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Cinquenta tons de cinza [em Portugues]

Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:

Quando Anastasia Steele entrevista o jovem empresario Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingenua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmatica reserva de Grey, esta desesperadamente atraida por ele. Incapaz de resistir a beleza discreta, a timidez e ao espirito independente de Ana, Grey admite que tambem a deseja mas em seus proprios termos. Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferencias de Grey, Ana hesita. Por tras da fachada de sucesso os negocios multinacionais, a vasta fortuna, a amada familia , Grey e um homem atormentado por demonios do passado e consumido pela necessidade de controle. Quando eles embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Ana nao so descobre mais sobre seus proprios desejos, como tambem sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos...
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— Fique à vontade para usar minha escova de dente — diz ele em tom de gozação.

— Obrigada, senhor.

Dou um sorriso doce e saio, indo para a cama.

Minutos depois, ele se junta a mim.

— Você sabe que não foi assim que imaginei que essa noite acabaria — resmunga petulante.

— Imagine se eu dissesse que você não podia tocar em mim.

Ele se senta de pernas cruzadas na cama.

— Anastasia, eu já disse. Cinquenta vezes. Tive um começo de vida difícil... e você não vai querer saber dessa merda. Por que iria?

— Porque quero conhecer você melhor.

— Você já me conhece o suficiente.

— Como pode dizer isso?

Fico de joelhos, de frente para ele. Ele revira os olhos para mim, frustrado.

— Você está revirando os olhos. Da última vez que fiz isso, acabei no seu colo levando umas palmadas.

— Ah, eu gostaria de botar você de novo nessa posição.

Inspiro subitamente.

— Conte, e pode botar.

— O quê?

— Você me ouviu.

— Está barganhando comigo?

Seu tom é de espanto e incredulidade.

Balanço a cabeça. Sim... este é o caminho.

— Negociando.

— Isso não funciona assim, Anastasia.

— Tudo bem. Conte, e eu reviro os olhos para você.

Ele ri, e tenho um raro vislumbre do Christian descontraído. Já não o vejo assim faz tempo. Ele fica sério.

— Sempre tão ávida por informações. — Ele me olha com curiosidade. Logo depois, desce da cama com elegância. — Não vá embora — diz, e sai do quarto.

Fico na maior aflição, e me abraço. O que ele está fazendo? Será que tem um plano cruel? Merda. Suponhamos que ele volte com uma vara, ou algum implemento esquisito de sacanagem. Puta merda, o que vou fazer? Quando ele volta, traz uma coisa pequena na mão. Não consigo ver o que é, mas estou morta de curiosidade.

— A que horas é sua primeira entrevista amanhã? — pergunta ele com doçura.

— Às duas.

Um sorriso malicioso se estampa lentamente em seu rosto.

— Ótimo.

E, diante dos meus olhos, ele muda sutilmente. Está mais duro, intratável... excitado. Este é o Christian Dominador.

— Saia da cama. Venha até aqui. — Ele aponta para o lado da cama, e eu me levanto e obedeço rapidamente. Vejo promessa em seu olhar intenso para mim. — Confia em mim? — pergunta.

Balanço a cabeça. Ele estende a mão, e, ali, há duas bolas de prata ligadas por um grosso fio preto.

— São novas — diz enfaticamente.

Olho intrigada para ele.

— Vou botar isso dentro de você, e depois vou bater em você, não para castigá-la, mas para o seu prazer e o meu.

Ele faz uma pausa, avaliando minha reação de espanto.

Dentro de mim! Arquejo, e todos os músculos se comprimem em minhas entranhas. Minha deusa interior está fazendo a dança dos sete véus.

— Depois, a gente fode, e, se você ainda estiver acordada, darei algumas informações sobre meus anos pregressos. De acordo?

Ele está me pedindo permissão! Esbaforida, balanço a cabeça. Não consigo falar.

— Boa garota. Abra a boca.

Boca?

Abra mais.

Com muita delicadeza, ele põe as bolas na minha boca.

— Elas precisam de lubrificação. Chupe — ordena, com a voz macia.

