Cinquenta tons de cinza [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #1
- Год: 2012
- Язык: португальский
- Жанр: Любовь и отношения
Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:
— Tenho uma tesoura aqui — ele a segura para eu ver. — Posso cortar a braçadeira e soltá-la imediatamente.
Tento separar os pulsos, testando a braçadeira, e o plástico afunda na minha carne quando faço isso. Dói, mas se eu relaxar os pulsos, não incomoda — o fio não corta minha pele.
— Venha.
Ele pega minhas mãos e me conduz para a cama de quatro colunas. Vejo agora que está arrumada com lençóis vermelhos e tem uma algema em cada canto.
Ele se abaixa e murmura no meu ouvido:
— Quero mais. Muito mais.
E meu coração dispara de novo. Caramba.
— Mas vou ser rápido. Você está cansada. Segure a coluna.
Franzo a testa. Então não é na cama? Descubro que posso separar as mãos ao segurar a coluna de madeira entalhada.
— Mais embaixo — ordena ele. — Ótimo. Não solte. Se soltar, apanha. Entendeu?
— Sim, senhor.
— Ótimo.
Ele fica em pé atrás de mim, agarra meus quadris e me levanta, fazendo com que eu fique inclinada para a frente, segurando a coluna.
— Não solte, Anastasia — avisa. — Vou foder você com força por trás. Segure a coluna para se apoiar. Entendeu?
— Sim.
Ele me dá uma palmada na bunda. Ai... dói.
— Sim, senhor — digo depressa.
— Abra as pernas.
Ele põe a perna entre as minhas, e, segurando meus quadris, empurra minha perna direita para o lado.
— Assim é melhor. Depois disso, deixo você dormir.
Dormir? Estou ofegante. Não estou pensando em dormir agora. Ele estica o braço e me afaga as costas suavemente.
— Você tem uma pele linda, Anastasia — sussurra, abaixando-se e cobrindo minhas costas de beijos leves como plumas ao longo da coluna.
Ao mesmo tempo, traz as mãos para a frente do meu corpo, apalpando meus seios, e, ao fazer isso, prende meus mamilos entre os dedos e os puxa com delicadeza.
Abafo um gemido ao sentir o corpo todo responder, se acendendo de novo para ele.
Ele me morde e me chupa delicadamente na cintura, puxando meus mamilos, e minhas mãos apertam a coluna finamente entalhada. Suas mãos se afastam, e ouço o agora familiar ruído de papel laminado sendo rasgado, e ele se desvencilha das calças.
— Você tem uma bunda muito atraente e sensual, Anastasia Steele. O que eu gostaria de fazer com ela?
Suas mãos alisam e moldam cada uma das minhas nádegas, então seus dedos descem, e ele enfia dois deles dentro de mim.
— Tão molhadinha. Você nunca me decepciona, Srta. Steele — murmura ele, e percebo seu tom de assombro. — Se segure bem... vai ser rápido, baby.
Ele agarra meus quadris e se posiciona, e eu me preparo para o ataque, mas ele estica o braço e agarra a ponta da minha trança, enrolando-a no pulso até minha nuca, firmando minha cabeça. Muito lentamente, ele me penetra, puxando meu cabelo ao mesmo tempo. Ah, a sensação de preenchimento. Ele sai de mim lentamente, e sua outra mão segura meus quadris com firmeza, e então ele me penetra com força, me sacudindo para a frente.
— Segure-se, Anastasia! — grita entre dentes.
Agarro a coluna com mais força, me movendo de encontro a ele enquanto continua aquela acometida impiedosa, de novo e de novo, os dedos deixando sua marca em meus quadris. Meus braços doem, minhas pernas estão bambas, meu couro cabeludo começa a arder de tanto que ele puxa meu cabelo... e sinto algo crescendo dentro de mim. Ah, não... e, pela primeira vez, tenho medo do meu orgasmo... se eu gozar... vou desmaiar. Christian continua movimentando o corpo com brutalidade contra o meu, a respiração áspera, gemendo, grunhindo. Meu corpo está respondendo... como? Sinto um espasmo. Mas, de repente, Christian para, cravando fundo para valer.
— Vamos, Ana, goze para mim — grunhe ele, e meu nome em seus lábios me leva à loucura, e me transformo na vertiginosa sensação física e no doce orgasmo, perdendo total e completamente os sentidos.
