Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
Compaixão, perda e desalento, todas essas sensações me invadem, e sou tomada por um desespero paralisante. Vou ter que lutar para trazê-lo de volta, para trazer o meu Cinquenta Tons de volta.
A ideia de dominar alguém é aterrorizante. A ideia de dominar Christian me dá náuseas. Isso me igualaria a ela... à mulher que fez isso com ele.
Estremeço com o pensamento, e luto contra a bile em minha garganta. Não posso fazer isso, de jeito nenhum. Não quero fazer isso.
À medida que meus pensamentos se iluminam, vejo uma única saída. Sem desviar os olhos, eu me ajoelho diante dele.
O piso de madeira sob minhas canelas é duro, e eu limpo as lágrimas com as costas da mão.
Desse jeito, somos iguais. Estamos no mesmo nível. É a única maneira de trazê-lo de volta.
Seus olhos se arregalam quase imperceptivelmente enquanto eu o encaro, mas, fora isso, sua expressão e sua postura permanecem as mesmas.
— Christian, você não tem que fazer isso — imploro. — Eu não vou embora. Já falei milhões de vezes, eu não vou embora. Tudo o que aconteceu... é esmagador. Eu só preciso de um pouco de tempo para pensar... um pouco de tempo para mim mesma. Por que você sempre pensa o pior? — Meu coração se aperta mais uma vez, porque eu sei: é por ele ter tantas dúvidas e tanta raiva de si mesmo.
As palavras de Elena voltam para me perseguir. “Ela sabe o quão negativo você é a respeito de si mesmo? Sobre os seus problemas?”
Ah, Christian. O medo envolve meu coração mais uma vez e eu começo a tagarelar.
— Eu ia sugerir voltar para o meu apartamento esta noite. Você nunca me dá um tempo... um tempo para pensar nas coisas — soluço, e vejo seu cenho esboçar um leve franzido. — Só um tempo para pensar. A gente mal se conhece, e toda essa bagagem que vem com você... Eu preciso... Eu preciso de tempo para pensar em tudo isso. E agora que Leila está... bem, de qualquer forma... já não está mais solta por aí, não é mais uma ameaça... Eu pensei... Eu pensei... — minha voz desaparece e eu o olho para ele.
Ele está me olhando com atenção, e acho que está me ouvindo.
— Ver você com Leila... — Fecho os olhos e a memória dolorosa de sua interação com a ex-submissa me corrói mais uma vez. — Foi um choque tão grande. Eu tive um vislumbre de como era a sua vida... e... — Encaro meus dedos entrelaçados, as lágrimas ainda escorrendo pelo rosto. — Isso tem a ver com eu não ser boa o suficiente para você. Foi uma amostra da sua vida, e eu estou com muito medo de que você acabe se cansando de mim, e aí eu vou... eu vou terminar feito a Leila... uma sombra. Porque eu amo você, Christian, e se você me deixar, o mundo vai ser um lugar sem luz. Eu vou estar na escuridão. Não quero ir embora. Estou só morrendo de medo que você me deixe...
Enquanto digo essas palavras — na esperança de que ele as esteja ouvindo —, me dou conta de qual é o meu verdadeiro problema. Eu simplesmente não entendo por que ele gosta de mim. Eu nunca entendi por que ele gosta de mim.
— Eu não entendo por que você me acha atraente — murmuro. — Você é, bem, você é você... e eu... — Dou de ombros e olho para ele. — Eu não entendo. Você é lindo, sexy, bem-sucedido, bom, gentil, carinhoso... tudo isso... e eu não. E eu não consigo fazer as coisas que você gosta de fazer. Não consigo dar a você o que você precisa. Como você poderia ser feliz comigo? Como eu poderia segurá-lo? — minha voz é um sussurro à medida que expresso meus medos mais sombrios. — Nunca entendi o que você viu em mim. E ver você com ela, aquilo trouxe tudo à tona de novo. — Dou uma fungada e limpo o nariz com as costas da mão, encarando sua expressão impassível.
Ah, ele é tão exasperador. Fale comigo, merda!
— Você vai ficar aqui de joelhos a noite toda? Porque também posso fazer isso — explodo.
