A Herdeira [em Português]
- Автор: Шелдон Сидни
- Год: 1985
- Язык: португальский
- Жанр: Современная русская и зарубежная проза
Электронная книга - «A Herdeira [em Português]». Краткое содержание книги:
- Ele conseguiu o nome do delator?
- Ivo Palazzi.
O detetive Max Hornung havia feito uma descoberta interessante. Apurara que a explosão nos laboratórios da Roffe and Sons fora provocada criminosamente e causada por um explosivo, Rylar X, fabricado exclusivamente para as forças armadas numa das unidades da Roffe and Sons. Com um simples telefonema, Max soube onde ficava a fábrica. Era nos arredores de Paris.
Às quatro da tarde em ponto, Julius Badrutt acomodou o corpo anguloso em uma cadeira e disse sem preâmbulos:
- Por mais que quiséssemos atendê-la, Senhorita Roffe, parece que as responsabilidades que temos para com os nossos acionistas têm prioridade.
Badrutt devia dizer mais ou menos a mesma coisa às viúvas e aos órfãos, a quem não podia perdoar no vencimento das hipotecas. Mas dessa vez ela estava preparada para Badrutt.
- Em vista disso, recebi instruções da diretoria para informar-lhe que nosso banco exigirá o pagamento imediato dos títulos devidos pela Roffe and Sons.
- Mas tive a promessa de um prazo de noventa dias - disse Elizabeth.
- Infelizmente, as circunstancias mudaram, para pior. Devo dizer-lhe que os outros bancos com os quais vocês trabalham chegaram à mesma conclusão.
- Como os bancos se negavam a ajudá-la, não havia possibilidade de manter a companhia fechada a novos acionistas. - Sinto muito dar-lhe essas más notícias, Senhorita Roffe, mas achei que devia vir falar-lhe pessoalmente.
- Não pode desconhecer que a Roffe and Sons ainda é uma companhia sólida e forte.
- Sem dúvida. É uma grande companhia.
- Ainda assim, não nos quer dar mais tempo.
Badrutt pensou por um momento e então disse:
- O banco julga que os seus problemas podem ser resolvidos, Senhorita Roffe.
Mas…
- Parece-lhe que não há ninguém em condições de resolver esses problemas, não é?
- Infelizmente, é isso mesmo. - E se eu passasse a presidência da Roffe and Sons a outra pessoa? - perguntou Elizabeth. O banqueiro sacudiu a cabeça.
- Já discutimos essa possibilidade e, infelizmente, chegamos à conclusão de que nenhum dos membros da atual diretoria tem a capacidade necessária para enfrentar…
- Eu estava pensando em Rhys Williams.
Capítulo 38 O agente Thomas Hiller, da Divisão da Polícia Marítima do Tamisa, via-se numa situação terrível. Estava com sono, fome, sexualmente excitado e ensopado. E não sabia ao certo qual dessas desgraças era pior. Estava com sono porque sua noiva, Flo, passara a noite discutindo com ele e não o deixara dormir. Estava com fome porque, quando Flo acabara de discutir, já estava na hora de ir para o trabalho e não havia mais tempo de comer nada. Estava excitado porque ela se recusava energicamente a deixar que a tocasse. E estava todo molhado porque a lancha de dez metros da patrulha do Tamisa não era feita exatamente para dar conforto aos seus ocupantes e porque o vento insistente tangia a chuva para a casa do leme onde ele estava.
Em um dia como aquele, havia pouco para ver e menos a fazer. A circunscrição da patrulha se estendia por oitenta e cinco quilômetros do rio, de Dartford Creek a Staines Brige. Em geral, Hiller gostava do serviço de patrulha, mas não quando se via naquele estado.
O diabo levasse todas as mulheres! Pensou em Flo nua na cama, com os grandes seios em movimento, brigando com ele. Olhou para o relógio. Mais meia hora e o serviço chegaria ao fim. A lancha já se encaminhava para o cais de Waterloo.
O seu problema agora era decidir o que fazer primeiro: comer, dormir ou ir para a cama com Flo. Talvez tudo ao mesmo tempo, por que não? Esfregou os olhos para afugentar o sono e olhou para o rio lamacento e denso, salpicado pelas borbulhas da chuva.