As bolas são frias, lisas, surpreendentemente pesadas, e de sabor metálico. Minha boca seca se enche de saliva enquanto minha língua explora os objetos estranhos. O olhar de Christian não deixa o meu. Que diabo, isso está me excitando. Estremeço.

— Não se mexa, Anastasia — adverte ele. — Pare.

Ele tira as bolas da minha boca e se senta na beirada da cama depois de jogar o edredom para o lado.

— Venha até aqui.

Fico parada na frente dele.

— Agora vire-se, abaixe-se e segure os tornozelos.

Pisco para ele, e sua expressão fica sinistra.

— Não hesite — adverte-me num tom doce encobrindo não sei o quê, e joga as bolas na boca.

Porra, isso é mais sensual que a escova de dentes. Sigo suas ordens imediatamente. Putz, será que consigo tocar os tornozelos? Vejo que consigo, com facilidade. A camiseta sobe, expondo minha bunda. Ainda bem que fiquei de calcinha, mas desconfio que não vou ficar por muito tempo.

Ele coloca a mão com reverência no meu traseiro e o acaricia muito delicadamente com a mão toda. De olhos abertos, dá para eu ver suas pernas atrás das minhas, mais nada. Fecho bem os olhos quando ele puxa minha calcinha para o lado, enfia o dedo na minha vagina e puxa devagar. Meu corpo se prepara com um misto embriagador de expectativa e excitação. Ele enfia o dedo dentro de mim e o gira vagarosamente de um jeito delicioso. Ah, é gostoso. Gemo.

Sua respiração se interrompe e ele arqueja ao repetir o movimento. Retira o dedo e, muito lentamente, enfia os objetos, uma bola deliciosa de cada vez. Minha nossa. Elas estão da temperatura do corpo, aquecidas por nossas bocas. É uma sensação curiosa. Uma vez dentro de mim, eu não sinto as bolas realmente, mas sei que estão lá.

Ele endireita minha calcinha, inclina-se à frente, e seus lábios macios beijam minha bunda.

— Levante-se — ordena, e fico em pé, bamba.

Ah! Agora dá para sentir... mais ou menos. Ele segura meus quadris para me firmar enquanto recupero o equilíbrio.

— Você está bem? — pergunta, severo.

— Estou.

— Vire-se.

Fico de frente para ele.

As bolas descem com o peso e, instintivamente, contraio os músculos em volta delas. A sensação me sobressalta, mas não de uma maneira ruim.

— Como se sente? — pergunta ele.

— Estranha.

— No bom ou no mau sentido?

— No bom — confesso, corando.

— Ótimo.

Há um vestígio de humor à espreita em seus olhos.

— Quero um copo d’água. Vá pegar para mim, por favor.

Ah.

— E, quando você voltar, vou te dar umas palmadas. Pense nisso, Anastasia.

Água? Ele quer água... agora... por quê?

Saio do quarto, e fica mais que evidente por que ele quer que eu ande pela casa — quando faço isso, as bolas descem com o peso lá dentro, me massageando. É uma sensação muito estranha e não de todo desagradável. Na verdade, o ritmo da minha respiração se acelera quando me estico para pegar um copo no armário da cozinha, e arquejo. Minha nossa... Talvez eu queira ficar com essas bolas. Elas me deixam com vontade de sexo.

Ele está me observando atentamente quando volto.

— Obrigado — diz ao pegar o copo.

Lentamente, dá um gole, depois coloca o copo na mesa de cabeceira. Há um envelope de papel laminado ali, à espera. Como eu. E sei que ele está fazendo isso para aumentar a expectativa. Meu coração começa a bater mais rápido. Ele direciona aqueles seus brilhantes olhos cinzentos para mim.

— Venha. Fique em pé a meu lado. Como da última vez.

Coloco-me do lado dele, o sangue latejando nas veias, e dessa vez... estou excitada. Com tesão.

— Peça — diz ele baixinho.

Pedir o quê?

— Peça — fala num tom um pouco mais duro.

O quê? Licença para saber como estava a água dele? O que ele quer?

— Peça, Anastasia. Não vou repetir.

E há uma ameaça tão grande em suas palavras que a ficha cai. Ele quer que eu lhe peça para me bater.

Puta merda. Ele está me olhando na expectativa, a expressão esfriando. Merda.

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