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Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]

Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:

Assustada com os segredos obscuros do belo e atormentado Christian Grey, Ana Steele poe um ponto final em seu relacionamento com o jovem empresario e concentra-se em sua nova carreira, numa editora de livros. Mas o desejo por Grey domina cada pensamento de Ana e, quando ele propoe um novo acordo, ela nao consegue resistir. Em pouco tempo, Ana descobre mais sobre o angustiante passado de seu amargurado e dominador parceiro do que jamais imaginou ser possivel. Enquanto Christian tenta se livrar de seus demonios interiores, Ana se ve diante da decisao mais importante da sua vida.
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— O que é isso?

— Grampo de mamilo... esse é para os dois.

— Os dois? Mamilos?

Christian sorri para mim.

— Bem, são dois grampos, baby. Claro, para os dois mamilos, mas não foi isso o que eu quis dizer. Eles são tanto para o prazer quanto para a dor.

Ah. Ele os tira de minha mão.

— Me dê seu mindinho.

Estendo o dedo para ele, e ele coloca um dos grampos na ponta. Não dói muito.

— A sensação é muito intensa, mas é ao se tirar os grampos que eles são realmente dolorosos e prazerosos.

Solto o grampo. Hum, isso talvez seja bom. Eu me contorço só de pensar.

— Gostei desses — murmuro, e Christian sorri.

— Gostou, é, Srta. Steele? Acho que deu para notar.

Concordo timidamente com a cabeça e coloco os grampos de volta na gaveta. Christian inclina-se para a frente e pega outros dois.

— Estes são ajustáveis. — Ele me passa para eu ver de perto.

— Ajustáveis?

— Você pode usar bem apertado... ou não. Dependendo do seu estado de espírito.

Como ele consegue fazer isso soar tão erótico? Engulo em seco e, para desviar sua atenção, pego um objeto que parece um cortador de massa com espinhos.

— E este? — Franzo a testa. Ele certamente não cozinha no quarto de jogos.

— Isso é uma roda de Wartenberg.

— Para?

Ele estende o braço e a pega.

— Me dê sua mão. Palma para cima.

Estico a mão esquerda, e ele a segura suavemente, correndo o polegar por meus dedos. Um arrepio me atravessa o corpo. O contato de sua pele na minha nunca deixa de me excitar. Ele gira a roda sobre a palma da minha mão.

— Ui. — Os dentes fincam em minha pele. Mas é mais do que apenas dor. Na verdade, faz cócegas.

— Imagine isso nos seus seios — murmura Christian lascivamente.

Hum... Fico vermelha e puxo a mão de volta. Minha respiração acelera junto com meu coração.

— A fronteira é tênue entre prazer e dor, Anastasia — diz ele baixinho ao se inclinar para colocar a roda de volta na gaveta.

— Pregadores de roupa? — sussurro.

— Pode-se fazer um bocado de coisas com um pregador de roupas. — Seus olhos estão em chamas.

Inclino-me contra a cômoda, de modo que a gaveta se fecha.

— Isso é tudo?— Christian parece estar se divertindo.

— Não... — Abro a quarta gaveta e sou confrontada por uma confusão de couro e tiras. Puxo uma das tiras... parece estar presa a uma bola.

— Mordaça de bola. Para mantê-la quieta — diz Christian, divertindo-se uma vez mais.

— Limite brando — murmuro.

— Eu me lembro — diz ele. — Mas ainda dá para respirar. Os dentes envolvem a bola — pegando a mordaça, ele imita com os dedos como uma boca prenderia a bola.

— Você já usou isso antes? — pergunto.

Ele enrijece e me encara.

— Já.

— Para encobrir os gritos?

Christian fecha os olhos, e acho que é de exasperação.

— Não, não é para isso que servem.

Ah?

— O negócio é o controle, Anastasia. Imagine o que é estar amarrada e não poder falar? Imagine a confiança que você teria que depositar em mim, sabendo o poder que eu teria sobre você? Sabendo que eu teria que ler seu corpo e suas reações, em vez de ouvir suas palavras? Isso a torna mais dependente, me põe numa situação de controle máximo.

Engulo em seco.

— Parece que você sente falta disso.

— É só o que eu conheço — murmura ele.

Seus olhos estão sérios e arregalados, e a atmosfera entre nós mudou, como se ele estivesse em modo confessional.

