não imaginam o que ela é capaz de fazer com um pouco de xarope morno!
Nessa tarde, meia dúzia de rapazes convidaram Honey para sair com eles.
Daí em diante, começou a sair todas as noites.
Os rapazes andavam satisfeitos e isso tornara Honey muito feliz.
Os pais dela estavam encantados com a súbita popularidade da filha.
- Foi preciso algum tempo para a nossa filha florescer - disse orgulhosamente o pai -, mas agora ela transformou-se numa verdadeira Taft!
Honey teve sempre notas baixas a matemática e sabia que o teste final lhe tinha corrido mal. O professor de matemática, o Sr. Janson, era solteiro e vivia perto do liceu. Uma tarde, Honey foi visitá-lo. Ao abrir a porta ficou admirado de a ver.
- Honey! O que fazes aqui?
- Preciso da sua ajuda - respondeu ela. - O meu pai vai matar-me se eu chumbar. Trouxe alguns problemas de matemática e venho perguntar-lhe se me pode ajudar a resolvê-los.
Ele hesitou um momento:
- Isto não é normal, mas… muito bem.
O senhor Janson gostou de Honey. Não era como as outras raparigas da sua turma. Estas eram ásperas e indiferentes, enquanto Honey era sensível e dedicada, sempre pronta a satisfazer. Desejou que ela tivesse mais apidões para matemática.
Janson sentou-se no sofá ao lado de Honey e começou a explicar as misteriosas complexidades dos logaritmos.
Honey não estava interessada em logaritmos. Enquanto o professor falava, Honey foi-se aproximando cada vez mais dele.
Começou a respirar para cima do pescoço e ouvido dele e, sem perceber o que estava a acontecer, o Sr. Janson deu com as calças desapertadas.
Ficou espantado a olhar para Honey:
- Que estás tu a fazer?
- Desejo-o desde o primeiro momento em que o vi - respondeu Honey.
Abriu a bolsa e retirou uma pequena lata de natas batidas.
- O que é isso?
- Já lhe mostro…
Honey obteve vinte valores em matemática…
Não foram somente os acessórios que Honey utilizava que a tornaram popular, mas também os conhecimentos que obteve de todos os livros antigos sobre erotismo que leu. Ela satisfez os parceiros com técnicas que eles nem sequer sonhavam, que tinham milhares de anos e estavam há muito esquecidas. Deu um novo significado à palavra “êxtase”.
As notas de Honey melhoraram substancialmente e, de um momento para o outro, tornou-se ainda mais popular do que as irmãs quando andavam no liceu. Honey foi convidada para jantar no Private Eye e no Bombay Bicycle Club, bem como no Ice Capades, em Memphis Mall. Os rapazes levaram-na a esquiar no Cedar Cliff e saltar de pára-quedas no Aeroporto Landis.
Os últimos anos de liceu foram igual e socialmente bem sucedidos. Uma noite, ao jantar, o pai disse:
- Em breve irás terminar o liceu. Está na hora de pensarmos no teu futuro.
Já sabes o que pretendes fazer da sua vida? Ela respondeu de imediato:
- Quero ser enfermeira.
O rosto do pai ficou vermelho:
- Queres dizer médica!
- Não, pai. Eu…
- Tu és uma Taft. Se queres seguir medicina, serás uma médica. Estamos entendidos?
- Sim, pai.
Quando disse ao pai que queria ser enfermeira, Honey dizia a verdade.
Gostava de cuidar das pessoas, de as ajudar e alimentar. Ficou assustada com a ideia de se tornar médica e ser responsável pela vida dos outros, mas sabia que não podia desapontar o pai. “Tu és uma Taft!, Conquanto as suas notas não fossem suficientemente boas para ingressar na faculdade de medicina, a influência do pai era-o, dado que se tratava de um dos principais contribuintes da Faculdade de Knoxville, Tennessee.
Reuniu-se com o reitor, Dr. Jim Pearson.
- Está a pedir-me um grande favor - disse Pearson -, mas digo-lhe o que vou fazer. Vou admitir Honey numa base experimental. Se no fim de seis meses julgarmos que não está qualificada para continuar, teremos de a mandar embora.
- É justo. Ela irá surpreender-vos.