Бесплатная библиотека
Читайте книгу на сайте или телефоне

Электронная книга - «A Herdeira [em Português]». Краткое содержание книги:

A Herdeira [em Português]
1 ... 47 48 49 50 51 52 53 54 55 ... 70
Перейти на страницу:

- Os cabos do elevador foram cortados - disse Max. - Quando o elevador caiu, todos os dispositivos de segurança pifaram. Parece…

- Vi os laudos dos técnicos, Hornung. Tudo foi resultado de um desgaste normal dos cabos e dos dispositivos.

- Não, inspetor. Estudei minuciosamente as especificações. Tudo devia durar mais cinco ou seis anos. - Schmied sentiu uma contração no rosto. - Que está querendo dizer?

- Alguém sabotou o elevador.

- Por que iria fazer isso?

- É o que eu gostaria de descobrir.

- Quer voltar à Roffe and Sons?

- Não, inspetor. Quero ir a Chamonix.

A cidade de Chamonix fica sessenta e cinco quilômetros a sudeste de Genebra, mil e cinqüenta metros acima do nível do mar, no departamento francês de Haute-Savoie, entre o maciço monte Branco e a cadeia de Aiguille Rouge, com uma das vistas mais deslumbrantes do mundo.

O detetive Max Hornung estava completamente indiferente ao cenário quando desembarcou do combóio na estação de Chamonix, carregando uma velha maleta barata.

Recusou um táxi e dirigiu-se a pé para a delegacia de polícia, um pequeno prédio da praça principal, no centro da cidade. Max entrou, sentiu-se no mesmo instante à vontade, confiante na camaradagem existente entre os polícias do mundo inteiro. Era um deles. O sargento francês olhou de sua mesa e perguntou:

- Será que posso ajudar?

- Sim.- respondeu Max, todo alegre. Começou então a falar. Max atacava todas as línguas estrangeiras da mesma forma. Abria caminho através da selva impenetrável dos verbos regulares, pretéritos e particípios, usando a sua língua materna como um facão.

Enquanto ele falava, a expressão no rosto do sargento se transformou de confusão em incredulidade. O povo francês levava centenas de anos desenvolvendo línguas, abóbadas palatinas e laringes para formar a gloriosa musicalidade da língua francesa. Aquele homem diante dele conseguira transformá-la numa série de ruídos horríveis e incompreensíveis. Afinal, o sargento não agüentou mais. Interrompeu-o e perguntou:

- Afinal, o que está querendo dizer?

Max respondeu:

- Não compreendeu? Estou falando francês.

O sargento curvou-se sobre a mesa e perguntou com sincera curiosidade.

- Você está falando francês agora?

Max pensou que aquele idiota não sabia sequer falar a sua própria língua. Tirou a sua carteira e passou-a às mãos do sargento. Este a examinou com todo cuidado, olhando de vez em quando para Max. Era impossível crer que o homem que estava à sua frente fosse um detetive. Devolveu por fim a carteira a Max e perguntou:

- Em que posso servi-lo?

- Estou investigando um acidente que houve aqui há dois meses. O nome da vítima era Sam Roffe.

- Lembro-me desse caso - disse o sargento.

- Gostaria de falar com alguém que pudesse me dar alguma informação sobre o acidente.

- Deve procurar a organização de socorros aos alpinistas. O nome exato é Société Chamoniarde de Secours en Montagne. Fica no Place du Mont Blanc. O número do telefone é 531689. Pode obter também alguma informação na clínica. Fica na Rue du Valai, telefone 530182. Espere que eu escrevo tudo.

- Não preciso - disse Max. - Société Chamoniarde de Secours en Montagne, Place du Mont Blanc, 531689. A clínica é na Rue du Valai, 530182.

O sargento ainda parecia espantado muito tempo depois de Max ter saído.

A Société Chamoniarde de Secours estava sob a guarda de um moço moreno e de aspecto atlético, sentado a uma velha mesa de pinho. Ele viu Max entrar e no mesmo instante pensou que era bem pouco provável que aquele homem esquisito pretendesse escalar alguma montanha.

- Que deseja?

- Sou o detetive Max - disse, mostrando a sua carteira.

- Em que posso servi-lo, detetive Hornung?

- Estou investigando a morte de um homem chamado Sam Roffe.

- Pois não. Eu gostava muito do Sr. Roffe. Foi um acidente muito triste.

- Estava presente quando ocorreu o acidente?