Aquilo apareceu de repente. Parecia um grande peixe boiando de barriga para cima. O primeiro pensamento de Hiller foi: "se o puxar para bordo, vai ser um mau cheiro insuportável". Estava a cerca de dez metros a nordeste e a lancha estava se afastando dele. Se ele abrisse a boca, o maldito peixe retardaria a hora de largar o serviço. Seria preciso pegar o peixe com um gancho e puxá-lo para bordo ou rebocá-lo. Fosse o que fosse, faria com que se atrasasse na volta a Flo. Ora, ele bem podia calar a boca. Quem podia afirmar que ele tinha visto alguma coisa? E estava cada vez mais longe. O agente Hiller ergueu a voz:
- Sargento, há um peixe flutuando vinte graus a boreste. Parece um grande tubarão.
O motor diesel de cem cavalos mudou subitamente de ritmo e a lancha começou a seguir em marcha lenta. O sargento Haskins aproximou-se dele.
- Onde está? O vulto tinha desaparecido, oculto pela chuva. - Ali daquele lado.
O sargento Haskins hesitou. Estava também ansioso para ir para casa e a vontade que tinha era de não tomar conhecimento do tal peixe.
- Acha que é tão grande que possa ameaçar a navegação?
O policial Hiller lutou consigo mesmo, e perdeu.
- Acho, sim.
Assim, a lancha da patrulha virou e seguiu na direção em que o objeto fora visto.
Este apareceu quase sob a proa da lancha, e ambos viram o corpo de uma jovem loura.
Estava nua, mas tinha uma fita vermelha amarrada ao pescoço.
Capítulo 39 No momento em que o policial Hiller e o sargento Haskins estavam recolhendo o corpo da jovem assassinada do Tamisa, a quinze quilômetros de distância, do outro lado de Londres, o detetive Max Hornung entrava no vestíbulo de mármore cinza e branco da Nova Scotland Yard.
O simples ato de entrar no imponente edifício dava-lhe uma sensação de orgulho.
Fazia parte daquela grande fraternidade. Apreciava muito o fato de que o endereço telegráfico da Scotland Yard fosse Algemas. Max gostava muito dos ingleses.
O seu único problema estava na dificuldade que experimentava de comunicar-se com eles. Os ingleses falavam a sua língua de maneira estranha. O guarda sentado à mesa de recepção perguntou:
- Que deseja o senhor?
- Tenho hora marcada com o inspetor Davidson.
- Nome, por favor?
Max disse lenta e distintamente:
- Inspetor Davidson.
O guarda olhou-o com interesse.
- Perdão, mas o seu nome é inspetor Davidson?
- Meu nome não é inspetor Davison. Meu nome é Max Hornung.
- Desculpe, mas o senhor fala inglês?
Cinco minutos depois, Max estava sentado na sala do inspetor Davidson, que era um homem tipicamente britânico, de meia-idade, com rosto vermelho e dentes amarelos e irregulares.
- Disse pelo telefone que estava interessado em obter informações sobre Sir Alec Nichols como possível suspeito de um homicídio.
- Ele é suspeito com mais uma meia dúzia de pessoas.
- Já sei o que fazer - disse o inspetor. -Vou encaminhá-lo ao Departamento de Registros Criminais C-4. Se não houver nada sobre ele lá, tentaremos o Serviço Secreto Criminal C-11 e o C-14.
O nome de Sir Alec Nichols não constava de qualquer dos arquivos consultados.
Mas Max já sabia onde conseguir a informação.
Logo cedo, naquela manhã, Max telefonara para vários homens de negócios que trabalhavam na City, o centro financeiro de Londres. As reações de todos foram idênticas.
Quando Max declarou seu nome, ficaram inquietos, pois todos que tratavam de negócios na City tinham alguma coisa para esconder, e a reputação de Max Hornung como um anjo vingador financeiro era internacional. Mas, no momento em que Max dizia estar procurando informações sobre outra pessoa, dispunham-se até a cooperar com ele.
Max passou dois dias visitando bancos e companhias financeiras, organizações de créditos e centros de registros estatísticos. Não se interessava em falar com as pessoas nesses lugares; queria falar com os seus computadores. Max era um gênio com os computadores. Sentava-se diante das mesas de controle e os digitava como um mestre.
Não importava a língua que se houvesse ensinado ao computador na fábrica, pois Max falava todas elas.