Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #2
- Язык: португальский
- Жанр: Романы для взрослых
Электронная книга - «Cinquenta tons mais escuros [em Portugues]». Краткое содержание книги:
Pisco para ele e, de repente, sou incapaz de me mover. Não quero deixá-lo com ela. Ele se move e fica de pé junto de Leila, e então ela se ajoelha aos seus pés. Inclina-se sobre ela, protetoramente. Ela está tão quieta, chega a ser artificial. Não consigo tirar os olhos dos dois — juntos...
— Pelo amor de Deus, Anastasia, será que você pode me obedecer pelo menos uma vez na vida e sair daqui? — Christian fixa os olhos nos meus, encarando-me, e sua voz é fria como gelo. A raiva sob sua fala contida e sob o uso deliberado dessas palavras chega a ser palpável.
Com raiva de mim? De jeito nenhum. Por favor... não! É como se ele tivesse me dado um tapa com força. Por que ele quer ficar com ela?
— Taylor. Leve a Srta. Steele lá para baixo. Agora.
Taylor faz que sim com a cabeça, e encaro Christian.
— Por quê? — choramingo.
— Agora. Para o apartamento. — Seus olhos queimam, gelados, em mim. — Preciso ficar sozinho com Leila — diz, em tom de urgência.
Acho que ele está tentando passar algum tipo de mensagem, mas depois de tudo o que aconteceu estou tão transtornada que não sei dizer ao certo. Dou uma olhada de relance para Leila e noto um pequeno sorriso tomar seus lábios, mas fora isso, ela permanece inteiramente imperturbável. Uma submissa completa. Merda! Meu coração para.
É disso que ele precisa. É disso que ele gosta. Não! Quero chorar.
— Srta. Steele. Ana — Taylor me estende a mão, implorando-me para sair com ele. Estou paralisada pelo espetáculo de horror diante de mim. Ele confirma meus piores medos e mexe com todas as minhas inseguranças: Christian e Leila juntos. O Dominador e sua Submissa.
— Taylor — diz Christian com urgência, e Taylor se abaixa e me pega no colo.
A última coisa que vejo ao ir embora é Christian acariciando gentilmente a cabeça de Leila e murmurando algo bem baixinho para ela.
Não!
Taylor me conduz pelas escadas abaixo, e vou soltando meu peso nos braços dele, tentando entender o que acabou de acontecer nos últimos dez minutos — ou será que foi mais? Ou menos? Não compreendo mais o conceito de tempo.
Christian e Leila, Leila e Christian... juntos? O que ele está fazendo com ela agora?
— Meu Deus, Ana! Que merda está acontecendo?
Fico aliviada por ver Ethan andando de um lado para o outro pelo saguão, ainda carregando a mala grande. Ah, graças a Deus ele está bem! Quando Taylor me solta eu praticamente me jogo em cima de Ethan, envolvendo os braços em torno de seu pescoço.
— Ethan. Ah, graças a Deus! — Eu o abraço, apertando-o junto de mim. Estava tão preocupada, e por um instante, desfruto de uma leve trégua em meu pânico crescente a respeito do que está se desenrolando em meu apartamento.
— Que merda é essa, Ana? E quem é esse cara?
— Ah, desculpe, Ethan, este é Taylor. Ele trabalha com Christian. Taylor, este é Ethan, o irmão da amiga que mora comigo.
Eles se cumprimentam com um aceno.
— Ana, o que está acontecendo lá em cima? Eu estava pegando as chaves do apartamento na bolsa quando uns caras apareceram do nada e as tomaram da minha mão. Um deles era Christian... — a voz dele desaparece.
— Ah, você chegou depois... Graças a Deus.
— É, eu encontrei um amigo de Pullman. A gente saiu para beber. O que está acontecendo lá em cima?
— Tem uma garota, uma ex de Christian. No nosso apartamento. Ela pirou, e Christian está... — minha voz falha, e meus olhos começam a se encher de lágrimas.
— Ei — sussurra Ethan e me puxa para junto de si uma vez mais. — Alguém já chamou a polícia?
— Não, não é assim. — Soluço no peito dele, e, agora que comecei, não consigo mais parar de chorar, a tensão do que acabou de acontecer se desfazendo nas minhas lágrimas. Ethan me aperta com força, mas eu percebo seu espanto.
