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Cinquenta tons de cinza [em Portugues]

Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:

Quando Anastasia Steele entrevista o jovem empresario Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingenua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmatica reserva de Grey, esta desesperadamente atraida por ele. Incapaz de resistir a beleza discreta, a timidez e ao espirito independente de Ana, Grey admite que tambem a deseja mas em seus proprios termos. Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferencias de Grey, Ana hesita. Por tras da fachada de sucesso os negocios multinacionais, a vasta fortuna, a amada familia , Grey e um homem atormentado por demonios do passado e consumido pela necessidade de controle. Quando eles embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Ana nao so descobre mais sobre seus proprios desejos, como tambem sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos...
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— O que está fazendo comigo? — sussurra, confuso.

— Beijando você.

— Você disse não.

— O quê?

Não para quê?

— Na mesa de jantar, com suas pernas.

Ah... então é tudo por causa disso.

— Mas estávamos na mesa de jantar dos seus pais. — Olho para ele completamente perplexa.

— Ninguém jamais me disse não antes. E isso é muito... excitante.

Seus olhos se arregalam, cheios de espanto e desejo. É uma mistura embriagadora. Engulo em seco instintivamente. Suas mãos descem para minha bunda. Ele me puxa com força contra seu corpo, contra sua ereção.

Minha nossa...

— Você ficou zangado e excitado porque eu disse não? — suspiro espantada.

— Estou zangado porque você nunca me falou da Geórgia. Estou zangado porque você foi beber com aquele cara que tentou seduzi-la quando estava bêbada e a largou com uma pessoa praticamente desconhecida quando você estava passando mal. Que tipo de amigo faz isso? E estou zangado e excitado porque você fechou as pernas para mim.

Seus olhos têm um brilho perigoso, e ele está levantando minha saia devagarinho.

— Eu quero você, e quero agora. E se não vai me deixar bater em você, que é o que merece, vou trepar com você nesse sofá agora mesmo, para o meu prazer, não o seu.

Meu vestido mal cobre meu traseiro nu. De repente ele faz um movimento, envolve meu sexo com a mão e enfia o dedo devagarinho dentro de mim. Com o outro braço em volta da minha cintura, ele me imobiliza. Sufoco o gemido.

— Isso é meu — sussurra ele, agressivo. — Todo meu. Entendeu?

Ele fica tirando e enfiando o dedo enquanto me olha, avaliando minha reação, o olhar pegando fogo.

— Sim, seu — sussurro, sentindo aquele tsunami de desejo se propagando pela minha corrente sanguínea, afetando tudo. Minhas terminações nervosas, minha respiração. Meu coração dispara, tentando sair do peito, e o sangue lateja em meus ouvidos.

Com um movimento brusco, ele faz várias coisas ao mesmo tempo: retira os dedos de dentro de mim, fazendo com que eu fique querendo mais, abre a braguilha, me empurra para o sofá e se deita por cima de mim.

— Mãos na cabeça — ordena, dentes cerrados ao se ajoelhar para afastar mais minhas pernas.

Olhando para mim com uma cara sinistra, põe a mão no bolso do paletó e saca um envelopinho de papel laminado antes de se desvencilhar do blazer que cai no chão. Ele coloca a camisinha naquela extensão impressionante.

Ponho as mãos na cabeça, e sei que isso é para eu não tocar nele. Estou muito excitada. Sinto meus quadris já se mexendo ao encontro dele — querendo-o dentro de mim — bruto e duro. Ah... a expectativa.

— Não temos muito tempo. Isso vai ser rápido, e é para mim, não para você. Entendeu? Não goze, ou vai apanhar — diz entre dentes.

Puta que pariu... como eu paro?

Com uma estocada rápida, ele está dentro de mim. Dou um gemido gutural, e exulto ao ser possuída dessa forma tão plena. Ele põe as mãos sobre as minhas no alto da minha cabeça, força meus braços com os cotovelos, abaixando-os e abrindo-os, e me imprensa com as pernas. Estou presa. Ele me preenche por inteiro, esmagando-me, quase me sufocando. Mas isso também é divino. É a minha força, é o que eu quero que ele faça, é uma sensação hedonística. Ele se mexe com rapidez e fúria dentro de mim, a respiração áspera em meu ouvido, e meu corpo responde, derretendo em volta dele. Não posso gozar. Não. Mas estou indo e vindo ao encontro de cada investida dele, um contraponto perfeito. Bruscamente, e muito depressa, ele arremete com força e para ao chegar ao orgasmo, sibilando entre dentes. Relaxa por um instante, e sinto todo o seu peso gostoso em cima de mim. Não estou pronta para deixá-lo se retirar, meu corpo deseja muito um orgasmo, mas ele é muito pesado, e, naquele momento, não consigo me mexer. Aí, ele sai, me deixando com sede de mais. Ele me olha com raiva.

