Cinquenta tons de cinza [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #1
- Год: 2012
- Язык: португальский
- Жанр: Любовь и отношения
Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:
— Anastasia, aquele seu fusca é velho e, francamente, perigoso. Eu nunca me perdoaria se acontecesse alguma coisa com você quando é muito fácil fazer o que é certo...
Ele está me olhando mas, no momento, não consigo olhar para ele. Fico calada ali em pé, contemplando aquela incrível novidade vermelha e brilhante.
— Mencionei o presente para seu padrasto. Ele deu todo o apoio — murmura.
Olho-o indignada, boquiaberta.
— Você mencionou isso para o Ray? Como pôde?
Mal consigo proferir as palavras. Como ele se atreve. Pobre Ray. Sinto-me mal, estou mortificada pelo meu pai.
— É um presente, Anastasia. Você não pode simplesmente agradecer?
— Mas você sabe que é demais.
— Não, para mim, não é, não para minha paz de espírito.
Franzo o cenho para ele, sem saber o que dizer. Ele simplesmente não entende! Teve dinheiro a vida toda. Tudo bem, não a vida toda, não quando criança. E minha visão de mundo muda. A ideia me faz pensar, e amoleço em relação ao carro, sentindo-me culpada pelo chilique. Suas intenções são boas. Equivocadas, mas não de má-fé.
— Fico feliz em aceitar este empréstimo, como o do laptop.
Ele suspira profundamente.
— Tudo bem. Um empréstimo. Por tempo indeterminado — diz, olhando-me com cautela.
— Não, não por tempo indeterminado, mas por enquanto. Obrigada.
Christian franze a testa. Estico-me e dou-lhe um beijo no rosto.
— Obrigada pelo carro, senhor — digo com toda a doçura que consigo.
Ele me agarra de repente e me puxa com força contra si, uma das mãos nas minhas costas, a outra me puxando pelo cabelo.
— Você é uma mulher desafiadora, Ana Steele.
Ele me beija com paixão, pressionando meus lábios com a língua para abri-los, agressivamente.
Meu sangue esquenta na mesma hora, e retribuo seu beijo com paixão. Eu o quero loucamente — apesar do carro, dos livros, dos limites brandos... da surra de vara... eu o quero.
— Estou usando todo meu autocontrole para não trepar com você no capô desse carro agora, só para você saber que é minha, e que, se eu quiser comprar a porra de um carro para você, eu compro — diz entre dentes. — Agora vamos lá para dentro, quero deixá-la nua.
Ele me beija bruscamente.
Caramba, ele está zangado. Agarra minha mão e me leva direto para o quarto... sem me dar chance de dizer não. Meu inconsciente está atrás do sofá de novo, tapando o rosto com as mãos. Christian para na entrada e se vira, me olhando.
— Por favor, não fique zangado comigo — sussurro.
Seu olhar é impassível, gelado e penetrante.
— Peço desculpas pelo carro e pelos livros — falo sem completar a frase.
Ele permanece calado, de cara fechada.
— Você me assusta quando está irritado — digo, olhando para ele.
Ele fecha os olhos e balança a cabeça. Ao abri-los, tem a expressão mais calma. Respira fundo e engole em seco.
— Vire de costas — sussurra. — Quero tirar esse vestido.
Mais uma mudança de ânimo repentina. Isso é muito difícil de acompanhar. Obediente, dou meia-volta, e meu coração está aos saltos, o desejo substituindo de imediato o constrangimento, correndo nas minhas veias e se instalando sinistro e persistente bem lá embaixo, no meu ventre. Ele afasta meu cabelo das costas, que cai para o lado direito, enroscando-se em meu seio. Encosta o indicador na minha nuca e, com uma lentidão de doer, vai deslizando até embaixo pela coluna, roçando minha pele com a unha.
— Gosto desse vestido — murmura. — Gosto de ver sua pele imaculada.
Seu dedo alcança o fecho do vestido e me puxa mais para perto, e então chego para trás, colando nele. Ele se abaixa e cheira meu cabelo.
