Cinquenta tons de cinza [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #1
- Год: 2012
- Язык: португальский
- Жанр: Любовь и отношения
Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:
Franzo a testa, tentando processar as palavras dele.
— Ei, pare com isso — ordena ele baixinho, tornando a segurar meu queixo e puxando-o com delicadeza, fazendo-me parar de morder o lábio inferior. — Você não tem nada de vulgar, Anastasia. Não admito que pense isso. Eu simplesmente lhe comprei uns livros antigos que achei que podiam significar alguma coisa para você, só isso. Tome um champanhe. — Seus olhos ficam calorosos e meigos, e sorrio timidamente para ele. — Assim é melhor — murmura.
Ele pega o champanhe, tira o invólucro metálico e o prendedor de arame, sacode a garrafa e torce a rolha, abrindo-a com um estalo seco, e faz um floreio, sem derramar uma gota. Enche as xícaras pela metade.
— É rosa — percebo admirada.
— Bollinger Grande Année Rosé 1999, uma safra excelente — diz com deleite.
— Em xícaras.
Ele sorri.
— Em xícaras. Parabéns pela formatura, Anastasia.
Brindamos, e ele bebe um gole, mas não posso deixar de pensar que se trata realmente da minha rendição.
— Obrigada — murmuro, e tomo um gole. Claro que está delicioso. — Vamos analisar os limites brandos.
Ele sorri e eu coro.
— Impaciente como sempre.
Christian me pega pela mão e me leva para o sofá, onde se senta, puxando-me para seu lado.
— Seu padrasto é um homem muito calado.
Ah... então nada de limites brandos. Só quero tirar isso da minha frente, a ansiedade está me corroendo.
— Você conseguiu fazer com que ele comesse na sua mão. — Faço bico.
Christian acha graça.
— Só porque sei pescar.
— Como soube que ele gostava de pescar?
— Você me disse. Quando saímos para tomar café.
— Ah... disse? — Bebo outro gole. Nossa, ele se lembra dos detalhes. Humm... esse champanhe é mesmo ótimo. — Provou o vinho na recepção?
Christian faz uma careta.
— Provei. Estava horrível.
— Pensei em você quando bebi. Como você ficou tão entendido em vinho?
— Eu não sou entendido, Anastasia. Só sei do que gosto. — Seus olhos brilham, quase prateados, e isso me faz corar. — Mais um pouco? — pergunta, referindo-se ao champanhe.
— Por favor.
Christian se levanta com elegância e pega a garrafa. Enche minha xícara. Será que ele quer me embebedar? Olho para ele desconfiada.
— Esta casa está bem vazia. Está pronta para a mudança?
— Mais ou menos.
— Vai trabalhar amanhã?
— Vou. É meu último dia na Clayton’s.
— Eu ajudaria na mudança, mas prometi buscar minha irmã amanhã no aeroporto.
Ah... isso é novidade.
— Mia chega de Paris sábado de manhã bem cedo. Vou voltar para Seattle amanhã, mas ouvi dizer que Elliot vai dar uma mãozinha a vocês.
— Sim, Kate está muito animada com isso.
Christian franze o cenho.
— Sim, Kate e Elliot, quem diria? — murmura ele, e, por alguma razão, não parece satisfeito. — Então, o que vai fazer com relação a trabalho em Seattle?
Quando vamos começar a discutir sobre os limites? Qual é o jogo dele?
— Tenho duas entrevistas para estágios.
— Quando ia me contar isso? — Ele ergue uma sobrancelha.
— Hã... Estou contando agora.
Ele estreita os olhos.
— Onde?
Não sei por que, talvez porque ele poderia usar sua influência, não quero lhe dizer.
— Em editoras.
— É isso que você quer fazer? Trabalhar em uma editora?
Balanço a cabeça concordando, cautelosa.
— E então?
Ele me olha pacientemente, esperando mais informações.
— E então o quê?
