A Herdeira [em Português]
- Автор: Шелдон Сидни
- Год: 1985
- Язык: португальский
- Жанр: Современная русская и зарубежная проза
Электронная книга - «A Herdeira [em Português]». Краткое содержание книги:
Pegou o último avião da tarde para Zurique.
Classe turista.
Capítulo 37 O chefe da segurança da Roffe and Sons disse a Elizabeth:
- Tudo aconteceu com muita rapidez, Senhorita Roffe. Nada pudemos fazer. No momento em que conseguimos colocar o aparelhamento de combate ao fogo em ação, o laboratório já estava destruído! Tinham encontrado os restos do corpo carbonizado de Emil Joeppli. Não se podia saber se a sua fórmula fora retirada do laboratório antes da explosão.
- O Edifício de Desenvolvimento estava sobre vigilância ininterrupta, não estava?
- Estava, sim. Nós…
- Há quanto tempo chefia o nosso departamento de segurança?
- Cinco anos. Eu…
- Está despedido. O homem ia dizer alguma coisa, mas mudou de idéia e murmurou: - Está bem.
- Quantos homens trabalham sob suas ordens?
- Sessenta e cinco. Sessenta e cinco homens!
E não tinham conseguido salvar Emil Joeppli.
- Estão todos despedidos. Têm o prazo de vinte e quatro horas para sair daqui.
- Escute, Senhorita Roffe, acha que está sendo justa. Elizabeth pensou em Emil Joeppli, nas preciosas fórmulas e no microfone escondido no seu escritório e que ela esmagara com o salto do sapato.
- Saia daqui - disse ela.
Passou a manhã toda esforçando-se por afastar a imagem do corpo carbonizado de Emil Joeppli e do seu laboratório cheio de animais queimados. Procurou não pensar no prejuízo que a companhia teria com a perda daquela fórmula.
Era possível que dentro em pouco uma companhia rival a patenteasse. Não havia nada que pudesse fazer. Vivia numa selva sem lei. Quando os concorrentes acreditaram que a vítima estava sem forças, acorriam para o golpe final. Mas, no caso, não se tratava de um concorrente, e, sim, de um amigo, um amigo fatal.
Elizabeth tomou providências para a contratação de uma nova força de segurança constituída de profissionais. Sentiria-se mais segura cercada de estranhos. Telefonou para o Hospital Internationale de Bruxelas para ter notícias de Madame Van den Longh, a esposa do ministro belga. Disseram-lhe que ela ainda estava em coma e que as possibilidades eram incertas.
Elizabeth ainda estava pensando em Emil Joeppli, no menino mongolóide e na mulher belga, quando Rhys Williams entrou no escritório. Olhou para o rosto dela e perguntou:
- As coisas estão tão ruins assim?
Ela fez tristonhamente um sinal afirmativo. Rhys viu seu rosto abatido e esgotado.
Era difícil saber até onde ela poderia resistir. Aproximou-se, tomou nas mãos as mãos de Elizabeth e disse:
- Há alguma coisa que eu possa fazer para ajudá-la?
Pode fazer tudo, pensou Elizabeth. Precisava desesperadamente de Rhys.
Precisava da energia, da ajuda e do amor dele. Os olhos de ambos se encontraram, e ela se viu prestes a cair nos braços dele e dizer-lhe tudo o que havia acontecido, tudo o que estava acontecendo.
- Alguma novidade sobre Madame Van den Logh? - perguntou Rhys. O momento havia passado.
- Não - disse Elizabeth. -Já recebeu algum telefonema a propósito do comentário feito pelo Wall Streel Journal?
- Que comentário?
- Ainda não leu?
- Não.
Rhys Mandou buscar o jornal em sua sala. O comentário enumerava os recentes problemas da Roffe and Sons e sugeria que a companhia precisava de uma pessoa experiente e capaz de dirigi-la.
- Que mal nos fará esse comentário? - perguntou Elizabeth quando acabou de ler.
- O mal já está feito. Continuaremos a perder mercado.
O interfone tocou e Elizabeth apertou o botão.