— Você tem um cheiro muito bom, Anastasia. Muito doce.
Christian roça o nariz na minha orelha e vem descendo pelo pescoço, deixando uma trilha de beijos muito delicados no meu ombro.
Minha respiração muda, fica curta, rápida, cheia de expectativa. Ele está com os dedos no meu zíper. De novo com uma lentidão dolorosa, ele o desce, enquanto vai passeando com os lábios até meu outro ombro, lambendo, beijando e chupando. É irresistivelmente bom nisso. Meu corpo ressoa, e começo a me contorcer languidamente ao seu toque.
— Você. Vai. Ter. Que. Aprender. A. Ficar. Parada — sussurra, beijando-me a nuca entre cada palavra.
Ele puxa o fecho da frente única, e o vestido cai formando um círculo a meus pés.
— Sem sutiã, Srta. Steele. Gosto disso.
Ele envolve meus seios nas mãos, e meus mamilos se contraem a seu toque.
— Levante os braços e ponha-os em volta da minha cabeça — ordena ele, a boca colada em meu pescoço.
Obedeço imediatamente, e meus seios se empinam ao serem pressionados pelas mãos dele, meus mamilos se intumescendo. Passo os dedos por seu cabelo, e dou um puxão muito de leve naquelas mechas sedosas e sensuais. Inclino a cabeça para lhe facilitar o acesso ao meu pescoço.
— Hum... — murmura ele naquele espaço atrás da minha orelha ao começar a esticar meus mamilos com seus dedos compridos, imitando minhas mãos em seu cabelo.
Dou gemidos à medida que a sensação torna-se aguda e clara no meio das minhas pernas.
— Faço você gozar assim? — sussurra ele.
Arqueio as costas para forçar os seios naquelas mãos habilidosas.
— Você gosta disso, não é, Srta. Steele?
— Humm...
— Diga.
Ele continua aquela tortura lenta e sensual, puxando com delicadeza.
— Sim.
— Sim o quê?
— Sim... senhor.
— Muito bem.
Ele me belisca com força e meu corpo se contorce convulsivamente contra o dele.
Arquejo ao sentir aquele prazer e dor profundos. Eu o sinto colado em mim. Dou um gemido e agarro o cabelo dele, puxando com mais força.
— Acho que você ainda não está pronta para gozar — sussurra ele, imobilizando minhas mãos. Ele dá uma mordida leve no lóbulo da minha orelha e puxa. — Além do mais, você me desagradou.
Ah... não, o que isso significa? Meu cérebro registra através da névoa de desejo imperioso, enquanto gemo.
— Talvez eu não permita que você goze.
Ele volta a atenção de seus dedos para meus mamilos, puxando, torcendo, amassando. Esfrego-me nele... movimentando-me de um lado para o outro.
Sinto seu sorriso no meu pescoço e suas mãos descem para meus quadris. Ele engancha os dedos na parte de trás da minha calcinha, rasga o tecido com os polegares e a joga na minha frente para eu ver... puta merda. Suas mãos descem para meu sexo, e, por trás, ele enfia o dedo lentamente.
— Ah, sim. Minha doce menina está pronta — sussurra ao me virar de frente para ele. Sua respiração se acelerou. Ele enfia o dedo na boca. — Você é gostosa, Srta. Steele. — Suspira.
Puta merda. O dedo dele está com um gosto salgado... de mim.
— Tire minha roupa — ordena ele tranquilamente, me encarando de cima a baixo, o olhar encoberto.
Só estou de sapatos — bem, o salto-agulha de Kate. Sou pega de surpresa. Nunca despi um homem.
— Você consegue fazer isso. — Ele tenta me convencer.
Pestanejo rapidamente. Por onde começar? Pego a camisa dele, e ele agarra minhas mãos, sorrindo maliciosamente para mim.
— Ah, não. — Ele balança a cabeça, rindo. — A camisa não. Talvez você tenha que tocar em mim para o que já planejei.
Os olhos dele brilham de excitação.
Ah... isso é novidade... posso tocar nele vestido. Ele pega uma das minhas mãos e a coloca em sua ereção.