Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
— Você está... uau... diferente. Mais cosmopolita, sofisticada. O que aconteceu? Mudou o cabelo? As roupas? Não sei o que é, Steele, mas você está uma gata!
Fico absolutamente vermelha.
— Ah, Ethan. São só essas roupas de trabalho — repreendo-o, e Claire me observa com uma sobrancelha arqueada e um sorriso torto. — Como foi Barbados?
— Divertido — diz ele.
— Quando Kate volta?
— Ela e Elliot voltam na sexta. O namoro deles está bem sério. — Ethan revira os olhos.
— Estou com saudade dela.
— É? E como estão as coisas com o Sr. Mandachuva?
— Sr. Mandachuva? — contenho o riso. — Bem, estão interessantes. Ele vai nos levar para jantar hoje à noite.
— Legal. — Ethan parece genuinamente satisfeito. Ufa!
— Aqui. — Entrego as chaves para ele. — Você tem o endereço?
— Tenho. Até mais, baby. — Ele se inclina e me dá um beijo na bochecha.
— Mania do Elliot?
— É, a gente acaba pegando.
— É verdade. Até mais, baby. — Sorrio quando ele pega uma mala enorme de junto do sofá e deixa o prédio.
Quando me viro, Jack está no saguão, observando-me a distância, com uma expressão indecifrável. Lanço um sorriso radiante na direção dele e retorno para minha mesa, sentindo seus olhos me acompanharem por todo o percurso. Isso está começando a me irritar. O que eu faço? Não tenho ideia. Vou ter que esperar até Kate voltar. Com certeza ela vai ter um plano. A ideia ameniza meu humor sombrio, e eu começo a trabalhar no próximo manuscrito.
* * *
ÀS CINCO PARA AS SEIS meu telefone vibra. É Christian.
— Nervosinho falando — diz ele, e eu sorrio. Ainda é o meu Christian brincalhão. Minha deusa interior está batendo palmas de júbilo feito uma garotinha.
— Bem, e aqui fala a Maníaca Sexual e Insaciável. Imagino que você esteja aqui fora, errei?
— Estou sim, Srta. Steele. Ansioso para encontrá-la. — Sua voz é cálida e sedutora, e meu coração se agita loucamente.
— Idem, Sr. Grey. Já estou descendo. — E desligo.
Desligo o computador e pego minha bolsa e meu casaco creme.
— Estou indo, Jack — aviso pela porta.
— Tudo bem, Ana. Obrigado por hoje! E aproveite a noite.
— Você também.
Por que ele não pode ser assim o tempo todo? Não o entendo.
* * *
O AUDI ESTÁ PARADO junto ao meio-fio, e Christian salta enquanto me aproximo. Ele tirou o paletó e está usando a calça cinza, minha preferida, a que pende do quadril... daquele jeito. Como esse deus grego pode ser meu? Vejo-me sorrindo feito uma idiota em resposta ao próprio sorriso bobo dele.
Ele passou o dia todo dando uma de namorado apaixonado; apaixonado por mim. Esse homem maravilhoso, complexo e cheio de problemas... apaixonado por mim. E eu por ele. Uma onda de alegria explode de repente dentro de mim, e eu saboreio o momento, sentindo-me por um instante como se pudesse conquistar o mundo.
— Srta. Steele, você está tão bonita quanto hoje de manhã. — Christian me puxa em seus braços e me beija profundamente.
— Você também, Sr. Grey.
— Vamos lá buscar o seu amigo. — Ele sorri para mim e abre a porta do carro.
Taylor dirige até o apartamento, e Christian me conta como foi o seu dia: muito melhor do que ontem, aparentemente. Fito-o em adoração enquanto ele tenta me explicar uma espécie de descoberta que o departamento de ciência do meio ambiente realizou na Universidade do Estado de Washington, em Vancouver. Suas palavras não fazem muito sentido para mim; no entanto, sou cativada por sua paixão e interesse no assunto. Talvez vá ser assim, dias bons e dias ruins, e se os dias bons forem como este, não terei muito do que reclamar. Ele me passa uma folha de papel.
— São os horários em que Claude está disponível esta semana — diz ele.
Ah! O personal trainer.
Assim que paramos diante do apartamento, ele tira o BlackBerry do bolso.
— Grey — atende. — Ros, o que foi? — Ele ouve com atenção, e eu sei que vai ser uma conversa longa.
— Vou buscar Ethan. Volto em dois minutos — gesticulo com a boca para Christian, erguendo dois dedos.
Ele faz que sim com a cabeça, visivelmente distraído pela ligação. Taylor abre a porta para mim, sorrindo com gentileza. Sorrio de volta; até Taylor está sentindo. Toco o interfone e falo, animada, nele.
— Oi, Ethan, sou eu. Abre aí.
Ouço o barulho da porta se abrindo e subo as escadas até o apartamento. Só então me ocorre que não venho aqui desde sábado de manhã. Parece que faz muito mais tempo. Ethan gentilmente deixou a porta aberta. Entro no apartamento e, não sei por que, congelo no instante em que piso nele. Levo um tempo para perceber que é porque a figura pálida e débil de pé junto à bancada da cozinha e segurando um revólver é Leila, e ela está me encarando impassível.
CAPÍTULO TREZE
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Puta merda.
Ela está aqui, fitando-me com uma expressão preocupante e vazia, segurando um revólver. Meu inconsciente desaba, desfalecido, e acho que nem se alguém trouxer sais para ele cheirar vai conseguir trazê-lo de volta.
Pisco repetidas vezes na direção de Leila enquanto minha mente é um turbilhão. Como ela entrou aqui? Cadê Ethan? Puta merda! Cadê Ethan?
Um medo enregelante toma o meu coração, e meu couro cabeludo pinica, cada folículo em minha cabeça retesado de terror. E se ela tiver feito alguma coisa a ele? Começo a respirar depressa, a adrenalina e um medo paralisante correndo pelo meu corpo. Fique calma, fique calma, repito o mantra para mim mesma de novo e de novo.
Ela inclina a cabeça, observando-me como se eu fosse uma peça exposta num show de horrores. Ei, não sou eu a maluca aqui.
A sensação é de que passou toda uma eternidade até que eu tenha assimilado a situação, embora na verdade tenha levado uma fração de segundo. Leila permanece com uma expressão vazia, e sua aparência está mais imunda e malcuidada do que nunca. Ainda está usando o mesmo casaco encardido e parece estar precisando desesperadamente de um banho. O cabelo está oleoso e escorrido, emplastrado na cabeça, seus olhos num tom de marrom opaco, levemente confusos.
Apesar da minha boca completamente seca, tento falar:
— Oi. Leila, não é isso? — arranho.
Ela sorri, mas seus lábios se movem numa curva incômoda, em vez de num sorriso de verdade.
— Ah, ela fala — sussurra, e sua voz é suave e rouca ao mesmo tempo, um som horripilante.
— Sim, eu falo — digo com gentileza, como se estivesse conversando com uma criança. — Você está aqui sozinha?
Cadê Ethan? Meu coração pula com a ideia de que ele possa estar machucado.
Seu rosto desmorona de tal forma que acho que está prestes a desabar em lágrimas — ela parece tão abandonada.
— Sozinha — sussurra. — Sozinha.
E o grau de tristeza naquela única palavra é de partir o coração. O que ela quer dizer? Eu estou sozinha? Ela está sozinha? Está sozinha porque feriu Ethan? Ah... não... preciso lutar contra esse medo paralisante apertando minha garganta à medida que as lágrimas ameaçam escorrer.
— O que você está fazendo aqui? Posso ajudar? — minhas palavras são calmas, uma interrogação gentil apesar do pânico sufocante em minha garganta.
Ela franze as sobrancelhas como se estivesse completamente atordoada com minhas perguntas. Mas não faz nenhum movimento violento em minha direção. Sua mão ainda está relaxada em torno da arma. Adoto uma nova estratégia, tentando ignorar a tensão em meu couro cabeludo.
— Quer tomar um chá? — Por que estou perguntando a ela se ela quer tomar um chá? É a resposta de Ray para qualquer situação emotiva, brotando de forma inapropriada.
Caramba, ele teria um troço se me visse aqui neste exato momento. Seu treinamento militar já teria dado as caras, e ele já a teria desarmado a essa altura. Na verdade, ela não está bem apontando a arma para mim. Talvez eu possa me mover. Ela balança a cabeça de um lado para o outro, como se estivesse alongando o pescoço.