Cinquenta tons de cinza [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #1
- Год: 2012
- Язык: португальский
- Жанр: Любовь и отношения
Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:
— Então, qual é o problema dos parisienses? — pergunta Elliot à irmã. — Eles não gostaram do seu jeito encantador?
— Não gostaram, não. E o Monsieur Floubert, o ogro para quem eu trabalhava, era um tirano dominador.
Tusso na taça de vinho.
— Anastasia, você está bem? — pergunta Christian solícito, largando minha coxa.
Seu tom bem-humorado voltou. Ah, ainda bem. Quando faço que sim, ele bate nas minhas costas com delicadeza e só tira a mão quando vê que me refiz.
A carne está deliciosa e é servida com batata-doce, cenoura, nabo e vagem assados. E fica ainda mais saborosa quando percebo que Christian consegue conservar o bom humor pelo restante do jantar. Desconfio que seja pelo fato de eu estar comendo com tanto apetite. A conversa flui com facilidade entre os Grey, carinhosos e afetuosos, fazendo brincadeiras simpáticas uns com os outros. Durante a sobremesa de creme de limão, Mia nos regala com suas proezas em Paris, a certa altura falando em francês sem perceber. Ficamos todos olhando para ela, que olha para nós sem entender, até Christian lhe dizer, num francês igualmente fluente, o que ela acabou de fazer, ao que ela cai na gargalhada. Ela tem uma risada muito contagiante, e logo estamos todos morrendo de rir.
Elliot discorre sobre seu último projeto imobiliário, uma nova comunidade ecologicamente correta ao norte de Seattle. Olho para Kate, e ela está prestando atenção em cada palavra de Elliot, os olhos brilhando de volúpia ou amor. Ainda não decidi muito bem o quê. Ele ri para ela, e é como se trocassem uma promessa tácita. Até mais, baby, ele está dizendo, e isso é excitante, muito excitante. Coro só de olhar para eles.
Suspiro e olho para Christian, o meu Cinquenta Tons. Eu poderia ficar olhando eternamente para ele. Sua barba está começando a crescer, e estou louca para passar os dedos nesse queixo e senti-lo roçando no meu rosto, nos meus seios... entre as minhas pernas. Enrubesço ao constatar a direção de meus pensamentos. Ele me olha e levanta a mão para puxar meu queixo.
— Não morda o lábio — murmura num tom rouco. — Eu quero fazer isso.
Grace e Mia retiram as taças de sobremesa e se dirigem para a cozinha, enquanto o Sr. Grey, Kate e Elliot discutem os méritos dos painéis solares no estado de Washington. Fingindo interesse na conversa, Christian põe de novo a mão no meu joelho, e seus dedos começam a subir pela minha coxa. Perco o ar e fecho as pernas, tentando impedir seu avanço. Vejo-o dar uma risadinha.
— Quer que eu a leve para conhecer a casa? — pergunta ele francamente.
Sei que devo dizer sim, mas não confio nele. Antes que eu consiga responder, porém, ele está de pé, estendendo a mão para mim. Seguro a mão dele, e sinto todos os músculos se contraírem no fundo do meu ventre, em resposta àquele seu olhar sinistro e faminto.
— Com licença — digo ao Sr. Grey, e saio da sala com Christian.
Ele me conduz pelo corredor até a cozinha, onde Mia e Grace estão empilhando a louça. A Maria-Chiquinha Europeia sumiu.
— Vou mostrar o jardim à Anastasia — diz Christian inocentemente à mãe. Ela nos dá um adeusinho e sorri enquanto Mia volta para a sala de jantar.
Saímos num pátio de lajes cinzentas iluminado por luzes embutidas na pedra. Há arbustos em tinas de pedra cinzenta e, a um canto, uma mesa com cadeiras de aço chiques. Christian passa por elas, sobe alguns degraus e chega num vasto gramado que vai até a baía... uau — é lindo. Seattle pisca no horizonte, e o luar do fresco e claro mês de maio cria uma trilha efervescente e prateada na água em direção a um quebra-mar onde há dois barcos ancorados. Ao lado do quebra-mar, ergue-se um ancoradouro. É muito pitoresco, muito sossegado. Fico parada um instante, olhando boquiaberta.