Quando volto à razão, estou deitada em cima dele. Ele está de costas no chão e eu estou olhando para o teto, exultante naquela exaustão pós-coito. Ah... os mosquetões, penso distraidamente — eu tinha me esquecido deles. Christian esfrega o nariz na minha orelha.
— Levante as mãos — diz ele baixinho.
Meus braços parecem de chumbo, mas eu os levanto. Ele pega a tesoura e passa uma lâmina sob o plástico.
— Eu a declaro inaugurada — sussurra, ao cortar o plástico.
Rio, e esfrego os pulsos depois que são soltos. Sinto a satisfação dele.
— Que som encantador — diz nostalgicamente.
Senta-se de repente, me levando junto, e fico outra vez em seu colo.
— A culpa é minha — diz ele, e me leva para a frente para poder massagear meus ombros e braços. Delicadamente, ele ativa a circulação dos meus membros.
O quê?
Olho-o atrás de mim, tentando entender o que quer dizer.
— Por você não rir com mais frequência.
— Não sou de ficar rindo à toa — resmungo sonolenta.
— Ah, mas quando isso acontece, Srta. Steele, é um deleite para os sentidos.
— Muito lisonjeiro, Sr. Grey — murmuro, tentando ficar de olhos abertos.
Ele relaxa e sorri.
— Eu diria que você está muito fodida e precisa dormir.
— Isso não foi nada lisonjeiro — resmungo jovialmente.
Ele sorri e me retira delicadamente de cima dele ao se levantar, gloriosamente nu. Desejo por um instante estar mais desperta para poder realmente apreciá-lo. Ele pega a calça e a veste, sem cueca.
— Não quero assustar o Taylor, nem a Sra. Jones quanto a isso — diz.
Humm... eles devem saber que filho da mãe sacana ele é. A ideia me preocupa.
Ele se abaixa para me ajudar a ficar em pé e me conduz até a porta, atrás da qual está pendurado um roupão atoalhado cinza. Pacientemente, me veste como se eu fosse uma criancinha. Não tenho forças para levantar os braços. Quando estou coberta e respeitável, ele se abaixa e me dá um beijo delicado, a boca se abrindo num rápido sorriso.
— Para a cama — diz ele.
Ah... não...
— Para dormir — acrescenta ao ver minha expressão.
De repente, me levanta e me carrega encolhida no colo para o quarto mais adiante no corredor onde a Dra. Greene me examinou hoje. Vou com a cabeça caída em seu peito. Estou exausta. Não me lembro de já ter estado tão cansada. Ele afasta o edredom, me deita na cama e, o que é mais surpreendente, se deita ao meu lado e me abraça.
— Agora durma, linda menina — murmura, beijando meu cabelo.
E antes de poder fazer um comentário divertido, já adormeci.
CAPÍTULO DEZENOVE
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Sinto lábios macios deixando um rastro de beijos doces na minha têmpora, e uma parte de mim quer virar e corresponder, mas o que eu mais quero é continuar dormindo. Dou um gemido e me aninho no travesseiro.
— Anastasia, acorde. — A voz de Christian é doce, tentando me convencer.
— Não — gemo.
— Temos que sair em meia hora para jantar na casa dos meus pais. — Ele está achando graça.
Abro os olhos com relutância. Anoitece lá fora. Christian está debruçado na cama, olhando-me com atenção.
— Vamos, dorminhoca. Levante-se.
Ele se abaixa e torna a me beijar.
— Trouxe algo para você beber. Estarei lá embaixo. Não volte a dormir ou vai estar encrencada — ameaça, mas num tom afável.
Ele me dá um beijo rápido e sai, deixando-me sonolenta naquele quarto frio e austero.
Estou descansada, mas, de repente, fico nervosa. Caramba, vou conhecer os pais dele! Ele acabou de me dar uma surra de chicote de montaria e de me amarrar com uma braçadeira de plástico que eu lhe vendi, pelo amor de Deus — e vou conhecer os pais dele. Será também a primeira vez que Kate estará com eles — pelo menos ela estará lá para me apoiar. Giro os ombros. Estão tensos. A exigência dele para que eu tenha um personal trainer agora não parece bizarra. Na verdade, um personal trainer é indispensável se eu quiser ter alguma esperança de acompanhar esse ritmo.