Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
— Cadê esse filho da puta?
De dentro do edifício ouvimos gritos abafados. Christian me coloca de pé.
— Você consegue ficar de pé sozinha?
Faço que sim com a cabeça.
— Não vá lá dentro. Não, Christian.
De repente, o medo me domina de novo, medo do que Christian vai fazer a Jack.
— Entre no carro — rosna ele para mim.
— Christian, não. — Agarro o braço dele.
— Entre na merda do carro, Ana. — Ele afasta meu braço.
— Não! Por favor! — imploro. — Fique comigo. Não me deixe aqui sozinha. — Utilizo minha melhor arma.
Fervendo de raiva, Christian corre a mão pelo cabelo e me encara, claramente dividido. Os gritos dentro do prédio aumentam e então cessam de repente.
Ah, não. O que Taylor fez?
Christian pega o BlackBerry.
— Christian, ele abriu os meus e-mails.
— O quê?
— Meus e-mails para você. Ele queria saber onde os seus e-mails para mim foram parar. Ele estava tentando me chantagear.
O olhar de Christian é sanguinário.
Ai, merda.
— Porra! — Ele explode e estreita os olhos para mim. Em seguida digita um número no celular.
Ah, não. Estou ferrada. Para quem ele está ligando?
— Barney. Aqui é o Grey. Preciso que você acesse o servidor principal da SIP e limpe todos os e-mails de Anastasia Steele para mim. Depois, acesse o arquivo pessoal de Jack Hyde e verifique se ele não tem nenhuma cópia deles. Se tiver, apague tudo... Isso, tudo. Agora. Avise-me assim que terminar.
Ele aperta com força o botão de desligar; em seguida, digita outro número.
— Roach. Aqui é o Grey. Jack Hyde... quero ele na rua. Agora. Neste minuto. Chame a segurança. Faça com que ele esvazie a mesa imediatamente ou eu vou liquidar essa empresa amanhã de manhã. Você já tem todos os motivos de que precisa para demitir o cara. Entendeu? — Ele fica ouvindo por um instante e então desliga, aparentemente satisfeito. — BlackBerry — sussurra para mim entre os dentes.
— Por favor, não fique bravo comigo. — Pisco para ele.
— Estou com muita raiva de você agora — rosna ele e mais uma vez corre a mão pelo cabelo. — Entre no carro.
— Christian, por favor...
— Entre na merda do carro, Anastasia, ou então eu mesmo vou colocar você lá dentro — ameaça ele, os olhos em chamas de tanta fúria.
Merda.
— Não faça nenhuma burrice, por favor — imploro.
— Nenhuma BURRICE! — explode. — Eu disse para você usar a porra do BlackBerry. Então não venha me falar de burrice. Entre na merda do carro, Anastasia, AGORA! — rosna ele, e sinto um arrepio de medo.
Este é o Christian Muito Bravo. Nunca o vi com tanta raiva antes. Ele mal consegue se controlar.
— Tudo bem — murmuro, tentando acalmá-lo. — Mas, por favor, tenha cuidado.
Apertando os lábios em uma linha rígida, ele aponta com raiva para o carro, os olhos fixos em mim.
Caramba, tudo bem, já entendi o recado.
— Por favor, tenha cuidado. Não quero que nada aconteça com você. Se alguma coisa acontecesse, acho que eu morreria — murmuro.
Ele pisca depressa e fica parado por um instante. Em seguida respira fundo e baixa o braço.
— Vou ter cuidado — diz, o olhar se suavizando.
Ah, graças a Deus. Seus olhos queimam em mim enquanto caminho até o carro, abro a porta do carona e me sento no banco da frente. Uma vez que estou em segurança, no conforto do Audi, ele some dentro do prédio, e meu coração pula novamente até minha boca. O que ele pretende fazer?
Fico sentada, esperando. Esperando. Esperando. Os cinco minutos mais longos da história. O táxi de Jack estaciona na frente do Audi. Dez minutos. Quinze. Caramba, o que eles estão fazendo lá dentro, e como será que Taylor está? A espera é dolorosa.
