Cinquenta tons de cinza [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #1
- Год: 2012
- Язык: португальский
- Жанр: Любовь и отношения
Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:
— Srta. Steele, você não é só um rosto bonito. Você já teve seis orgasmos e todos eles pertencem a mim — gaba-se, de novo, com um gracejo.
Enrubesço e pisco ao mesmo tempo, enquanto ele me olha. Ele está contando! Ele franze as sobrancelhas.
— Você tem alguma coisa para me contar? — pergunta com a voz séria.
Franzo o cenho. Droga.
— Eu tive um sonho hoje de manhã.
— É? — Ele me olha espantado.
Puta merda. Será que arranjei problema?
— Gozei dormindo.
Tapo os olhos com o braço. Ele não diz nada. Olho para ele por baixo do braço, e ele parece achar graça.
— Dormindo?
— Quando gozei, acordei.
— Tenho certeza que acordou. Estava sonhando com o quê?
Droga.
— Com você.
— O que eu estava fazendo?
Torno a tapar os olhos com o braço. E, como uma criancinha, por um instante acho que, se não posso vê-lo, ele também não pode me ver.
— Anastasia, o que eu estava fazendo? Não vou perguntar de novo.
— Você estava com um chicote de montaria.
Ele se remexe e isso balança meu braço.
— É mesmo?
— É.
Estou completamente vermelha.
— Ainda há esperança para você — diz ele, baixinho. — Tenho vários chicotes de montaria.
— De couro marrom trançado?
Ele ri.
— Não, mas garanto que poderia arranjar um.
Ele se inclina e me dá um beijo rápido. Depois se levanta e pega a cueca. Ah, não... ele está indo embora. Lanço um olhar rápido para o relógio: são só nove e quarenta. Levanto-me depressa também, pego a calça de moletom e uma camiseta de alcinha, e aí torno a me sentar na cama, de pernas cruzadas, observando-o. Não quero que ele vá embora. O que posso fazer?
— Quando você vai ficar menstruada? — Ele interrompe meus pensamentos.
O quê?
— Odeio usar essas coisas — resmunga ele. Mostra a camisinha, depois a joga no chão e veste as calças. — Quando? — provoca quando não respondo, me olhando como se estivesse aguardando minha opinião sobre o tempo.
Puta merda... isso é assunto pessoal.
— Semana que vem.
Fico olhando para baixo.
— Você precisa arranjar um anticoncepcional.
Ele é muito autoritário. Fico olhando-o impassível. Ele se senta na cama de novo para calçar os sapatos e as meias.
— Você tem uma consulta médica marcada?
Balanço a cabeça, negando. Voltamos às fusões e aquisições — outra mudança de humor de cento e oitenta graus.
Ele franze a testa.
— Posso marcar para você na sua casa. Domingo de manhã, antes de você ir me ver. Ou pode ser na minha. O que prefere?
Nada de pressão, então. Mais uma coisa que ele está pagando... mas, na verdade, é para proveito dele.
— Na sua casa.
Isso significa que é garantido que eu saia com ele domingo.
— Tudo bem. Eu aviso o horário.
— Você está indo embora?
Não vá... fique comigo, por favor.
— Estou.
Por quê?
— Como você vai voltar? — sussurro.
— Taylor vem me pegar.
— Posso levá-lo de carro. Tenho um carro lindo.
Ele me olha com uma expressão carinhosa.
— Está melhorando. Mas acho que você bebeu demais.
— Você me deixou bêbada de propósito?
— Deixei.
— Por quê?
— Porque você pensa demais, e é reticente como seu padrasto. Com uma gota de vinho você já desanda a falar, e preciso que se comunique honestamente comigo. Do contrário, você se fecha e não tenho ideia do que está pensando. In vino veritas, Anastasia.
— E você acha que é sempre honesto comigo?
— Eu me esforço para ser. — Ele me olha com cautela. — Isso só vai funcionar se formos honestos um com o outro.
