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Cinquenta tons de cinza [em Portugues]

Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:

Quando Anastasia Steele entrevista o jovem empresario Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingenua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmatica reserva de Grey, esta desesperadamente atraida por ele. Incapaz de resistir a beleza discreta, a timidez e ao espirito independente de Ana, Grey admite que tambem a deseja mas em seus proprios termos. Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferencias de Grey, Ana hesita. Por tras da fachada de sucesso os negocios multinacionais, a vasta fortuna, a amada familia , Grey e um homem atormentado por demonios do passado e consumido pela necessidade de controle. Quando eles embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Ana nao so descobre mais sobre seus proprios desejos, como tambem sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos...
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— Acha que essa é uma atitude educada?

— Não.

— Vai fazer de novo?

— Não.

— Vou lhe dar uma surra toda vez que fizer isso, entendeu?

Muito lentamente, ele abaixa minhas calças. Ai, como isso é degradante! Degradante, assustador e excitante. Ele está fazendo disso um bicho de sete cabeças. Estou com o coração na boca. Mal consigo respirar. Merda, será que vai doer?

Ele põe a mão na minha bunda nua, acariciando-me delicadamente, fazendo movimentos circulares com a palma da mão. De repente, retira a mão... e me bate — com força. Ai! Arregalo os olhos reagindo à dor, e tento me levantar, mas ele põe a mão entre as minhas escápulas, forçando-me para baixo. Torna a acariciar o local onde me bateu, e sua respiração muda — está mais ruidosa, mais forte. Ele me bate de novo e de novo, depressa e sem interrupção. Puta merda, isso dói. Não emito um som, o rosto contraído para aguentar a dor. Tento me contorcer para me esquivar das palmadas — estimulada pela descarga de adrenalina que me percorre o corpo.

— Fique quieta — grunhe ele —, senão não vou parar de bater.

Ele agora está me esfregando, e a palmada vem logo em seguida. Surge um padrão rítmico: carinho, afago, palmada. Tenho que me concentrar para enfrentar essa dor. Minha cabeça se esvazia enquanto me esforço para absorver aquela agonia. Ele não me bate duas vezes no mesmo lugar sucessivamente — está espalhando a dor.

— Aaai! — grito na décima palmada, e percebo que andei contando mentalmente os golpes.

— Só estou me aquecendo.

Ele me bate de novo, depois me afaga. A combinação da dor da palmada forte com o carinho é muito cansativa. Ele me bate de novo... isso está ficando mais difícil de aguentar. Meu rosto dói de tanta tensão. Ele me afaga com delicadeza e depois volta a bater. Grito de novo.

— Ninguém vai ouvir você, baby, só eu.

E me bate de novo e de novo. Do fundo da minha alma, quero implorar para que ele pare. Mas não faço isso. Não quero lhe dar esse prazer. Ele continua naquele ritmo sem trégua. Grito mais seis vezes. Dezoito tapas ao todo. Meu corpo está urrando, urrando por causa desse ataque impiedoso.

— Chega — sussurra ele asperamente. — Muito bem, Anastasia. Agora vou foder você.

Ele afaga com delicadeza minha bunda, que arde ao ser acariciada em movimentos circulares e descendentes. De repente, ele enfia dois dedos dentro de mim, pegando-me completamente desprevenida. Arquejo, este novo ataque quebrando o torpor que envolvia meu cérebro.

— Está sentindo? Está vendo quanto seu corpo gosta disso, Anastasia? Você está toda molhada só para mim.

Há um tom de assombro em sua voz. Ele mexe os dedos rapidamente num movimento de vaivém.

Gemo. Não, claro que não. E aí os dedos saem... e fico querendo que voltem.

— Da próxima vez farei você contar. Onde está aquela camisinha?

Ele pega a camisinha e me levanta delicadamente, colocando-me de bruços na cama. Escuto o zíper dele e o invólucro sendo aberto. Ele tira minha calça completamente e me põe ajoelhada, acariciando de leve minha bunda, agora muito dolorida.

— Vou comer você agora. Pode gozar — murmura ele.

O quê? Como se eu tivesse escolha.

E ele está dentro de mim, rapidamente me preenchendo. Solto um gemido forte. Ele mexe, me penetrando com força, um ritmo rápido e ardente na minha bunda dolorida. A sensação é bastante intensa, dura, degradante e alucinante. Meus sentidos estão devastados, desligados, concentrados apenas no que ele está fazendo comigo. Agora ele me faz sentir aquela tensão familiar apertando lá dentro, cada vez mais rápido. NÃO... e meu corpo traiçoeiro explode num orgasmo intenso e violento.

— Ah, Ana! — grita ele ao gozar, segurando-me ali ao se derramar em mim. Ele desaba, arfando ruidosamente ao meu lado, e me puxa para cima dele, enterrando o rosto nos meus cabelos, o corpo colado ao meu.