- Pronto.
- O Sr. Julius Badrutt está na linha 2. Diz que é urgente.
Elizabeth olhou para Rhys. Ela vinha adiando o encontro com os banqueiros.
- Pode ligar - disse à secretária e, um instante depois: - Bom dia, Sr. Badrutt.
- Bom dia - disse o banqueiro, com uma voz que parecia um pouco áspera do outro lado do fio - Tem algum tempo livre hoje à tarde?
- Acho que sim…
- Está bem. Às quatro horas.
Houve um murmúrio seco ao telefone e Elizabeth compreendeu que Badrutt ainda estava falando.
- Sinto muito o que aconteceu com o Sr. Joeppli - disse ele.
O nome de Joeppli não fora mencionado no noticiário de nenhum jornal a respeito da explosão. Desligou e viu que Rhys a estava olhando.
- Os tubarões farejam o sangue - murmurou ele.
Houve muitos telefonemas à tarde. Entre eles o de Alec.
- Você leu o jornal hoje de manhã, Elizabeth?
- Li, sim. O Wall Street Journal está exagerando.
Houve uma pausa, e então Alec disse:
- Não é só do Wall Street Journal que estou falando. É do Financial Times, que traz um artigo com grande destaque sobre a Roffe and Sons. O artigo não é favorável e os telefones não param de tocar. Os cancelamentos têm sido enormes. O que vamos fazer?
- Falarei com você mais tarde, Alec?
Ivo telefonou.
- Caríssima, prepare-se para levar um choque.
- Estou preparada, Ivo. Pode falar.
- Um banqueiro italiano foi detido há poucas horas, sob a acusação de aceitar suborno. Elizabeth teve um pressentimento do que viria depois.
- Continue.
- Não tivemos culpa. Ele se tornou ambicioso demais e facilitou. Foi preso no aeroporto quando tentava sair da Itália clandestinamente com o dinheiro. Apurou-se que o dinheiro era nosso. Ainda que Elizabeth estivesse preparada para o pior havia uma nota de incredulidade em sua voz.
- Porque estávamos subornando esse banqueiro?
- Se não agíssemos desse modo, não poderíamos fazer negócios na Itália. O costume aqui é esse. Nosso crime não foi subornar o banqueiro, cara. Foi deixar que ele fosse apanhado.
Ela se recostou na cadeira, sentindo a cadeira rodar.
- E agora?
- Sugiro uma reunião o quanto antes com os advogados da companhia. Mas não se preocupe. Só os pobres vão para a cadeia, aqui na Itália.
Charles telefonou de Paris, e sua voz estava quase histérica pela preocupação. A imprensa francesa atacava a companhia por todos os lados. Elizabeth tinha que consentir na venda das ações enquanto a companhia tinha ainda alguma reputação.
- Nossos fregueses estão perdendo a confiança - dissera Charles. - E sem confiança não há companhia.
Elizabeth pensou nos telefonemas, nos banqueiros, nos primos, na imprensa. Era muita coisa acontecendo com muita rapidez. Alguém devia estar por trás de tudo isso.
Ela tinha de descobri-lo. O nome ainda estava no caderno particular de Elizabeth.
Maria Martinelli. Era uma moça alta e de pernas compridas que tinha sido sua colega na Suíça. Correspondiam-se de vez em quando. Maria havia se tornado modelo e mandara dizer a Elizabeth que estava noiva do diretor de um jornal de Milão. Elizabeth não levou mais que quinze minutos para falar com Maria. Depois da troca de cumprimentos, Elizabeth perguntou pelo telefone:
- Você ainda está noiva do jornalista?
- Claro. Vamos nos casar logo que o divórcio dele seja homologado.
- Quero um favor seu, Maria.
- É só dizer o que é.
Menos de uma hora depois, Maria Martinelli telefonava para ela.
- Já tenho a informação que você quer. O banqueiro que foi apanhado quando tentava levar dinheiro para fora da Itália foi vítima de uma traição. Meu noivo diz que alguém o denunciou à polícia de fronteira.