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Cinquenta tons de cinza [em Portugues]

Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:

Quando Anastasia Steele entrevista o jovem empresario Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingenua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmatica reserva de Grey, esta desesperadamente atraida por ele. Incapaz de resistir a beleza discreta, a timidez e ao espirito independente de Ana, Grey admite que tambem a deseja mas em seus proprios termos. Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferencias de Grey, Ana hesita. Por tras da fachada de sucesso os negocios multinacionais, a vasta fortuna, a amada familia , Grey e um homem atormentado por demonios do passado e consumido pela necessidade de controle. Quando eles embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Ana nao so descobre mais sobre seus proprios desejos, como tambem sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos...
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— Ana merece um descanso — diz enfaticamente para Christian.

Por que é tão hostil a ele? Qual é o problema dela?

— Você tem entrevistas? — pergunta o Sr. Grey.

— Sim, amanhã, para estágio em duas editoras.

— Desejo-lhe muito boa sorte.

— O jantar está servido — anuncia Grace.

Todos nos levantamos. Kate e Elliot saem da sala com o Sr. Grey e Mia. Começo a acompanhá-los, mas Christian segura meu braço, detendo-me bruscamente.

— Quando ia me contar da viagem? — pergunta, apressado. Seu tom de voz é terno, mas ele está disfarçando a raiva.

— Não vou viajar. Vou visitar minha mãe, e ainda estava planejando ir.

— E nosso acordo?

— Ainda não temos um acordo.

Ele aperta os olhos, e depois parece se lembrar. Solta minha mão, me dá o braço e me conduz para a outra sala.

— Esta conversa ainda não terminou — sussurra ameaçadoramente ao entrarmos na sala de jantar.

Ah, droga. Deixe de ser tão esquentadinho... e devolva minha calcinha. Fuzilo-o com os olhos.

A sala de jantar me lembra o nosso jantar íntimo no Heathman. Há um lustre de cristal sobre a mesa de madeira escura, e um imenso espelho com uma bela moldura entalhada na parede. A mesa, coberta com uma toalha de linho branca engomada, tem como centro um vaso de peônias rosa-claro. É espetacular.

Tomamos nossos lugares. O Sr. Grey está à cabeceira, eu, à sua direita, e Christian, ao meu lado. O Sr. Grey pega a garrafa aberta de vinho tinto e serve Kate. Mia senta-se ao lado de Christian, segura a mão dele e aperta-a com força. Christian sorri com carinho para ela.

— Onde conheceu a Ana? — pergunta-lhe Mia.

— Ela me entrevistou para o jornal da WSU.

— Editado pela Kate — acrescento, esperando afastar a conversa da minha pessoa.

Mia sorri para Kate, sentada à sua frente ao lado de Elliot, e elas começam a falar sobre o jornal da faculdade.

— Vinho, Ana? — pergunta o Sr. Grey.

— Por favor.

Sorrio para ele. O Sr. Grey se levanta para servir as demais taças.

Olho para Christian, e ele se vira para mim, a cabeça inclinada.

— O quê? — pergunta.

— Por favor, não fique zangado comigo — sussurro.

— Não estou zangado com você.

Fico olhando para ele. Ele suspira.

— Estou zangado com você, sim.

Ele fecha os olhos por um instante.

— Muito zangado? — pergunto inquieta.

— Sobre o que vocês dois estão cochichando? — interrompe Kate.

Enrubesço, e Christian lhe lança um olhar furioso como quem diz “não se meta nisso, Kavanagh”. Até Kate murcha sob o olhar dele.

— Sobre minha viagem à Geórgia — digo docemente, esperando desarmar a hostilidade mútua deles.

Kate sorri, com um brilho malicioso nos olhos.

— Como estava o José na sexta-feira quando você foi com ele ao bar?

Puta que pariu, Kate. Arregalo os olhos para ela. O que está fazendo? Ela arregala os olhos para mim, e vejo que está tentando deixar Christian enciumado. Ela não sabe de nada. Pensei que tivesse me safado dessa.

— Estava bem — murmuro.

Christian se inclina para o meu lado.

— Muito zangado — sussurra. — Especialmente agora.

Seu tom é calmo e mortal.

Ah, não. Contorço-me.

Grace ressurge trazendo dois pratos, acompanhada de uma jovem loura de maria-chiquinha. A jovem está elegantemente vestida de azul-claro, e vem com uma bandeja de pratos. Seus olhos imediatamente encontram os de Christian na sala. Ela cora e olha para ele sob umas pestanas compridas cobertas de rímel. O quê?

Em algum lugar da casa um telefone toca.