— Ah, baby — sussurra. — Bem-vinda ao meu mundo.

Ficamos ali deitados, os dois ofegantes, querendo que nossa respiração se estabilize. Ele afaga meu cabelo. Estou de novo em cima de seu peito. Mas dessa vez, não tenho forças para levantar a mão e tocar nele. Nossa... sobrevivi. Não foi tão ruim assim. Sou mais forte do que pensava. Minha deusa interior está prostrada... bem, pelo menos está calada. Christian torna a esfregar o nariz no meu cabelo, inspirando profundamente.

— Muito bem, baby — diz, num tom exultante.

Suas palavras me aconchegam como uma toalha macia e felpuda do Hotel Heathman, e estou muito feliz por ele estar satisfeito.

Ele puxa a alça da minha camiseta.

— É com isso que você dorme? — pergunta com delicadeza.

— É — sussurro sonolenta.

— Você devia estar vestida de seda e cetim, menina linda. Vou levá-la para fazer compras.

— Gosto do meu moletom — murmuro, tentando em vão soar irritada.

Ele me dá outro beijo na cabeça.

— Vamos ver — diz.

Ficamos ali deitados mais uns minutos, umas horas, quem sabe, e acho que cochilo.

— Tenho que ir — diz ele, e me dá um beijo na testa. — Você está bem?

Seu tom é meigo.

Penso na pergunta dele. Minha bunda está doendo. Bem, agora está ardendo, e, por incrível que pareça, apesar de exausta, estou radiante. A consciência disso é humilhante, inesperada. Não entendo.

— Estou bem — digo, baixinho. Não quero dizer mais que isso.

Ele se levanta.

— Onde é o banheiro?

— No fim do corredor à esquerda.

Ele pega a outra camisinha e sai do quarto. Levanto-me toda dura e visto a calça. Ela machuca um pouco minha bunda ainda ardida. Estou muito confusa com minha reação. Lembro que ele disse, não me lembro de quando — que eu iria me sentir muito melhor depois de uma boa surra. Como pode? Eu realmente não entendo. Mas, por estranho que pareça, é como eu me sinto. Não posso dizer que tenha gostado da experiência. Na verdade, eu ainda faria tudo para evitá-la, mas agora... tenho essa sensação estranha de segurança e saciedade que ficou do prazer. Ponho as mãos na cabeça. Simplesmente não entendo.

Christian volta para o quarto. Não consigo fitá-lo nos olhos. Olho para minhas mãos.

— Encontrei um óleo de bebê. Deixe eu passar um pouco em você.

O quê?

— Não. Vou ficar bem.

— Anastasia — avisa ele, e quero revirar os olhos, mas logo me detenho.

Fico em pé de frente para a cama. Ele senta ao meu lado e, com delicadeza, torna a abaixar minha calça. Arriando e levantando feito roupa de puta, comenta meu inconsciente com amargura. Mentalmente eu o mando para aquele lugar. Christian põe óleo na mão e me massageia de maneira terna e cuidadosa — de removedor de maquiagem a bálsamo calmante para uma bunda espancada, quem diria que aquele líquido era tão versátil.

— Gosto das minhas mãos em você — murmura ele, e tenho que concordar: eu também.

— Pronto — diz quando termina, e levanta minha calça de novo.

Olho o relógio. São dez e meia.

— Já vou indo.

— Acompanho você até a porta.

Ainda não consigo olhar para ele.

Ele pega minha mão e me conduz até a porta. Felizmente, Kate não está em casa. Ela deve estar jantando com os pais e Ethan. Ainda bem que não estava por perto para ouvir minha punição.

— Não tem que ligar para o Taylor? — pergunto, evitando contato visual.

— Taylor está aqui desde as nove. Olhe para mim — pede.

Esforço-me para fitá-lo nos olhos, mas, quando faço isso, ele está me olhando espantado.

— Você não chorou — murmura, e de repente me agarra e me beija apaixonadamente. — Domingo — diz, a boca colada na minha, e isso é uma promessa e uma ameaça.

Fico olhando-o descer os degraus e embarcar naquele Audi preto enorme. Não olha para trás. Fecho a porta e paro na sala de um apartamento onde só passarei mais duas noites, impotente. Uma casa onde vivi feliz por quase quatro anos... mas hoje, pela primeira vez na vida, me sinto só e desconfortável aqui, infeliz comigo mesma. Será que me afastei tanto assim de quem eu sou? Sei que ali à espreita, não muito longe do meu exterior bastante entorpecido, há um poço de lágrimas. O que estou fazendo? A ironia é que nem posso me sentar para chorar à vontade. Tenho que ficar em pé. Sei que é tarde, mas resolvo ligar para minha mãe.

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Главный герой
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