Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
A memória da última vez em que estive aqui cruza a minha mente. O cinto... Estremeço com a recordação. Agora ele está pendurado ali, inocente, alinhado junto a outros na prateleira ao lado da porta. Timidamente, corro os dedos pelos cintos, açoites, palmatórias e chicotes. Caramba. É sobre isso que preciso falar com o Dr. Flynn. Será que alguém que tem esse estilo de vida consegue simplesmente parar? Parece tão improvável. Caminho até a cama e me sento nos lençóis macios de cetim vermelho, olhando todos aqueles aparelhos ao meu redor.
Ao meu lado está o banco; acima dele, diversos tipos de varas. São tantas! Uma só já devia ser suficiente, não? Bem, quanto menos se falar disso, melhor. E a mesa grande. Nunca cheguei a experimentar, seja lá o que ele faz nela. Meus olhos se voltam para o sofá de couro, e eu me sento nele. É só um sofá, nada de excepcional — não tem nada para prender alguém, não que eu possa ver. Olhando para trás, vejo a cômoda de museu. Minha curiosidade se aguça. O que ele guarda nela?
À medida que abro a gaveta, percebo que meu sangue está pulsando acelerado em minhas veias. Por que estou tão nervosa? Tenho a sensação de que estou fazendo algo ilícito, como se estivesse invadindo o território de alguém, e é claro que estou. Mas se ele quer se casar comigo, então...
Puta merda, o que é tudo isso? Cuidadosamente alinhados na gaveta, estão instrumentos e apetrechos bizarros — não tenho a menor ideia do que são ou de para que servem. Escolho um, em forma de bala de revólver e com uma espécie de alça. Hum... que diabo se faz com isso? Minha mente hesita, mas acho que tenho uma ideia. E existem quatro modelos de tamanhos diferentes! Sinto o couro cabeludo pinicar e olho para cima.
Christian está de pé na porta, olhando para mim, o rosto ilegível. Há quanto tempo está ali? Sinto-me pega em flagrante.
— Oi. — Sorrio, nervosa, e sei que estou com os olhos arregalados e pálida feito um fantasma.
— O que você está fazendo? — pergunta ele gentilmente, mas sinto algo por trás de seu tom de voz.
Merda. Ele está com raiva? Fico vermelha.
— Hum... Eu estava entediada e curiosa — balbucio, envergonhada de ter sido descoberta. Ele tinha dito que iria trabalhar por duas horas.
— É uma combinação muito perigosa. — Ele corre o indicador ao longo do lábio inferior em contemplação silenciosa, sem tirar os olhos de mim.
Minha boca fica seca.
Ele entra no quarto devagar e fecha a porta silenciosamente atrás de si, seus olhos cinzentos pegando fogo. Meu Deus. Ele se debruça casualmente sobre a cômoda, mas acho que sua postura é enganosa. Minha deusa interior não sabe se é hora de lutar ou de fugir.
— E então, sobre o que exatamente você está curiosa, Srta. Steele? Talvez eu possa tirar suas dúvidas.
— A porta estava aberta... e eu...
Encaro Christian, prendendo a respiração e piscando; como sempre, incerta sobre qual vai ser a sua reação ou sobre o que devo dizer. Seus olhos estão sombrios. Acho que está se divertindo, mas é difícil saber. Ele apoia os cotovelos na cômoda e repousa o queixo nas mãos entrelaçadas.
— Eu estava aqui hoje mais cedo pensando no que fazer com tudo isso. Devo ter esquecido de trancar. — Por um instante, ele faz uma cara feia, como se o fato de ter deixado a porta aberta fosse uma desatenção terrível. Franzo a testa... não é do feitio dele se esquecer das coisas.
— Ah?
— Mas agora você está aqui, curiosa como sempre. — Sua voz é suave, intrigada.
— Você não está com raiva? — sussurro, gastando o que me resta de fôlego.
Ele inclina a cabeça, e seus lábios se contraem, divertindo-se.