— Você tem poder sobre mim. Você sabe que tem — sussurro.

— Tenho? Você me faz sentir... impotente.

— Não! — Ah, meu Cinquenta Tons... — Por quê?

— Porque você é a única pessoa que eu conheço que poderia realmente me machucar. — Ele se aproxima e passa uma mecha de cabelo por trás de minha orelha.

— Ah, Christian... é recíproco. Se você não me quisesse... — Sinto um arrepio e encaro meus dedos que se contorcem.

Eis o meu outro medo sombrio a nosso respeito. Se ele não fosse assim... perturbado, será que iria me querer? Balanço a cabeça. Tenho que tentar não pensar assim.

— A última coisa que quero fazer é machucá-lo. Eu amo você — murmuro, estendendo as mãos para acariciar suavemente suas costeletas e suas bochechas.

Ele inclina o rosto para receber meu toque, deixa a mordaça cair na gaveta e se aproxima, envolvendo minha cintura com as mãos e me puxando para junto de si.

— Acabou a sessão de demonstração? — pergunta, a voz suave e sedutora. Sua mão corre ao longo de minhas costas, subindo até a nuca.

— Por quê? O que você queria fazer?

Ele se inclina e me beija suavemente, e eu me derreto contra seu corpo, agarrando-me aos seus braços.

— Ana, você foi praticamente atacada hoje. — Sua voz é suave, mas cautelosa.

— E...? — pergunto, desfrutando a sensação de sua mão em minhas costas e sua proximidade.

Ele afasta a cabeça e me encara.

— Como assim “e...”? — repreende-me.

Eu miro seu rosto lindo e mal-humorado, e fico maravilhada.

— Christian, eu estou bem.

Ele me envolve em seus braços, mantendo-me junto de si.

— Quando penso no que poderia ter acontecido — ofega, enterrando o rosto em meu cabelo.

— Quando você vai aprender que sou mais forte do que pareço? — sussurro junto de seu pescoço, tranquilizando-o, inalando seu aroma delicioso. Não existe nada melhor no planeta do que estar nos braços de Christian.

— Eu sei que você é forte — murmura baixinho.

Ele beija meu cabelo, mas então, para minha total decepção, me solta. Hein?

Pego outro item da gaveta aberta. Várias algemas presas a uma barra. Eu a ergo diante dele.

— Isso — diz Christian, o olhar escurecendo — é um separador de pernas com algemas para tornozelo e pulso.

— Como funciona? — pergunto, genuinamente intrigada.

— Você quer que eu mostre? — Ele suspira, surpreso, fechando os olhos brevemente.

Pisco para ele. Quando abre os olhos de novo, eles estão em chamas.

— Sim, quero uma demonstração. Gosto de ser amarrada — sussurro, enquanto minha deusa interior dá um salto de seu abrigo subterrâneo de volta para seu divã.

— Ah, Ana — murmura ele. E, de repente, parece estar sofrendo.

— O que foi?

— Aqui não.

— Como assim?

— Quero você em minha cama, não aqui. Venha. — Ele pega a barra da minha mão; em seguida, me leva rapidamente para fora do quarto.

Por que estamos saindo daqui? Olho para trás ao passarmos pela porta.

— Por que não lá dentro?

Christian para no meio da escada e me encara com uma expressão séria.

— Ana, talvez você esteja pronta para voltar lá, mas eu não. Na última vez em que estivemos nesse quarto, você me deixou. Eu já disse isso várias vezes, quando você vai me entender? — Ele franze a testa, soltando-me para poder gesticular. — A consequência é que toda a minha atitude mudou depois daquilo. Minha visão geral da vida mudou radicalmente. Já falei isso a você. O que eu não falei é que... — Ele para e corre a mão pelo cabelo, buscando as palavras certas — ...eu sou como um alcoólatra em recuperação, entendeu? Essa é a única comparação em que sou capaz de pensar. A compulsão se foi, mas não quero nenhuma tentação cruzando meu caminho. Não quero machucar você.

Ele parece tão arrependido e, neste momento, um arrepio forte e dolorido passa pelo meu corpo. O que eu fiz com ele? Eu melhorei sua vida? Ele era feliz antes de me conhecer, não era?

— Não suporto a ideia de machucar você, porque eu a amo — acrescenta ele, fitando-me com uma expressão de sinceridade absoluta, feito um menino dizendo uma verdade muito simples.

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