Cinquenta tons de cinza [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #1
- Год: 2012
- Язык: португальский
- Жанр: Любовь и отношения
Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:
— Me bata, por favor... senhor — murmuro.
Ele fecha os olhos por um instante, e, saboreando minhas palavras, me puxa pela mão esquerda para cima dos seus joelhos. Caio na mesma hora, e ele me firma quando aterrisso em seu colo. Fico apavorada quando sua mão encosta delicadamente na minha bunda. Estou novamente atravessada em seu colo, o torso deitado na cama. Dessa vez, ele não joga as pernas por cima das minhas, mas afasta o cabelo do meu rosto e o prende atrás da minha orelha. Feito isso, agarra meu cabelo na nuca para me prender. Dá um pequeno puxão, e minha cabeça vai para trás.
— Quero ver seu rosto enquanto bato em você, Anastasia — murmura ele, o tempo todo esfregando delicadamente minha bunda.
Sua mão desce por entre minhas nádegas, e ele faz pressão no meu sexo, e a sensação toda é... gemo. Ah, a sensação é intensa.
— Isso é para nosso prazer, Anastasia — sussurra ele.
Levanta a mão e dá uma palmada sonora na junção entre as coxas, a bunda e a vagina. As bolas são impelidas para a frente dentro de mim, e fico perdida num atoleiro de sensações. A ardência em meu traseiro, o volume das bolas dentro de mim e o fato de ele estar me segurando ali deitada. Levanto o rosto enquanto tento absorver todas essas sensações estranhas. Registro em algum lugar do cérebro que ele não me bateu com tanta força quanto da última vez. Ele acaricia de novo minha bunda, correndo a mão pela minha pele e por cima da calcinha.
Por que ele não tirou minha calcinha? Então, sua mão some, e ele torna a descê-la, eu gemo quando a sensação se espalha. Ele inicia um padrão: da esquerda para a direita e desce. O melhor é quando desce. Tudo vindo para a frente, lá dentro de mim... e, entre uma palmada e outra, ele me acaricia, me apalpa — e sou massageada de dentro para fora. Trata-se de uma sensação muito erótica e estimulante, e, por alguma razão, porque isso está nos meus termos, não me importo com a dor. Assim não dói — bem, dói, mas não é insuportável. É de alguma forma administrável e, sim, prazeroso... até. Sim, posso fazer isso.
Ele faz uma pausa ao tirar lentamente minha calcinha. Contorço-me em suas pernas, não por querer escapar das palmadas, mas eu quero mais... alívio, alguma coisa. O toque dele na minha pele sensibilizada deixa um formigamento sensual. É esmagador, e ele recomeça. Umas palmadas leves, depois mais fortes, da esquerda para a direita e desce. Ah, quando desce. Gemo.
— Boa garota, Anastasia — grunhe ele, ofegante.
Ele me bate mais duas vezes, e aí pega o pequeno fio preso às bolas e dá um puxão repentino, tirando-as de dentro de mim. Quase chego ao orgasmo — a sensação é do outro mundo. Com agilidade, ele delicadamente me vira. Escuto mais do que enxergo o invólucro de papel sendo rasgado, e então ele se deita por cima de mim. Segura minhas mãos, levanta-as acima da minha cabeça e me penetra devagarinho, ocupando o lugar onde estiveram as bolas de prata. Dou um gemido alto.
— Ah, baby — murmura ele num vaivém com aquele ritmo sensual, me saboreando, me sentindo.
Ele nunca foi tão delicado, e não demoro nada a chegar ao limite e cair vertiginosamente num orgasmo delicioso e violento. Quando me contraio em volta dele, provoco seu gozo, e ele entra deslizando em mim, depois para, chamando meu nome com desespero e espanto.
— Ana!
Ele está calado, arquejando em cima de mim, as mãos ainda entrelaçadas com as minhas acima da minha cabeça. Finalmente, se inclina para trás e me olha.
— Gostei disso — murmura, e depois me beija com doçura.
Não se demora para mais beijos doces. Levanta-se, me cobre com o edredom e vai para o banheiro. Quando volta, vem com o vidro de uma loção branca. Senta ao meu lado na cama.
