Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
Christian. Aniversário. Que diabo eu compro para ele?
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De: Anastasia Steele
Assunto: Antediluviano
Data: 15 de junho de 2011 16:11
Para: Christian Grey
Prezado Sr. Grey,
Quando exatamente você ia me contar?
O que eu devo comprar para o meu velho de aniversário?
Quem sabe baterias novas para o aparelho de surdez?
Bj,
Anastasia Steele
Assistente de Jack Hyde, Editor, SIP
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De: Christian Grey
Assunto: Pré-histórico
Data: 15 de junho de 2011 16:20
Para: Anastasia Steele
Não zombe dos idosos.
Que bom saber que você está bem.
E que Mia entrou em contato.
Baterias novas são sempre úteis.
Não gosto de comemorar meu aniversário.
Bj,
Christian Grey
Um CEO surdo como uma porta, Grey Enterprises Holdings, Inc.
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De: Anastasia Steele
Assunto: Huuuum
Data: 15 de junho de 2011 16:24
Para: Christian Grey
Prezado Sr. Grey,
Posso até vê-lo fazendo beicinho ao escrever essa última frase.
Você sabe o efeito que isso tem em mim.
Bjs,
Anastasia Steele
Assistente de Jack Hyde, Editor, SIP
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De: Christian Grey
Assunto: Revirar de olhos
Data: 15 de junho de 2011 16:29
Para: Anastasia Steele
Srta. Steele,
SERÁ QUE DÁ PARA USAR O SEU BLACKBERRY?
Bj,
Christian Grey
Um CEO com a mão coçando, Grey Enterprises Holdings, Inc.
Reviro os olhos. Por que ele é tão sensível a respeito dos e-mails?
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De: Anastasia Steele
Assunto: Inspiração
Data: 15 de junho de 2011 16:33
Para: Christian Grey
Prezado Sr. Grey,
Ah... essas mãos não se aguentam paradas por muito tempo, não é?
Eu me pergunto o que o Dr. Flynn diria sobre isso?
Mas agora, já sei o que dar a você de aniversário — e espero ficar bem dolorida...
;)
Um bj.
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De: Christian Grey
Assunto: Crise de angina
Data: 15 de junho de 2011 16:38
Para: Anastasia Steele
Srta. Steele,
Não acho que meu coração poderia suportar a tensão de mais um e-mail desses — nem a minha calça, diga-se de passagem.
Comporte-se.
Bj,
Christian Grey
CEO, Grey Enterprises Holdings, Inc.
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De: Anastasia Steele
Assunto: Estou tentando
Data: 15 de junho de 2011 16:42
Para: Christian Grey
Christian,
Estou tentando trabalhar, e meu chefe está impossível.
Por favor, pare de me atrapalhar e de ser você também tão impossível.
Seu último e-mail quase me fez entrar em combustão.
Bj,
PS: Você pode me buscar às seis e meia?
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De: Christian Grey
Assunto: Estarei aí
Data: 15 de junho de 2011 16:47
Para: Anastasia Steele
Nada me daria mais prazer.
Na verdade, posso pensar numa série de coisas que me dariam mais prazer, e todas elas envolvem você.
Bj,
Christian Grey
CEO, Grey Enterprises Holdings, Inc.
Fico vermelha ao ler sua resposta e balanço a cabeça. Implicar um com o outro por e-mail é muito legal e tal, mas a gente precisa mesmo conversar. Talvez depois da consulta com Flynn. Guardo o BlackBerry e termino o relatório de fluxo de caixa.
* * *
ÀS SEIS E QUINZE, o escritório está vazio. Estou com tudo pronto para Jack. O táxi para o aeroporto já está marcado, e só preciso entregar a ele os documentos que ele precisa levar. Olho ansiosamente pelo vidro da sala dele, mas Jack ainda está absorto num telefonema, e não quero interrompê-lo — não com o humor em que está hoje.
Enquanto espero que ele desligue, me dou conta de que não comi nada durante o dia todo. Ah, merda, Christian não vai gostar disso. Corro até a cozinha para ver se sobrou algum biscoito.
Assim que abro o pote comunitário, Jack aparece do nada na porta da cozinha, dando-me um susto.
Ei. O que ele está fazendo aqui?
Jack me encara.
— Bem, Ana, acho que agora pode ser uma boa hora para discutir os seus pequenos delitos. — Ele entra na cozinha, fechando a porta atrás de si, e no mesmo instante minha boca fica seca e minha cabeça começa a latejar diante dos sinais de perigo.
Ah, merda.
Ele contrai os lábios num sorriso grotesco, e seus olhos brilham com intensidade, um azul-cobalto bem escuro.
— Finalmente tenho você sozinha — diz ele, lambendo lentamente o lábio inferior.
O quê?
— E então, você vai ser boazinha e ouvir com muita atenção o que eu tenho a dizer?
CAPÍTULO DEZESSEIS
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Os olhos de Jack brilham com um azul mais escuro, e ele sorri com desdém ao lançar um olhar malicioso por todo o meu corpo.
O medo me paralisa. O que é isso? O que ele quer? Em algum recanto dentro de mim, apesar da boca seca, encontro a determinação e a coragem para balbuciar algumas palavras, o mantra das minhas aulas de autodefesa “Mantenha-os falando” reverberando em meu cérebro feito um protetor vindo do além.
— Jack, acho que agora não é um bom momento para isso. Seu táxi vai chegar em dez minutos, e eu preciso lhe entregar os documentos. — Minha voz soa calma, mas rouca, traindo-me.
Ele sorri, e é um sorriso despótico, como se dissesse “que se foda”, e isso se reflete em seus olhos. Eles brilham sob a luz fluorescente e fria da lâmpada comprida acima de nós nesse cômodo monótono e sem janelas. Então dá um passo em minha direção, encarando-me, sem desviar os olhos dos meus. Suas pupilas vão se dilatando, posso ver o preto eclipsando o azul. Ah, não. Meu medo começa a aumentar.
— Você sabe que eu tive que brigar com Elizabeth para dar esta vaga para você... — Sua voz vai sumindo à medida que ele dá outro passo na minha direção.
Dou um passo para trás, batendo nos armários encardidos da cozinha. Mantenha-o falando, mantenha-o falando, mantenha-o falando.
— Jack, qual é o problema? Se você quer expor as suas queixas a meu respeito, então talvez a gente devesse falar com o RH. A gente pode fazer uma reunião com Elizabeth em um ambiente mais formal.
Cadê os seguranças? Ainda estão no prédio?
— A gente não vai precisar do RH para resolver essa situação, Ana. — Ele ri. — Quando contratei você, achei que você seria dedicada. Achei que você tinha potencial. Mas, agora, estou na dúvida. Você anda distraída e desleixada. E eu fico me perguntando... será que é o seu namorado que está desviando você do foco? — e pronuncia a palavra “namorado” com um desprezo assustador. — Então, resolvi dar uma olhada nos seus e-mails para ver se descobria alguma coisa. E sabe o que eu encontrei, Ana? O que era esquisito? Os únicos e-mails pessoais na sua conta foram enviados para o seu namorado todo-poderoso. — Ele faz uma pausa, avaliando minha reação. — E eu comecei a pensar... cadê os e-mails dele? Eles não existem. Nada. Nenhum. E então, Ana, que história é essa? Como é possível os e-mails dele não estarem no nosso sistema? Você é algum tipo de espiã industrial colocada aqui pela empresa de Grey? É isso?