Cinquenta tons de cinza [em Portugues]
- Автор: Джеймс Эрика Леонард
- Серия: Cinquenta Sombras #1
- Год: 2012
- Язык: португальский
- Жанр: Любовь и отношения
Электронная книга - «Cinquenta tons de cinza [em Portugues]». Краткое содержание книги:
Christian dirige seu olhar glacial para Ethan, que ainda está com o braço em volta da minha cintura.
— Sr. Kavanagh.
Eles se cumprimentam. Christian me estende a mão.
— Ana, meu bem — murmura, e quase morro diante do termo carinhoso.
Saio do abraço de Ethan, enquanto Christian sorri com frieza para ele, e tomo meu lugar a seu lado. Kate sorri para mim. Ela sabe exatamente o que está fazendo, a esperta!
— Ethan, mamãe e papai queriam falar com você.
Kate arrasta Ethan dali.
— Há quanto tempo vocês dois se conhecem? — Ray olha impassível de Christian para mim.
A capacidade de falar me abandonou. Quero me enfiar no chão. Christian me envolve com o braço, passando o polegar pelas costas para depois segurar meu ombro.
— Há umas duas semanas mais ou menos — diz ele tranquilamente. — Nos conhecemos quando Anastasia me entrevistou para o jornal da faculdade.
— Não sabia que você trabalhava no jornal da faculdade, Ana.
A voz de Ray tem um tom de censura discreto, revelando sua irritação. Merda.
— Kate estava doente — murmuro.
É só o que consigo falar.
— O senhor fez um ótimo discurso, Sr. Grey.
— Obrigado. Pelo que soube, o senhor é um bom pescador.
Ray ergue as sobrancelhas e sorri — um raro, autêntico e legítimo sorriso de Ray Steele. Os dois começam a falar sobre peixes. Na verdade, eu logo me sinto sobrando. Ele está jogando charme para cima do meu pai... como fez com você, diz secamente meu inconsciente. Seu poder não tem limites. Peço licença e vou procurar Kate.
Ela está conversando com os pais, que estão mais encantadores do que nunca e me cumprimentam com carinho. Trocamos breves amabilidades, principalmente sobre as férias em Barbados e sobre nossa mudança.
— Kate, como você pôde me entregar para o Ray? — sibilo na primeira oportunidade que temos a sós.
— Porque eu sabia que você não ia dizer nada, e queria ajudar Christian a lidar com os problemas de compromisso.
Kate sorri para mim com doçura.
Fecho a cara. Sou eu que não quero compromisso com ele, boba!
— Ele parece muito tranquilo em relação a isso, Ana. Não se preocupe. Olhe para ele agora. Christian não consegue tirar os olhos de você. — Dou uma olhada, e Ray e Christian estão me fitando. — Ele observa você como um falcão.
— É melhor eu ir acudir o Ray, ou o Christian. Não sei qual dos dois. Isso não vai ficar assim, Katherine Kavanagh! — Olho furiosa para ela.
— Ana, eu fiz um favor para você! — grita ela para mim.
— Oi — sorrio para os dois ao voltar.
Eles parecem bem. Christian está curtindo alguma piada particular, e meu pai parece incrivelmente relaxado, considerando que está numa situação social. O que eles andaram discutindo além de peixes?
— Ana, onde é o toalete?
— À esquerda da entrada da tenda.
— Já volto. Divirtam-se, crianças.
Ray sai. Olho nervosa para Christian. Fazemos uma breve pausa enquanto um fotógrafo tira uma foto nossa.
— Obrigado, Sr. Grey.
O fotógrafo sai depressa. Pisco por causa do flash.
— Então você conquistou meu pai também?
— Também? — Seus olhos queimam e ele faz uma expressão interrogativa. Enrubesço. Ele afaga meu rosto com os dedos.
— Ah, eu queria saber o que você está pensando, Anastasia — sussurra em tom sinistro, levantando meu queixo até estarmos com os olhos grudados um no outro.
O ar me falta. Como ele pode me afetar dessa maneira, até nessa tenda lotada de gente?
— Neste instante, estou pensando: “bonita gravata” — digo.
Ele sorri.
— Recentemente passou a ser minha favorita.
Fico vermelha.
— Você está linda, Anastasia. Esse vestido frente única lhe cai bem, e consigo acariciar suas costas, sentir sua pele macia.
