Cinquenta tons de cinza [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #1
- Год: 2012
- Язык: португальский
- Жанр: Любовь и отношения
Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:
— Como vai? — consigo dizer.
— Gostaria de tomar o café da manhã, madame?
Madame!
— Só um chazinho seria ótimo, obrigada. Sabe onde está o Sr. Grey?
— No escritório.
— Obrigada.
Saio correndo para o escritório, mortificada. Por que Christian só tem louras atraentes trabalhando para ele? E uma ideia desagradável me ocorre instintivamente: Será que são todas suas ex-submissas? Recuso-me a alimentar essa ideia medonha. Meto a cabeça timidamente pela porta. Ele está ao telefone, virado para a janela, de calça preta e camisa branca. Tem o cabelo ainda molhado do banho, e isso me distrai completamente de meus pensamentos negativos.
— A menos que o P&L dessa companhia melhore, não me interessa, Ros. Não vamos carregar peso morto... não preciso de mais desculpas esfarrapadas. Mande o Marco me ligar, é dá ou desce... Sim, diga ao Barney que o protótipo está com uma cara boa, mas não tenho certeza quanto à interface... Não, simplesmente falta alguma coisa... Quero me reunir com ele hoje à tarde para discutir... Na verdade, com ele e a equipe dele, podemos fazer um brainstorm... Tudo bem, transfira-me para a Andrea... — Ele aguarda, olhando pela janela, mestre do seu universo, olhando do alto desse castelo no céu para os desprivilegiados lá embaixo. — Andrea...
Erguendo os olhos, ele me vê à porta. Um sorriso lento e sensual se abre naquele rosto encantador, e fico sem palavras, derretendo-me toda por dentro. Ele é, sem dúvida, o homem mais lindo do planeta, lindo demais para os desprivilegiados lá de baixo, lindo demais para mim. Ele é mais ou menos meu, por enquanto. A ideia me faz estremecer e dissipa minha insegurança irracional.
Ele continua a conversa, sem tirar os olhos de mim.
— Cancele minha agenda de hoje de manhã, mas mande o Bill me ligar. Estarei no escritório às duas. Preciso falar com o Marco hoje à tarde, isso vai levar pelo menos meia hora... Marque o Barney e a equipe dele depois do Marco, ou talvez amanhã, e arranje tempo para eu estar com o Claude todos os dias dessa semana... Diga a ele para esperar... Ah... Não, não quero publicidade por Darfur. Diga ao Sam para tratar disso... Não... Que evento?... Isso é sábado que vem?... Um momento.
— Quando você volta da Geórgia? — pergunta.
— Sexta-feira.
Ele continua a conversa telefônica.
— Vou precisar de mais uma passagem porque tenho uma namorada... Sim, Andrea, foi o que eu disse, uma namorada, a Srta. Anastasia Steele vai me acompanhar... É só isso.
Ele desliga.
— Bom dia, Srta. Steele.
— Sr. Grey. — Sorrio timidamente.
Ele dá a volta na mesa com aquela graça habitual e para à minha frente. Afaga delicadamente meu rosto com as costas dos dedos.
— Eu não quis acordá-la, você estava com uma expressão muito tranquila. Dormiu bem?
— Estou bem descansada, obrigada. Só vim dar bom-dia antes de tomar um banho.
Olho para ele, absorvendo-o. Ele se inclina e me dá um beijo delicado, e eu não resisto. Jogo os braços em volta de seu pescoço, e enrolo os dedos em seu cabelo ainda molhado. Encostando o corpo no dele, retribuo o beijo. Eu o quero. Meu ataque o pega de surpresa, mas logo depois ele responde, com um gemido gutural. Suas mãos deslizam pelo meu cabelo e pelas minhas costas abaixo para envolver minha bunda nua, e sua língua explora minha boca. Ele recua, os olhos velados.
— Parece que dormir lhe faz bem — murmura. — Sugiro que vá tomar seu banho, ou será que devo deitá-la na minha mesa agora?
— Escolho a mesa — digo temerária, sentindo uma onda de desejo como uma descarga de adrenalina, despertando tudo ao passar.
Ele me olha perplexo por uma fração de segundo.
— Você realmente está tomando gosto por isso, não é, Srta. Steele? Está ficando insaciável — murmura.
— Só estou tomando gosto por você — sussurro.