— Eu gostaria que você ficasse e usasse isto.
Mostro a outra camisinha.
Ele sorri, os olhos brilhando cheios de humor.
— Anastasia, já saí vezes demais da linha aqui hoje. Tenho que ir. Vejo você no domingo. Vou mandar preparar o contrato revisto, e aí a gente pode realmente começar a brincadeira.
— Brincadeira?
Puta merda. Meu coração vem parar na boca.
— Eu gostaria de fazer uma cena com você. Mas não quero que seja antes de você assinar, e eu saber que está preparada.
— Ah, então posso prolongar isso se não assinar?
Ele olha para mim, me avaliando, e sorri.
— Bem, acho que sim, mas talvez eu não aguente a pressão e estoure.
— Estoure? Como?
Minha deusa interior acordou e está alerta.
Ele balança a cabeça devagar, depois sorri, provocando.
— A coisa pode ficar muito feia.
Seu sorriso é contagioso.
— Feia como?
— Ah, você sabe, explosões, perseguição de carro, sequestro, cárcere privado.
— Você me sequestraria?
— Ah, sim.
Ele ri.
— E me prenderia contra minha vontade?
Nossa, isso é sexy.
— Ah, sim. — Ele balança a cabeça. — E estamos falando de TTP 24/7.
— Não estou entendendo — sussurro, o coração aos pulos...
Ele está falando sério?
— Total Troca de Poder, dia e noite.
Os olhos dele brilham, e sua excitação é palpável mesmo de onde estou.
Puta merda.
— Portanto, você não tem escolha — diz ele com sarcasmo.
— É claro. — Não consigo disfarçar o tom de ironia ao olhar para cima.
— Ah, Anastasia Steele, será que você acabou de revirar os olhos para mim?
Merda.
— Não — guincho.
— Acho que revirou. O que eu disse que faria com você se tornasse a revirar os olhos para mim?
Merda. Ele se senta na beira da cama.
— Vem cá — diz com a voz macia.
Fico lívida. Putz... ele fala sério. Sento-me olhando para ele, totalmente imóvel.
— Ainda não assinei — sussurro.
— Eu disse o que faria. Sou um homem de palavra. Vou lhe dar uma surra, e então vou foder você bem depressa e com bastante força. Parece que vamos precisar daquela camisinha, afinal.
A voz dele é muito macia, ameaçadora, e isso é excitante para cacete. Minhas entranhas praticamente se contorcem com um desejo forte, irreprimível, líquido. Ele me olha, aguardando, olhos inflamados. Timidamente, estico as pernas. Será que eu devia fugir? É isso aí. Nosso relacionamento está em suspenso, aqui, agora. Será que o deixo fazer isso ou digo não e acabou a história? Porque sei que tudo estará terminado se eu disser não. Faça isso!, minha deusa interior me implora. Meu inconsciente está tão paralisado quanto eu.
— Estou esperando — diz ele. — Não sou um homem paciente.
Ah, por tudo o que é mais sagrado. Estou ofegando, apavorada, excitada. Meu corpo todo lateja e estou com as pernas bambas. Lentamente, vou me arrastando até ficar ao lado dele.
— Muito bem — murmura ele. — Agora, levante-se.
Ah, merda... será que ele não pode acabar logo com isso? Não sei se aguento. Timidamente, fico em pé. Ele estende a mão, e coloco a camisinha em sua palma. De repente, ele me agarra, me fazendo cair por cima dele. Com um único movimento suave, posiciona-se de tal maneira que fico com o torso deitado na cama a seu lado. Ele joga a perna direita por cima das minhas e me prende com o braço, imobilizando-me. Ai, porra.
— Coloque as mãos na cabeça — ordena.
Obedeço na mesma hora.
— Por que estou fazendo isso, Anastasia? — pergunta.
— Porque revirei os olhos para você. — Mal consigo falar.