Christian vai à frente, me puxando, mas meu salto afunda na grama macia.
— Pare, por favor. — Estou tropeçando atrás dele.
Ele para e olha para mim, a expressão insondável.
— Meu salto. Preciso tirar os sapatos.
— Não se incomode — diz ele, e se abaixa, me pega e me joga sobre o ombro.
Espantada, dou um grito bem alto, e ele dá uma palmada na minha bunda.
— Não levante a voz — resmunga.
Ah, não... isso não está bom. Meu inconsciente está de perna bamba. Ele está zangado por algum motivo — poderia ser o José, a viagem à Geórgia, o fato de eu morder o lábio, de estar sem calcinha. Que droga, ele se irrita à toa.
— Aonde vamos? — sussurro.
— Ao ancoradouro — diz ele secamente.
Seguro-me nos quadris dele, pois estou pendurada de cabeça para baixo, e ele vai andando com determinação no gramado ao luar.
— Por quê?
Quicando no ombro dele, minha voz sai ofegante.
— Preciso ficar sozinho com você.
— Para quê?
— Porque vou te dar uma surra e depois te foder.
— Por quê? — digo choramingando baixinho.
— Você sabe por quê — sibila ele.
— Pensei que você fosse o tipo que reage na hora — suplico esbaforida.
— Anastasia, a hora é agora, confie em mim.
Puta merda.
CAPÍTULO VINTE
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Christian atravessa a porta de madeira do ancoradouro como um foguete e se detém para ligar alguns interruptores. Ouço as lâmpadas fluorescentes estalando e zumbindo em sequência enquanto uma claridade dura inunda a ampla construção de madeira. De cabeça para baixo, noto um iate impressionante flutuando docemente na água escura da doca, mas só o vejo de relance, pois ele logo sobe uma escada de madeira me carregando para o andar de cima.
Ele para no portal e liga outro interruptor — acendendo agora lâmpadas halógenas, que são mais suaves, com regulador de intensidade — e estamos em um sótão de teto inclinado. A decoração é em estilo náutico da Nova Inglaterra: combinação de azul-marinho e creme com traços de vermelho. Há poucos móveis, dois sofás e é tudo o que consigo ver.
Christian me coloca de pé no chão de madeira. Não tenho tempo de examinar o ambiente — meus olhos não conseguem desgrudar dele. Estou fascinada... observando-o como alguém faria com um predador raro e perigoso, esperando o bote. Ele está ofegante, acabou de atravessar o gramado e subir um lance de escada me carregando nas costas. Os olhos cinzentos estão inflamados de raiva, desejo e pura e legítima volúpia.
Puta merda. Eu poderia entrar em combustão espontânea só com o olhar dele.
— Por favor, não me bata — sussurro, implorando.
Ele fecha a cara, arregalando os olhos. Pisca duas vezes.
— Não quero apanhar de você, aqui, agora. Por favor, não me bata.
Ele fica boquiaberto, surpreso. Num rasgo de coragem, estico o braço hesitantemente e toco seu rosto, correndo os dedos pela borda da sua costeleta até a barba crescida em seu queixo. É uma mistura curiosa de maciez com aspereza. Ele fecha os olhos lentamente, encosta o rosto na minha mão e fica com a respiração presa na garganta. Levanto a outra mão e corro os dedos pelo seu cabelo. Ele solta um gemido quase inaudível e, quando abre os olhos, está com o olhar desconfiado, como se não entendesse o que estou fazendo.
Adianto-me, ficando mais perto dele, puxo-o delicadamente pelo cabelo, trazendo sua boca até a minha, e beijo-o, enfiando a língua em sua boca por entre seus lábios. Ele geme e me abraça, puxando-me para junto de seu corpo. Suas mãos encontram meu cabelo, e, forte e possessivo, ele retribui meu beijo. Nossas línguas se enroscam, consumindo-se mutuamente. O gosto dele é divino.
De repente, ele recua, nossas respirações ofegantes se misturando. Deixo cair as mãos em seus braços, e ele me olha furioso.