Cinquenta tons de cinza [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #1
- Год: 2012
- Язык: португальский
- Жанр: Любовь и отношения
Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:
Rio, apesar das lágrimas. Chá sempre é a resposta, segundo Ray. Lembro-me da minha mãe reclamando dele, dizendo que quando se tratava de chá e simpatia, ele era sempre bom no chá e não tanto na simpatia.
— Não, pai, estou bem. Foi muito bom ver você. Farei uma visita assim que estiver instalada em Seattle.
— Boa sorte nas entrevistas. Dê notícias do andamento delas.
— Pode deixar, pai.
— Eu amo você, Annie.
— Também amo você, pai.
Ele sorri, os olhos castanhos carinhosos brilhando, e vai para o carro. Aceno um adeus enquanto ele parte no crepúsculo, e entro desanimada no apartamento.
A primeira coisa que faço é olhar o celular. Como está descarregado, tenho que caçar o carregador e plugá-lo antes de verificar as mensagens. Quatro chamadas perdidas, uma mensagem de voz e duas de texto. Três chamadas perdidas de Christian... nada de mensagem. Uma chamada perdida de José e uma mensagem de voz dele me desejando tudo de bom pela formatura.
Abro as mensagens de texto.
*Está em casa em segurança?*
*Me liga*
Ambas são de Christian. Por que ele não ligou para o telefone fixo? Entro no quarto e ligo a máquina do mal.
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De: Christian Grey
Assunto: Hoje à noite
Data: 25 de maio de 2011 23:58
Para: Anastasia Steele
Torço para que chegue em casa nesse seu carro.
Avise-me que está bem.
Christian Grey
CEO, Grey Enterprises Holdings, Inc.
Droga... por que ele está tão preocupado com meu fusca? Ele me presta bons serviços há três anos, e José está sempre disponível para fazer a manutenção para mim. A mensagem seguinte é de hoje.
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De: Christian Grey
Assunto: Limites brandos
Data: 26 de maio de 2011 17:22
Para: Anastasia Steele
O que posso dizer que já não tenha dito?
Feliz de discutir isso em detalhes quando você quiser.
Você estava linda hoje.
Christian Grey
CEO, Grey Enterprises Holdings, Inc.
Quero vê-lo. Clico em “responder”.
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De: Anastasia Steele
Assunto: Limites brandos
Data: 26 de maio de 2011 19:23
Para: Christian Grey
Posso ir até aí hoje à noite para discutirmos, se quiser.
Ana
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De: Christian Grey
Assunto: Limites brandos
Data: 26 de maio de 2011 19:27
Para: Anastasia Steele
Vou até aí. Falei sério quando disse que não estava satisfeito em ver você dirigindo aquele carro.
Estarei com você em breve.
Christian Grey
CEO, Grey Enterprises Holdings, Inc.
Puta merda... ele está vindo para cá. Tenho que ter uma coisa pronta para ele — as primeiras edições dos livros de Thomas Hardy ainda estão na estante da sala. Não posso ficar com elas. Embrulho-as em papel pardo, e rabisco no embrulho uma citação de Tess do livro:
“Aceito as condições, Angel. Porque você sabe melhor que ninguém qual deveria ser meu castigo; apenas — apenas — não o torne maior do que posso suportar!”
CAPÍTULO QUINZE
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– Oi. — Sinto uma timidez insuportável ao abrir a porta. Christian está parado no pórtico de calça jeans e casaco de couro.
— Oi — responde, e seu rosto se ilumina com aquele sorriso radiante. Aproveito um instante para admirar sua beleza. Nossa, ele fica gostoso usando couro.
— Entre.
— Se me dá licença — diz ele achando graça. Ergue uma garrafa de champanhe ao entrar. — Pensei em comemorar sua formatura. Uma boa Bollinger é de doer.
— Escolha de palavras interessante — comento secamente.
Ele ri.
— Ah, gosto da sua presença de espírito, Anastasia.
— Aqui só tem xícaras de chá. Já embalamos todos os copos.
— Xícaras de chá? Para mim, está bom.
Entro na cozinha. Estou toda tremendo por dentro, é como ter uma pantera ou um leão da montanha imprevisível e predador na minha sala.
— Quer os pires também?
— Basta as xícaras, Anastasia — responde Christian distraidamente da sala.
Quando volto, ele está olhando o pacote de papel pardo com os livros. Ponho as xícaras na mesa.
— Isso é para você — murmuro com ansiedade.
Merda... provavelmente vai dar briga.
— Hum, imaginei. Citação muito apropriada. — Seu indicador acompanha distraidamente a letra. — Achei que eu fosse d’Urberville, não Angel. Você decidiu pela degradação. — Ele dá um sorriso feroz. — É bem coisa sua encontrar uma frase que ecoe com tanta propriedade.
— É também um pedido — sussurro.
Por que estou tão nervosa? Minha boca está seca.
— Um pedido? Para eu pegar leve com você?
Balanço a cabeça assentindo.
— Comprei esses livros para você — diz ele calmamente, o olhar impassível. — Pego mais leve se você os aceitar.
Engulo convulsivamente.
— Christian, não posso aceitá-los, é um exagero.
— Está vendo, é disso que eu falava, você me desafiando. Quero que os livros sejam seus, e fim de papo. É muito simples. Você não precisa pensar sobre isso. Como submissa, se limitaria a ficar agradecida por eles. Você aceita o que eu compro porque me dá prazer que aceite.
— Eu não era submissa quando você os comprou para mim — sussurro.
— Não... mas você concordou, Anastasia.
Seu olhar fica cauteloso.
Suspiro. Não vou vencer esta, então vamos ao plano B.
— Então os livros são meus para eu fazer o que quiser?
Ele me olha desconfiado, mas concorda.
— Sim.
— Nesse caso, eu gostaria de doá-los para uma obra de caridade, uma de Darfur, já que esse lugar parece tocar seu coração. Eles podem ser leiloados.
— Se é o que você quer fazer.
Sua boca se contrai. Ele está desapontado. Eu coro.
— Vou pensar no assunto — murmuro.
Não quero desapontá-lo, e me lembro de suas palavras. Quero que você queira me agradar.
— Não pense, Anastasia. Não sobre isso.
Sua voz é calma e séria.
Como posso não pensar? Você pode fingir ser um carro, como as outras posses dele. Meu inconsciente faz um inoportuno comentário sarcástico. Finjo que não ouço. Ah, não podemos rebobinar a fita? O clima entre nós agora está tenso. Não sei o que fazer. Olho para baixo. Como saio dessa situação?
Ele põe a garrafa de champanhe na mesa e fica parado na minha frente. Levanta meu queixo, inclinando minha cabeça para trás, e me olha com uma expressão séria.
— Vou comprar muitas coisas para você, Anastasia. Vá se acostumando. Eu posso pagar por elas. Sou um homem muito rico. — Ele se inclina e me dá um beijo casto nos lábios. — Por favor.
Ele me solta.
Rá, meu inconsciente pronuncia para mim.
— Isso faz com que eu me sinta vulgar — digo.
Christian passa a mão no cabelo, exasperado.
— Não devia. Você está pensando demais, Anastasia. Não se julgue moralmente com base no que os outros podem pensar. Não desperdice sua energia. Isso é só porque você tem reservas quanto ao nosso acordo. É perfeitamente natural. Você não sabe onde está se metendo.