Cinquenta tons de cinza [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #1
- Год: 2012
- Язык: португальский
- Жанр: Любовь и отношения
Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:
Enrubesço e Christian revira os olhos de novo. Contraio os lábios. Por que ele pode fazer isso e eu não? Quero revirar os olhos para ele também, mas não me atrevo, não depois da ameaça no ancoradouro.
— Cuide-se, Ana, querida — diz Grace com simpatia.
Christian, constrangido ou frustrado pela atenção generosa que estou recebendo dos Grey remanescentes, pega minha mão e me puxa para seu lado.
— Não vamos assustá-la nem estragá-la com excesso de carinho — resmunga.
— Christian, pare de provocar — Grace o censura com indulgência, os olhos brilhando de amor e carinho por ele.
De alguma maneira, não acho que ele esteja provocando. Observo disfarçadamente a interação deles. É evidente que Grace o adora com um amor incondicional de mãe. Ele se abaixa e a beija sem naturalidade.
— Mãe — diz, e há um tom subjacente em sua voz, talvez de reverência.
— Sr. Grey, até logo e obrigada. — Estendo a mão para ele e ele me abraça, também!
— Por favor, me chame de Carrick. Espero que a gente se veja de novo muito em breve, Ana.
Feitas as despedidas, Christian me conduz para o carro, onde Taylor está esperando. Será que ele ficou o tempo todo ali? Taylor abre a porta para mim, e me instalo no banco traseiro do Audi.
Sinto um peso saindo de meus ombros. Nossa, que dia. Estou exausta, física e emocionalmente. Depois de falar rapidamente com Taylor, Christian se instala no carro a meu lado e se vira para mim.
— Bem, parece que minha família também gosta de você — murmura.
Também? O deplorável pensamento sobre o motivo de eu ter sido convidada salta na minha cabeça, espontânea e inoportunamente. Taylor dá a partida no carro e sai da área iluminada do acesso à casa para a escuridão da rua. Olho para Christian e ele está me olhando.
— O que foi? — pergunta num tom calmo.
Por um instante, fico me questionando. Não. Vou contar. Ele vive reclamando de que não falo com ele.
— Acho que você acabou se sentindo obrigado a me trazer para conhecer seus pais. — Minha voz é doce e hesitante. — Se o Elliot não tivesse convidado a Kate, você nunca teria me convidado.
Não enxergo seu rosto no escuro, mas ele inclina a cabeça para mim, boquiaberto.
— Anastasia, estou satisfeito que você tenha conhecido meus pais. Por que é tão insegura? Isso sempre me espanta. Você é uma mulher muito forte e independente, mas tem ideias muito negativas sobre si mesma. Se eu não quisesse apresentá-la a eles, você não estaria aqui. Foi assim que se sentiu o tempo todo enquanto esteve lá?
Ah! Ele me queria lá — e isso é uma revelação. Ele não parece constrangido como estaria se estivesse me escondendo a verdade. Parece verdadeiramente satisfeito com minha presença... Sinto uma sensação quente se espalhar devagar pelas minhas veias. Ele balança a cabeça e pega minha mão. Olho nervosamente para Taylor.
— Não se preocupe com o Taylor. Fale comigo.
Encolho os ombros.
— Sim. Pensei isso. E outra coisa, eu só mencionei a Geórgia porque Kate estava falando em Barbados. Ainda não me decidi.
— Você quer ir ver sua mãe?
— Quero.
Ele me olha de um jeito estranho, como se estivesse travando uma luta interna.
— Posso ir com você? — acaba perguntando.
O quê?
— Hã... Acho que não é uma boa ideia.
— Por quê?
— Eu estava esperando uma trégua dessa... intensidade toda, para colocar meus pensamentos em ordem.
Ele me olha.
— Eu sou muito intenso?
Caio na gargalhada.
— Bota intenso nisso!
No clarão dos postes de luz que passam, vejo-o esboçar um sorriso.
— Está rindo de mim, Srta. Steele?
— Eu não me atreveria, Sr. Grey — respondo me fazendo de séria.
— Acho que se atreveria, e acho que ri de mim com frequência.
— Você é bem engraçado.
— Engraçado?
— Ah, é.
— Engraçado estranho ou engraçado rá-rá-rá?
— Ah... muito de um e um pouco do outro.
— O que predomina?
— Deixo para você decidir isso.
— Não sei se consigo decidir alguma coisa perto de você, Anastasia — diz ele com sarcasmo, depois continua baixinho: — Sobre o que você precisa pensar na Geórgia?
— Sobre nós — murmuro.
Ele me olha, impassível.
— Você disse que tentaria — retruca.
— Eu sei.
— Está reconsiderando?
— Talvez.
Ele se mexe, como se estivesse desconfortável.
— Por quê?
Puta merda. Como isso de repente virou uma conversa tão séria e importante? Fui pega de surpresa, como uma prova para a qual não estou preparada. O que digo? Porque acho que estou apaixonada, e você só me vê como um brinquedo? Porque eu não posso tocar em você, porque estou muito assustada para fazer qualquer demonstração de afeto caso você vacile ou me dê uma bronca ou pior — me bata? O que posso dizer?
Olho por um instante pela janela. O carro está passando pela ponte. Ambos estamos mergulhados na escuridão, disfarçando nossos pensamentos e sentimentos, mas não precisamos da noite para isso.
— Por quê, Anastasia? — Christian me pressiona para responder.
Encolho os ombros, encurralada. Não quero perdê-lo. Apesar de todas as suas exigências, de sua necessidade de controle, de seus vícios assustadores, nunca me senti tão viva quanto agora. É emocionante estar sentada aqui ao lado dele. Ele é muito imprevisível, sensual, inteligente e engraçado. Mas seu humor... ah — e ele quer me machucar. Diz que vai pensar a respeito das minhas reservas, mas isso ainda me assusta. Fecho os olhos. O que posso dizer? No fundo, eu só queria mais, mais afeto, mais o Christian brincalhão, mais... amor.
Ele aperta minha mão.
— Fale comigo, Anastasia. Não quero perder você. Essa última semana...
Estamos quase chegando ao fim da ponte, e a luz dos postes torna a iluminar a rua, de modo que seu rosto está ora iluminado, ora no escuro. E essa é uma metáfora muito adequada. Este homem, que já considerei um herói romântico, um corajoso cavaleiro valente — ou o cavaleiro das trevas, como ele disse. Ele não é um herói. É um homem com sérios e profundos problemas emocionais, e está me arrastando para a escuridão. Será que não posso guiá-lo para a luz?
— Eu ainda quero mais — sussurro.
— Eu sei — diz ele. — Vou tentar.
Pisco para ele, e ele larga minha mão e puxa meu queixo, soltando meu lábio mordido.
— Por você, Anastasia, eu vou tentar.
Está irradiando sinceridade.
E essa é a minha deixa. Solto o cinto de segurança e vou para o colo dele, pegando-o completamente de surpresa. Envolvo sua cabeça em meus braços e o beijo com vontade, e, em uma fração de segundo, ele está correspondendo.
— Fique comigo esta noite — sussurra. — Se for embora, vou passar a semana toda sem ver você. Por favor.
— Sim — aquiesço. — Eu também vou tentar. Vou assinar seu contrato.
E essa é uma decisão repentina.
Ele olha para mim.
— Assine depois da Geórgia. Pense sobre isso. Pense bem, baby.
— Vou pensar.
E seguimos calados por uns dois ou três quilômetros.
— Você realmente devia colocar o cinto de segurança — sussurra Christian colado em meu cabelo, em tom de censura, mas não se mexe para me tirar de seu colo.
De olhos fechados, esfrego o nariz no pescoço dele, absorvendo aquela sensual fragrância picante e almiscarada de Christian e sabonete líquido, com a cabeça em seu ombro. Deixo a mente divagar e me permito fantasiar que ele me ama. Ah, e isso é muito real, quase tangível, e uma pequena parte de meu desagradável inconsciente age de uma forma nada típica e se atreve a ter esperança. Tomo cuidado para não tocar em seu peito e só me aninho em seus braços com ele bem agarradinho a mim.