Cinquenta tons de cinza [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #1
- Год: 2012
- Язык: португальский
- Жанр: Любовь и отношения
Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:
— Este é o efeito que você causa em mim, Srta. Steele.
Arquejo e flexiono os dedos em volta da cintura dele, e ele sorri.
— Quero estar dentro de você. Tire minha calça. Você está no comando.
Puta merda... eu no comando. Meu queixo cai.
— O que você vai fazer comigo? — provoca ele.
Ah, as possibilidades... ruge minha deusa interior, e, em função de alguma frustração, necessidade e a pura coragem dos Steele, empurro-o na cama. Ele ri ao cair, e olho para ele, me sentindo vitoriosa. Minha deusa interior vai explodir. Arranco seus sapatos, depressa, desajeitadamente, e as meias. Ele está me olhando, achando graça, os olhos brilhando de desejo. Está... glorioso... e é meu. Subo na cama e monto nele para desabotoar sua calça, enfiando os dedos no cós, sentindo os pelos no caminho da felicidade. Ele fecha os olhos e levanta os quadris.
— Você vai ter que aprender a ficar parado — repreendo, e puxo os pelos embaixo do cós da calça.
Ele prende a respiração, e ri para mim.
— Sim, Srta. Steele — murmura, os olhos ardentes. — No meu bolso, camisinha — sussurra.
Procuro devagar em seu bolso, observando seu rosto enquanto tateio. Sua boca está aberta. Pego os dois invólucros de papel laminado que encontro e os coloco na cama ao lado de seus quadris. Dois! Meus dedos superansiosos desabotoam sua calça, titubeando um pouco. Estou muito excitada.
— Tão ávida, Srta. Steele — diz ele, a voz entremeada de humor.
Abaixo seu zíper, e agora estou diante do problema de lhe tirar a calça... hum. Eu a abaixo e puxo. Ela não sai do lugar. Franzo a testa. Como pode ser tão difícil?
— Não consigo ficar parado se você morder esse lábio — avisa ele, depois levanta a pélvis da cama para eu poder abaixar sua calça e a cueca ao mesmo tempo, ai... soltando-o. Ele chuta as roupas para o chão.
Minha nossa, ele é todinho meu para brincar, e de repente é Natal.
— Agora, o que vai fazer? — sussurra ele, sem mais um pingo de humor. Estico o braço e toco nele, observando sua expressão enquanto isso. Ele respira fundo, formando um O com os lábios. Sua pele é muito macia e aveludada... e dura... hum, que combinação deliciosa. Inclino-me para a frente, o cabelo me envolvendo, e ele está na minha boca. Chupo, com força. Ele fecha os olhos, mexendo os quadris embaixo de mim.
— Nossa, Ana, calma — geme ele.
Sinto-me muito poderosa. É uma sensação muito excitante, provocá-lo e testá-lo com a boca e a língua. Ele se enrijece embaixo de mim, à medida que subo e desço com a boca em volta dele, metendo-o até o fundo da garganta, apertando os lábios... para cima e para baixo.
— Para, Ana, para. Não quero gozar.
Sento-me, piscando para ele, arfando como ele, mas confusa. Pensei que estivesse no comando. A cara da minha deusa interior é a de quem teve o sorvete roubado.
— Sua inocência e seu entusiasmo são irresistíveis — arqueja. — Você por cima... é isso que a gente precisa fazer.
Ah.
— Põe isso aqui.
Ele me dá um invólucro de papel laminado.
Puta merda. Como? Abro o invólucro, e sinto o toque pegajoso do preservativo de borracha.
— Segure a ponta e depois desenrole. Você não quer deixar ar nenhum na ponta desse troço — diz ofegante.
E, bem lentamente, concentrando-me muito, obedeço.
— Nossa, você está me matando, Anastasia — geme ele.
Admiro meu trabalho e ele. É realmente um belo espécime de homem. Olhar para ele é muito, muito, excitante.
— Agora. Quero ser enterrado em você — murmura ele.
Fico olhando-o, intimidada, e ele se senta de repente, e ficamos nariz com nariz.
— Assim — sussurra, e pega nos meus quadris, me levantando, e, com a outra mão, se posiciona embaixo de mim e, bem devagarinho, me coloca sobre ele.