Os olhos dele se arregalam e ficam sombrios enquanto suas mãos apalpam minha bunda.
— É isso mesmo, só por mim — rosna e, de repente, com um único movimento fluido, limpa a mesa jogando tudo no chão, me pega nos braços e me deita na extremidade, de modo que minha cabeça quase ultrapassa a beirada.
— Se você quer, você vai ter — murmura, sacando um envelopinho de papel laminado do bolso e abrindo o zíper da calça. Ah, Sr. Escoteiro. Ele veste a camisinha no pênis ereto e olha para mim. — Espero que esteja pronta — sussurra, um sorriso lascivo no rosto. E, num instante, está me preenchendo, segurando meus pulsos com força de cada lado do meu corpo, e me penetrando fundo.
Gemo... ah, sim.
— Nossa, Ana. Você está prontíssima — elogia com veneração.
Enroscando as pernas na cintura dele, seguro-o do único jeito que posso já que ele está em pé, me olhando, os olhos cinzentos brilhando, apaixonado e possessivo. Ele começa a mexer, mexer para valer. Isso não é fazer amor, é foder — e estou adorando. Gemo. É muito primitivo, muito carnal, e me deixa excitadíssima. Sinto imenso prazer em ser possuída por ele, em ter meu desejo saciado pelo dele. Ele se move com desenvoltura, se deleitando comigo, se deliciando, os lábios entreabertos enquanto sua respiração se acelera. Mexe os quadris de um lado para o outro, e a sensação é deliciosa.
Fecho os olhos, sentindo aquele delicioso arrebatamento crescer lentamente. Levando-me para as alturas, lá para o castelo no ar. Ah, sim... o ataque dele aumenta ligeiramente. Gemo alto. Sou toda sensação... toda dele, aproveitando cada golpe, cada estocada que me preenche. Ele pega o ritmo, investindo mais depressa, com mais força... e meu corpo inteiro se mexe no ritmo dele, e sinto minhas pernas se retesarem, os estremecimentos internos e as contrações.
— Goze, baby, goze para mim — diz ele entre dentes, e o desejo ardente em sua voz, a tensão, levam-me ao clímax.
Grito sem palavras uma súplica apaixonada ao encostar no Sol e me queimar, caindo sob ele, caindo, voltando a um ápice intenso e claro na Terra. Ele me penetra e para bruscamente ao chegar ao clímax, puxando meus pulsos e depois desabando com graça e sem dizer uma palavra em cima de mim.
Nossa... essa foi inesperada. Lentamente, torno a me materializar na Terra.
— Que diabo você está fazendo comigo? — diz ele baixinho, esfregando o nariz no meu pescoço. — Você me seduz completamente, Ana. Você faz uma mágica poderosa.
Ele solta meus pulsos, e eu passo os dedos em seu cabelo, saindo do êxtase. Aperto as pernas em volta dele.
— Eu é que estou sendo seduzida — murmuro.
Ele olha para mim. Tem uma expressão desconcertada, até alarmada. Colocando as mãos em cada lado do meu rosto, imobiliza minha cabeça.
— Você. É. Minha — diz, cada palavra um staccato. — Entendeu?
Ele está muito sério, muito apaixonado — um maníaco. A força do seu pedido é muito inesperada e irresistível. Pergunto-me por que ele está se sentindo assim.
— Sim, sua — murmuro, perturbada com seu ardor.
— Tem certeza que tem que ir à Geórgia?
Balanço a cabeça, lentamente assentindo. E, neste breve momento, vejo sua expressão mudar, e as venezianas descerem. Ele sai de mim bruscamente, fazendo-me contrair o rosto.
— Está dolorida? — pergunta, debruçando-se em cima de mim.
— Um pouco — confesso.
— Gosto de você dolorida. — Seus olhos ardem. — Me faz lembrar onde eu estive, e só eu.
Ele pega meu queixo e me beija com violência, depois se levanta e estende a mão para me ajudar a descer da mesa. Olho para a embalagem de papel laminado a meu lado.
— Sempre preparado — digo.
Ele me olha confuso ao fechar a braguilha. Seguro o invólucro vazio.
— Um homem pode ter esperança, Anastasia, até sonhar, e às vezes nossos sonhos se realizam.
Ele parece muito estranho, os olhos ardentes. Simplesmente não entendo. Meu arrebatamento pós-coito está esvaindo-se depressa. Qual é o problema dele?