Cinquenta tons de cinza [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #1
- Год: 2012
- Язык: португальский
- Жанр: Любовь и отношения
Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:
Taylor venderá seu carro e conseguirá um bom preço por ele, também.
Christian Grey
CEO, Grey Enterprises Holdings, Inc.
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De: Anastasia Steele
Assunto: Taylor — Ele é o homem certo para a função?
Data: 26 de maio de 2011 23:40
Para: Christian Grey
Prezado Senhor,
Estou intrigada com o fato de que esteja disposto a correr o risco de deixar seu braço direito, mas não a mulher com quem você fode de vez em quando, dirigir meu carro. Como posso ter certeza de que Taylor é o homem que vai conseguir o melhor preço pelo referido carro? No passado, provavelmente antes de conhecê-lo, eu era famosa por conseguir me dar bem nos negócios.
Ana
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De: Christian Grey
Assunto: Cuidado!
Data: 26 de maio de 2011 23:44
Para: Anastasia Steele
Cara Srta. Steele,
Estou presumindo que esta conversa seja efeito do vinho tinto, e que tenha tido um dia muito longo.
Mas estou tentado a voltar aí para garantir que passe a semana sem conseguir se sentar.
Taylor é ex-militar e sabe dirigir qualquer veículo, desde uma motocicleta até um tanque Sherman. Seu carro não oferece risco para ele.
Agora, por favor, não se refira à sua pessoa como “uma mulher com quem eu fodo de vez em quando”, porque, com muita franqueza, isso me deixa louco, e você realmente não iria gostar de mim quando estou zangado.
Christian Grey
CEO, Grey Enterprises Holdings, Inc.
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De: Anastasia Steele
Assunto: Cuidado você
Data: 26 de maio de 2011 23:57
Para: Christian Grey
Prezado Sr. Grey,
Não sei ao certo se gosto do senhor, sobretudo no presente momento.
Srta. Steele
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De: Christian Grey
Assunto: Cuidado você
Data: 27 de maio de 2011 00:03
Para: Anastasia Steele
Por que não gosta de mim?
Christian Grey
CEO, Grey Enterprises Holdings, Inc.
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De: Anastasia Steele
Assunto: Cuidado você
Data: 27 de maio de 2011 00:09
Para: Christian Grey
Porque o senhor nunca fica comigo.
Pronto, isso lhe dá algo em que pensar. Desligo a máquina com um floreio que realmente não combina e vou para a cama. Apago a luz e fico olhando para o teto. Foi um dia longo, uma emoção atrás da outra. Foi gostoso passar umas horas com Ray. Ele estava com boa aparência, e, por incrível que pareça, aprovou Christian. Putz, Kate e aquela sua língua de trapo. Ouvir Christian mencionar que passou fome. Que diabo é isso? Nossa, e o carro. Nem contei a Kate sobre o carro. O que Christian estava pensando?
E depois, hoje à noite, ele me bateu mesmo. Nunca ninguém me bateu na vida. Onde é que fui me meter? Muito devagarinho, as lágrimas interrompidas pela chegada de Kate começam a escorrer pelo meu rosto e a entrar pelos ouvidos. Apaixonei-me por alguém tão fechado emocionalmente que só vou me machucar — no fundo, eu sei disso —, alguém que se confessa completamente fodido. Por que ele é tão fodido? Deve ser horrível ser tão marcado como ele é, e a ideia de que tenha sofrido alguma crueldade insuportável na primeira infância me faz chorar mais. Quem sabe, se ele fosse mais normal, ele não quisesse você, meu inconsciente contribui maliciosamente para minhas elucubrações... e, no fundo, sei que isso é verdade. Ponho o rosto no travesseiro, e a comporta se abre... e, pela primeira vez em muitos anos, estou soluçando incontrolavelmente.
Sou momentaneamente distraída do meu sofrimento pelos gritos de Kate.
— O que você acha que está fazendo aqui, porra?
— Bem, você não pode!
— O que você fez com ela agora, porra?
— Desde que conheceu você, ela vive chorando.
— Você não pode entrar aqui!
Christian invade meu quarto e, sem cerimônia, acende a luz, me fazendo apertar os olhos.
— Nossa, Ana — murmura.
Torna a apagar a luz, e logo está a meu lado.
— O que você está fazendo aqui? — digo entre soluços.
Merda. Não consigo parar de chorar.
Ele acende a luz da cabeceira, me fazendo apertar os olhos de novo. Kate chega e fica parada à porta.
— Quer que eu ponha esse babaca para fora? — pergunta ela, irradiando uma hostilidade termonuclear.
Christian ergue as sobrancelhas para ela, sem dúvida surpreso com aquele epíteto lisonjeiro e aquele antagonismo feroz. Faço que não com a cabeça, e ela revira os olhos para mim. Ah... eu não faria isso perto do Sr. G.
— Se precisar de mim, é só gritar — diz ela com mais delicadeza. — Grey, você está na minha lista negra e estou de olho em você — sibila ela.
Ele pisca para ela, que dá meia-volta e deixa a porta encostada. Christian me olha com uma expressão séria, o rosto pálido. Está com aquele blazer de risca de giz, de cujo bolso interno saca um lenço para me dar. Acho que ainda tenho aquele seu outro blazer em algum canto.
— O que está acontecendo? — pergunta ele baixinho.
— Por que você está aqui? — pergunto, sem responder-lhe.
Parei de chorar como que por milagre, mas ainda sou sacudida por soluços.
— Parte do meu papel é cuidar das suas necessidades. Você disse que queria que eu ficasse, portanto, estou aqui. E, no entanto, encontro você neste estado. — Ele pisca para mim, realmente perplexo. — Tenho certeza de que sou responsável por isso, mas não faço ideia do motivo. Foi por que bati em você?
Levanto-me da cama, contraindo o rosto por causa da dor. Sento-me e o encaro.
— Você tomou o Advil?
Balanço a cabeça. Ele aperta os olhos, se levanta e sai do quarto. Ouço-o falando com Kate, mas não dá para escutar a conversa. Volta pouco depois com uns comprimidos e uma xícara de água.
— Tome esses comprimidos — ordena com delicadeza ao sentar-se na cama ao meu lado.
Obedeço.
— Fale comigo — murmura. — Você me disse que estava bem. Eu nunca teria ido embora se achasse que você estivesse desse jeito.
Fico olhando para baixo. O que posso dizer que ainda não tenha dito? Quero mais. Quero que ele fique porque ele quer ficar comigo, não porque eu esteja aos prantos, e não quero que ele bata em mim, será que isso é muito absurdo?
— Suponho que, quando disse que estava bem, você não estava.
Enrubesço.
— Achei que estivesse.
— Anastasia, você não pode me dizer o que acha que eu quero ouvir. Isso não é muito honesto — censura. — Como posso acreditar em qualquer coisa que você já me disse?
Olho para ele, e Christian está franzindo as sobrancelhas, com uma expressão triste. Passa as mãos no cabelo.
— Como você se sentiu enquanto eu batia em você e depois de eu ter batido?
— Não gostei. Eu preferiria que você não fizesse isso de novo.
— Você não deveria gostar.
— Por que você gosta disso?
Olho para ele. Minha pergunta o surpreende.
— Quer mesmo saber?
— Ah, pode acreditar, estou muito interessada.
E não consigo disfarçar o tom sarcástico.
Ele aperta os olhos de novo.