— Não se masturbe. Quero você frustrada. É isso que você me provoca ao não falar comigo, ao me negar o que é meu.

Seus olhos estão de novo pegando fogo, zangados.

Balanço a cabeça, arfando. Ele se levanta, tira a camisinha, amarra-a na ponta e a põe no bolso da calça. Olho para ele, a respiração ainda irregular, e, sem querer, aperto as coxas, tentando me aliviar um pouco. Christian fecha a braguilha e passa a mão no cabelo ao pegar o blazer. Volta os olhos para mim, a expressão mais suave.

— É melhor a gente voltar para lá.

Sento-me, sem muita firmeza, aturdida.

— Tome. Pode vestir isso.

Do bolso interno, ele saca minha calcinha. Não sorrio ao pegá-la da mão dele, mas, no fundo, eu sei — fui punida com essa trepada, mas tive uma pequena vitória com a calcinha. Minha deusa interior balança a cabeça concordando, um sorriso de satisfação no rosto.

Você não precisou pedi-la.

— Christian! — grita Mia do térreo.

Ele se vira e levanta as sobrancelhas para mim.

— Bem na hora. Nossa, às vezes ela é muito irritante.

Olho para ele do mesmo jeito, visto a calcinha às pressas, devolvendo-a a seu devido lugar, e me levanto com toda a dignidade que consigo reunir no estado de pós-foda. Rapidamente, tento ajeitar meu cabelo de quem acabou de trepar.

— Aqui em cima, Mia — grita ele. — Bem, Srta. Steele, sinto-me melhor por isso, mas ainda quero espancar você — diz ele baixinho.

— Acho que não mereço isso, Sr. Grey, especialmente depois de tolerar seu ataque a troco de nada.

— A troco de nada? Você me beijou.

Ele faz de tudo para parecer magoado.

Contraio os lábios.

— Foi um ataque como a melhor forma de defesa.

— Defesa contra o quê?

— Você e sua mão descontrolada.

Ele inclina a cabeça e sorri para mim enquanto Mia está subindo a escada.

— Mas foi tolerável? — pergunta ele baixinho.

Enrubesço.

— Muito pouco — sussurro, mas não consigo evitar o sorriso.

— Ah, vocês estão aí.

Ela sorri para nós.

— Eu estava mostrando a propriedade a Anastasia.

Christian me estende a mão, os olhos intensos.

— Kate e Elliot já vão embora. Aqueles dois não são incríveis? Não conseguem ficar sem se tocar. — Mia finge estar aborrecida com isso e olha de Christian para mim. — O que andaram fazendo aqui?

Nossa, ela é direta. Fico vermelha.

— Estava mostrando a Anastasia meus troféus de remo — diz Christian sem titubear, com cara de paisagem. — Vamos nos despedir de Kate e Elliot.

Troféus de remo? Ele me puxa delicadamente para sua frente e, quando Mia se vira para sair, dá uma palmada na minha bunda. Arquejo com a surpresa.

— Vou fazer isso de novo, Anastasia, e logo — ameaça ele serenamente no meu ouvido, depois me abraça por trás e beija meu cabelo.

* * *

NA CASA, KATE e Elliot estão se despedindo de Grace e do Sr. Grey. Kate me dá um abraço apertado.

— Preciso falar com você sobre sua hostilidade em relação ao Christian — sibilo baixinho no ouvido dela.

— Ele precisa ser hostilizado, só assim você pode ver como ele realmente é. Cuidado, Ana. Ele é muito controlador — murmura ela. — Até logo.

EU SEI COMO ELE É, VOCÊ NÃO!, grito mentalmente para ela. Sei muito bem que ela quer meu bem, mas, às vezes, ela simplesmente passa dos limites, e neste momento já ultrapassou tanto que chegou ao Estado vizinho. Olho de cara feia para ela, e ela me mostra a língua, fazendo-me rir a contragosto. A Kate brincalhona é novidade, deve ser influência de Elliot. Despedimo-nos deles à porta, e Christian se vira para mim.

— A gente devia ir embora também. Você tem entrevistas amanhã.

Mia me dá um abraço carinhoso e nos despedimos.

— Nunca pensamos que ele encontraria alguém! — diz com um entusiasmo exagerado.

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