O outro lado de mim [em Português]
- Автор: Шелдон Сидни
- Год: 2005
- Язык: португальский
- Переводчик: Luiza Mascarenhas
- Жанр: Современная русская и зарубежная проза
Электронная книга - «O outro lado de mim [em Português]». Краткое содержание книги:
Ocorreu-me preservar a imagem de todo este incrível talento aproveitando ao mesmo tempo para ajudar faculdades com problemas financeiros. Eu estivera em tempos envolvido na educação e servira como porta voz da ”Coligação para a Literacia”, por isso aquilo que me ocorreu parecia-me um plano excitante.
Expus a minha idéia ao grupo, uma noite, ao jantar.
- Meus amigos. - Disse eu - Gostava de montar um espetáculo com todos vocês, acerca do futuro da comédia. Eu serei o interlocutor. Vamos viajar a faculdades de todo o país, vendemos os bilhetes para o nosso espetáculo e doamos o produto final às faculdades. Quem está interessado em participar?
As mãos começaram a erguer-se. Sid Caesar... Steve Allen... Shecky Greene... Cari Reiner...
- Ótimo. Vou tratar de tudo.
Decidi que faríamos a primeira apresentação em Hollywood, como teste, e a cidade de Beverly Hills mostrou-se encantada por nos receber. O primeiro painel de discussão da Future of Comedy teve lugar no dia 17 de Julho de 2000, no teatro da Writers Guild, perante uma multidão de espectadores.
A recepção foi fabulosa e percebi que a minha idéia podia ser bem sucedida. Sid, Steve, Shecky, Cari e eu divertimo-nos imenso, assim como os espectadores. As gargalhadas eram ininterruptas. Os membros do painel interrompiam-se uns aos outros com as suas tiradas. Tínhamos ali, de fato, qualquer coisa e estávamos todos entusiasmados com a idéia desta aventura.
Mas, pouco depois dessa noite, o destino intrometeu-se e tudo se começou a desintegrar. Steve Allen morreu, Sid Caeser deixou de poder fazer viagens longas, Shecky Green teve uns problemas de ordem emocional e Cari Reiner andava ocupado com uns filmes. Não estava escrito.
Mas jamais me esquecerei da generosidade dos meus amigos.
Em 1970, criei outro programa de televisão e chamei-lhe Nancy. Contava a história da filha do presidente dos Estados Unidos, uma jovem sofisticada que, quando vai de férias para uma fazenda, conhece e apaixona-se por um jovem veterinário. Casam-se. E os guiões eram baseados nas enormes diferenças entre os dois estilos de vida.
Os atores que escolhi para os papéis principais eram muito bons, Celeste Holme, Renne Jarrett e John Fink. O piloto foi mostrado à NBC, que o comprou.
A série era uma comédia doce e romântica e o elenco deu-lhe vida de forma maravilhosa. A estação cancelou-a ao fim de dezessete episódios. Na altura em que foi cancelada, ocupava o décimo sétimo lugar nas taxas de audiências, o que é mais do que suficiente para manter um programa no ar. Não faço idéia se a Casa Branca não gostou do programa ou se houve pressão política, mas sei que o cancelamento deixou-nos a todos surpreendidos.
CAPÍTULO 33
Vários anos mais tarde, decidi que queria fazer um programa elegante, com gente sofisticada, em cenários sofisticados. Criei Hart to Hart, que foi para o ar em 1979, com Aaron Speling e o Leonard Goldberg como produtores. Tivemos a sorte de conseguir Robert Wagner e Stephanie Powers como protagonistas. O programa foi um sucesso e esteve no ar durante cinco anos.
No meio de várias outras coisas que fiz, a idéia acerca do psiquiatra nunca me abandonou. Parecia que não me conseguia ver livre dele. Era como se a personagem exigisse vida. Eu não tinha confiança na minha capacidade para escrever um romance, mas, para tirar o psiquiatra da cabeça, decidi que ia escrever a história dele.
