Cinquenta tons de cinza [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #1
- Год: 2012
- Язык: португальский
- Жанр: Любовь и отношения
Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:
— Então, na sua mesa, isso foi um sonho? — pergunto secamente, tentando usar o humor para tornar mais leve o clima entre nós.
Ele dá um sorriso enigmático que não chega a seus olhos, e sei imediatamente que não é a primeira vez que ele fez sexo na mesa de trabalho. É um pensamento inoportuno. Contorço-me desconfortável enquanto meu êxtase desaparece.
— Seria melhor eu ir tomar um banho. — Levanto-me e passo por ele.
Ele franze a testa e passa a mão no cabelo.
— Tenho que dar mais uns telefonemas. Vou tomar café com você quando sair do banho. Acho que a Sra. Jones lavou suas roupas de ontem. Elas estão no armário.
O quê? Quando é que ela fez isso? Droga, será que ela nos ouviu? Enrubesço.
— Obrigada — murmuro.
— Não há de quê — retruca ele maquinalmente, mas sua voz está estranha.
Não estou dizendo obrigada pela trepada. Embora tenha sido muito...
— O que foi? — pergunta ele, e me dou conta de que estou de cara fechada.
— Qual é o problema? — pergunto com doçura.
— Como assim?
— Bem... você está mais estranho que o normal.
— Você me acha estranho? — Ele tenta conter um sorriso.
— Às vezes.
Ele me olha um instante, curioso.
— Como sempre, estou surpreso com você, Srta. Steele.
— Surpreso como?
— Vamos nos limitar a dizer que isso foi um presente inesperado.
— Nosso objetivo é satisfazer, Sr. Grey. — Inclino a cabeça como ele sempre faz e devolvo as palavras a ele.
— E você satisfaz, você me satisfaz — diz ele, mas parece inquieto. — Pensei que estivesse indo tomar banho.
Ah, ele está me mandando embora.
— Sim... hã, até já.
Saio depressa da sala, completamente pasma.
Ele parecia confuso. Por quê? Devo dizer que, em termos de experiência física, essa foi muito satisfatória. Mas, emocionalmente — bem, estou desconcertada com a reação dele, e isso foi tão enriquecedor emocionalmente quanto algodão doce é nutritivo.
A Sra. Jones ainda está na cozinha.
— Quer seu chá agora, Srta. Steele?
— Vou tomar um banho primeiro — resmungo e saio correndo dali com meu rosto em chamas.
No chuveiro, tento imaginar o que há de errado com Christian. Ele é a pessoa mais complicada que conheço, e não entendo seu humor instável. Parecia bem quando entrei no escritório. Transamos... e ele já não estava mais ali. Não, eu não entendo. Olho para meu inconsciente. Ele está assobiando com as mãos atrás das costas, olhando para tudo menos para mim. Ele nem faz ideia, e minha deusa interior ainda está curtindo um resto de ardor pós-coito. É... estamos todos sem saber de nada.
Seco o cabelo com a toalha, penteio-o com o único instrumento capilar de Christian, e faço um coque. O vestido cor de ameixa de Kate está lavado e passado, pendurado no armário com meu sutiã e minha calcinha limpos. A Sra. Jones é uma maravilha. Calço os sapatos de Kate, endireito o vestido, respiro fundo e volto para a sala.
Christian sumiu, e a Sra. Jones está conferindo o conteúdo da despensa.
— O chá agora, Srta. Steele? — pergunta.
— Por favor.
Sorrio para ela. Sinto-me ligeiramente mais confiante agora que estou vestida.
— Gostaria de comer alguma coisa?
— Não, obrigada.
— Claro que você vai comer alguma coisa — diz Christian bruscamente, com um olhar furioso. — Ela gosta de panqueca, ovos e bacon, Sra. Jones.
— Sim, Sr. Grey. E o que o senhor vai querer?
— Uma omelete, por favor, e frutas. — Ele não tira os olhos de mim, com uma expressão misteriosa. — Sente-se — ordena, apontando para um dos bancos do balcão.
