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Cinquenta tons de cinza [em Portugues]

Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:

Quando Anastasia Steele entrevista o jovem empresario Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingenua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmatica reserva de Grey, esta desesperadamente atraida por ele. Incapaz de resistir a beleza discreta, a timidez e ao espirito independente de Ana, Grey admite que tambem a deseja mas em seus proprios termos. Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferencias de Grey, Ana hesita. Por tras da fachada de sucesso os negocios multinacionais, a vasta fortuna, a amada familia , Grey e um homem atormentado por demonios do passado e consumido pela necessidade de controle. Quando eles embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Ana nao so descobre mais sobre seus proprios desejos, como tambem sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos...
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• Vibradores

• Consolos

• Plugues anais

• Outros brinquedos vaginais

— Plugues anais? Isso faz o que está escrito na embalagem? — Franzo o nariz com nojo.

— Sim — ele sorri. — E estou me referindo à relação anal da qual falei anteriormente. Treino.

— Ah... o que mais?

— Contas, ovos... esse tipo de coisa.

— Ovos? — Estou alarmada.

— Não ovos de verdade. — Ele dá uma gargalhada, sacudindo a cabeça.

Contraio os lábios para ele.

— Ainda bem que você acha graça em mim. — Minha voz não consegue disfarçar quanto me sinto ofendida.

Ele para de rir.

— Peço desculpas. Srta. Steele, me perdoe — diz ele, tentando fazer uma expressão compungida, mas seu olhar continua brincalhão. — Algum problema com brinquedos?

— Não — digo secamente.

— Anastasia — ele tenta me agradar — sinto muito. Pode acreditar. Eu não tinha intenção de rir. Nunca tive essa conversa tão detalhadamente. Você simplesmente é muito inexperiente, só isso.

Seu olhar é sincero.

Amoleço um pouco e bebo outro gole de champanhe.

— Certo... bondage — diz ele, voltando à lista.

Examino a lista, e minha deusa interior fica pulando como uma criança esperando o sorvete.

A Submissa aceita:

• Bondage com corda

• Bondage com fita adesiva

• Bondage com braceletes de couro

• Bondage com outros materiais

• Bondage com algemas e grilhões

Christian ergue a sobrancelha.

— E aí?

— Tudo bem — murmuro e rapidamente olho a lista de novo.

A Submissa aceita ser contida:

• Com as mãos amarradas à frente

• Com os pulsos amarrados aos tornozelos

• Com os tornozelos amarrados

• Atada a peças fixas, mobília etc.

• Com os cotovelos amarrados

• Atada a uma barra espaçadora

• Com as mãos atrás das costas

• Por suspensão

• Com os joelhos amarrados

A Submissa aceita ser vendada?

A Submissa aceita ser amordaçada?

— Já falamos de suspensão. E tudo bem se você quiser estabelecer que isso seja um limite rígido. Toma muito tempo, e só terei você por curtos períodos, afinal. Mais alguma coisa?

— Não vá rir de mim, mas o que é uma barra espaçadora?

— Prometo não rir. Já pedi desculpas duas vezes. — Ele me olha furioso. — Não me faça fazer isso de novo — avisa. E acho que me encolho visivelmente... ah, ele é muito autoritário. — Uma barra espaçadora é uma barra com algemas para os tornozelos ou pulsos. É divertido.

— Tudo bem... Mas amordaçar-me. Eu ficaria preocupada achando que não conseguiria respirar.

Eu ficaria preocupado se você não conseguisse respirar. Não pretendo sufocar você.

— E como vou usar os códigos estando amordaçada?

Ele para.

— Em primeiro lugar, espero que você nunca precise usá-los. Mas se estiver amordaçada, usamos gestos — diz ele simplesmente.

Pisco para ele. Mas se eu estiver amarrada, como isso vai funcionar? Meu cérebro começa a ficar enevoado... humm, o álcool.

— Estou aflita com a mordaça.

— Tudo bem. Vou anotar.

Olho para ele, começando a me dar conta.

— Você gosta de amarrar suas submissas para elas não poderem tocar em você?

Ele arregala os olhos para mim.

— Esse é um dos motivos — responde tranquilamente.

— Foi por isso que amarrou minhas mãos?

— Foi.

— Você não gosta de falar disso — murmuro.

