Cinquenta tons de cinza [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #1
- Год: 2012
- Язык: португальский
- Жанр: Любовь и отношения
Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:
— Chegamos em casa — murmura Christian, e esta é uma frase muito tentadora, cheia de potencial.
Em casa, com Christian. Só que o apartamento dele é uma galeria de arte, não um lar.
Taylor abre a porta para nós e eu lhe agradeço timidamente, ciente de que dava para ele ouvir nossa conversa, mas seu sorriso simpático é tranquilizador e não demonstra nada. Depois que saímos do carro, Christian me avalia de maneira crítica. Ah, não... o que eu fiz agora?
— Por que você não trouxe um casaco? — pergunta espantado, tirando seu paletó e colocando-o em meus ombros.
Sinto uma onda de alívio.
— Deixei no carro novo — respondo sonolenta, bocejando.
Ele dá uma risadinha.
— Cansada, Srta. Steele?
— Sim, Sr. Grey. — Fico tímida sob seu exame minucioso e provocador. Mesmo assim, sinto que uma explicação se impõe. — Hoje fui solicitada de formas que eu nunca tinha considerado possíveis.
— Bem, se você realmente estiver sem sorte, posso solicitar um pouco mais — promete ao pegar minha mão e me conduzir para o prédio. Puta merda... de novo!
Olho para ele no elevador. Presumi que ele queria que eu dormisse com ele, depois me lembro que ele não dorme com ninguém, embora tenha dormido comigo algumas vezes. Franzo a testa, e, bruscamente, a expressão dele muda. Ele segura meu queixo, soltando o lábio que estou mordendo.
— Um dia, vou foder você neste elevador, Anastasia, mas agora você está cansada, então acho que devíamos nos ater a uma cama.
Ele segura meu lábio inferior com os dentes e puxa delicadamente. Derreto-me toda, e paro de respirar ao sentir aquele desejo despertando dentro de mim. Retribuo, mordendo seu lábio superior, provocando-o, e ele geme. Quando as portas do elevador se abrem, ele segura minha mão e me puxa para dentro do apartamento.
— Quer água ou alguma coisa?
— Não.
— Ótimo. Vamos para a cama.
Faço uma cara espantada.
— Vai se conformar com o simples e velho sexo baunilha?
Ele inclina a cabeça.
— Baunilha não tem nada de simples e velho. É um sabor muito intrigante — diz ele baixinho.
— Desde quando?
— Desde sábado passado. Por quê? Estava torcendo por algo mais exótico?
Minha deusa interior estica o pescoço.
— Ah, não. Para mim, já chega de exotismo por hoje.
Minha deusa interior faz bico, sem conseguir esconder o desapontamento.
— Tem certeza? Temos todos os sabores aqui, ou pelo menos trinta e um. — Ele sorri para mim sensualmente.
— Já reparei — respondo secamente.
Ele balança a cabeça.
— Vamos, Srta. Steele, você tem um grande dia amanhã. Quanto antes for para a cama, mais cedo vou te foder, e mais cedo poderá dormir.
— Sr. Grey, você é muito romântico.
— Srta. Steele, você é uma piadista. Talvez eu tenha que controlar esse seu lado de alguma forma. Venha.
Ele me conduz para o quarto e fecha a porta com o pé.
— Mãos para cima — ordena.
Obedeço, e, como num passe de mágica, ele tira meu vestido pela cabeça, pegando-o pela barra e puxando-o com um movimento rápido e preciso.
— Ta-rã! — diz, brincalhão.
Rio e aplaudo educadamente. Ele se inclina com elegância, sorrindo. Como posso resistir a ele quando está assim? Ele põe meu vestido na cadeira solitária ao lado da cômoda.
— Qual seu próximo truque? — provoco.
— Ah, minha cara Srta. Steele. Vá para minha cama — resmunga — e eu mostro.
— Acha que pela primeira vez eu devo bancar a difícil? — pergunto sedutora.
Ele arregala os olhos espantado, e vejo um brilho de entusiasmo.
— Bem... a porta está fechada. Não sei como você vai me evitar — diz ele com sarcasmo. — Acho que não tem saída.
— Mas sou boa negociadora.
— Eu também. — Ele me olha, mas aí sua expressão muda, ele fica confuso e o clima no quarto muda bruscamente, ficando tenso. — Não quer foder? — pergunta.
— Não — sussurro.
— Ah. — Ele franze a testa.
Tudo bem, lá vai... respiro fundo.
— Quero que você faça amor comigo.
Ele para e fica me olhando com o olhar perdido. Sua expressão sombria. Ah, merda, isso não está com a cara boa. Dê um minuto a ele!, diz meu inconsciente.
— Ana, eu... — Ele passa as mãos no cabelo. As duas. Nossa, ele está realmente espantado. — Pensei que a gente tivesse feito — diz afinal.
— Quero tocar em você.
Instintivamente, ele dá um passo para trás, primeiro com uma expressão assustada, mas depois se controla.
— Por favor — sussurro.
Ele se recupera.
— Ah, não, Srta. Steele, você já teve muitas concessões da minha parte por hoje. Então não.
— Não?
— Não.
Ah... não posso discutir isso... posso?
— Olha, você está cansada. Vamos só nos deitar — diz ele, observando-me com cuidado.
— Então o toque é um limite rígido para você?
— É. Isso não é novidade.
— Por favor, então me diga por quê.
— Ah, Anastasia, por favor. Deixe isso para lá por enquanto — resmunga ele, exasperado.
— É importante para mim.
Ele passa as mãos no cabelo novamente e diz um palavrão baixinho. Vira-se, vai até a cômoda, pega uma camiseta e a atira em mim. Pego-a, perplexa.
— Vista isso e vá para a cama — diz irritado.
Fecho a cara, mas decido agradá-lo. Viro de costas, tiro o sutiã e visto a camiseta o mais depressa que posso para cobrir minha nudez. Não tiro a calcinha. Passei a maior parte da noite sem ela.
— Preciso ir ao banheiro. — Minha voz é um sussurro.
Ele franze a testa, sem entender.
— Agora você está pedindo licença?
— Hã... não.
— Anastasia, você sabe onde é o banheiro. Hoje, a essa altura desse nosso acordo estranho, você não precisa da minha permissão para usá-lo.
Ele não consegue esconder a irritação. Tira a camisa, e corro para o banheiro.
Fico me olhando no imenso espelho, chocada ao ver que continuo com a mesma cara. Depois de tudo que fiz hoje, ainda é a mesma garota normal que me olha dali. O que esperava — ter criado chifres e um rabo pontudo?, diz meu inconsciente. E que diabo está fazendo? O toque é o limite rígido dele. Você está se precipitando. Ele tem que se preparar para isso. Meu inconsciente está furioso, parece a Medusa, o cabelo desgrenhado, com as mãos na cabeça igual à figura de O Grito, de Edvard Munch. Não dou atenção, mas ele não volta para o lugar. Você está deixando o homem louco — pense em tudo que ele disse, em todas as concessões que fez. Faço cara feia para minha imagem. Preciso ser capaz de demonstrar carinho — aí, talvez, ele possa retribuir.
Balanço a cabeça, resignada, e pego a escova de dentes de Christian. Meu inconsciente tem razão, claro. Estou querendo apressá-lo. Ele ainda não está pronto, nem eu. Estamos tentando equilibrar a delicada gangorra que é nosso acordo — em lados diferentes, oscilando, e a gangorra balança entre nós. Precisamos os dois chegar mais para o meio. Só espero que nenhum de nós caia ao tentar fazer isso. É tudo muito rápido. Quem sabe eu precise de um distanciamento. A Geórgia parece mais atraente que nunca. Quando começo a escovar os dentes, ele bate à porta.
— Pode entrar — digo com a boca cheia de pasta de dente.
Christian está parado à porta, o pijama caído nos quadris daquele jeito que deixa cada célula do meu corpo em posição de sentido. Tem o peito nu, e eu o bebo como se estivesse louca de sede e ele fosse uma água fresca de nascente. Ele me olha impassível, depois dá um sorrisinho e vem para o meu lado. Nossos olhos se encontram no espelho, os cinzentos com os azuis. Termino de usar a escova de dentes dele, enxáguo-a e a entrego a ele, sempre olhando em seus olhos. Sem dizer nada, ele pega a escova e a põe na boca. Dou um sorrisinho de volta para ele, e vejo seu olhar dançar, bem-humorado.