De repente, é como se estivéssemos sozinhos ali. Só nós dois. Meu corpo inteiro se acende, cada terminação nervosa vibrando baixinho, aquela eletricidade me puxando para ele, tornando-se cada vez mais forte.
— Você sabe que vai ser bom, não sabe? — sussurra ele. Fecho os olhos e minhas entranhas se desenrolam e derretem.
— Mas eu quero mais — sussurro.
— Mais?
Ele me olha intrigado, taciturno. Faço que sim com a cabeça e engulo em seco. Agora ele sabe.
— Mais — repete ele baixinho. Testando a palavra, uma palavrinha simples mas tão cheia de promessas. Ele passa o polegar em meu lábio inferior. — Você quer flores e bombons.
Faço que sim novamente. Ele pisca para mim, e vejo sua luta interior estampada em seus olhos.
— Anastasia. — Sua voz é suave. — Isso não é algo que eu conheça.
— Nem eu.
Ele dá um leve sorriso.
— Você não conhece muita coisa — murmura.
— Você conhece tudo o que é errado.
— Errado? Não. — Ele balança a cabeça. Parece muito sincero. — Experimente — incita ele.
Um desafio provocador, e ele inclina a cabeça e dá aquele sorriso torto deslumbrante.
Suspiro, e sou Eva no Jardim do Éden, e ele é a serpente, e não consigo resistir.
— Tudo bem — murmuro.
— O quê?
Tenho a sua atenção plena, inteirinha. Engulo em seco.
— Tudo bem, vou experimentar.
— Está concordando? — Sua surpresa é evidente.
— Em relação aos limites brandos, sim. Vou experimentar. — Minha voz é muito baixa. Christian fecha os olhos e me puxa para seus braços.
— Nossa, Ana, você é muito surpreendente. Você me deixa sem ar.
Ele recua, e, de repente, Ray já voltou, e o barulho dentro da tenda vai aumentando e não dá para ouvir mais nada. Não estamos sozinhos. Puta merda, acabei de concordar em ser a submissa dele. Christian sorri para Ray com os olhos repletos de alegria.
— Annie, vamos pegar alguma coisa para comer?
— Tudo bem. — Pisco para Ray, tentando encontrar o equilíbrio. O que você fez?, grita meu inconsciente. Minha deusa interior está dando saltos mortais, numa coreografia digna de um ginasta olímpico russo.
— Gostaria de se juntar a nós, Christian? — pergunta Ray.
Christian! Fico olhando para ele, implorando para que recuse. Preciso de espaço para pensar... o que foi que eu fiz, porra?
— Obrigado, Sr. Steele, mas tenho outros planos. Foi muito bom conhecê-lo.
— Igualmente — responde Ray. — Tome conta da minha menina.
— Ah, pode deixar comigo.
Eles trocam um aperto de mãos. Estou enjoada. Ray não tem ideia de como Christian pretende tomar conta de mim. Ele pega minha mão e a leva aos lábios, beijando com ternura os nós dos meus dedos, me fitando com olhos ardentes.
— Até mais tarde, Srta. Steele — murmura, a voz cheia de promessas.
Sinto um aperto no estômago diante dessa ideia. Aguentar... até mais tarde?
Ray pega meu braço e me conduz em direção à entrada da tenda.
— Ele parece um rapaz sério. Bem de vida, também. Você podia arranjar algo muito pior, Annie. Mas por que fiquei sabendo dele pela Katherine? — reclama.
Encolho os ombros, pedindo desculpas.
— Bem, qualquer homem que goste e entenda de pescaria, para mim está ok.
Puta merda — Ray aprova. Se ele soubesse...
* * *
RAY ME DEIXA em casa à tardinha.
— Ligue para sua mãe — diz.
— Vou ligar. Obrigada por ter vindo, pai.
— Eu não perderia isso por nada, Annie. Tenho muito orgulho de você.
Ah, não. Eu não vou ficar emotiva. Sinto um nó na garganta e abraço-o com força. Ele me envolve em seus braços, perplexo, e não consigo evitar — fico com os olhos cheios d’água.
— Ei, Annie, querida — diz Ray num tom animado. — Grande dia... hein? Quer que eu entre para fazer um chazinho para você?