A Fúria dos Reis
- Автор: Мартин Джордж Рэймонд Ричард
- Год: 2006
- Язык: португальский
- Год: Saida de Emerg
- Жанр: Прочая древняя литература
Электронная книга - «A Fúria dos Reis». Краткое содержание книги:
Mal tinham se sentado, Mors já pedia licença para casar com a Senhora Hornwood.
– Grande-Jon é o forte braço direito do Jovem Lobo, todos sabem que é assim. Quem melhor para proteger as terras da viúva do que um Umber, e que melhor Umber do que eu?
– A Senhora Donella ainda está de luto – Meistre Luwin respondeu.
– Tenho uma cura para o luto por baixo das minhas peles – Mors gargalhou. Sor Rodrik agradeceu-lhe com cortesia e prometeu levar o assunto à consideração da senhora e do rei.
Hother queria navios.
– Selvagens andam se esgueirando do norte, em maior número do que jamais vi. Atravessam a Baía das Focas em barcos pequenos e vêm dar à nossa costa. Os corvos de Atalaialeste não são suficientes para pará-los, e eles são rápidos como doninhas para se esconder. É de dracares que precisamos, sim, e de homens fortes para manobrá-los. Grande-Jon levou muitos. Metade da nossa colheita perdeu-se por falta de braços para manejar as foices.
Sor Rodrik puxou as suíças:
– Vocês têm florestas de pinheiros altos e velhos carvalhos. Lorde Manderly tem construtores navais e marinheiros com fartura. Juntos, deveriam ser capazes de pôr na água dracares em número suficiente para defender as costas de ambos.
– Manderly? – Mors Umber fungou. – Esse grande saco bamboleante de banha? Seu próprio povo caçoa dele, chamando-o de Lorde Lampreia, segundo ouvi dizer. O homem quase não consegue andar. Se espetasse uma espada na sua barriga, dez mil enguias torceriam-se para fora.
– Ele é gordo – admitiu Sor Rodrik –, mas não é bobo. Irá trabalhar com ele, caso contrário o rei ficará sabendo o por quê.
E, para espanto de Bran, os truculentos Umber concordaram em fazer o que ele ordenava, embora não sem resmungos. Enquanto decorria a audiência, os homens dos Glover chegaram de Bosque Profundo, e um grande grupo dos Tallhart, de Praça de Torrhen. Galbart e Robett Glover tinham deixado Bosque Profundo nas mãos da esposa de Robett, mas foi seu intendente que veio até Winterfell.
– Minha senhora pede que perdoem sua ausência. Seus bebês são novos demais para uma viagem dessas e ela estava relutante em se separar deles.
Bran compreendeu rapidamente que era o intendente, e não a Senhora Glover, quem realmente governava em Bosque Profundo. O homem admitiu que estava, por enquanto, armazenando apenas um décimo da colheita. Afirmou que um vidente lhe tinha dito que haveria um farto verão dos espíritos antes que o frio se instalasse. Meistre Luwin tinha uma quantidade de coisas interessantes a dizer acerca de videntes. Sor Rodrik ordenou ao homem que separasse um quinto e o interrogou detalhadamente a respeito do bastardo de Lorde Hornwood, o garoto Larence Snow. No Norte, todos os bastardos de elevado nascimento adotavam o sobrenome Snow. Este rapaz tinha quase doze anos, e o intendente elogiou sua inteligência e coragem.
– Sua ideia sobre o bastardo pode ter mérito, Bran – Meistre Luwin disse mais tarde. – Um dia será um bom senhor para Winterfell, penso eu.
– Não serei, não – Bran sabia que nunca seria um senhor, tal como não podia ser um cavaleiro. – Robb deverá se casar com uma moça Frey qualquer, foi você quem me disse, e os Walder dizem o mesmo. Ele terá filhos e serão eles os senhores de Winterfell depois dele, não eu.
– Pode ser assim, Bran – Sor Rodrik interveio. – Mas eu fui casado por três vezes, e as minhas esposas deram-me filhas. Agora só me resta Beth. Meu irmão Martyn foi pai de quatro filhos fortes, mas só Jory sobreviveu até ser homem. Quando foi morto, a linhagem de Martyn morreu também. Quando falamos do amanhã, nada é certo.
Leobald Tallhart teve sua vez no dia seguinte. Falou de presságios meteorológicos e do juízo indolente dos plebeus e contou como seu sobrinho ansiava por batalhas.
