Бесплатная библиотека
Читайте книгу на сайте или телефоне
O outro lado de mim [em Português] - Читать Любимую Русскую Полную Книгу 👉 Read-E-Book.com

O outro lado de mim [em Português]

Электронная книга - «O outro lado de mim [em Português]». Краткое содержание книги:

O livro traz detalhes inéditos, reveladores e sinceros, com as memórias do escritor Sidney Sheldon, um dos maiores bestsellers de toda a história, com mais de 300 milhões de livros vendidos, em 51 idiomas e em mais de 180 países. Todos os 18 romances do autor alcançaram a Lista dos Mais Vendidos. Sheldon assinou obras como 'O outro lado da meia-noite', 'A herdeira', 'A ira dos anjos', 'Juízo final', entre outros. O livro apresenta revelações sobre a vida do autor em Hollywood, ao lado de estrelas como Cary Grant, Marylin Monroe, Judy Garland, Frank Sinatra e Doris Day. 'O outro lado de mim' traz alguns detalhes sobre a vida pessoal do autor, como a infância em Chicago, em um ambiente familiar instável com as constantes discussões dos pais, a revelação de ser portador da psicose maníaco-depressiva, e muito mais.
1 ... 61 62 63 64 65 66 67 68 69 ... 81
Перейти на страницу:

- Seria perfeita. Vou mandar-lhe o argumento e a banda sonora. Disse Fryer e rezar.

Cinco dias depois estávamos de volta ao escritório de Fryer. Ele sorria.

- A Bea Lillie adorou. Vai entrar.

- Que bom.

- Agora precisamos de um coreógrafo e estamos prontos a começar.

Mas ainda não era desta. Bea Lillie queria que fosse o namorado a dirigir o espetáculo.

Vimos outra vez a lista das atrizes disponíveis.

- Esperem aí. E que tal Gwen Verdon? Sugeriu Dorothy. A sala iluminou-se.

- Porque não pensamos nela antes? Ela é perfeita. É uma atriz belíssima, musical e cheia de talento... e é ruiva. Vou mandar-lhe a peça amanhã.

Desta vez a espera foi só de dois dias.

- Ela aceitou - Disse Robert Fryer, e suspirou - Mas temos um problema.

Olhamos para ele.

- Qual?

- Ela quer que o namorado a dirija.

- Quem é o namorado?

- Bob Fosse.

Bob Fosse era um coreógrafo espetacular. Acabara de coreografar dois sucessos, The Pajama Game e Damn Yankees.

- Ele alguma vez dirigiu alguma coisa? Perguntei.

- Não, mas é extremamente talentoso. Se todos estiverem de acordo, eu estou disposto a arriscar.

- Não me apetece nada perder a Gwen Verdon. Disse eu.

- Então, não a vamos deixar fugir. - Respondeu Dorothy e olhou para Robert Fryer - Vamos lá então falar com o Bob Fosse.

Bob Fosse andava pelos trinta e poucos anos, era um homem baixinho, intenso, e fora bailarino e actor em vários filmes de Hollywood. Passara a coreógrafo e tinha um estilo próprio muito excitante. A sua marca pessoal, quando dançava, era usar chapéu e luvas. Os chapéus serviam para disfarçar o fato de que começava a ficar careca. Dizia-se que usava as luvas porque não gostava das mãos.

Encontramos-nos num salão de ensaios fora da Broadway. Ele sabia exatamente o que queria fazer com o espetáculo. Estava cheio de excitantes idéias e, quando a reunião terminou, estávamos todos encantados por tê-lo. Era um negócio duplo. Ele ia fazer a coreografia e dirigir.

Complementamos o elenco com Richard Kiley e Leonard Stone e os ensaios começaram. Bem como os problemas.

Bob Fosse, como todos os bons coreógrafos, era um ditador. Tinha uma visão muito pessoal do especáculo. O libreto estava escrito, os cenários em construção, o guarda-roupa encomendado e Fosse estava constantemente desagradado com tudo. Emitia opiniões e era teimoso e estava a pôr-nos a todos com os nervos em franja. Porque aguentávamos tudo isto? Porque ele era um gênio. A coreografia dele era suficientemente brilhante para dar, só por si, vida ao espetáculo. Mas, quando ele tentou reescrever o argumento, isso não permiti. Herbert concordou comigo. Decidimos deixá-lo trazer outro escritor, David Shaw.

Os ensaios tinham um aspecto maravilhoso. Gwen era espantosa. As danças eram espetaculares e o argumento funcionava às mil maravilhas. Sustive a respiração à espera do que ia correr mal.

