Cinquenta tons de cinza [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #1
- Год: 2012
- Язык: португальский
- Жанр: Любовь и отношения
Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:
— O que está fazendo comigo? — sussurra, confuso.
— Beijando você.
— Você disse não.
— O quê?
Não para quê?
— Na mesa de jantar, com suas pernas.
Ah... então é tudo por causa disso.
— Mas estávamos na mesa de jantar dos seus pais. — Olho para ele completamente perplexa.
— Ninguém jamais me disse não antes. E isso é muito... excitante.
Seus olhos se arregalam, cheios de espanto e desejo. É uma mistura embriagadora. Engulo em seco instintivamente. Suas mãos descem para minha bunda. Ele me puxa com força contra seu corpo, contra sua ereção.
Minha nossa...
— Você ficou zangado e excitado porque eu disse não? — suspiro espantada.
— Estou zangado porque você nunca me falou da Geórgia. Estou zangado porque você foi beber com aquele cara que tentou seduzi-la quando estava bêbada e a largou com uma pessoa praticamente desconhecida quando você estava passando mal. Que tipo de amigo faz isso? E estou zangado e excitado porque você fechou as pernas para mim.
Seus olhos têm um brilho perigoso, e ele está levantando minha saia devagarinho.
— Eu quero você, e quero agora. E se não vai me deixar bater em você, que é o que merece, vou trepar com você nesse sofá agora mesmo, para o meu prazer, não o seu.
Meu vestido mal cobre meu traseiro nu. De repente ele faz um movimento, envolve meu sexo com a mão e enfia o dedo devagarinho dentro de mim. Com o outro braço em volta da minha cintura, ele me imobiliza. Sufoco o gemido.
— Isso é meu — sussurra ele, agressivo. — Todo meu. Entendeu?
Ele fica tirando e enfiando o dedo enquanto me olha, avaliando minha reação, o olhar pegando fogo.
— Sim, seu — sussurro, sentindo aquele tsunami de desejo se propagando pela minha corrente sanguínea, afetando tudo. Minhas terminações nervosas, minha respiração. Meu coração dispara, tentando sair do peito, e o sangue lateja em meus ouvidos.
Com um movimento brusco, ele faz várias coisas ao mesmo tempo: retira os dedos de dentro de mim, fazendo com que eu fique querendo mais, abre a braguilha, me empurra para o sofá e se deita por cima de mim.
— Mãos na cabeça — ordena, dentes cerrados ao se ajoelhar para afastar mais minhas pernas.
Olhando para mim com uma cara sinistra, põe a mão no bolso do paletó e saca um envelopinho de papel laminado antes de se desvencilhar do blazer que cai no chão. Ele coloca a camisinha naquela extensão impressionante.
Ponho as mãos na cabeça, e sei que isso é para eu não tocar nele. Estou muito excitada. Sinto meus quadris já se mexendo ao encontro dele — querendo-o dentro de mim — bruto e duro. Ah... a expectativa.
— Não temos muito tempo. Isso vai ser rápido, e é para mim, não para você. Entendeu? Não goze, ou vai apanhar — diz entre dentes.
Puta que pariu... como eu paro?
Com uma estocada rápida, ele está dentro de mim. Dou um gemido gutural, e exulto ao ser possuída dessa forma tão plena. Ele põe as mãos sobre as minhas no alto da minha cabeça, força meus braços com os cotovelos, abaixando-os e abrindo-os, e me imprensa com as pernas. Estou presa. Ele me preenche por inteiro, esmagando-me, quase me sufocando. Mas isso também é divino. É a minha força, é o que eu quero que ele faça, é uma sensação hedonística. Ele se mexe com rapidez e fúria dentro de mim, a respiração áspera em meu ouvido, e meu corpo responde, derretendo em volta dele. Não posso gozar. Não. Mas estou indo e vindo ao encontro de cada investida dele, um contraponto perfeito. Bruscamente, e muito depressa, ele arremete com força e para ao chegar ao orgasmo, sibilando entre dentes. Relaxa por um instante, e sinto todo o seu peso gostoso em cima de mim. Não estou pronta para deixá-lo se retirar, meu corpo deseja muito um orgasmo, mas ele é muito pesado, e, naquele momento, não consigo me mexer. Aí, ele sai, me deixando com sede de mais. Ele me olha com raiva.
