Cinquenta tons de cinza [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #1
- Год: 2012
- Язык: португальский
- Жанр: Любовь и отношения
Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:
— Ana merece um descanso — diz enfaticamente para Christian.
Por que é tão hostil a ele? Qual é o problema dela?
— Você tem entrevistas? — pergunta o Sr. Grey.
— Sim, amanhã, para estágio em duas editoras.
— Desejo-lhe muito boa sorte.
— O jantar está servido — anuncia Grace.
Todos nos levantamos. Kate e Elliot saem da sala com o Sr. Grey e Mia. Começo a acompanhá-los, mas Christian segura meu braço, detendo-me bruscamente.
— Quando ia me contar da viagem? — pergunta, apressado. Seu tom de voz é terno, mas ele está disfarçando a raiva.
— Não vou viajar. Vou visitar minha mãe, e ainda estava planejando ir.
— E nosso acordo?
— Ainda não temos um acordo.
Ele aperta os olhos, e depois parece se lembrar. Solta minha mão, me dá o braço e me conduz para a outra sala.
— Esta conversa ainda não terminou — sussurra ameaçadoramente ao entrarmos na sala de jantar.
Ah, droga. Deixe de ser tão esquentadinho... e devolva minha calcinha. Fuzilo-o com os olhos.
A sala de jantar me lembra o nosso jantar íntimo no Heathman. Há um lustre de cristal sobre a mesa de madeira escura, e um imenso espelho com uma bela moldura entalhada na parede. A mesa, coberta com uma toalha de linho branca engomada, tem como centro um vaso de peônias rosa-claro. É espetacular.
Tomamos nossos lugares. O Sr. Grey está à cabeceira, eu, à sua direita, e Christian, ao meu lado. O Sr. Grey pega a garrafa aberta de vinho tinto e serve Kate. Mia senta-se ao lado de Christian, segura a mão dele e aperta-a com força. Christian sorri com carinho para ela.
— Onde conheceu a Ana? — pergunta-lhe Mia.
— Ela me entrevistou para o jornal da WSU.
— Editado pela Kate — acrescento, esperando afastar a conversa da minha pessoa.
Mia sorri para Kate, sentada à sua frente ao lado de Elliot, e elas começam a falar sobre o jornal da faculdade.
— Vinho, Ana? — pergunta o Sr. Grey.
— Por favor.
Sorrio para ele. O Sr. Grey se levanta para servir as demais taças.
Olho para Christian, e ele se vira para mim, a cabeça inclinada.
— O quê? — pergunta.
— Por favor, não fique zangado comigo — sussurro.
— Não estou zangado com você.
Fico olhando para ele. Ele suspira.
— Estou zangado com você, sim.
Ele fecha os olhos por um instante.
— Muito zangado? — pergunto inquieta.
— Sobre o que vocês dois estão cochichando? — interrompe Kate.
Enrubesço, e Christian lhe lança um olhar furioso como quem diz “não se meta nisso, Kavanagh”. Até Kate murcha sob o olhar dele.
— Sobre minha viagem à Geórgia — digo docemente, esperando desarmar a hostilidade mútua deles.
Kate sorri, com um brilho malicioso nos olhos.
— Como estava o José na sexta-feira quando você foi com ele ao bar?
Puta que pariu, Kate. Arregalo os olhos para ela. O que está fazendo? Ela arregala os olhos para mim, e vejo que está tentando deixar Christian enciumado. Ela não sabe de nada. Pensei que tivesse me safado dessa.
— Estava bem — murmuro.
Christian se inclina para o meu lado.
— Muito zangado — sussurra. — Especialmente agora.
Seu tom é calmo e mortal.
Ah, não. Contorço-me.
Grace ressurge trazendo dois pratos, acompanhada de uma jovem loura de maria-chiquinha. A jovem está elegantemente vestida de azul-claro, e vem com uma bandeja de pratos. Seus olhos imediatamente encontram os de Christian na sala. Ela cora e olha para ele sob umas pestanas compridas cobertas de rímel. O quê?
Em algum lugar da casa um telefone toca.
— Com licença.
O Sr. Grey torna a se levantar e se retira.
— Obrigada, Gretchen — diz Grace com delicadeza, franzindo as sobrancelhas quando o Sr. Grey se retira. — Deixe a bandeja no aparador.