— Vire de bruços — ordena, e, a contragosto, faço isso.
Honestamente, esse alvoroço todo. Estou muito sonolenta.
— A cor da sua bunda está maravilhosa — diz ele em tom de aprovação, e massageia ternamente a loção refrescante em meu traseiro cor-de-rosa.
— Desembucha, Grey.
Bocejo.
— Srta. Steele, você sabe como acabar com um clima.
— A gente fez um acordo.
— Como está se sentindo?
— Enganada.
Ele suspira, deita-se ao meu lado e me abraça. Com cuidado para não encostar no meu traseiro ardido, estamos de conchinha de novo. Ele me beija com muita delicadeza atrás da orelha.
— A mulher que me botou no mundo era uma prostituta viciada em crack, Anastasia. Agora durma.
Puta merda... o que significa isso?
— Era?
— Ela morreu.
— Há quanto tempo?
Ele suspira.
— Ela morreu quando eu tinha quatro anos. Não me lembro muito dela. Carrick me deu alguns detalhes. Só lembro de algumas coisas. Por favor, agora durma.
— Boa noite, Christian.
— Boa noite, Ana.
Caio num sono confuso e exausto, sonhando com um garotinho de quatro anos de olhos cinzentos num lugar assustador e miserável.
CAPÍTULO VINTE E UM
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Há luz por todo lado. Uma luz clara, quente, penetrante, e me esforço para mantê-la a distância por mais uns preciosos minutos. Quero me esconder, só mais um pouco. Mas a claridade é muito forte e finalmente sucumbo ao estado de vigília. Uma manhã gloriosa de Seattle me recebe — o sol entra pelas janelas até o teto e inunda o quarto com uma claridade muito forte. Por que não fechei as cortinas ontem à noite? Estou na vasta cama de Christian Grey sem Christian Grey.
Fico deitada um instante olhando pelas janelas para a vista soberba da silhueta de Seattle. A vida nas nuvens com certeza parece irreal. Uma fantasia — um castelo no ar, desgarrado do chão, a salvo das realidades da vida. Longe do descaso, da fome e de mães prostitutas viciadas em crack. Estremeço ao pensar no que ele passou quando criança, e entendo por que mora aqui, isolado, cercado de obras de arte belas e preciosas, tão distante do lugar de onde veio... Uma declaração de propósito, de fato. Estranho, porque isso ainda não explica por que não posso tocar nele.
Ironicamente, também sinto-me assim aqui nesta torre. Estou desgarrada da realidade. Estou neste apartamento de fantasia, tendo sexo de fantasia com meu namorado de fantasia, quando a triste realidade é que ele quer um acordo especial, embora tenha dito que vai tentar mais. O que isso realmente significa é o que preciso esclarecer entre nós para ver se ainda estamos em lados opostos da gangorra ou se aos poucos nos aproximamos.
Levanto da cama sentindo-me rígida e, na falta de uma expressão melhor, bem usada. Sim, é assim que deveria se sentir, depois desse sexo todo. Meu inconsciente contrai os lábios, desaprovando. Reviro os olhos para ele, agradecida pelo fato de não ter no quarto um maníaco por controle com a mão descontrolada, e decido lhe perguntar pelo personal trainer. Quer dizer, se eu assinar. Minha deusa interior me olha desesperada. Claro que você vai assinar. Não faço caso nem de um nem de outro, e depois de uma ida rápida ao banheiro, saio à procura de Christian.
Ele não está na galeria de arte, mas há uma elegante mulher de meia-idade fazendo faxina na cozinha. A visão dela me paralisa. Ela é loura, tem o cabelo curto e olhos azuis. Está vestindo uma camisa branca e uma saia justa azul-marinho. Ao me ver, sorri.
— Bom dia, Srta. Steele. Gostaria de tomar café?
Seu tom é caloroso, mas profissional, e estou perplexa. Quem é essa loura atraente na cozinha de Christian? Só estou usando a camisa dele. A falta de roupa me deixa inibida e constrangida.
— Acho que estou em desvantagem em relação a você.
Falo baixo, sem conseguir esconder a ansiedade.
— Ah, desculpe-me, sou a Sra. Jones, a governanta do Sr. Grey.
Ah.