Бесплатная библиотека
Читайте книгу на сайте или телефоне

Электронная книга - «A Herdeira [em Português]». Краткое содержание книги:

A Herdeira [em Português]
1 ... 56 57 58 59 60 61 62 63 64 ... 70
Перейти на страницу:

Charles fez um brinde, mas ela recebera um relatório segundo o qual o explosivo que destruíra o laboratório fora fabricado nos arredores de Paris. Ivo tinha um sorriso cordial, mas o banqueiro capturado quando tentava sair com dinheiro da Itália fora denunciado por ele.

Alec? Walther? Qual deles? perguntava-se Elizabeth.

Na manhã seguinte, houve uma reunião da diretoria, e Rhys Williams foi eleito, por unanimidade, presidente e principal executivo da Roffe and Sons. Charles levantou a questão que estava no espírito de todos.

- Agora que está dirigindo a companhia, vai permitir as vendas das ações? Elizabeth pôde sentir subitamente a tensão dominar a sala.

- O controle acionário ainda está nas mãos de Elizabeth - informou Rhys.

- Cabe a ela decidir. Todas as cabeças se voltaram para Elizabeth.

- Não vamos vender - declarou ela.

Quando Elizabeth e Rhys ficaram sozinhos, ele perguntou:

- Gostaria de ir passar a lua-de-mel no Rio?

Elizabeth olhou-o e sentiu o coração bater mais forte. Mas Rhys acrescentou, com a maior calma do mundo.

- O nosso gerente lá está ameaçando demitir-se e é preciso resolver esse caso.

Planejava tomar o avião amanhã. Pareceria estranho se eu fosse sem minha mulher.

- É claro - disse Elizabeth. E pensou: Você é uma tola. Tudo isso foi idéia sua. Não se trata de um casamento, mas sim de um acordo comercial. Você não tem o direito de esperar coisa alguma de Rhys. Entretanto, quem sabe o que pode acontecer numa viagem dessas?

Quando desembarcaram do avião no Aeroporto do Galeão, fazia calor, e Elizabeth se lembrou de que no Rio era verão. À espera deles havia um Mercedes 600 com um motorista, um homem magro de pouco mais de vinte anos.

- Onde está Luís? - perguntou-lhe Rhys ao entrar no carro.

- Luís está doente, Sr. Williams. Mas eu estarei à disposição do senhor e de sua mulher.

- Diga a Luís que desejo seu pronto restabelecimento.

O chofer olhou-os pelo retrovisor e respondeu:

- Direi, sim.

Meia hora depois, rolavam pela avenida ao longo de Copacabana. Pararam à porta de um hotel moderno, e, um momento depois, os empregados já estavam cuidando da bagagem deles. Foram levados para uma enorme suíte de quatro quartos, uma bela sala, uma cozinha e um grande terraço de frente para o mar.

Havia flores em profusão, champanha, uísque e bombons. O gerente os havia levado pessoalmente até a suíte.

- Se desejarem alguma coisa, seja o que for, estou às ordens vinte e quatro horas por dia - disse ele, antes de retirar-se.

- São sem dúvida muito atenciosos - disse Elizabeth.

Rhys riu e respondeu:

- Têm motivos para ser. Este hotel lhe pertence.

- Oh, eu não sabia disso.

- Está com fome?

- Ainda não…

- Um pouco de champanha?

- Isso sim… Obrigada.

Tinha a impressão de que não estava falando naturalmente. Não sabia ao certo como proceder, nem o que devia esperar de Rhys. Ele se tornara de repente uma pessoa estranha, e ela não podia esquecer um só momento que estava sozinha com ele em uma suíte de hotel, que estava ficando tarde e que, dentro em pouco, seria hora de ir para a cama.

Viu Rhys abrir com facilidade a garrafa de champanha. Tudo o que ele fazia era assim, com aquela facilidade e a segurança de quem sabe o que quer e como conseguilo.

O que queria ele?

Rhys levou a champanha para Elizabeth e fez um brinde.

- A um bom começo.

- A um bom começo - repetiu Elizabeth, e acrescentou intimamente: E a um final feliz. Beberam. Deviam quebrar as taças para comemorar, pensou ela.

Acabou de beber o champanha. Estavam em lua-de-mel no Rio e ela queria Rhys. Não só naquele momento, mas para sempre.

O telefone tocou. Rhys atendeu e disse algumas palavras. Depois que desligou, disse a Elizabeth:

- Já é tarde. Por que não vai para a cama?

