Cinquenta tons de cinza [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #1
- Год: 2012
- Язык: португальский
- Жанр: Любовь и отношения
Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:
— Fique à vontade para usar minha escova de dente — diz ele em tom de gozação.
— Obrigada, senhor.
Dou um sorriso doce e saio, indo para a cama.
Minutos depois, ele se junta a mim.
— Você sabe que não foi assim que imaginei que essa noite acabaria — resmunga petulante.
— Imagine se eu dissesse que você não podia tocar em mim.
Ele se senta de pernas cruzadas na cama.
— Anastasia, eu já disse. Cinquenta vezes. Tive um começo de vida difícil... e você não vai querer saber dessa merda. Por que iria?
— Porque quero conhecer você melhor.
— Você já me conhece o suficiente.
— Como pode dizer isso?
Fico de joelhos, de frente para ele. Ele revira os olhos para mim, frustrado.
— Você está revirando os olhos. Da última vez que fiz isso, acabei no seu colo levando umas palmadas.
— Ah, eu gostaria de botar você de novo nessa posição.
Inspiro subitamente.
— Conte, e pode botar.
— O quê?
— Você me ouviu.
— Está barganhando comigo?
Seu tom é de espanto e incredulidade.
Balanço a cabeça. Sim... este é o caminho.
— Negociando.
— Isso não funciona assim, Anastasia.
— Tudo bem. Conte, e eu reviro os olhos para você.
Ele ri, e tenho um raro vislumbre do Christian descontraído. Já não o vejo assim faz tempo. Ele fica sério.
— Sempre tão ávida por informações. — Ele me olha com curiosidade. Logo depois, desce da cama com elegância. — Não vá embora — diz, e sai do quarto.
Fico na maior aflição, e me abraço. O que ele está fazendo? Será que tem um plano cruel? Merda. Suponhamos que ele volte com uma vara, ou algum implemento esquisito de sacanagem. Puta merda, o que vou fazer? Quando ele volta, traz uma coisa pequena na mão. Não consigo ver o que é, mas estou morta de curiosidade.
— A que horas é sua primeira entrevista amanhã? — pergunta ele com doçura.
— Às duas.
Um sorriso malicioso se estampa lentamente em seu rosto.
— Ótimo.
E, diante dos meus olhos, ele muda sutilmente. Está mais duro, intratável... excitado. Este é o Christian Dominador.
— Saia da cama. Venha até aqui. — Ele aponta para o lado da cama, e eu me levanto e obedeço rapidamente. Vejo promessa em seu olhar intenso para mim. — Confia em mim? — pergunta.
Balanço a cabeça. Ele estende a mão, e, ali, há duas bolas de prata ligadas por um grosso fio preto.
— São novas — diz enfaticamente.
Olho intrigada para ele.
— Vou botar isso dentro de você, e depois vou bater em você, não para castigá-la, mas para o seu prazer e o meu.
Ele faz uma pausa, avaliando minha reação de espanto.
Dentro de mim! Arquejo, e todos os músculos se comprimem em minhas entranhas. Minha deusa interior está fazendo a dança dos sete véus.
— Depois, a gente fode, e, se você ainda estiver acordada, darei algumas informações sobre meus anos pregressos. De acordo?
Ele está me pedindo permissão! Esbaforida, balanço a cabeça. Não consigo falar.
— Boa garota. Abra a boca.
Boca?
— Abra mais.
Com muita delicadeza, ele põe as bolas na minha boca.
— Elas precisam de lubrificação. Chupe — ordena, com a voz macia.
As bolas são frias, lisas, surpreendentemente pesadas, e de sabor metálico. Minha boca seca se enche de saliva enquanto minha língua explora os objetos estranhos. O olhar de Christian não deixa o meu. Que diabo, isso está me excitando. Estremeço.
— Não se mexa, Anastasia — adverte ele. — Pare.
Ele tira as bolas da minha boca e se senta na beirada da cama depois de jogar o edredom para o lado.
