Cinquenta tons de cinza [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #1
- Год: 2012
- Язык: португальский
- Жанр: Любовь и отношения
Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:
• Vibradores
• Consolos
• Plugues anais
• Outros brinquedos vaginais
— Plugues anais? Isso faz o que está escrito na embalagem? — Franzo o nariz com nojo.
— Sim — ele sorri. — E estou me referindo à relação anal da qual falei anteriormente. Treino.
— Ah... o que mais?
— Contas, ovos... esse tipo de coisa.
— Ovos? — Estou alarmada.
— Não ovos de verdade. — Ele dá uma gargalhada, sacudindo a cabeça.
Contraio os lábios para ele.
— Ainda bem que você acha graça em mim. — Minha voz não consegue disfarçar quanto me sinto ofendida.
Ele para de rir.
— Peço desculpas. Srta. Steele, me perdoe — diz ele, tentando fazer uma expressão compungida, mas seu olhar continua brincalhão. — Algum problema com brinquedos?
— Não — digo secamente.
— Anastasia — ele tenta me agradar — sinto muito. Pode acreditar. Eu não tinha intenção de rir. Nunca tive essa conversa tão detalhadamente. Você simplesmente é muito inexperiente, só isso.
Seu olhar é sincero.
Amoleço um pouco e bebo outro gole de champanhe.
— Certo... bondage — diz ele, voltando à lista.
Examino a lista, e minha deusa interior fica pulando como uma criança esperando o sorvete.
A Submissa aceita:
• Bondage com corda
• Bondage com fita adesiva
• Bondage com braceletes de couro
• Bondage com outros materiais
• Bondage com algemas e grilhões
Christian ergue a sobrancelha.
— E aí?
— Tudo bem — murmuro e rapidamente olho a lista de novo.
A Submissa aceita ser contida:
• Com as mãos amarradas à frente
• Com os pulsos amarrados aos tornozelos
• Com os tornozelos amarrados
• Atada a peças fixas, mobília etc.
• Com os cotovelos amarrados
• Atada a uma barra espaçadora
• Com as mãos atrás das costas
• Por suspensão
• Com os joelhos amarrados
A Submissa aceita ser vendada?
A Submissa aceita ser amordaçada?
— Já falamos de suspensão. E tudo bem se você quiser estabelecer que isso seja um limite rígido. Toma muito tempo, e só terei você por curtos períodos, afinal. Mais alguma coisa?
— Não vá rir de mim, mas o que é uma barra espaçadora?
— Prometo não rir. Já pedi desculpas duas vezes. — Ele me olha furioso. — Não me faça fazer isso de novo — avisa. E acho que me encolho visivelmente... ah, ele é muito autoritário. — Uma barra espaçadora é uma barra com algemas para os tornozelos ou pulsos. É divertido.
— Tudo bem... Mas amordaçar-me. Eu ficaria preocupada achando que não conseguiria respirar.
— Eu ficaria preocupado se você não conseguisse respirar. Não pretendo sufocar você.
— E como vou usar os códigos estando amordaçada?
Ele para.
— Em primeiro lugar, espero que você nunca precise usá-los. Mas se estiver amordaçada, usamos gestos — diz ele simplesmente.
Pisco para ele. Mas se eu estiver amarrada, como isso vai funcionar? Meu cérebro começa a ficar enevoado... humm, o álcool.
— Estou aflita com a mordaça.
— Tudo bem. Vou anotar.
Olho para ele, começando a me dar conta.
— Você gosta de amarrar suas submissas para elas não poderem tocar em você?
Ele arregala os olhos para mim.
— Esse é um dos motivos — responde tranquilamente.
— Foi por isso que amarrou minhas mãos?
— Foi.
— Você não gosta de falar disso — murmuro.
— Não, não gosto. Quer mais um pouco de champanhe? A bebida está deixando você corajosa, e preciso saber como se sente em relação à dor.
Droga... essa é a parte difícil. Ele torna a encher minha xícara, e dou um gole.
— Então, como você se comporta normalmente quando sente dor? — Christian me olha na expectativa. — Você está mordendo o lábio — fala num tom sinistro.