Vinte e cinco minutos depois, Jack emerge do edifício segurando uma caixa de papelão. Atrás dele vem um dos seguranças do prédio. Onde ele estava, mais cedo? E depois surgem Christian e Taylor. Jack parece arrasado. Ele vai direto para o táxi, e eu agradeço que os vidros do Audi sejam tão escuros que ele não possa me ver. O táxi dá a partida — provavelmente não mais para o aeroporto — enquanto Christian e Taylor caminham até o carro.
Christian entra no carro com elegância, sentando-se no banco do motorista, talvez porque eu esteja sentada na frente. Taylor se senta no banco atrás de mim. Nenhum dos dois fala uma palavra sequer, e Christian liga o carro e começa a dirigir. Arrisco uma olhada rápida para ele. Sua boca está contraída numa linha rígida, mas ele parece distraído. O telefone do carro toca.
— Grey — atende Christian.
— Sr. Grey, aqui é Barney.
— Barney, estou no viva-voz, e há outras pessoas no carro — alerta Christian.
— Senhor, tudo certo. Mas tenho que falar com o senhor a respeito do que mais encontrei no computador do Sr. Hyde.
— Eu ligo quando chegar ao meu destino. E obrigado, Barney.
— Sem problema, Sr. Grey.
Barney desliga. A voz parece de alguém muito mais jovem do que eu imaginava.
O que mais havia no computador de Jack?
— Você parou de falar comigo? — pergunto, de mansinho.
Christian me olha de relance antes de voltar os olhos para o trânsito, e sei que ainda está com raiva.
— Parei — resmunga, emburrado.
Ah, lá vamos nós... que infantil. Cruzo os braços e encaro a janela sem enxergar a vista lá fora. Talvez eu devesse simplesmente pedir para ele me deixar no meu apartamento; então ele poderia “não falar” comigo de lá, na segurança do apartamento dele no Escala, e poupar a nós dois de ter que encarar uma briga inevitável. Mas, mesmo ao pensar nisso, sei que não quero deixá-lo se remoendo, não depois de ontem.
Enfim, Christian encosta diante de seu prédio e sai do carro. Caminhando com elegância, ele contorna o Audi e abre a minha porta.
— Vamos — ordena para mim enquanto Taylor se senta no banco do motorista.
Seguro sua mão estendida e o sigo pela portaria a caminho do elevador. Ele não solta minha mão.
— Christian, por que está tão bravo comigo? — sussurro enquanto esperamos.
— Você sabe por quê — resmunga assim que entramos no elevador e ele digita o código para o seu andar. — Deus, se alguma coisa tivesse acontecido com você, ele estaria morto agora. — A voz de Christian me faz sentir um calafrio na espinha.
As portas se fecham.
— Mas eu vou acabar com a carreira dele. Assim ele nunca mais vai poder tirar proveito de moças como você. Aquele projeto miserável de homem. — Ele balança a cabeça. — Meu Deus, Ana! — E me agarra de repente, apertando-me contra o canto do elevador.
Suas mãos se prendem em meu cabelo enquanto ele puxa meu rosto contra o seu e gruda a boca na minha, um desespero apaixonado em seu beijo. Não sei por quê, mas isso me pega de surpresa. Eu provo o seu alívio, seu desejo e a sua raiva residual, sua língua possuindo minha boca. Ele para, olha para mim, descansando seu peso contra o meu corpo de forma que não posso me mover. Fico sem fôlego, agarrando-me a ele para me equilibrar, olhando para cima, para aquele belo rosto marcado pela determinação e sem qualquer traço de humor.
— Se alguma coisa tivesse acontecido com você... Se ele tivesse machucado você... — Sinto um arrepio percorrer o seu corpo. — De agora em diante — ordena calmamente —, só pelo BlackBerry. Entendeu?
Faço que sim com a cabeça, engolindo em seco, incapaz de quebrar o contato visual com seu olhar sombrio e hipnotizante.
Ele se ajeita e me solta assim que o elevador para.
— Ele disse que você deu um chute no saco dele. — O tom de Christian é mais leve, com um toque de admiração, e acho que estou perdoada.
— Dei — sussurro, ainda me recuperando da intensidade do beijo e de sua ordem apaixonada.