Gretchen balança a cabeça e sai, dando outra olhadinha furtiva para Christian.
Então os Grey têm uma empregada, e a empregada está despindo com os olhos o meu aspirante a Dominador. Será que essa noite pode ficar pior ainda? Cruzo os braços e fecho a cara, os olhos baixos.
O Sr. Grey volta.
— É para você, querida. Do hospital — diz ele a Grace.
— Por favor, comecem todos.
Grace sorri ao me entregar um prato e sai.
A comida tem um cheiro delicioso — vieiras com linguiça, pimentões vermelhos e cebola, salpicadas de salsa. E, apesar de estar com um nó na barriga por causa das ameaças veladas de Christian, dos olhares furtivos da bonitinha Srta. Maria-Chiquinha e do desastre da calcinha desaparecida, estou faminta. Coro ao me dar conta de que foi o esforço físico de hoje à tarde que me deu tanta fome.
Momentos depois, Grace volta, com um ar preocupado. O Sr. Grey inclina a cabeça... como Christian.
— Tudo bem?
— Mais um caso de sarampo. — Grace suspira.
— Ah, não.
— É, uma criança. O quarto caso este mês. Se ao menos as pessoas vacinassem os filhos. — Ela balança a cabeça com tristeza, e depois sorri. — Ainda bem que nossos filhos nunca passaram por isso. Nunca pegaram nada pior que catapora, graças a Deus. Coitado do Elliot — diz ao se sentar, sorrindo com indulgência para o filho. Elliot franze o cenho com a comida na boca, constrangido. — Christian e Mia tiveram sorte. Pegaram uma catapora muito branda, cada um só teve meia feridinha.
Mia sorri e Christian revira os olhos.
— Então, pegou o jogo dos Mariners, pai?
Elliot visivelmente quer muito mudar de assunto.
Os hors d’oeuvres estão deliciosos, e me concentro em comer enquanto Elliot, o Sr. Grey e Christian falam de beisebol. Christian parece relaxado e calmo conversando com os familiares. Minha cabeça está a mil. Maldita Kate, que jogo ela está fazendo? Será que ele vai me castigar? Encolho-me de medo só de pensar nisso. Ainda não assinei aquele contrato. Talvez não assine. Talvez eu fique na Geórgia, onde ele não pode me alcançar.
— Está se adaptando ao apartamento novo, querida? — pergunta Grace educadamente.
Fico agradecida pela pergunta dela, que me distrai dos meus pensamentos disparatados, e lhe conto tudo sobre nossa mudança.
Quando terminamos o primeiro prato, Gretchen aparece, e, mais uma vez, eu gostaria de ter a liberdade de tocar em Christian à vontade só para mostrar a ela — ele pode ter sido fodido em cinquenta tons, mas é meu. Ela começa a retirar os pratos, chegando muito perto de Christian para o meu gosto. Felizmente, ele parece alheio a ela, mas minha deusa interior está soltando fumaça e de um jeito que não é bom.
Kate e Mia estão conversando animadamente sobre Paris.
— Você conhece Paris, Ana? — pergunta Mia inocentemente, tirando-me do meu devaneio enciumado.
— Não, mas adoraria conhecer.
Sei que sou a única da mesa que nunca saiu dos Estados Unidos.
— Passamos a lua de mel em Paris.
Grace sorri para o Sr. Grey, que retribui o sorriso.
É quase embaraçoso de ver. Está na cara que eles se amam muito, e eu me pergunto por um instante como seria crescer com os dois pais in situ.
— É uma cidade linda — concorda Mia. — Apesar dos parisienses. Christian, você devia levar Ana a Paris — declara Mia com determinação.
— Acho que a Anastasia iria preferir Londres — diz Christian com doçura.
Ah... ele se lembrou. Ele põe a mão em meu joelho — os dedos subindo pela minha coxa. Meu corpo inteiro se retesa em resposta. Não... aqui não, agora não. Coro e mudo de posição, tentando me afastar dele. Ele agarra minha coxa, me imobilizando. Em desespero, pego o meu vinho.
A Srta. Maria-Chiquinha Europeia volta, toda dengosa, com nossos pratos: filé à Wellington, acho eu. Felizmente, ela nos serve e sai, embora hesite ao entregar o de Christian. Ele me olha intrigado enquanto eu a observo fechar a porta da sala de jantar.