Obedeço, e ele se senta ao meu lado, enquanto a Sra. Jones se ocupa do café da manhã. Nossa, é desagradável ter outra pessoa ouvindo nossa conversa.
— Já comprou sua passagem aérea?
— Não, vou comprar quando chegar em casa, pela internet.
Ele se apoia nos cotovelos, esfregando o queixo.
— Tem dinheiro?
Ah, não.
— Tenho — digo, fingindo paciência como se estivesse falando com uma criancinha.
Ele me lança um olhar de censura. Merda.
— Tenho, sim, obrigada — emendo rapidamente.
— Eu tenho um jato. Não está programado para ser usado nos próximos três dias. Está à sua disposição.
Olho boquiaberta para ele. Claro que ele tem um jato, e preciso resistir à propensão natural do meu corpo de revirar os olhos para ele. Tenho vontade de rir. Mas não rio, já que não consigo interpretar seu estado de espírito.
— Já abusamos seriamente da frota aérea da sua companhia. Eu não gostaria de fazer isso de novo.
— É minha companhia, é meu jato.
Ele parece quase magoado. Ah, os garotos e seus brinquedos!
— Obrigada pela oferta. Mas eu ficaria mais feliz pegando um voo regular.
Ele dá a impressão de querer discutir mais, porém decide não fazê-lo.
— Como quiser. — Suspira. — Tem que se preparar muito para sua entrevista?
— Não.
— Ótimo. Não vai me contar mesmo para quais editoras?
— Não.
Ele esboça um sorriso relutante.
— Sou um homem de posses, Srta. Steele.
— Estou perfeitamente ciente disso, Sr. Grey. Vai grampear meu telefone? — pergunto inocentemente.
— Na verdade, como estarei bastante ocupado hoje à tarde, mandarei outra pessoa fazer isso. — Ele dá uma risadinha.
Será que está brincando?
— Se tem uma pessoa sobrando para fazer isso, obviamente tem excesso de funcionários.
— Vou mandar um e-mail para a chefe de recursos humanos e mandá-la fazer a contagem dos funcionários. — Ele contrai os lábios para disfarçar o sorriso.
Ah, graças a Deus, ele recuperou o senso de humor.
A Sra. Jones nos serve o café da manhã e comemos em silêncio por alguns minutos. Após lavar as panelas, ela discretamente se retira. Olho para ele.
— O que foi, Anastasia?
— Sabe, você não me contou por que não gosta de ser tocado.
Ele fica lívido, e sua reação faz com que eu me sinta culpada por ter perguntado.
— Já contei mais coisas a você do que a qualquer outra pessoa.
Ele fala com calma e me olha impassível.
E fica óbvio para mim que ele nunca se abriu com ninguém. Será que não tem nenhum amigo íntimo? Talvez tenha contado a Mrs. Robinson. Quero perguntar a ele, mas não posso. Não posso ser tão invasiva. Balanço a cabeça ao me dar conta disso. Ele realmente é uma ilha.
— Vai pensar em nosso acordo enquanto estiver fora? — pergunta.
— Vou.
— Vai sentir minha falta?
Olho para ele, surpresa com a pergunta.
— Vou — respondo sinceramente.
Como ele pode significar tanto para mim em tão pouco tempo? Ele realmente mexe comigo... literalmente. Ele sorri, e seus olhos se iluminam.
— Também vou sentir sua falta. Mais do que você imagina — murmura.
Essas palavras aquecem meu coração. Christian realmente está se esforçando. Acaricia meu rosto, inclina-se e me dá um beijo doce.
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É fim de tarde, estou nervosa e agitada sentada no saguão, esperando pelo Sr. J. Hyde da Seattle Independent Publishing. É minha segunda entrevista de hoje, e a que me deixou mais ansiosa. A minha primeira foi boa, mas era para um conglomerado maior, com filiais por todos os Estados Unidos, e eu seria uma das muitas assistentes editoriais ali. Posso imaginar ser engolida e cuspida bem depressa em uma máquina corporativa dessas. A SIP é onde quero estar. É pequena e pouco convencional, promove autores locais, e tem uma lista de clientes interessante e original.