De manhã, ditava o romance a uma das minhas secretárias, de tarde, enfiava o chapéu de produtor e trabalhava em outros projetos. O romance estava quase terminado e eu não tinha idéia do que fazer com ele. Não conhecia nenhum agente literário.
Telefonei a um querido amigo meu, o talentoso romancista Irving Wallace.
- Irving, tenho aqui o manuscrito de um romance. A quem é que mando isto?
- Deixe me ler primeiro. Pediu.
Mandei-lho e aguardei pelo telefonema a dizer: “Não o mande a ninguém.”
Em vez disso, ele ligou-me e disse:
- Eu acho que é ótimo. Manda-o ao meu agente em Nova Iorque. Eu digo-lhe para estar preparado.
O romance chamava-se A outra face e foi recusado por cinco editoras. O sexto que o leu foi Hillel Black, um editor da William Morrow. O meu agente ligou-me.
- A William Morrrow quer editar o teu livro. Dão-te mil dólares de avanço.
De repente fiquei entusiasmado. Ia ter um livro editado. A Wiliam Morrow não fazia idéia, mas de bom grado lhes teria pago eu os mil dólares.
- Excelente. Foi a minha resposta.
Hillel quis umas pequenas alterações e eu tratei delas rapidamente.
O romance foi publicado em 1970. No dia em que A Outra Face foi posto à venda, entrei em pânico. Tinha a certeza que ia bater todos os recordes da publicação: o de não vender um único exemplar. Tinha tanta certeza disso que fui a uma livraria em Beverly Hills e comprei um exemplar, uma tradição que mantenho até hoje. Quando um livro é editado, é hábito o autor viajar pelo país para lhe fazer publicidade, fazendo o público ver que o livro se encontra à venda nas livrarias. Os autores aparecem em programas de televisão, vão a festas de promoção e a almoços literários para os publicitar. Liguei para Hillel Black.
- Só queria que soubesse que estou à disposição para fazer uma viagem de promoção. Faço todos os programas de televisão que conseguir marcar e...
-Sidney, não vale a pena mandá-lo numa viagem dessas.
- O que quer dizer com isso?
-Fora de Hollywood, ninguém sabe quem você é. Nenhum dos programas estará interessado na sua presença. Esqueça.
Mas não esqueci. Liguei para uma relações públicas e expliquei-lhe a situação.
- Não se preocupe. Vou tratar de tudo respondeu.
E ele marcou-me para o The Tonight Show, com o Johnny Carson, The Merv Griffin Show e o The David Frost Show, assim como mais uma meia dúzia deles.
Também conseguiu que eu fosse a um almoço literário no hotel Huntington, em Pasadena, na Califórnia. Segundo o plano previsto, os autores falariam durante um curto espaço de tempo sobre os seus livros, depois haveria um almoço e seguidamente os presentes poderiam comprar os livros, que estavam ao fundo da sala, e dirigir-se ao palco montado num estrado, onde os autores lhes assinariam o livro.
A meu lado no estrado nesse dia estavam Wíll e Ariel Durant, dois escritores que tornaram popular a história mundial e que passaram toda uma vida a escrever The Story of Civilization; Francis Gary Powers, que escrevera um livro sobre a sua experiência de ser abatido num U-2; Gwen Davis, uma romancista famosa e Jack Smith, que assinava uma coluna muito popular no Los Angeles Times.
Durante o almoço, cada um de nós foi apresentado e falamos brevemente sobre os nossos livros.
Quando o almoço terminou, os membros da assistência compraram os livros ao fundo da sala e em seguida formaram fila em frente dos seus autores preferidos. Havia uma fila em frente do Will e da Ariel Durant que ia até ao fundo da sala. A fila em frente de Jack Smith era quase tão longa. Gary Powers tinha uma fila comprida, assim como Gwen Davis.