– Benfred recrutou sua própria companhia de lanceiros. Garotos, nenhum deles com mais de dezenove anos, mas todos pensam que ele é outro jovem lobo. Quando lhes disse que eram apenas jovens coelhos, riram de mim. Agora chamam-se de Bravas Lebres e galopam pelos campos com peles de coelho atadas às pontas das lanças, cantando canções de cavalaria.
Bran pensou que aquilo soava grandioso. Lembrou-se de Benfred Tallhart, um grande rapaz fanfarrão e barulhento que visitava frequentemente Winterfell com o pai, Sor Helman, e tinha sido amigável com Robb e Theon Greyjoy. Mas Sor Rodrik ficou claramente descontente com o que ouviu.
– Se o rei precisasse de mais homens, pediria – ele disse. – Diga ao seu sobrinho que deverá permanecer em Praça de Torrhen conforme ordenou o senhor seu pai.
– Farei isso, sor – Leobald respondeu, e só então puxou o assunto da Senhora Hornwood. Pobrezinha, sem um marido que defenda suas terras ou um filho que as herde. Sua própria esposa era uma Hornwood, irmã do falecido Lorde Halys, com certeza todos se lembravam. – Um salão vazio é um salão triste. Tive a ideia de mandar meu filho mais novo para que a Senhora Donella crie como seu. Beren tem quase dez anos, é um moço promissor, e seu sobrinho. Iria animá-la, estou certo, e talvez até adotasse o nome Hornwood…
– Se fosse nomeado herdeiro? – sugeriu Meistre Luwin.
– … para que a Casa possa se manter – Leobald terminou.
Bran sabia o que dizer.
– Obrigado pela ideia, senhor – falou antes que Sor Rodrik tivesse tempo de abrir a boca. – Levaremos o assunto ao meu irmão Robb. Ah, e à Senhora Hornwood.
Leobald pareceu surpreso por ele falar.
– Agradeço, meu príncipe – ele disse, mas Bran viu piedade nos seus olhos azuis-claros, talvez misturada com um pouco de alegria pelo aleijado não ser, afinal, seu filho. Por um momento, odiou o homem.
Mas Meistre Luwin gostou mais.
– Beren Tallhart pode bem ser a nossa melhor escolha – disse-lhes depois de Leobald partir. – Pelo sangue, é meio Hornwood. Se adotar o nome do tio…
– … será mesmo assim um garoto – Sor Rodrik observou –, e sob grande pressão para defender as suas terras contra gente como Mors Umber ou aquele bastardo de Roose Bolton. Temos de pensar bem nisto. Robb deve ter os nossos melhores conselhos antes de tomar sua decisão.
– Pode depender de detalhes de ordem prática – disse Meistre Luwin. – De qual dos senhores mais precisa na corte. As terras fluviais fazem parte do seu reino, e pode querer cimentar a aliança casando a Senhora Hornwood com um dos senhores do Tridente. Um Blackwood, talvez, ou um Frey…
– A Senhora Hornwood pode ficar com um dos nossos Frey – Bran interveio. – Pode ficar com os dois, se quiser.
– Não está sendo gentil, meu príncipe – Sor Rodrik o censurou levemente.
Os Walder também não. Carrancudo, Bran fitou a mesa e nada disse.
Nos dias que se seguiram, chegaram corvos de outras casas senhoriais, trazendo pedidos de desculpa. O bastardo do Forte do Pavor não viria; os Mormont e os Karstark tinham ido todos para o sul com Robb; Lorde Locke era idoso demais para arriscar a viagem; a Senhora Flint estava com a gravidez avançada, havia doença na Atalaia da Viúva. Por fim, todos os principais vassalos da Casa Stark tinham dado notícias, exceto Howland Reed, o cranogmano, que não punha os pés para fora dos seus pântanos havia muitos anos, e os Cerwyn, cujo castelo ficava a meio dia de viagem de Winterfell. Lorde Cerwyn era cativo dos Lannister, mas seu filho, um rapaz de catorze anos, chegou uma bela manhã à frente de duas dúzias de lanças. Bran montava a Dançarina no pátio quando atravessaram o portão. Foi a trote encontrá-los para lhes dar as boas-vindas. Cley Cerwyn sempre foi amigo de Bran e dos irmãos.
– Bom dia, Bran – Cley gritou alegremente. – Ou será que tenho de chamá-lo agora de Príncipe Bran?
– Só se quiser.
Cley soltou uma gargalhada.
– E por que não? Todo mundo é rei ou príncipe nos dias que correm. Stannis também escreveu para Winterfell?