— Com licença.

O Sr. Grey torna a se levantar e se retira.

— Obrigada, Gretchen — diz Grace com delicadeza, franzindo as sobrancelhas quando o Sr. Grey se retira. — Deixe a bandeja no aparador.

Gretchen balança a cabeça e sai, dando outra olhadinha furtiva para Christian.

Então os Grey têm uma empregada, e a empregada está despindo com os olhos o meu aspirante a Dominador. Será que essa noite pode ficar pior ainda? Cruzo os braços e fecho a cara, os olhos baixos.

O Sr. Grey volta.

— É para você, querida. Do hospital — diz ele a Grace.

— Por favor, comecem todos.

Grace sorri ao me entregar um prato e sai.

A comida tem um cheiro delicioso — vieiras com linguiça, pimentões vermelhos e cebola, salpicadas de salsa. E, apesar de estar com um nó na barriga por causa das ameaças veladas de Christian, dos olhares furtivos da bonitinha Srta. Maria-Chiquinha e do desastre da calcinha desaparecida, estou faminta. Coro ao me dar conta de que foi o esforço físico de hoje à tarde que me deu tanta fome.

Momentos depois, Grace volta, com um ar preocupado. O Sr. Grey inclina a cabeça... como Christian.

— Tudo bem?

— Mais um caso de sarampo. — Grace suspira.

— Ah, não.

— É, uma criança. O quarto caso este mês. Se ao menos as pessoas vacinassem os filhos. — Ela balança a cabeça com tristeza, e depois sorri. — Ainda bem que nossos filhos nunca passaram por isso. Nunca pegaram nada pior que catapora, graças a Deus. Coitado do Elliot — diz ao se sentar, sorrindo com indulgência para o filho. Elliot franze o cenho com a comida na boca, constrangido. — Christian e Mia tiveram sorte. Pegaram uma catapora muito branda, cada um só teve meia feridinha.

Mia sorri e Christian revira os olhos.

— Então, pegou o jogo dos Mariners, pai?

Elliot visivelmente quer muito mudar de assunto.

Os hors d’oeuvres estão deliciosos, e me concentro em comer enquanto Elliot, o Sr. Grey e Christian falam de beisebol. Christian parece relaxado e calmo conversando com os familiares. Minha cabeça está a mil. Maldita Kate, que jogo ela está fazendo? Será que ele vai me castigar? Encolho-me de medo só de pensar nisso. Ainda não assinei aquele contrato. Talvez não assine. Talvez eu fique na Geórgia, onde ele não pode me alcançar.

— Está se adaptando ao apartamento novo, querida? — pergunta Grace educadamente.

Fico agradecida pela pergunta dela, que me distrai dos meus pensamentos disparatados, e lhe conto tudo sobre nossa mudança.

Quando terminamos o primeiro prato, Gretchen aparece, e, mais uma vez, eu gostaria de ter a liberdade de tocar em Christian à vontade só para mostrar a ela — ele pode ter sido fodido em cinquenta tons, mas é meu. Ela começa a retirar os pratos, chegando muito perto de Christian para o meu gosto. Felizmente, ele parece alheio a ela, mas minha deusa interior está soltando fumaça e de um jeito que não é bom.

Kate e Mia estão conversando animadamente sobre Paris.

— Você conhece Paris, Ana? — pergunta Mia inocentemente, tirando-me do meu devaneio enciumado.

— Não, mas adoraria conhecer.

Sei que sou a única da mesa que nunca saiu dos Estados Unidos.

— Passamos a lua de mel em Paris.

Grace sorri para o Sr. Grey, que retribui o sorriso.

É quase embaraçoso de ver. Está na cara que eles se amam muito, e eu me pergunto por um instante como seria crescer com os dois pais in situ.

— É uma cidade linda — concorda Mia. — Apesar dos parisienses. Christian, você devia levar Ana a Paris — declara Mia com determinação.

— Acho que a Anastasia iria preferir Londres — diz Christian com doçura.

Ah... ele se lembrou. Ele põe a mão em meu joelho — os dedos subindo pela minha coxa. Meu corpo inteiro se retesa em resposta. Não... aqui não, agora não. Coro e mudo de posição, tentando me afastar dele. Ele agarra minha coxa, me imobilizando. Em desespero, pego o meu vinho.

A Srta. Maria-Chiquinha Europeia volta, toda dengosa, com nossos pratos: filé à Wellington, acho eu. Felizmente, ela nos serve e sai, embora hesite ao entregar o de Christian. Ele me olha intrigado enquanto eu a observo fechar a porta da sala de jantar.

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