— Não seja boba, Anastasia, quais editoras? — censura ele.
— São pequenas — confesso.
— Por que não quer que eu saiba?
— Influência indevida.
Ele franze a testa.
— Ah, agora você está sendo bobo.
Ele ri.
— Bobo? Eu? Meu Deus, você é provocadora. Beba seu champanhe, vamos falar sobre esses limites.
Christian pega outra cópia do meu e-mail e da lista. Será que ele anda por aí com essas listas no bolso? Acho que tem uma naquele blazer que está comigo. Merda. É melhor eu não me esquecer disso. Esvazio meu copo. Ele me dá uma olhada.
— Mais?
— Por favor.
Grey dá aquele sorriso convencido, segura a garrafa de champanhe e para.
— Você comeu alguma coisa?
Ah, não... isso de novo, não.
— Sim. Comi três pratos no almoço com Ray. — Reviro os olhos para ele. O champanhe está me deixando ousada.
Ele se inclina e pega meu queixo, olhando bem nos meus olhos.
— Da próxima vez que você revirar os olhos para mim, eu lhe darei umas palmadas.
O quê?
— Ah — murmuro, e encontro seu olhar excitado.
— Ah — responde ele, imitando meu tom. — É assim que começa, Anastasia.
Meu coração dispara, e aquele frio na barriga está apertando minha garganta. Por que isso excita?
Ele enche minha xícara, e bebo quase tudo. Disciplinada, olho para ele.
— Agora eu tenho sua atenção, não é?
Concordo com a cabeça.
— Responda.
— Sim... você tem minha atenção.
— Ótimo. — Ele dá um sorriso cúmplice. — Então, atos sexuais. Já fizemos quase todos.
Chego mais para perto dele no sofá e olho a lista.
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APÊNDICE 3
Limites brandos
A serem discutidos e acordados entre ambas as partes:
A Submissa concorda com:
• Masturbação
• Sexo vaginal
• Cunilíngua
• Introdução de mão na vagina
• Felação
• Sexo anal
• Deglutição de sêmen
• Introdução de mão no ânus
— Nada de introduzir mão, você disse. Mais alguma objeção? — pergunta ele com a voz macia.
Engulo em seco.
— Relação anal não é exatamente uma coisa que eu curta.
— Vou concordar no caso da mão, mas eu realmente gostaria de comer seu cu, Anastasia. Mas vamos esperar. Além do mais, isso não é algo em que a gente possa entrar de cara. — Ele dá um sorriso forçado. — Seu cu vai precisar de treino.
— Treino? — murmuro.
— Ah, sim. Vai precisar ser cuidadosamente preparado. A relação anal pode ser muito prazerosa, pode confiar em mim. Mas se tentarmos e você não gostar, não precisamos fazer de novo.
Ele ri para mim.
Pisco para ele. Ele acha que vou gostar? Como sabe que é prazeroso?
— Você já fez isso? — sussurro.
— Já.
Puta merda. Engasgo.
— Com um homem?
— Não. Eu nunca fiz sexo com homens. Não é a minha.
— Mrs. Robinson?
— Sim.
Puta que pariu... como?
Franzo a testa. Ele passa ao item seguinte da lista.
— E... deglutição de sêmen. Bom, nisso você tira nota máxima.
Enrubesço, e minha deusa interior estala a língua, toda orgulhosa.
— Então. — Ele me olha, sorrindo. — Tudo bem com engolir sêmen?
Faço que sim, sem conseguir olhá-lo nos olhos, e torno a esvaziar a xícara.
— Mais? — pergunta ele.
— Mais.
E me lembro da conversa que tivemos mais cedo enquanto ele enche minha xícara. Será que ele está se referindo àquilo ou só ao champanhe? Será que essa coisa toda de champanhe é demais?
— Brinquedos sexuais? — pergunta ele.
Dou de ombros, olhando a lista.
A Submissa aceita o uso de: