Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
— Estragado? Eu? Ah, não, Ana. É exatamente o oposto. — Ele estica a mão e pega a minha. — Você é a minha tábua da salvação — sussurra, beijando meus dedos antes de apertar minha mão na sua.
Com os olhos arregalados e cheios de medo, ele gentilmente puxa minha mão e a coloca em seu peito, sobre o coração — na zona proibida. Sua respiração se acelera. Seu coração está batendo apressado, num ritmo frenético sob os meus dedos. Ele não tira os olhos dos meus; sua mandíbula está tensa, os dentes cerrados.
Eu arquejo. Ah, meu Cinquenta Tons! Ele está me deixando tocá-lo. E é como se todo o ar de meus pulmões tivesse sumido, desaparecido. O sangue pulsa em minhas orelhas à medida que meu coração acelera para se encaixar ao ritmo do dele.
Ele solta minha mão, deixando-a sobre seu peito. Flexiono os dedos de leve, sentindo o calor de sua pele sob o tecido da camisa. Ele está prendendo a respiração. Não posso suportar. Inicio um movimento para retirar a mão.
— Não — diz ele depressa, colocando mais uma vez a mão sobre a minha, apertando meus dedos contra seu corpo. — Não tire.
Encorajada por essas palavras, eu me aproximo de modo que nossos joelhos se tocam e, com cuidado, ergo a outra mão para que ele saiba exatamente o que vou fazer. Ele arregala os olhos, mas não me interrompe.
Gentilmente, começo a desabotoar sua camisa. O que é difícil, usando apenas uma das mãos. Movo os dedos sob a mão dele e ele me solta, permitindo que eu abra sua camisa com as duas mãos. Ao abri-la, revelando seu peito, meus olhos não desgrudam dos dele.
Ele inspira fundo, e seus lábios se entreabrem à medida que sua respiração se acelera; posso sentir seu medo crescente, mas ele não desiste. Ainda está agindo como submisso? Não tenho ideia.
Será que devo fazer isso? Não quero machucá-lo, nem física nem mentalmente. A visão de Christian desse jeito, oferecendo-se para mim, foi o meu grito de alerta.
Ergo o braço, e minha mão paira sobre o peito dele, eu o encaro... pedindo permissão. Ele inclina a cabeça muito sutilmente, juntando coragem na expectativa pelo meu toque, e a tensão irradia de seu corpo, mas dessa vez, não é por raiva — é por medo.
Hesito. Posso mesmo fazer isso com ele?
— Sim — sussurra ele, mais uma vez com sua estranha habilidade de responder a minhas perguntas não ditas.
Passo a ponta dos dedos em seus pelos e os acaricio bem de leve, seguindo em direção ao esterno. Ele fecha os olhos, seu rosto se contorce como se estivesse experimentando alguma dor intolerável. É insuportável de se ver, então ergo os dedos imediatamente, mas ele agarra a minha mão depressa e a coloca de volta no lugar, espalmada contra seu peito nu de modo que seus pelos fazem cócegas em minha palma.
— Não — diz ele, a voz tensa. — Eu preciso disso.
Seus olhos estão tão apertados. Deve ser uma verdadeira agonia. É realmente atormentador de se ver. Com cuidado, deixo meus dedos correrem ao longo de seu peito, até a altura do coração, maravilhada com o contato, em pânico de que isso seja um passo grande demais.
Ele abre os olhos, e eles estão ardentes, queimando-me.
Puta merda. Seu olhar é abrasador, selvagem, mais do que intenso, e sua respiração está acelerada. Meu sangue se agita. Eu me contorço sob seus olhos.
Ele não me interrompeu, então corro os dedos ao longo de seu peito novamente, e seus lábios relaxam, abrindo-se. Ele está ofegante, e não sei se é de medo ou outra coisa.
Faz tanto tempo que eu queria beijá-lo ali que eu me ergo em meus joelhos, mantendo os olhos fixos nos dele por um instante, para deixar minha intenção perfeitamente clara. E então eu me abaixo e, suavemente, deixo um beijo carinhoso logo acima de seu coração, sentindo a pele quente e perfumada sob meus lábios.