— Não, não gosto. Quer mais um pouco de champanhe? A bebida está deixando você corajosa, e preciso saber como se sente em relação à dor.

Droga... essa é a parte difícil. Ele torna a encher minha xícara, e dou um gole.

— Então, como você se comporta normalmente quando sente dor? — Christian me olha na expectativa. — Você está mordendo o lábio — fala num tom sinistro.

Paro imediatamente, mas não sei o que dizer. Fico vermelha e baixo os olhos.

— Você recebia castigos físicos quando criança?

— Não.

— Então não tem nenhum parâmetro de referência?

— Não.

— Isso não é tão ruim quanto você pensa. Sua imaginação é sua pior inimiga nesse caso — sussurra ele.

— Você tem que fazer isso?

— Tenho.

— Por quê?

— Faz parte, Anastasia. É o que eu faço. Posso ver que você está nervosa. Vamos analisar os métodos.

Ele me mostra a lista. Meu inconsciente sai correndo aos gritos e se esconde atrás do sofá.

• Surras

• Palmadas

• Chicotadas

• Surras de vara

• Mordidas

• Grampos de mamilos

• Grampos genitais

• Gelo

• Cera quente

• Outros tipos/métodos de dor

— Bem, você recusou os grampos genitais. Tudo bem. O que machuca mais é a surra de vara.

Fico lívida.

— Podemos nos preparar para isso.

— Ou não fazer — sussurro.

— Isso faz parte do acordo, baby, mas podemos nos preparar para tudo isso. Anastasia, não vou forçá-la.

— Esse negócio de castigo é o que mais me preocupa. — Minha voz está por um fio.

— Bom, ainda bem que você me disse. Vamos deixar a surra de vara fora da lista por ora. E conforme você for ficando mais à vontade, aumentamos a intensidade. Vamos devagar.

Engulo em seco, e ele me dá um beijo nos lábios.

— Pronto, não foi muito ruim, foi?

Dou de ombros, de novo com o coração na boca.

— Olha, quero falar sobre mais uma coisa, depois vou levá-la para a cama.

— Cama?

Pestanejo depressa, e o sangue lateja em minhas veias, aquecendo lugares cuja existência eu desconhecia até muito pouco tempo.

— Vamos lá, Anastasia, depois dessa conversa toda, quero foder você até a semana que vem. Isso deve ter algum efeito em você, também.

Fico me retorcendo. Minha deusa interior está arfando.

— Viu? Além do mais, tem algo que quero experimentar.

— Algo doloroso?

— Não. Pare de ver dor em tudo. É principalmente prazer. Eu já machuquei você?

Enrubesço.

— Não.

— Pois então. Olha, há pouco você estava falando sobre querer mais — ele para de repente.

Puxa vida... o que ele está dizendo?

Ele segura minha mão.

— Fora do período em que você for minha submissa, quem sabe a gente pode experimentar. Não sei se vai dar certo. Não sei se consigo separar as coisas. Talvez não funcione. Mas estou disposto a tentar. Quem sabe uma noite por semana. Não sei.

Caramba... fico boquiaberta, meu inconsciente está em estado de choque. Christian Grey está querendo mais! Está disposto a tentar! Meu inconsciente espia de trás do sofá, ainda demonstrando espanto.

— Tenho uma condição.

Ele olha com cautela para minha expressão estarrecida.

— Qual? — sussurro.

Qualquer coisa. Dou qualquer coisa.

— Que você aceite meu presente de formatura.

— Ah.

E, no fundo, eu sei o que é. Fico apavorada.

Ele está me olhando, avaliando minha reação.

— Vamos — murmura, e se levanta, me arrastando.

Tira o casaco, pendura-o no ombro e se dirige à porta.

Estacionado na rua, há um Audi Hatch vermelho de duas portas, compacto.

— É para você. Parabéns — diz ele, me puxando para seus braços e beijando meu cabelo.

Ele comprou para mim o raio de um carro zero. Putz... Já tive problema suficiente com os livros. Olho para o carro ali parado, tentando desesperadamente determinar como eu me sinto em relação a isso. Por um lado estou apavorada, por outro, agradecida, estarrecida com o fato de ele ter feito isso, mas a emoção predominante é a raiva. Sim, estou irritada, especialmente depois de tudo o que eu lhe disse sobre os livros... mas o carro já está comprado. Ele me dá a mão e me conduz até a nova aquisição.

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