— Não se masturbe. Quero você frustrada. É isso que você me provoca ao não falar comigo, ao me negar o que é meu.
Seus olhos estão de novo pegando fogo, zangados.
Balanço a cabeça, arfando. Ele se levanta, tira a camisinha, amarra-a na ponta e a põe no bolso da calça. Olho para ele, a respiração ainda irregular, e, sem querer, aperto as coxas, tentando me aliviar um pouco. Christian fecha a braguilha e passa a mão no cabelo ao pegar o blazer. Volta os olhos para mim, a expressão mais suave.
— É melhor a gente voltar para lá.
Sento-me, sem muita firmeza, aturdida.
— Tome. Pode vestir isso.
Do bolso interno, ele saca minha calcinha. Não sorrio ao pegá-la da mão dele, mas, no fundo, eu sei — fui punida com essa trepada, mas tive uma pequena vitória com a calcinha. Minha deusa interior balança a cabeça concordando, um sorriso de satisfação no rosto.
Você não precisou pedi-la.
— Christian! — grita Mia do térreo.
Ele se vira e levanta as sobrancelhas para mim.
— Bem na hora. Nossa, às vezes ela é muito irritante.
Olho para ele do mesmo jeito, visto a calcinha às pressas, devolvendo-a a seu devido lugar, e me levanto com toda a dignidade que consigo reunir no estado de pós-foda. Rapidamente, tento ajeitar meu cabelo de quem acabou de trepar.
— Aqui em cima, Mia — grita ele. — Bem, Srta. Steele, sinto-me melhor por isso, mas ainda quero espancar você — diz ele baixinho.
— Acho que não mereço isso, Sr. Grey, especialmente depois de tolerar seu ataque a troco de nada.
— A troco de nada? Você me beijou.
Ele faz de tudo para parecer magoado.
Contraio os lábios.
— Foi um ataque como a melhor forma de defesa.
— Defesa contra o quê?
— Você e sua mão descontrolada.
Ele inclina a cabeça e sorri para mim enquanto Mia está subindo a escada.
— Mas foi tolerável? — pergunta ele baixinho.
Enrubesço.
— Muito pouco — sussurro, mas não consigo evitar o sorriso.
— Ah, vocês estão aí.
Ela sorri para nós.
— Eu estava mostrando a propriedade a Anastasia.
Christian me estende a mão, os olhos intensos.
— Kate e Elliot já vão embora. Aqueles dois não são incríveis? Não conseguem ficar sem se tocar. — Mia finge estar aborrecida com isso e olha de Christian para mim. — O que andaram fazendo aqui?
Nossa, ela é direta. Fico vermelha.
— Estava mostrando a Anastasia meus troféus de remo — diz Christian sem titubear, com cara de paisagem. — Vamos nos despedir de Kate e Elliot.
Troféus de remo? Ele me puxa delicadamente para sua frente e, quando Mia se vira para sair, dá uma palmada na minha bunda. Arquejo com a surpresa.
— Vou fazer isso de novo, Anastasia, e logo — ameaça ele serenamente no meu ouvido, depois me abraça por trás e beija meu cabelo.
* * *
NA CASA, KATE e Elliot estão se despedindo de Grace e do Sr. Grey. Kate me dá um abraço apertado.
— Preciso falar com você sobre sua hostilidade em relação ao Christian — sibilo baixinho no ouvido dela.
— Ele precisa ser hostilizado, só assim você pode ver como ele realmente é. Cuidado, Ana. Ele é muito controlador — murmura ela. — Até logo.
EU SEI COMO ELE É, VOCÊ NÃO!, grito mentalmente para ela. Sei muito bem que ela quer meu bem, mas, às vezes, ela simplesmente passa dos limites, e neste momento já ultrapassou tanto que chegou ao Estado vizinho. Olho de cara feia para ela, e ela me mostra a língua, fazendo-me rir a contragosto. A Kate brincalhona é novidade, deve ser influência de Elliot. Despedimo-nos deles à porta, e Christian se vira para mim.
— A gente devia ir embora também. Você tem entrevistas amanhã.
Mia me dá um abraço carinhoso e nos despedimos.
— Nunca pensamos que ele encontraria alguém! — diz com um entusiasmo exagerado.