Seu gemido contido me toca tão profundamente que eu recuo, temerosa do que vou ver em seu rosto. Seus olhos estão apertados, mas ele não se moveu.
— De novo — sussurra ele, e eu me aproximo de seu peito novamente, dessa vez na intenção de beijar uma das cicatrizes.
Ele expira, e eu beijo mais uma. Ele geme alto, e, de repente, seus braços estão ao redor de mim, sua mão em meu cabelo, comprimindo minha cabeça com tanta força que meus lábios encontram sua boca sedenta. E estamos nos beijando, meus dedos correndo pelo cabelo dele.
— Ah, Ana — sussurra ele, girando-me e me empurrando contra o chão de forma que fico debaixo de seu corpo.
Ergo minhas mãos para segurar o seu lindo rosto e, naquele momento, sinto suas lágrimas.
Ele está chorando... não. Não!
— Christian, por favor, não chore. Eu estava falando sério quando disse que nunca vou deixar você. Mesmo. Sinto muito se transmiti alguma outra impressão... Por favor, por favor, me perdoe. Eu amo você. E sempre vou amar.
Ele paira em cima de mim, encarando meu rosto, e sua expressão é de dor.
— O que foi?
Ele arregala os olhos.
— Que segredo é esse que você acha que vai me fazer fugir daqui correndo? Que faz você ter tanta certeza de que eu iria embora? — imploro, a voz trêmula. — Conte para mim, Christian, por favor...
Ele se senta, de pernas cruzadas, e eu me sento também, com as pernas esticadas. Pergunto-me vagamente se não poderíamos nos levantar do chão. Mas não quero interromper sua linha de pensamento. Ele finalmente vai se abrir para mim.
Ele me encara, e parece profundamente desolado. Droga... é alguma coisa grave.
— Ana... — Ele para, procurando as palavras, as feições atormentadas... Aonde vai com isso?
Ele inspira fundo e engole em seco.
— Eu sou um sádico, Ana. Eu gosto de chicotear garotas morenas feito você porque todas vocês se parecem com a prostituta viciada... minha mãe biológica. E eu tenho certeza de que você é capaz de imaginar por quê. — Ele solta as palavras apressado, como se estivesse com a frase preparada na cabeça há dias e dias, desesperado para se livrar dela.
Meu mundo para. Ah, não.
Não era o que eu esperava. Isso é pesado. Muito pesado. Eu o encaro, tentando entender as implicações do que ele acabou de dizer. Isso explica por que somos todas tão parecidas.
Meu primeiro pensamento é que Leila tinha razão: “O Dominador é sombrio.”
E me lembro da primeira conversa que tive com ele sobre suas tendências, quando estávamos no Quarto Vermelho da Dor.
— Você disse que não era sádico — sussurro, tentando desesperadamente entender... criar uma desculpa para ele.
— Não, eu disse que era Dominador. Se menti para você, foi uma mentira por omissão. Me desculpe. — Ele olha de relance para suas unhas bem cuidadas.
Acho que está mortificado. Mas mortificado por ter mentido para mim? Ou por causa do que ele é?
— Na época em que você me perguntou aquilo, eu tinha imaginado um relacionamento completamente diferente entre a gente — murmura ele. E, pelo seu olhar, sei que está apavorado.
E é só então que me dou conta. Se ele é um sádico, ele realmente precisa de toda aquela porcaria de chicote e vara. Ai, merda. Seguro a cabeça nas mãos.
— Então é verdade — sussurro, erguendo o olhar para ele —, não posso lhe dar o que você quer.
Pronto, é isso. Realmente somos incompatíveis.
O mundo começa a se desfazer aos meus pés, desmoronando ao meu redor, o pânico enchendo minha garganta. É isso. A gente não pode dar certo.
Ele franze a testa.
— Não, não, não. Ana. Não. Você pode, sim. Você já me dá o que eu quero. — Ele fecha os punhos. — Por favor, acredite em mim — murmura, as palavras num apelo emocionado.
— Não sei no que acreditar, Christian. Isso é tão terrível — sussurro, a garganta seca e dolorida se fechando, engasgando-me com as lágrimas não derramadas.