Para Elizabeth, a palavra "cama" ficou pairando no ar.

- Já vou -disse ela com voz fraca. Levantou-se e foi para o quarto onde tinha deixado as suas malas. Havia uma cama enorme no centro do quarto. Uma camareira abrira as malas e preparava a cama. De um lado havia uma fina camisola de seda; do outro, um pijama azul de homem. Hesitou um momento e começou a despir-se. Quando ficou nua, passou ao quarto de vestir espelhado e tirou cuidadosamente a maquiagem.

Amarrou uma toalha na cabeça, entrou no banheiro e tomou um demorado banho de chuveiro, ensaboando bem o corpo e deixando a água quente descer-lhe por entre os seios e sobre seu ventre e coxas, como se compridos dedos quentes a afagassem.

Tentava não pensar em Rhys, mas não podia pensar em mais nada. Pensava nos braços dele em torno do seu corpo e o corpo dele nela. Tinha se casado com ele para ajudar a salvar a companhia ou isso fora apenas um pretexto, pois na verdade era a ele que queria? Não sabia mais.

O seu desejo se transformava numa ardente necessidade. Era com se a menina de quinze anos que ela fora estivesse durante todo o tempo à espera por ele sem ter consciência de que a ansiedade se transformara numa fome imperiosa.

Saiu do chuveiro, enxugou-se, vestiu a camisola de seda e deitou-se. Ficou esperando, pensando no que ia acontecer, apenas com uma vaga idéia de como seria tudo e com o coração batendo com força.

Ouviu a porta abrir-se e Rhys apareceu. Estava inteiramente vestido.

- Vou sair, Liz.

- Aonde… Aonde vai?

- Tenho de resolver um problema de negócios - disse ele, e saiu.

- Elizabeth passou o resto da noite acordada, virando-se na cama deum lado para outro, sacudida por emoções contraditórias, ora grata a Rhys por observar o acordo que tinham feito, ora furiosa por ter sido rejeitada por ele.

O dia já estava amanhecendo quando ouviu Rhys voltar. Os seus passos se encaminharam para o quarto e ela fechou os olhos, fingindo que dormia. Chegou a ouvir a respiração de Rhys quando ele se aproximou da cama. Ficou ali olhando-a durante muito tempo. Por fim, voltou-se e foi para o outro quarto. Poucos minutos depois, Elizabeth adormecia. Nas últimas horas da manhã, fizeram a primeira refeição no terraço. Rhys estava muito agradável e falava com muita animação da cidade e do seu aspecto no tempo do carnaval. Mas não disse coisa alguma sobre onde passara a noite, e Elizabeth não perguntou.

Um garçom apareceu para saber o que queriam almoçar. Elizabeth notou que foi outro garçom que serviu pouco depois o almoço. Mas não deu muita atenção a isso.

Como também às camareiras que a todo o momento entravam e saíam.

Elizabeth e Rhys estavam na fábrica de Roffe and Sons nos arredores do Rio, sentados no escritório do gerente. Roberto Tumas, um homem de meiaidade, que transpirava copiosamente.

- Deve compreender as coisas - dizia ele a Rhys. - A Roffe me é mais cara do que a própria vida. É como se fosse minha família. Quando sair daqui, me sentirei como se tivesse abandonado o meu lar. Meu coração ficará dilacerado. Mas tenho uma excelente proposta de outra companhia. Tenho mulher, filhos e uma sogra em quem pensar.

Compreende, não é mesmo?

Rhys estava descansando confortavelmente numa poltrona e disse:

- É claro, Roberto. Sei muito bem o que a companhia representa para você e quantos anos você já passou aqui dentro. Mas compreendo também que é um homem e tem de pensar na família.

- Obrigado, Rhys. Eu sabia que você iria compreender.

- E o seu contrato conosco?

Roberto encolheu os ombros.

- Ora, o meu contrato com a Roffe sempre foi mera formalidade. Que valor tem um contrato quando obriga um homem a trabalhar sentindo-se infeliz?

- Foi por isso que tomamos o avião até aqui, Roberto. Queremos que você se sinta feliz.

- Pena que seja muito tarde… Agora, eu já acertei ir trabalhar em outra companhia.

1 ... 56 57 58 59 60 61 62 63 64 ... 70
Перейти на страницу:
0
Сюжет
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Атмосфера
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Главный герой
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Общее впечатление
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
Итоговая оценка: 0.0 из 10 (голосов: 0 / История оценок)