Natalie e Marty vieram a Nova Iorque para a estréia e Richard e a mulher, Joan, vieram de avião. Sentaram-se na platéia comigo e com Jorja. Desta vez ninguém saiu desapontado.

Estreamos no 46 Street Theatre em Nova Iorque, no dia 5 de Fevereiro de 1959, e as críticas foram unânimes nos elogios. Estavam encantados com a Gwen, adoraram as canções e as danças e gostaram do argumento.

”Melhor comédia musical da temporada...”, Watts, New York Post.

”O triunfo musical do ano, talvez de vários anos...”, Aston, New York Tekgram and Sun.

”Até agora, o melhor musical da temporada!...”, McClain, New York Joumal-Amertcan.

”Um musical de primeira!...”, Chapman, New York Times.

”Um vibrante sucesso...”, Kerr, New York Herald Tribune.

Nesse ano, Redhead recebeu sete nomeações para o Tony e ganhou cinco. Escusado será dizer que estávamos todos extasiados.

Três anos depois, Gwen Verdon e Bob Fosse casaram-se.

O elevador estava outra vez no topo e decidi que era a altura de regressar a Hollywood. Não ia ficar à espera que um estúdio me contrate. Escreveria uma peça que os estúdios quereriam comprar.

Era muito fácil ter um sucesso na Broadway. Eu sempre me interessara pela percepção extra-sensorial. Os filmes e as peças feitas sobre o tema eram sempre muito sérios. Imaginei que seria divertido escrever uma comédia romântica sobre uma maravilhosa jovem médium. Escrevi a peça e dei-lhe o nome de Roman Candle. O meu agente enviou-a a vários estúdios e aos produtores da Broadway e a excitação que se gerou deixou-me espantado. Recebi propostas de quatro produtores da Broadway.

Moss Hart, um dos principais diretores da Broadway, queria dirigi-la. Acabara de dirigir o sucesso da Broadway My Fair Lady. E queria o produtor com quem trabalhara, Herman Levin, para Roman Candle. Sam Spiegel também a queria produzir.

Audrey Wood, a minha agente, era uma mulher baixinha, dinâmica, e uma das agentes mais proeminentes da Broadway. Trabalhava com Bill Liebling, o marido, e os dois representavam alguns dos mais importantes dramaturgos, incluindo Tenessee Williams e William Inge.

- Esta vai ser uma peça importante. -Disse Audrey - Sam Spiegel ligou outra vez, está pronto para fazer o negócio. É amigo de Moss Hart e Moss vai dirigir para ele.

Fiquei encantado. Não havia ninguém melhor. Audrey ligou-me outra vez:

- Tenho mais notícias para ti. O William Wyler leu a tua peça e quer realizar o filme.

William Wyler era um importante realizador de Hollywood. Realizou, entre outros clássicos, Mrs. Miniver, Em Hur, The Best Years of Our Lives e Roman Holidays. Trabalhava com a Mirisch Company, que ia produzir o filme. Também queria investir na peça da Broadway. Eu tinha de fazer uma escolha, Sam Spiegel e Moss Hart ou William Wyler e a Mirisch Company?

- Como Moss quer fazer a peça, porque não pomos o Sam Spiegel a produzi-la e o Moss a dirigi-la e o filme é feito pelo William Wyler e a Mirisch Company? Perguntei a Audrey.

Ela abanou a cabeça.

- Duvido muito que Sam esteja interessado em produzir a peça se não puder ficar com os direitos do filme.

- Experimente. Pedi.

No dia seguinte, ela respondeu:

- Eu tinha razão. O Spiegel quer também os direitos do filme. Mas tenho um produtor que poderá ser excelente para esta peça. Acabou de produzir um êxito, Candide. Chama-se Ethel Linder Reiner.

Conheci Ethel Linder Reiner. Andava pelos cinquenta anos, tinha o cabelo grisalho e era muito agressiva.

- Gosto muito da sua peça. Vamos ter um êxito estrondoso. Disse.

Ouvira dizer que Alan Lerner e Frederick Loewe tinham escrito um espetáculo para a Broadway sobre um médium e que este estava pronto para ser produzido. Fora interrompido por causa do Roman Candle. Nos filmes e na televisão, um sucesso rapidamente gera imitações, mas na Broadway, a originalidade é a chave do sucesso. Lerner e Loewe não queriam montar um espetáculo sobre um médium quando um sobre o mesmo tema acabara de ser feito por outra pessoa. Estavam à espera para ver o que acontecia com Roman Candle.

1 ... 61 62 63 64 65 66 67 68 69 ... 81
Перейти на страницу:
0
Сюжет
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Атмосфера
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Главный герой
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Общее впечатление
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
Итоговая оценка: 0.0 из 10 (голосов: 0 / История оценок)