Gemo à medida que ele vai me abrindo, me preenchendo. Estou boquiaberta, surpresa com aquela sensação doce, sublime e torturante da penetração. Ah... por favor.
— Está certo, baby, me sinta inteiro — rosna ele, e fecha os olhos brevemente.
E está dentro de mim, inteiro, e me segura sem deixar que eu me mexa, por segundos... minutos... não tenho ideia, me fitando intensamente nos olhos.
— Assim, vai fundo — murmura.
Flexiona e gira os quadris num movimento só, e eu gemo... puxa vida — a sensação se irradia por toda a minha barriga... para todo canto. Porra!
— De novo — sussurro.
Ele dá um sorriso preguiçoso e faz o que eu peço.
Gemendo, empino a cabeça com o cabelo caindo nas costas, e ele, muito lentamente, se deixa afundar na cama.
— Mexa, Anastasia, mexa o quanto quiser. Segure minhas mãos — diz ele, a voz rouca e grave e muito sensual.
Agarro as mãos dele, me aferrando a elas com todas as forças. Suavemente, fico me remexendo com ele dentro de mim. Seus olhos ardem naquela expectativa selvagem. Sua respiração está entrecortada, como a minha, e ele levanta a pélvis quando eu abaixo, me impelindo para cima de novo. Pegamos o ritmo... para cima e para baixo, para cima e para baixo... sem parar de mexer... e é muito... gostoso. Entre um arquejo e outro, sinto-me totalmente preenchida... com aquela sensação intensa pulsando pelo meu corpo inteiro aumentando, observo-o, olhos nos olhos... e vejo assombro neles, assombro diante de mim.
Eu o estou fodendo. Estou no comando. Ele é meu, e eu sou dele. A ideia me leva, com toda a força, ao limite, e chego ao orgasmo... gritando coisas incoerentes. Ele agarra meus quadris, fecha os olhos, inclina a cabeça para trás, cerra os dentes e goza em silêncio. Desabo em cima dele, entorpecida, entre a realidade e a fantasia, num lugar onde não há limites rígidos nem brandos.
CAPÍTULO DEZESSEIS
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Aos poucos o mundo exterior invade meus sentidos e, minha nossa, que invasão. Estou flutuando, pernas e braços moles e lânguidos, absolutamente esgotada. Estou deitada por cima dele, a cabeça em seu peito, e ele tem um cheiro divino: um aroma de roupa de cama recém-lavada misturado com sabonete caro: o melhor e mais sedutor perfume do planeta... Christian. Não quero me mexer, quero respirar esse elixir para sempre. Esfrego o nariz nele, desejando não ter a barreira da sua camisa. E, à medida que o restante do meu corpo vai voltando à razão, ponho a mão em seu peito. É a primeira vez que o toco ali. É firme... forte. Ele automaticamente agarra minha mão, mas suaviza o golpe puxando-a até os lábios e beijando meus dedos com doçura. Vira-se, e fica me olhando.
— Não — murmura, e me dá um leve beijo.
— Por que você não gosta de ser tocado? — sussurro, olhando para seus meigos olhos cinzentos.
— Porque sou cinquenta vezes fodido, de cinquenta maneiras, cinquenta tons diferentes, Anastasia.
Ah... essa honestidade me desarma completamente. Pisco para ele.
— Tive um começo de vida muito duro. Não quero sobrecarregar você com os detalhes. Só não faça.
Ele esfrega o nariz no meu, sai de dentro de mim e se senta.
— Acho que já percorremos todos os pontos básicos. Que tal?
Christian parece totalmente satisfeito e, ao mesmo tempo, fala num tom impassível, como se tivesse acabado de riscar mais um item de uma lista. Continuo tonta com o comentário sobre o seu “começo de vida muito duro”. É muito frustrante — estou louca para saber mais. Mas ele não vai me contar. Inclino a cabeça de lado, imitando o jeito dele, e faço um esforço enorme para esboçar um sorriso.
— Se você acha que acreditei que você me cedeu o controle, bem, então você não levou em conta minhas boas notas. — Sorrio timidamente para ele. — Mas obrigada pela ilusão.