— Ei, Ana, vamos beber alguma coisa. — Ele dá um tapinha meio sem jeito nas minhas costas.
De repente, eu também me sinto sem jeito, envergonhada, e, para falar a verdade, tudo o que quero é ficar sozinha. Mas faço que sim com a cabeça, aceitando seu convite. Quero sair daqui, ir para bem longe do que quer que esteja acontecendo lá em cima.
Eu me viro para Taylor.
— Alguém tinha checado o apartamento? — pergunto em meio às lágrimas, limpando o nariz com as costas da mão.
— Hoje à tarde. — Taylor encolhe os ombros como quem pede desculpas e me passa um lenço. Ele parece arrasado. — Sinto muito, Ana — murmura.
Eu franzo a testa. Nossa, ele parece estar se sentindo tão culpado. Não quero que se sinta pior ainda.
— Parece que ela tem uma habilidade incomum de escapar da gente — acrescenta, fazendo de novo uma cara feia.
— Ethan e eu vamos beber alguma coisa e então vamos para o Escala. — Eu enxugo os olhos.
Taylor troca o peso de uma perna para a outra, desconfortável.
— O Sr. Grey queria que você fosse direto para o apartamento — diz ele, em voz baixa.
— Bem, a gente sabe onde Leila está agora. — Não consigo conter a amargura na minha voz. — Então, não tem motivo para tanta segurança. Diga a Christian que nós o veremos mais tarde.
Taylor abre a boca para falar, mas muda de ideia sabiamente.
— Você quer deixar a mala com Taylor? — pergunto a Ethan.
— Não, posso levar comigo, obrigado.
Ethan acena para Taylor e então me conduz até a porta. Tarde demais, eu me lembro que deixei a bolsa no banco de trás do Audi. Não tenho nada comigo.
— Minha bolsa...
— Não se preocupe — murmura Ethan, o rosto marcado pela preocupação. — Tudo bem, eu pago.
* * *
ESCOLHEMOS UM BAR do outro lado da rua e nos sentamos nos bancos de madeira junto à janela. Quero ver o que está acontecendo — quem vem e, mais importante, quem vai. Ethan me passa uma garrafa de cerveja.
— Problemas com uma ex? — pergunta, com gentileza.
— É um pouco mais complicado do que isso — murmuro, subitamente na defensiva. Não posso falar sobre o assunto, assinei um termo de confidencialidade. E pela primeira vez me arrependo disso, e me ressinto com o fato de que Christian não falou nada sobre rescisão.
— Eu tenho tempo — diz Ethan com carinho e dá um longo gole em sua cerveja.
— É uma ex, de muito tempo atrás. Ela largou o marido por causa de um outro sujeito. E aí, há algumas semanas, o sujeito morreu em um acidente de carro, e agora ela veio atrás de Christian — dou de ombros. Pronto, não entreguei muita coisa.
— Veio atrás dele?
— Ela estava com uma arma.
— Cacete!
— Ela não chegou a ameaçar ninguém com o revólver. Acho que queria machucar a ela mesma. Mas é por isso que eu estava tão preocupada com você. Não sabia se você estava no apartamento.
— Entendi. Ela parece bem desequilibrada.
— É, ela é.
— E o que Christian está fazendo com ela agora?
O sangue foge do meu rosto e a bile sobe até minha garganta.
— Não sei — murmuro.
Ethan arregala os olhos. Afinal, ele entendeu.
Essa é a raiz do meu problema. Que merda que eles estão fazendo lá em cima? Conversando, espero. Apenas conversando. Ainda assim, tudo que passa pela minha cabeça é a mão dele afagando com carinho o cabelo dela.
Ela está perturbada, e Christian se preocupa com ela; é só, tento racionalizar. Mas, lá no fundo, meu inconsciente está balançando a cabeça com tristeza.
É mais do que isso. Leila foi capaz de satisfazer as necessidades dele de um jeito que eu não consigo. A ideia é deprimente.
Tento me concentrar em tudo o que fizemos nos últimos dias — a declaração de amor dele, seus flertes bem-humorados, seu humor brincalhão. Mas as palavras de Elena voltam para me atormentar. É nisso que dá ouvir a conversa dos outros... quem mandou ser curiosa?
Você não sente falta... Do quarto de jogos?