Acho que sua expressão se suaviza — ele parece estar achando graça. Mas é tão difícil dizer.
Eu poderia esticar a mão e tocá-lo, mas isso seria um abuso enorme da posição na qual ele me colocou. Não é o que eu quero, mas não sei o que ele quer, ou o que ele está tentando me dizer. Simplesmente não entendo.
— Christian, por favor, por favor... fale comigo — suplico, apertando as mãos no meu colo. A posição é desconfortável, mas continuo de joelhos, encarando seus lindos e sérios olhos cinzentos. E espero.
E espero.
E espero.
— Por favor — imploro mais uma vez.
Seu olhar intenso escurece de repente, e ele pisca.
— Eu estava com tanto medo — sussurra.
Ah, graças a Deus! Meu inconsciente cambaleia de volta para sua poltrona, frouxo de alívio, e toma um longo gole de gim.
Ele voltou a falar! A gratidão toma conta de mim, e eu inspiro, tentando conter a emoção e a onda de novas lágrimas que ameaçam brotar em meus olhos.
Sua voz é grave e calma.
— Quando vi Ethan chegar do lado de fora, eu soube que alguém tinha aberto a porta para você entrar no apartamento. Tanto eu quanto Taylor pulamos para fora do carro. A gente sabia, e vê-la daquele jeito com você... e armada. Acho que morri um milhão de vezes, Ana. Alguém ameaçando você... todos os meus piores medos concretizados. Eu estava com tanta raiva, dela, de você, de Taylor, de mim mesmo.
Ele balança a cabeça, revelando sua agonia.
— Eu não sabia o quão volátil ela estaria. Não sabia o que fazer. Não sabia como ela iria reagir. — Ele para e franze o cenho. — E foi então que ela me deu uma dica; parecia arrependida. E eu simplesmente soube o que tinha de fazer. — Ele se cala, olhando para mim, tentando decifrar minha reação.
— Continue — sussurro.
Ele toma fôlego.
— Vê-la daquele jeito, sabendo que eu talvez tivesse algo a ver com seu estado mental... — Ele fecha os olhos uma vez mais. — Ela sempre foi tão levada e animada. — Ele estremece e inspira asperamente, quase como num soluço.
É uma tortura ouvir isso, mas permaneço de joelhos, atenta, acolhendo a visão.
— Ela poderia ter machucado você. E teria sido minha culpa. — Seus olhos se desviam dos meus, repletos de um horror incompreensível, e, mais uma vez, ele fica em silêncio.
— Mas não machucou — sussurro. — E você não era o responsável por ela estar naquele estado, Christian. — Pisco para ele, encorajando-o a continuar.
E então eu me dou conta de que tudo o que ele fez foi para me manter em segurança, e talvez Leila também, porque ele também se preocupa com ela. Mas quanto? A pergunta permanece em minha cabeça, indesejável. Ele diz que me ama, mas ele foi tão duro, expulsando-me daquele jeito do meu próprio apartamento.
— Eu só queria que você saísse — murmura ele, com a estranha habilidade de sempre de ler meus pensamentos. — Eu queria você longe do perigo, e... Você. Simplesmente. Não. Ia. Embora — resmunga ele entre os dentes, balançando a cabeça, sua exasperação palpável.
E então ele me olha com atenção.
— Anastasia Steele, você é a mulher mais teimosa que eu já conheci. — Ele fecha os olhos e balança a cabeça em descrença.
Ah, ele voltou. Dou um longo e purificante suspiro de alívio.
Ele abre os olhos de novo, a expressão desamparada... sincera.
— Você não ia me deixar? — pergunta.
— Não!
Ele fecha os olhos de novo e todo o seu corpo relaxa. Quando os reabre, posso ver sua dor e sua angústia.
— Eu achei... — Ele para. — Isto aqui sou eu, Ana. Eu por inteiro... e sou todo seu. O que eu tenho que fazer para você entender? Para você ver que quero você do jeito que for. Que eu amo você.
— Eu também amo você, Christian, e ver você desse jeito é... — Balanço a cabeça e as lágrimas retornam. — Achei que eu tinha estragado você.