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O outro lado de mim [em Português]

Электронная книга - «O outro lado de mim [em Português]». Краткое содержание книги:

O livro traz detalhes inéditos, reveladores e sinceros, com as memórias do escritor Sidney Sheldon, um dos maiores bestsellers de toda a história, com mais de 300 milhões de livros vendidos, em 51 idiomas e em mais de 180 países. Todos os 18 romances do autor alcançaram a Lista dos Mais Vendidos. Sheldon assinou obras como 'O outro lado da meia-noite', 'A herdeira', 'A ira dos anjos', 'Juízo final', entre outros. O livro apresenta revelações sobre a vida do autor em Hollywood, ao lado de estrelas como Cary Grant, Marylin Monroe, Judy Garland, Frank Sinatra e Doris Day. 'O outro lado de mim' traz alguns detalhes sobre a vida pessoal do autor, como a infância em Chicago, em um ambiente familiar instável com as constantes discussões dos pais, a revelação de ser portador da psicose maníaco-depressiva, e muito mais.
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Depois do primeiro ano de Jeannie, Gene Nelson teve outras ofertas e decidiu deixar o programa. Eu sabia que ia sentir a falta dele. Usei uma série de realizadores, principalmente Cláudio Guzmán e Hal Cooper, e o programa continuou.

Uma noite, o Sammy Davies Júnior veio jantar a nossa casa.

- Sammy, alguma vez viu o programa I Dream of jeannie?

- Não perco um. Adoro.

- Estás interessado em aparecer num deles?

- Conta comigo. Liga ao meu agente. Na manhã seguinte, liguei ao agente dele.

- O Sammy quer entrar no I Dream of Jeannie. Podemos marcar?

- Claro. E quanto pagam?

- Mil dólares. É o que pagamos aos nossos convidados. Ouvi um som de troça.

- Deve estar a brincar. Isso é o que Sammy dá de gorjeta à manicura. Esqueçam.

Ligue para Sammy. Uma hora depois, o telefone tocou.

- Quando é que o querem?

Sammy fez o episódio e foi maravilhoso.

Também usamos Michael Ansara, o marido da Barbara, no papel de Blue Djinn.

Um dia, o Groucho Marx telefonou-me.

- É uma pena que não tenhas olho para o talento. Eu conheço um tipo que seria espantoso para o programa. É jovem, e bonito, e brilhante.

- Em quem é que está pensando, Groucho? Perguntei.

- Quem é que havia de ser? Eu.

- Porque é que não me lembrei disso?

Uma semana depois, escrevi um episódio para o Groucho chamado The Greatest Invention in the World, Como de costume, ele foi um sucesso.

Uma noite em que Mary entrava numa peça da escola, eu e Jorja fomos vê-la. Perguntei a Groucho se queria vir conosco e, para meu grande espanto, respondeu que sim.

Depois do espetáculo, Mary convidou alguns dos colegas da escola para irem à nossa casa. Todos ficaram fascinados com Groucho. Uma das melhores recordações que tenho dele é de o ver sentado numa cadeira no meu escritório, com os miúdos e as miúdas em volta, todos sentados num círculo no chão, a ouvirem-no, enquanto lhes falava sobre o mundo do espectáculo.

- O primeiro ano de vida do Jeannie foi um sucesso e o merchandising, fabuloso. Havia bonecas Jeannie e garrafas Jeannie. Jeannie até tinha a sua própria revista, The Blink. O correio dos fãs era imenso, mas a maior parte era dirigido a Barbara Éden. Larry mal conseguia disfarçar a raiva.

Jeannie ia bem, mas eu passava o tempo a apagar fogos. Entretanto, havia enormes problemas emocionais no estúdio do The Patty Duke Show. Patty chegara ao ponto de já não permitir que os Ross a controlassem. As fricções entre os três eram constantes.

Uma noite, tiveram uma discussão tão grande que Patty saiu de casa e arranjou um apartamento.

Harry voou para a Califórnia e casaram-se. Foi o fim do controle dos Ross sobre ela.

No entanto, os conflitos no estúdio continuavam e tornaram-se tão incomodativos que, no final do ano, embora os níveis de audiência fossem favoráveis, a estação optou por cancelar o programa.

Em 1967, durante a segunda época de Jeannie, fui nomeado para um Emmy. Na cerimônia de entrega dos prêmios, conheci Charles Schulz, que também fora nomeado por ter escrito o Charlie Brown. Eu era grande fã dele e do seu amigo, Charlie Brown. Começamos a conversar e ele revelou-se um homem caloroso e engraçado. Confessou que era fã da Jeannie.

Mencionei que o meu Peanuts favorito era aquele em que o Snoopy escreve na sua máquina: Esta é uma história que tem de ser contada. A seguir aparece outro desenho onde ele parece estar a pensar. Logo a seguir, escreve: Bom, talvez não e atira o papel fora.

Pouco tempo depois dos Emmys, chegou um pacote vindo do Charles. Era a tira original, autografada para mim. Ainda a tenho pendurada na parede do meu escritório.

“A propósito, nenhum de nós ganhou nesse ano.”

Em Setembro de 1967, recebi um telefonema alarmante do hospital Cedars Sinai, em Los Angeles. Otto tivera um poderoso ataque cardíaco. À porta do seu quarto do hospital, o médico disse-me que ele tinha poucas hipóteses de sobreviver. Entrei no quarto e fiquei junto da cama. Estava pálido e senti que toda a sua vitalidade desaparecera.

Ele fez-me sinal para me aproximar e, quando me debrucei sobre a sua cama, disse:

- Dei o meu carro ao Richard. Podia ter-lho vendido.

Foram as suas últimas palavras para mim.

Durante a quarta época de Jeannie, o programa que aparecia a seguir ao nosso estava a ter imenso sucesso. Era um programa de uma hora chamado Rowan &Martin’s Laugh-In. Chamei Mort Werner, o chefe da NBC, e sugeri-lhe que por uma noite combinássemos os dois programas. Eu ia escrever um guião para o Jeannie com as personagens do Laugh-In e logo a seguir o elenco de Jeannie apareceria no Laugh-In. Achou que era uma boa idéia.

Escrevi um guião chamado The Biggest Star in Hollywood, Judy Carne, Art Johnson, Gary Owens e George Schlatter (o produtor executivo do Laugh-In) apareceram no meu programa a interagir com as personagens de Jeannie.

Em seguida, o George Schlatter mostrou-me o guião que os escritores do Laugh-In tinham arranjado para o nosso elenco. Na cena de abertura, Barbara Éden, vestida de Jeannie, descia vagarosamente as escadas, com um foco a brilhar no umbigo. Comentei com o George que não me parecia de bom gosto e recusei-me a permitir que o elenco de Jeannie aparecesse no Laugh-In.

Assim, acabamos com o grupo do Laugh-In no nosso programa mas sem ninguém do nosso elenco no programa deles.

I Dream of Jeannie completava o seu quarto aniversário, pronto para entrar no quinto. Ainda não tínhamos recebido o contrato oficial para o quinto ano. Recebi um telefonema de Mort Werner.

- Acho que a Jeannie e o Tony se devem casar. Fiquei sem palavras.

- Mas, Mort, isso vai destruir a série. A história era engraçada devido à tensão sexual entre a Jeannie e o seu amo. Se os casares, isso desaparece. Não tens nada com que trabalhar.

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