— Por que eu estaria com raiva?
— Eu me sinto como se estivesse invadindo seu território... e você sempre fica com raiva de mim. — Minha voz é calma, mas estou aliviada.
Christian franze a testa mais uma vez.
— Sim, você está invadindo, mas não estou com raiva. Espero que um dia você venha viver comigo aqui, e tudo isso — ele acena vagamente com uma das mãos para o quarto — vai ser seu também.
Meu quarto de jogos...? Eu o encaro, boquiaberta. Isso é muita informação para assimilar.
— É por isso que eu estava aqui hoje. Tentando decidir o que fazer. — Ele toca os lábios com o indicador. — Sempre fico com raiva de você? Não estava com raiva hoje de manhã.
Ah, isso é verdade. Sorrio ao me lembrar de Christian quando acordamos hoje, o que me distrai da ideia a respeito do que acontecerá com o quarto de jogos. Ele estava no modo divertido hoje de manhã.
— Você estava brincalhão. Gosto do Christian brincalhão.
— Gosta, é? — Ele arqueia uma sobrancelha, e sua boca maravilhosa se curva em um sorriso, um sorriso tímido. Uau!
— O que é isto? — Ergo o objeto prateado em formato de bala de revólver.
— Sempre faminta por informação, Srta. Steele. Isso é um plugue anal — diz ele, calmamente.
— Ah...
— Comprado para você.
O quê?
— Para mim?
Ele faz que sim lentamente, uma expressão séria e cautelosa no rosto.
Franzo a testa.
— Você compra, hum... brinquedos novos... para cada submissa?
— Algumas coisas, sim.
— Plugues anais?
— Isso.
Certo... Engulo em seco. Plugue anal. É metal puro — deve ser desconfortável, não? Recordo a discussão sobre brinquedos sexuais e limites rígidos assim que eu me formei. Acho que na época eu disse que iria tentar. Agora, diante de um brinquedo de verdade, não sei se é algo que queira fazer. Examino-o mais uma vez e o coloco de volta na gaveta.
— E isso? — Pego um objeto longo e preto de borracha, feito de bolinhas presas umas às outras e que vão diminuindo gradualmente de tamanho, a primeira grande e a última bem pequena. Oito no total.
— Esferas anais — diz Christian, observando-me atentamente.
Hum... Examino-as com horror fascinado. Todas elas, dentro de mim... lá! Eu não tinha ideia.
— Produzem um efeito e tanto se você as retirar no meio de um orgasmo — acrescenta com naturalidade.
— E são para mim? — pergunto num sussurro.
— Para você. — Ele acena lentamente com a cabeça.
— Esta é a gaveta anal?
Ele sorri.
— Se você quiser chamar assim.
Fecho-a rapidamente, sentindo-me vermelha feito um sinal de trânsito.
— Não gosta da gaveta anal? — pergunta, com inocência, achando graça.
Olho para ele e dou de ombros, tentando encobrir meu choque com um ar de confiança.
— Não está na minha lista de presentes de Natal — murmuro, indiferente.
Vacilante, abro a segunda gaveta. Ele sorri.
— A gaveta de baixo tem uma seleção de vibradores.
Fecho-a rapidamente.
— E a seguinte? — sussurro, mais uma vez pálida, mas agora de vergonha.
— Essa é mais interessante.
Hum... Hesitante, abro a gaveta sem desviar os olhos de seu belo e convencido rosto. Lá dentro, há uma variedade de artigos de metal e alguns pregadores de roupa. Pregadores de roupa! Pego um objeto grande de metal parecido com um clipe de papel.
— Grampo genital — diz Christian.
Ele se afasta da cômoda e caminha casualmente até ficar de pé ao meu lado. Coloco o grampo de volta imediatamente no lugar e escolho algo mais delicado: dois pequenos clipes presos por um aro.
— Alguns desses são para produzir dor, mas a maioria é para o prazer — ele sussurra.