— Venha até aqui.
Fico parada na frente dele.
— Agora vire-se, abaixe-se e segure os tornozelos.
Pisco para ele, e sua expressão fica sinistra.
— Não hesite — adverte-me num tom doce encobrindo não sei o quê, e joga as bolas na boca.
Porra, isso é mais sensual que a escova de dentes. Sigo suas ordens imediatamente. Putz, será que consigo tocar os tornozelos? Vejo que consigo, com facilidade. A camiseta sobe, expondo minha bunda. Ainda bem que fiquei de calcinha, mas desconfio que não vou ficar por muito tempo.
Ele coloca a mão com reverência no meu traseiro e o acaricia muito delicadamente com a mão toda. De olhos abertos, dá para eu ver suas pernas atrás das minhas, mais nada. Fecho bem os olhos quando ele puxa minha calcinha para o lado, enfia o dedo na minha vagina e puxa devagar. Meu corpo se prepara com um misto embriagador de expectativa e excitação. Ele enfia o dedo dentro de mim e o gira vagarosamente de um jeito delicioso. Ah, é gostoso. Gemo.
Sua respiração se interrompe e ele arqueja ao repetir o movimento. Retira o dedo e, muito lentamente, enfia os objetos, uma bola deliciosa de cada vez. Minha nossa. Elas estão da temperatura do corpo, aquecidas por nossas bocas. É uma sensação curiosa. Uma vez dentro de mim, eu não sinto as bolas realmente, mas sei que estão lá.
Ele endireita minha calcinha, inclina-se à frente, e seus lábios macios beijam minha bunda.
— Levante-se — ordena, e fico em pé, bamba.
Ah! Agora dá para sentir... mais ou menos. Ele segura meus quadris para me firmar enquanto recupero o equilíbrio.
— Você está bem? — pergunta, severo.
— Estou.
— Vire-se.
Fico de frente para ele.
As bolas descem com o peso e, instintivamente, contraio os músculos em volta delas. A sensação me sobressalta, mas não de uma maneira ruim.
— Como se sente? — pergunta ele.
— Estranha.
— No bom ou no mau sentido?
— No bom — confesso, corando.
— Ótimo.
Há um vestígio de humor à espreita em seus olhos.
— Quero um copo d’água. Vá pegar para mim, por favor.
Ah.
— E, quando você voltar, vou te dar umas palmadas. Pense nisso, Anastasia.
Água? Ele quer água... agora... por quê?
Saio do quarto, e fica mais que evidente por que ele quer que eu ande pela casa — quando faço isso, as bolas descem com o peso lá dentro, me massageando. É uma sensação muito estranha e não de todo desagradável. Na verdade, o ritmo da minha respiração se acelera quando me estico para pegar um copo no armário da cozinha, e arquejo. Minha nossa... Talvez eu queira ficar com essas bolas. Elas me deixam com vontade de sexo.
Ele está me observando atentamente quando volto.
— Obrigado — diz ao pegar o copo.
Lentamente, dá um gole, depois coloca o copo na mesa de cabeceira. Há um envelope de papel laminado ali, à espera. Como eu. E sei que ele está fazendo isso para aumentar a expectativa. Meu coração começa a bater mais rápido. Ele direciona aqueles seus brilhantes olhos cinzentos para mim.
— Venha. Fique em pé a meu lado. Como da última vez.
Coloco-me do lado dele, o sangue latejando nas veias, e dessa vez... estou excitada. Com tesão.
— Peça — diz ele baixinho.
Pedir o quê?
— Peça — fala num tom um pouco mais duro.
O quê? Licença para saber como estava a água dele? O que ele quer?
— Peça, Anastasia. Não vou repetir.
E há uma ameaça tão grande em suas palavras que a ficha cai. Ele quer que eu lhe peça para me bater.
Puta merda. Ele está me olhando na expectativa, a expressão esfriando. Merda.