- Não.Subi com minha turma de socorro logo que recebi os sinais, mas infelizmente nada mais pudemos fazer. O corpo do Sr. Roffe tinha caído em uma ravina profunda. Nunca mais será encontrado.

- Como foi que tudo aconteceu?

- O grupo era composto de quatro alpinistas. O Sr. Roffe e o guia eram os últimos.

Segundo me parece, estavam atravessando uma morena glacial. O Sr. Roffe escorregou e caiu.

- Não estava usando equipamento de proteção?

- Estava, mas a corda arrebentou.

- É comum acontecer uma coisa dessas?

- Só aconteceu uma vez - disse o homem com um sorriso por sua gracinha, mas viu a cara do detetive e apressou-se em acrescentar: - Os alpinistas experientes sempre verificam o seu equipamento cuidadosamente antes de qualquer subida, mas, ainda assim, acontecem acidentes.

Max pensou por um momento.

- Gostaria de falar com o guia de Sam Roffe.

- O guia habitual do Sr. Roffe não pôde subir nesse dia.

- Por quê?

- Se não me engano, estava doente. Outro guia tomou o seu lugar.

- Sabe como se chama?

- Se esperar um pouco, posso lhe dizer. O homem desapareceu numa sala contínua e voltou minutos depois, com um papel na mão. - Aqui está o nome do guia:

Hans Bergmann.

- Onde posso encontrá-lo?

- Ele não é daqui. Mora numa aldeia chamada Lesgets. Fica a cerca de sessenta quilômetros daqui.

Antes de Max sair de Chamonix, passou pela portaria do Kleine Scheidegg Hotel e falou com a recepcionista.

- Estava trabalhando quando Sam Roffe esteve hospedado aqui?

- Estava, sim. Foi uma coisa triste aquele acidente.

- O Sr. Roffe estava sozinho?

- Não. Estava com um amigo.

- Um amigo? Tem certeza?

- Tenho. O Sr. Roffe fez as reservas dos quartos para os dois.

- Pode me dizer o nome desse amigo?

- Sem dúvida. - Abriu o livro de registro, virou algumas páginas, Correu o dedo e disse: - Aqui está…

Max levou quase três horas para chegar a Lesgets no Volkswagen, o carro mais barato que encontrou para alugar em Chamonix. Quase passou reto.

Não era sequer uma aldeia. Algumas lojas, uma cabana alpina e um armazém com uma bomba de gasolina. Max parou o carro e entrou na cabana. Havia meia dúzia de homens conversando diante da lareira acesa, mas a conversa cessou no momento que ele entrou.

- Desculpem, mas quero falar com o Sr. Hans Bergnann.

- Com quem?

- Com Hans Bergnann, o guia. Ele está na aldeia.

Um velho com um rosto bastante enrugado cuspiu na lareira e disse:

- Devem ter feito uma brincadeira com o senhor. Nunca ouvi falar de nenhum Hans Bergnann.

Capítulo 34 Era o primeiro dia em que Elizabeth ia ao escritório depois da morte de Kate Erling, uma semana antes. Entrou nervosamente no vestíbulo do térreo, respondendo mecanicamente aos comprimentos do porteiro e do guarda. Viu, nos fundos, operários que consertavam as portas destruídas do elevador. Pensou em Kate Erling e imaginou o terror que ela devia ter sentido, quando caiu para a morte da altura de doze andares.

Elizabeth sabia que nunca mais seria capaz de entrar naquele elevador.

Quando entrou no escritório, a sua correspondência já tinha sido aberta por Henriette, a nova secretária, que havia colocado tudo bem arrumado em cima de sua mesa.

Elizabeth passou os olhos rapidamente por tudo, escrevendo notas para as respostas e encaminhando os casos para vários departamentos. Embaixo, havia um grande envelope fechado com uma observação: "Elizabeth Roffe - Pessoal". Abriu-o com os olhos esbugalhados. Preso à fotografia, havia o seguinte bilhete: "Este é meu belo filho John. Foram as drogas que provocaram isso. Vou matá-la".

Elizabeth deixou cair o bilhete e a fotografia e percebeu que suas mãos estavam trêmulas. Henriette entrou na sala com alguns papéis.

- Aqui estão alguns papéis para serem assinados -disse ela, mas viu o rosto de Elizabeth e perguntou: - Aconteceu alguma coisa?

1 ... 47 48 49 50 51 52 53 54 55 ... 70
Перейти на страницу:
0
Сюжет
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Атмосфера
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Главный герой
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
0
Общее впечатление
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
Итоговая оценка: 0.0 из 10 (голосов: 0 / История оценок)