Paro imediatamente, mas não sei o que dizer. Fico vermelha e baixo os olhos.
— Você recebia castigos físicos quando criança?
— Não.
— Então não tem nenhum parâmetro de referência?
— Não.
— Isso não é tão ruim quanto você pensa. Sua imaginação é sua pior inimiga nesse caso — sussurra ele.
— Você tem que fazer isso?
— Tenho.
— Por quê?
— Faz parte, Anastasia. É o que eu faço. Posso ver que você está nervosa. Vamos analisar os métodos.
Ele me mostra a lista. Meu inconsciente sai correndo aos gritos e se esconde atrás do sofá.
• Surras
• Palmadas
• Chicotadas
• Surras de vara
• Mordidas
• Grampos de mamilos
• Grampos genitais
• Gelo
• Cera quente
• Outros tipos/métodos de dor
— Bem, você recusou os grampos genitais. Tudo bem. O que machuca mais é a surra de vara.
Fico lívida.
— Podemos nos preparar para isso.
— Ou não fazer — sussurro.
— Isso faz parte do acordo, baby, mas podemos nos preparar para tudo isso. Anastasia, não vou forçá-la.
— Esse negócio de castigo é o que mais me preocupa. — Minha voz está por um fio.
— Bom, ainda bem que você me disse. Vamos deixar a surra de vara fora da lista por ora. E conforme você for ficando mais à vontade, aumentamos a intensidade. Vamos devagar.
Engulo em seco, e ele me dá um beijo nos lábios.
— Pronto, não foi muito ruim, foi?
Dou de ombros, de novo com o coração na boca.
— Olha, quero falar sobre mais uma coisa, depois vou levá-la para a cama.
— Cama?
Pestanejo depressa, e o sangue lateja em minhas veias, aquecendo lugares cuja existência eu desconhecia até muito pouco tempo.
— Vamos lá, Anastasia, depois dessa conversa toda, quero foder você até a semana que vem. Isso deve ter algum efeito em você, também.
Fico me retorcendo. Minha deusa interior está arfando.
— Viu? Além do mais, tem algo que quero experimentar.
— Algo doloroso?
— Não. Pare de ver dor em tudo. É principalmente prazer. Eu já machuquei você?
Enrubesço.
— Não.
— Pois então. Olha, há pouco você estava falando sobre querer mais — ele para de repente.
Puxa vida... o que ele está dizendo?
Ele segura minha mão.
— Fora do período em que você for minha submissa, quem sabe a gente pode experimentar. Não sei se vai dar certo. Não sei se consigo separar as coisas. Talvez não funcione. Mas estou disposto a tentar. Quem sabe uma noite por semana. Não sei.
Caramba... fico boquiaberta, meu inconsciente está em estado de choque. Christian Grey está querendo mais! Está disposto a tentar! Meu inconsciente espia de trás do sofá, ainda demonstrando espanto.
— Tenho uma condição.
Ele olha com cautela para minha expressão estarrecida.
— Qual? — sussurro.
Qualquer coisa. Dou qualquer coisa.
— Que você aceite meu presente de formatura.
— Ah.
E, no fundo, eu sei o que é. Fico apavorada.
Ele está me olhando, avaliando minha reação.
— Vamos — murmura, e se levanta, me arrastando.
Tira o casaco, pendura-o no ombro e se dirige à porta.
Estacionado na rua, há um Audi Hatch vermelho de duas portas, compacto.
— É para você. Parabéns — diz ele, me puxando para seus braços e beijando meu cabelo.
Ele comprou para mim o raio de um carro zero. Putz... Já tive problema suficiente com os livros. Olho para o carro ali parado, tentando desesperadamente determinar como eu me sinto em relação a isso. Por um lado estou apavorada, por outro, agradecida, estarrecida com o fato de ele ter feito isso, mas a emoção predominante é a raiva. Sim, estou irritada, especialmente depois de tudo o que eu lhe disse sobre os livros... mas o carro já está comprado. Ele me dá a mão e me conduz até a nova aquisição.